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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Muito reverente, muito filial e muito firme

Do site do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira

No centro da Praça de São Pedro, no Vaticano, ergue-se este multimilenário obelisco, trazido do antigo Egito. O monólito monumental é encimado pela Cruz de Cristo, tendo em sua base o dístico “Stat Crux, dum volvitur urbis!” (Enquanto o mundo gira, a Cruz permanece firme). É símbolo da própria Igreja — monumental, monolítica, altiva, desafia o mundo, perene ao tempo e à maldade humana.
Por Leo Daniele
O homem moderno sente-se órfão mesmo quando possui uma família, até quando tem um pai e uma mãe; sente-se órfão porque as elites não existem ou não atuam, e muitas vezes dão os piores exemplos; sente-se órfão porque a voz da Igreja não se faz ouvir como antes; e porque não existem mais na sociedade grandes personagens e grandes valores, já nem digo na ordem moral, mas simplesmente na ordem da sabedoria, do talento e da força de personalidade.

O mundo moderno está órfão. Ele se sente, na colorida expressão de Plinio Corrêa de Oliveira, “cheio de nada e vazio de tudo”. O vazio é hoje seu pai e sua mãe.
Em sentido contrário, Donoso Cortés assim descreve belamente o exemplo que Nosso Senhor nos dá: “Sei que Tu és como a mãe e eu como o menino pequenino, em quem a mãe infunde o desejo de andar, e em seguida lhe dá a mão para que ande, e depois lhe dá um beijo na testa porque quis andar e andou com a ajuda de sua mão.(1)É sublime!
Estava eu nestas cogitações sobre a orfandade, a paternidade e a filialidade, quando chega às minhas mãos a mensagem do príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança ao Papa Francisco. E que vejo? Um magnífico exemplo de filialidade numa situação delicada, pois se tratava de apontar alguns fatos, em que o Pontífice estava mal informado .