sexta-feira, 11 de março de 2016



Liberdade e censura

Por Armando Soares

                Não é só na política e na administração pública que o Brasil tem sérios e profundos problemas. A imprensa brasileira precisa se reciclar e voltar a representar o foro da liberdade de expressão sem o cacoete de publicar apenas o que lhe interessa e traz vantagens econômicas, particularmente quando as questões envolvem problemas de ordem pública. A imprensa deveria ser um posto avançado do povo para fiscalizar as ações dos políticos, das prefeituras e dos governos, uma vez que a transparência deixou de existir na política e nas instituições com a morte da moral e da ética. O brasileiro precisa saber que uma nação só se constrói se o povo a empurra com um projeto de nação que tenha como predicado a ética, a moral e a honestidade, coisas que desapareceram no Brasil, o que explica o tamanho da criminalidade. O exemplo está vindo de cima, do governo e dos políticos que roubam e prevaricam de todas as maneiras e nada acontece. Se a impressa que é o posto avançado da democracia não ataca a prevaricação, a porta fica aberta para toda ação imoral e criminosa. O Brasil precisa para se soerguer de uma higienização completa em todos os setores públicos e privados, de outra forma continuaremos a conviver com a sujeira moral que destrói inapelavelmente qualquer país.

Segundo a Wikipédia, liberdade de imprensa é a capacidade de um indivíduo de publicar e dispor de acesso à informação (usualmente na forma de notícia), através de meios de comunicação em massa, sem interferência do estado. Embora a liberdade de imprensa seja a ausência da influência estatal, ela pode ser garantida pelo governo através da legislação. Ao processo de repressão da liberdade de imprensa e expressão chamamos censura. A liberdade de imprensa é tida como positiva porque incentiva a difusão de múltiplos pontos de vista, incentivando o debate e por aumentar o acesso à informação e promover a troca de ideias de forma a reduzir e prevenir tensões e conflitos. Contudo, é vista como um inconveniente em sistemas políticos ditatoriais, quando normalmente reprime-se a liberdade de imprensa, e também em um regime democrático, quando a censura não necessariamente se torna inexistente. Geralmente, refere-se a material escrito, mas segundo alguns autores, o termo "imprensa" pode, por vezes, alargar-se a outros meios de comunicação social. De qualquer forma, a liberdade de imprensa corresponde à comunicação através da mídia, como jornais, revistas ou a televisão enquanto a "liberdade de expressão" se aplica a todas as formas de comunicação como, por exemplo, nas artes.

Entretanto, a imprensa, como um meio de comunicação, tem como dever divulgar com veracidade os fatos decorrentes positivos ou negativos. Por se tratar de uma sociedade democrática, não é só dever, mas direito da própria imprensa (com bom senso) transmitir livremente a realidade. A negatividade se encontra quando a imprensa distorce ou encobre a verdade usando a ferramenta de divulgação, desviando o foco do cidadão ao que realmente importa num determinado fato e isso acontece corriqueiramente, disseminando a chamada manipulação analítica dos telespectadores e leitores de jornais e revistas. Não há como contestar essa veracidade quando o assunto é política. Para a população, o certo a fazer é sempre buscar mais informações, em diferentes fontes e meios de comunicação, em busca da verdade para formar sua própria opinião analítica e crítica. Não esqueçamos que a classe pobre brasileira que vota e elege políticos pouco lê jornais e revistas, mas tem televisão em suas casas, um veículo que com facilidade anestesia o telespectador com inverdades, se assim for de conveniência da empresa transmissora. Portanto, necessário se torna verificar, com isenção de ânimo o que vem representando a influência da televisão na atual crise brasileira econômica, social, política, institucional, moral e ética.


A mesma imprensa que defende com unhas e dentes a liberdade de informação na sociedade também omite, disfarça, manipula, abafa, proíbe, censura. Vivemos no Brasil debaixo de mordaças disfarçadas, de mentiras transformadas em verdade através de propagandas subliminares. O que determina a liberdade e a censura é o interesse econômico. A verdade é que apenas os interesses individuais não deveriam prevalecer sobre os da sociedade, mas infelizmente isso não acontece.

                A imprensa e a mídia são conhecidas como o "quarto poder" porque têm um papel importante no mundo democrático. A liberdade de pensamento, de opinião, de expressão e de imprensa é fundamental. Não é à toa que esta liberdade é a primeira vítima dos regimes totalitários de qualquer tendência. Por outro lado, é importante que a imprensa e a mídia não estejam concentradas nas mãos de apenas alguns setores da sociedade, para que não se transformem em porta-vozes exclusivos destes segmentos. A imprensa e a mídia devem ser veículos de opinião e expressão de todos, de toda sociedade, e não de apenas uma parcela desta.

É muito importante ler a notícia. Mas também é muito importante saber por que recebemos esta notícia. Devemos perguntar: "por que esta notícia está na primeira página?". É bom ler o jornal, mas é melhor saber o que pensa o dono do jornal. Por que ele quer que a gente leia determinada notícia? Ou por que esconde a verdade? Muitas vezes informa-se o que se quer informar, o que é conveniente informar. Uma boa estratégia para enfrentar esta situação é, além de conhecer a fonte da informação, variar, ouvir o que os outros, se existirem, têm a dizer.


Lamentavelmente no Brasil a imprensa se curva ao interesse econômico, o que é um risco para a vida do país e dos brasileiros, estes totalmente absorvidos no seu trabalho do dia-a-dia, o que impede de poder avaliar o funcionamento do Estado, da democracia e da liberdade, avaliação que deveria caber à imprensa, mas que está, na sua maioria, a serviço de interesses pequenos e de grupos políticos que transformaram o Brasil numa republiqueta sem rumo e totalmente esburacada por ratos roedores do dinheiro público.

                Nicholas Hagger nos dá um exemplo sobre o poder do econômico. A maioria de nós enfatiza Hagger, tem uma atitude ingênua em relação à riqueza. Acreditamos que a geração e a manutenção da riqueza são elementos separados dos corredores do poder, da política e, especialmente, da política democrática. No entanto, os dois fatores são inseparáveis. O poder econômico dá as cartas. Um grupo de indivíduos e de famílias passou a controlar uma significativa parcela da riqueza mundial, colaborando para promover seus interesses comerciais conjuntos: os Rothschilds, Rockefellers, Warburgs, Morgans e Schiffs – famílias dos homens influentes que inventaram o Federal Reserve System na ilha Jekyll, o que Hagger chama de “a Corporação”. A Corporação tem natureza dinástica. Renova-se de geração em geração e, existe até hoje. Os Rothschilds ganharam um monte de dinheiro com a Batalha de Warterloo e outros conflitos, escondem-se por trás de uma rede de bancos comerciais, negócios com ouro e empresas de participação (holdings) em empreendimentos imobiliários e negócios com petróleo. Os Rockefellers passaram a controlar todos os novos bancos centrais, negócios com o petróleo. Suas fortunas são estimadas em trilhões de dólares. Financiaram guerras, revoluções da esquerda e da direita. Tanto o capitalismo como o comunismo foi financiado pelos Rockefellers e Rothschilds, o que prova que quem manda no mundo é o dinheiro. Depois dos eventos de Waterloo, os Rothschilds têm sido genericamente identificados como a força motora imperialista da Grã-Bretanha e dos maiores países da Europa. O movimento intelectual do internacionalismo refletia aspirações semelhantes, embora usasse métodos distintos. Os Rothschilds também tinham interesse em financiar esse tipo de movimento. Por exemplo, na década de 1860, financiaram o livro O Capital de Karl Marx, também o autor do Manifesto Comunista. Enquanto as pessoas se matam defendendo a religião, ideologias, os poderosos que comandam o dinheiro ficam cada vez mais ricos. Isso acontece porque qualquer revolução e guerra por menor que seja precisa do dinheiro para comprar armas, combustível, alimentos e outras coisas. Como o dinheiro não tem pátria, ética, moral, ideologia e religião se presta para qualquer coisa suja e imoral, como se prova bem junto de nós no Brasil. A conclusão desses exemplos é que o dinheiro é o senhor absoluto no mundo e comanda todas as ações políticas, conflitos e guerras, pois são dos conflitos que os poderosos aumentam seu patrimônio se credenciando para a tarefa de dominação mundial.


Sabendo dessa verdade é que se pode afirmar com segurança que a imprensa omite, disfarça, manipula, abafa, proíbe e censura. A prova dessa verdade está na omissão da imprensa em não informar ao povo brasileiro da verdadeira intenção política do PT, da verdadeira intenção de Lula, de Dilma, da sujeira que existe na alcova da justiça, da administração pública seja ela municipal estadual e federal, das negociatas que sempre existiram nos governos petistas, na questão ambiental fraudulenta, uma caixa de fazer dinheiro à custa do empobrecimento de regiões amazônicas, como é o caso do Pará que não tem programa de desenvolvimento econômico, mas tem o programa de municípios verdes que propicia vantagens aos seus administradores. Belém do Pará, um município sem perspectiva, sem vida econômica é sustendo por propagandas enganosas, mentirosos, verdade encoberta pela imprensa que teoricamente tinha o dever de mostrar a verdade ao povo para que não continue enganado. A boa imprensa tem o dever de mostrar a verdade para que o povo não seja enganado e perca sua vida em região que não tem perspectiva.

“Quem quiser nascer tem que destruir um mundo”, mensagem de alto significado contida no livro Demian, de Hermann Hesse, que significa destruir no sentido de romper com o passado, romper com as máscaras que encobrem com a verdade no nosso dia-a-dia. Romper com a mentira, com a enganação. A higienização do Brasil passa também pela imprensa, um poder extraordinário que pode conduzir o povo para o precipício ou para a prosperidade. O mundo brasileiro corrompido, imoral, canhestro, imundo, cínico que conhecemos e que tanto mal nos tem feito tem que ser destruído para que um novo Brasil seja criado.

Armando Soares – economista



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