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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ordem Liberal: A hora das trevas ecológicas

Consagrado ao liberalismo da tradição clássica e Escola Austríaca de Economia.

Editor e Redator: Ivan Lima 
– junho de 2014 – Belém – PA.

“Este ataque em voga ao crescimento e á riqueza é nitidamente um ataque feito por progressistas das altas classes, contentes e confortáveis, que desfrutam de um padrão de vida e de um contentamento material que não chegou sequer a ser sonhado pelos homens mais ricos do passado; é fácil para esses progressistas de classe alta torcer o nariz para o “materialismo” e fazer campanhas pela interrupção de todos os avanços econômicos futuros. Para a maior parte da população mundial, que ainda vive na miséria, este brado pela interrupção do crescimento é verdadeiramente obsceno; porem até mesmo nos Estados Unidos existe poucas evidências de saciedade e superabundância. Até mesmo os próprios progressistas, não se destacaram por fazer uma fogueira com o cheque dos seus salários, como uma forma de contribuição á guerra contra o “materialismo” e a “riqueza”.
Murray Rothbard - Por uma Nova Liberdade – Cap. 13, pag. 288. Edição do Instituto  Ludwig  von  Mises – Brasil.   

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Socialismo Maduro.


“Socialismo: caminho que sai do capitalismo para chegar ao capitalismo.”
Chistes de Cuba Sobre La Revolucion - 
Modesto Arocha – Pag.121.

O mundo não acabou conforme E$pertamente previa determinado calendário apocalíptico. Mas certamente está acabando para milhões de corações e mentes venezuelanos que amam a liberdade, a prosperidade, e a paz. 

Ivan Lima

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Como Levamos Tranco! Ou, o que se vê e o que não se vê.

Consagrado ao liberalismo da tradição clássica e Escola Austríaca de Economia.
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Editor e Redator: Ivan Lima
maio de 2014 – Belém – PA.

“Na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não é somente um efeito, mas uma série de efeitos. Os outros só aparecem depois, e não são visíveis” Frédéric Bastiat - O que se vê e o que não se vê – Ensaios – pag. 12.


Por Ivan Lima

Na Babilônia, com o código de Hamurabi, passando pela Roma dos Césares, estão algumas das origens mais remotas da interferência do estado na economia. Mas foi na Alemanha de 1881, e mais especificamente quanto à interferência do estado nas relações de trabalho, quando se deu o inicio de toda a moderna configuração estatal trabalhista no mundo. Com a criação da legislação trabalhista, a Alemanha de então se tornou a Meca da peregrinação de filósofos, políticos, artistas, intelectuais, e coletivistas de todas as escolas, para beberem direto na fonte que transformaria o mundo, segundo a visão deles, num paraíso: o inferno do intervencionismo. Mais adiante, a tragédia se ampliou com o marxismo, e fundação, por Vladimir Lênin, do “primeiro estado camponês e operário da história”, inspirando o mundo ir mais fundo no poço. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ordem Liberal: Imposto de renda


“Se nos impuserem esse imposto, será lícito que nos livremos dele um dia? Enquanto durar a guerra, isso não será possível. Se na paz esse acréscimo às rendas públicas for julgado indispensável? Agora, o ministro Pitt, usando de grande moderação, pede apenas um décimo de nossas rendas, mas o que impedirá de, no futuro, exigir um quinto ou mesmo um terço? Faz-se mister ainda observar que essa lei será pretexto para uma infinidade de exigências altamente vexatórias.” 
Sir John Sinclair, opondo-se ao novo tributo, Imposto de Renda, na Câmara dos Comuns, Inglaterra. 
“Quais serão as consequências desta lei? Os seus únicos resultados serão o imediato aniquilamento de nosso comércio, a destruição de nossas fortunas e provavelmente de nossa liberdade pessoal”. Charles Fox, na mesma Câmara dos Comuns, também se expressando sobre o Imposto de Renda.  

Por Ivan Lima
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Imposto de Renda. 

No termino do século XVIII, a Inglaterra instituiu após debates no parlamento, o Imposto Sobre a Renda. A alegação para a criação do aludido imposto, era o de levantar recursos para a guerra, ante as ameaças bélicas de Napoleão Bonaparte. O seu caráter, portanto, seria provisório. Mas a Inglaterra venceu, e o provisório, brevemente suspenso após o termino da guerra, tornou-se permanente; e, ao longo do tempo, o Imposto de Renda foi se alastrando como erva daninha no mundo. 

No Brasil, o Imposto de Renda tornou-se oficial nos anos 20 do século passado. Com ele, mais as legislações trabalhistas, e outras doutrinas invasivas á vida individual, todas de restrição e confiscatórias, o estado, no mundo, ia se tornando supremo sobre a ação humana, restringindo com o tempo, a sua criatividade, produção e liberdade. 

Embasado na ideia antiquíssima que tinha no estado uma manifestação divina que ia da proteção da cidade á sua riqueza baseada na guerra de pilhagem, deriva daí, passando por várias teorias do estado provedor totalitário que vai de Platão a Marx, a teoria de redistribuição, do qual certamente resulta nos tempos modernos a criação do Imposto de Renda.

 Que nada mais é do que a doutrina do confisco em ação. Doutrina a que os governos sempre lançaram mão na economia e prosperidade do indivíduo, em muitos tempos históricos, para realizar obras não solicitadas pelas vítimas, os cidadãos. 

Obras faraônicas da antiguidade e hoje, incluindo assistencialismo social viciante e corrupto, tudo predador da vida, poupança e prosperidade individual. Obras do ilusionismo benevolente do estado intervencionista, por si só absurdo. Drenagem para o nada dos recursos tomados dos cidadãos pelo aludido imposto e outros. 

O que o gênio de Ludwig von Mises nos alerta sobre o Imposto de Renda ainda hoje nos espanta e incita á luta pela quebra dos grilhões: o sistema de taxação discriminatória universalmente aceito sobre o nome enganador de Imposto Sobre a Renda não é um sistema de taxação. É, mais exatamente, uma maneira de expropriar os capitalistas e empresários bem-sucedidos. É incompatível com a economia de mercado, digam o que disserem os acólitos do governo. 

O que mais pode fazer é contribuir para o advento do socialismo. Embora seja difícil de acreditar, o exame da evolução do Imposto de Renda, desde a sua criação até os nossos dias, indica que muito brevemente esse imposto absorverá 100% de toda a renda que ultrapasse a média salarial dos indivíduos. L. V. Mises - Ação Humana – Capítulo XXXII – pagina 1.100. Ed. Instituto Liberal. 

Sem dúvida, o Imposto de Renda é o mais acintoso e mais cruel de todos os impostos porque invade através da coerção estatal a privacidade do indivíduo, examinando detalhadamente suas propriedades para confiscar os frutos de sua justa e legítima ação na troca de bens e serviços baseada na divisão do trabalho, restringindo sua liberdade, empobrecendo-o, e, no todo á sociedade. Mas os artificialismos que danam a ação humana possuem todos, prazo de validade. Você já viu alguns deles saírem da gôndola da história. 

Certamente chegará o dia do Imposto Sobre a Renda.         

Ivan Lima, 63, é publicitário. Fundador do boletim Ordem Liberal. E-mail: ivanlima8@hotmail.com  Publicado em LIBERTATUM.                                                 
Governo Limitado – Propriedade – Liberdade - Paz

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Maioridade Mental


"De menor" faltando dois dias para
alcançar a maioridade,
assassinou  Yorraly Ferreira, 14 anos.

“Com a nossa capacidade de fazer maluquices em nome das boas intenções, criamos uma legislação de menores que é um tremendo estímulo á perversão e ao crime ao fazê-los inimputáveis até os 18 anos”. 
Roberto Campos; escritor liberal.



Por Ivan Lima
Debate-se novamente no Senado a redução da maioridade penal. Mas ante o tema persistem algumas questões que formulei, e uma tese, que em razão delas, aqui sucintamente exponho.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Supremacia Racial.


“É fácil ser um defensor da liberdade de expressão quando isso se aplica aos direitos daqueles com quem estamos de acordo.” – Walter Block.

Fatos como o ocorrido recentemente quando a torcida colombiana imitava o som produzido por macacos toda vez que determinado jogador brasileiro tinha a posse de bola, são episódios marcantes da ótica degrada de dois pesos e duas medidas que meios de comunicação e formadores de opinião têm sobre “racismo”. Houve um estardalhaço nacional promovido pela imprensa que pediu á FIFA que punisse o clube estrangeiro suspendendo seus jogos, multasse e interditasse seu estádio, e, por consequência, penalizasse toda uma população por “racismo”... Não atos imitativos de animais, mas certamente a ideologia da supremacia racial é terrível, quando compondo toda a gama de ideias de uma doutrina, exerce o poder totalitário numa sociedade. Vimos ás trágicas consequências disto quando o nacional socialismo esteve no poder na Alemanha e teve apoio e simpatia de alguns países; inclusive de importantes políticos da cúpula de poder, no Brasil, com a ditadura do estado novo de Getúlio Vargas, e nesse período histórico, o país chegou a ter a maior seção do Partido Nazista fora da Alemanha.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Duplipensar

“Ideias somente ideias podem iluminar a escuridão”. Ludwig von Mises.

Por Ivan Lima

Pedem-me para falar sobre declarações de autoridades do partido no poder, relativo ás depredações, incêndios, e explosões a ônibus, bancos, lojas, pessoas, etc. sob a alegação de “protesto”.

O homem segue ideias, já se disse. O que ouço as aludidas autoridades condenarem e o que expressa a doutrina socialista a que servem, possui um choque contraditório brutal, dois mundos de pensamentos diversos, duas personalidades conflituosas. Em qual delas não acreditar? Na autoridade guardiã da lei ou no militante que trabalha para ir destruindo o sistema de cooperação pacífica de trocas voluntárias, seguindo a ideologia que professa? Como veem, são perguntas o que tenho como resposta.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quando se subestimam as ideias

Consagrado ao liberalismo da tradição clássica e Escola Austríaca de Economia. Editor e Redator: Ivan Lima – Janeiro de 2014 – Belém – PA.

“Todo ordenamento social existente é o produto de ideologias previamente pensadas. Numa sociedade, novas ideologias podem surgir e suplantar as antigas e assim transformar o sistema social. A ação é sempre dirigida pelas idéias; realiza o que foi antes pensado”. Ludwig von Mises, Cap. IX, O Papel das Idéias, Ação Humana – vol. 1, pag.263. (Ordem Livre/Instituto Liberal)
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Quando se subestimam as idéias

O que acaba de ocorrer no Chile, com a vitória nas urnas da candidata socialista Michele Bachelet, com um programa mais radical do que quando foi eleita a primeira vez presidente, diz bem do que pode ser uma grave falha dos liberais, no comando de nações, ou fora dele: subestimar o poder das idéias, não dando a elas uma atenção muito mais específica, disciplinada e consistente na batalha ideológica. O problema não é novo, basta lembrar que quando dominava o cenário político no mundo no século XIX, ¹tendo o apoio das massas, dos intelectuais, e trazendo juntamente com o capitalismo e o padrão ouro uma era sem precedentes em qualidade de vida, paz e liberdade para a história humana, que tem conseqüências benéficas até hoje, os liberais, achando que a humanidade não ia mais recuar, acomodaram-se quanto à importância do papel das idéias.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Greve na Educação


Consagrado ao liberalismo da tradição clássica e Escola Austríaca de Economia.

Editor e Redator: Ivan Lima 
Dezembro de 2013 – Belém – PA.

 O Estado é gigantesco, gastador, ineficaz, labiríntico, para que você não perceba o quanto deve ser simples e eficaz, se
colocado na única função que justifique sua existência: a segurança do cidadão. Ivan Lima

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Medicina, Monopólio e Mercado

           

   Consagrado ao liberalismo da tradição clássica e Escola Austríaca de Economia.

Editor e Redator: Ivan Lima
Novembro de 2013 – Belém – PA.

“Numa sociedade de mercado, livre de interferências, os ganhos de um indivíduo não decorrem da dor ou do sofrimento dos seus concidadãos; decorrem do fato de ter aliviado a sensação de desconforto dessas mesmas pessoas. O que faz mal ao doente é a doença e não o médico que o  cura. ” Ludwig von Mises – Ação Humana, pag. 928.


Medicina, monopólio, e mercado.

Depois que amainou a tempestade de polemicas causada pela importação dos médicos cubanos pelo governo brasileiro, abordo a questão pelo único ângulo em que de fato reside a causa sobre a alegada falta de médico no sistema de saúde pública no país: o monopólio que o Estado exerce sobre o ensino e formação médica. 

Ao restringir a vontade dos indivíduos tornarem-se médicos editando cotas mínimas tantos nas universidades públicas quanto nas particulares bem como manipulando a área médica, impedindo o mercado agir livremente na expansividade, e abundancia de formação profissional que só a visão e criatividade empresarial proporcionam, com liberdade, o Estado origina a falta de profissionais médicos.