Em meio ao caos do mundo moderno, cada vez mais se nota uma tendência a “legitimar” situações ilegítimas, designando-as com palavras de uso corrente. A palavra como que “escorrega” de seu sentido original e passa a significar outra coisa.
O que propõe evidenciar aqui é a inversão linguística que se opera para viabilizar um discurso falacioso, qual seja, o de que o estado irá cuidar das pessoas, oferecendo-lhes saúde, educação, segurança, moradia e outras garantias que somente são pagas com as migalhas que sobram depois de tomadas dos cidadãos à força e consumidas às fartas pelos "obrigados".