Por Leo Daniele
O homem moderno sente-se órfão mesmo quando possui uma família, até quando tem um pai e uma mãe; sente-se órfão porque as elites não existem ou não atuam, e muitas vezes dão os piores exemplos; sente-se órfão porque a voz da Igreja não se faz ouvir como antes; e porque não existem mais na sociedade grandes personagens e grandes valores, já nem digo na ordem moral, mas simplesmente na ordem da sabedoria, do talento e da força de personalidade.
O mundo moderno está órfão. Ele se sente, na colorida expressão de Plinio Corrêa de Oliveira, “cheio de nada e vazio de tudo”. O vazio é hoje seu pai e sua mãe.
Em sentido contrário, Donoso Cortés assim descreve belamente o exemplo que Nosso Senhor nos dá: “Sei que Tu és como a mãe e eu como o menino pequenino, em quem a mãe infunde o desejo de andar, e em seguida lhe dá a mão para que ande, e depois lhe dá um beijo na testa porque quis andar e andou com a ajuda de sua mão.(1)É sublime!
Estava eu nestas cogitações sobre a orfandade, a paternidade e a filialidade, quando chega às minhas mãos a mensagem do príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança ao Papa Francisco. E que vejo? Um magnífico exemplo de filialidade numa situação delicada, pois se tratava de apontar alguns fatos, em que o Pontífice estava mal informado .
