segunda-feira, 30 de março de 2015


LIBERTATUM recebeu via Augusto Benone, matéria do amigo Flavio sobre a CNBB e a reforma política comunista do PT pela qual a entidade do mal infiltrada na Igreja Católica já está trabalhando para manipular o povo rumo á escravidão marxista. Em plena Semana Santa, o maior serviço que procuramos realizar em prol da civilização e da espiritualidade e transcendência da Igreja Católica e seus elevados valores ancestrais é denunciar e solicitar que se compartilhe ao máximo a tétrica notícia aqui veiculada. Grato. 




Assunto: CNBB coage povo para assinar documento pro reforma politica do PT

É POR ESSE E OUTROS TANTOS MOTIVOS QUE 

TEMOS QUE SAIR AS RUAS E GRITAR CONTRA
ESSE PARTIDO DE BANDIDOS, ASSOCIADOS
AOS BANDIDOS RELIGIOSOS.
NÃO DA PARA ACREDITAR...ESTOU VENDO
O BRASIL DESMORONAR NO ABISMO
E O POVO COMENDO NA MÃO DESSA
CAMBADA DE FILHAS DAS PUTAS.
Flávio

O pior é que a CNBB está usando a boa fé dos católicos, e durante as Missas e celebrações da Quaresma, e nas sacristias paroquiais, está fazendo nosso povo levar o titulo de eleitor e assinar inocentemente um documento a favor da reforma política que dá plenos poderes para o PT implantar uma Ditadura Comunista no Brasil, sem saberem do que se trata.
Isto é nitidamente uma coação, pois joga com o despreparo intelectual deste contingente da população. Estas pessoas pensam que o “pedido” do padre faz parte da Campanha da Fraternidade.



A CNBB está agindo na surdina colhendo essas assinaturas que o PT precisa e ninguém está fazendo nada pra impedir esse 171, um autêntico golpe!...São verdadeiros Judas, traidores da Pátria e até da própria Igreja!


Os bispos estão correndo atrás do prejuízo dos acordos que Dilma fez com os evangélicos quando das últimas eleições. Tudo um bando de oportunistas, bispos e pastores evangélicos fundamentalistas!
XÔ, FORA ELES TAMBÉM !!! VÃO TODOS PRA CUBA !!!

Católicos, não assinem, denunciem!

A Europa e a Fé Cristã - Do Fim da Idade Média ao Modernismo (Parte II)



Vídeo palestra de Guilherme Freire, A Europa e a Fé Cristã (II parte)

Primeiro eles vieram atrás dos judeus - Ben Shapiro



Vídeo com Ben Shapiro e a conspiração contra a civilização

Eduardo Cunha diz que "PMDB finge que é do governo e PT finge que acredita"



Em entrevista ao jornal O Globo (neste domingo 29), Eduardo Cunha sinalizou que a aliança PT-PMDB está próxima do fim

Por Redação - em Brasilia

Na essência, Cunha afirmou que o PMDB finge que é governo e o PT finge que acredita. “Os ministros do PMDB não têm ministério relevante. Sempre foi assim. Na prática, a gente finge que está lá. E eles fingem também.”

Cunha também negou que ele e seu colega Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, tenham tomado o comando do País. “Quem tem a caneta? É ela. Quem edita medidas provisórias? É ela. Quem libera o orçamento? É ela. Quem nomeia e indica a cargo? É ela. Então é ela quem governa”.

O presidente da Câmara também voltou a acusar o Palácio do Planalto de tentar enfraquecer o Congresso, com a Operação Lava Jato. “Ficou claro e nítido que eles estavam fazendo uma opção de enfraquecer a todos nós”.

Outro alvo do parlamentar é o ministro Gilberto Kassab, das Cidades, que tenta recriar o PL, para atrair parlamentares insatisfeitos com suas legendas. “Operação Tabajara”, disse ele. “Se deram corda para o Kassab, quem deu a corda é que está errado”, disse Cunha. Ele afirma que foi uma tentativa clara de atingir o PMDB.

Indagado se pensa em assumir a presidência da República, quando Dilma e o vice Michel Temer se ausentarem do País, Cunha foi irônico. “Se o Cid Gomes ainda fosse ministro, eu podia demitir o Cid. Mas não vou poder nem demitir o Cid”.

Sobre a Lava Jato, em que é um dos alvos da investigação, Cunha mandou um recado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Estou em guerra aberta com o Janot. Vamos ver até que nível ele vai“. Cunha, no entanto, admitiu se tratar do maior escândalo do mundo.

Pela entrevista deste domingo, Cunha sinaliza que nem a indicação do aliado Henrique Alves para o Turismo será capaz de apaziguá-lo.


Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2015/03/eduardo-cunha-diz-que-pmdb-finge-que-e.html#ixzz3Vs3N6HY7


Matéria extraída do Portal de Notícias
Estatal não é público

 

size_810_16_9_protesto-petrobras.jpgSe usamos uma só palavra para nomear duas coisas diferentes que às vezes aparecem juntas, essas duas coisas acabam se tornando uma só no imaginário popular. 
É o caso do termo "público".
Público opõe-se a privado. Só que há dois tipos de "privado": aquilo que é do uso exclusivo de poucos, e aquilo que é propriedade privada.
E há dois tipos de "público": aquilo que muitos usam livremente, e aquilo que pertence ao estado. Sob um mesmo termo, "do estado" e "para todos" viram sinônimos. Mas o estado não é, nem nunca será, para todos.

Essa confusão serve muito bem aos interesses do próprio estado, que se aproveita da aura positiva que o termo "público" confere. Ele, de alguma maneira, é de todos, por todos, para todos.  Representa a vontade geral, tem um pouquinho de cada cidadão, é uma força ordenadora que paira sobre a sociedade — diferente do setor privado, onde impera a ganância, o lucro (esse pecado capital) e o interesse... privado.

Muita gente nem percebe que "estado" e "sociedade" não são a mesma coisa.
Ao dizermos que o estado é público repetimos mantras espirituais de um passado em que se acreditava que o estado tinha algo de divino, numa verdadeira mística do poder. Tirou-se o Deus transcendente da jogada e colocou-se o deus-povo em seu lugar, como se houvesse um povo além e acima dos indivíduos que o compõem.

Hoje em dia, nosso estado é laico, mas apenas com relação às religiões que competem com a sua. Quanto a si mesmo, não há ficção espiritual, mentira piedosa ou hagiografia de que ele não faça uso para perpetuar seu poder onde ele mais importa: nas mentes dos fieis/súditos/cidadãos/contribuintes. Uma dessas santas artimanhas é justamente a ilusão de que se trata de um "setor público", representante e servidor do povo.

Algumas das posses do estado são, de fato, públicas. Ele tem o monopólio quase absoluto, por exemplo, do tipo mais básico de espaço público: a rua. Mesmo as ruas, contudo, nem sempre são públicas: em São Paulo, muitas vilas têm portões que impedem a entrada de não moradores. Estradas estatais cobram pedágio. Por outro lado, praças, parques, museus e bibliotecas, que também são espaços públicos, nem sempre são do estado. E ainda outros espaços públicos como bares, restaurantes e shoppings são quase sempre propriedades privadas.
Muito do que o estado tem ou faz, ademais, é exclusivo, é para poucos. Poucos podem usar a frota de carros oficiais ou cursar o Instituto Rio Branco ou mesmo receber um diploma da USP. São do estado, mas impõem severas restrições ao acesso.

Pensemos no ensino estatal; ele é "gratuito". Mas há escolas privadas que também oferecem vagas gratuitas; e outras, filantrópicas, que atendem apenas gratuitamente; e nem por isso as chamamos de "públicas". Ao mesmo tempo, instituições de ensino estatal podem cobrar, como fazem as universidades estatais nos EUA e na Inglaterra. Ser chamado de "público" não tem nada a ver com a real abertura, gratuidade ou universalidade; é apenas um termo que se aplica ao que vem do estado. E um termo nada neutro.

O estado, por ser o "setor público", goza de uma prerrogativa de benevolência ou generosidade. No entanto, a ideia de que os bens e serviços do estado "servem a todos", ao interesse comum ou ao bem público — em oposição a empresas que buscam o bem privado — é uma fórmula retórica vazia. Por acaso empresas que produzem e distribuem comida não servem ao interesse público? E as que produzem e vendem serviços de cultura e entretenimento? Tudo que tem uma demanda é um interesse público.

Empresas como Google e Facebook servem — gratuitamente — a muito mais pessoas do que o estado brasileiro.  Qual o sentido de dizer que os interesses deste são "públicos" e os delas "privados"?
Outra faceta do mito estatal diz que o estado é público porque é seu, meu e de todos nós; ou ao menos que ele representa o coletivo. Isso também não é verdade. O estado é uma organização entre outras, e ele não é mais "nosso" do que qualquer empresa. O mecanismo do voto, nosso meio de agir sobre ele, é mais tênue e ineficaz do que o poder do consumidor sobre qualquer empresa ao comprar e deixar de comprar (poder do qual o estado se blinda por meio dos impostos e da emissão de dinheiro).

Ademais, o poder dos políticos eleitos é limitado, pois eles constituem uma fina camada do estado. O grosso dele é composto de funcionários cuja atividade independe do voto popular e sem o apoio dos quais nenhum político pode governar. Já no famigerado setor privado, ao menos no caso das empresas negociadas em bolsa (que também são chamadas, à sua maneira, de públicas), aí sim você pode se tornar dono de uma parte delas; e pode inclusive vendê-la depois.
Por acaso temos direito de vender a parcela do estado que supostamente nos pertence? Não, e por quê? Dica: ele não é nosso.

O estado não é mais público do que tantas outras instituições que são propriedade privada. Quem de fato o controla são poucos e não tem como ser diferente. Muitos de seus serviços e benefícios são direcionados a poucos (pensemos agora no BNDES ou nas aposentadorias dos servidores públicos, esses heróis da pátria). Ele também não está mais voltado ao serviço do público do que outras organizações. Seus agentes, por fim, não são mais virtuosos ou altruístas do qualquer outra pessoa; respondem aos mesmos exatos incentivos que todos os pobres mortais.

Assim, ao falar das coisas do estado, evite o adjetivo "público"; ele engana. Utilize "estatal" em seu lugar. Funcionário estatal, escola estatal, rua estatal, interesse estatal, setor estatal. Reserve o "público" para praças e bares, que podem ser estatais ou não. A perpetuação da mística do poder do estado só nos afasta da realidade crua: o estado não é você, o que é dele não é seu, não há uma vontade coletiva por trás dele e ele não conhece e nem serve a seus interesses melhor do que qualquer outra organização.

Na verdade, o estado — esse ente de razão — nem existe; são só pessoas como você e eu, que não sabem mais e não são melhores do que você e eu, mas cuja vontade recebe — de nossa parte — a permissão tácita para se impor à força. No dia em que essa verdade realmente penetrar nossa consciência, ele estará em maus lençóis.

Joel Pinheiro da Fonseca é mestre em filosofia e escreve no site spotniks.com." Siga-o no Twitter: @JoelPinheiro85 
Matéria extraída do website do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Miguel Nagib e o Escola Sem Partido

Por  

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Sobre o autor

Instituto Liberal
Instituição sem fins lucrativos
O Instituto Liberal é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a pesquisa, produção e divulgação de idéias, teorias e conceitos que revelam as vantagens de uma sociedade organizada com base em uma ordem liberal.

Um país chamado favela

FAVELA
Uma das características dos socialistas é oferecer provas contra si mesmos, seja por meio de seus governos, seja por meio de seus discursos e livros. Eles próprios se encarregam de deixar bem claro o quanto são incompetentes, delirantes e contraditórios, muitas vezes evidenciando o quanto são incapazes de enxergar que muitos dos fenômenos sociais que eles enaltecem fazem parte, na verdade, do argumento liberal, não do discurso socialista.
Acabei de ler Um País Chamado Favela, livro escrito por Renato Meirelles e Celso Athayde. Não perderei o meu tempo falando sobre as primeiras 25 páginas (o livro tem 167) dedicadas à tentativa de implantar no leitor adjetivos elogiosos ao livro antes mesmo dele o ler. Não perderei meu tempo debochando das apresentações assinadas por “grandes intelectuais brasileiros”, tais como Preto Zezé, MV Bill e… Luciano Huck! Também não perderei tempo enumerando as distorções na leitura da história recente do Brasil. Comprei o livro por causa das estatísticas que os autores oferecem.
Resumidamente, para 96% dos moradores das 63 favelas pesquisadas, NÃO foram políticas públicas as responsáveis pela melhoria da qualidade de vida. Para 14%, a família foi a causa, para 40% foi Deus o responsável e para 42% a melhoria de suas vidas foi obra tão somente de seus próprios esforços, ou seja, aquilo que os liberais gritam todos os dias – a potência do indivíduo!
Além de dados, a pesquisa que gerou o livro também oferece relatos de empreendedorismo dentro de comunidades distantes das ações estatais, salientando que foi justamente a distância entre indivíduos e governo que os tornaram fortes e criativos − “Os jovens, em particular, são filhos e netos daqueles cidadãos abandonados e maltratados pelo Estado. Criados a partir dessa memória familiar recente, não enxergam o governo, qualquer que seja, como provedor de bem-estar. Não raro treinados em modelos espartanos de sobrevivência, convertem-se em homens e mulheres particularmente resilientes que aprendem, enfrentam preconceitos e fazem acontecer”, escrevem. O que pode ser mais libertário do que isso?
A despeito dos dados e testemunhos que comprovam que o pobre não é nenhum incapaz, os autores se esforçam em tentar nos fazer crer que a melhoria na qualidade de vida nas favelas foi obra do PT, chegando a afirmar, por exemplo, que seus moradores só puderam planejar melhor suas vidas quando começaram a receber contracheques impressos. Segundo eles, não foi o fim da inflação e a estabilidade econômica que possibilitou que pessoas de baixa renda tivessem acesso ao crédito, mas sim um pedaço de papel.
Num dos capítulos, Renato Meirelles assume a narrativa para falar sobre a trajetória de seu parceiro, Celso Athayde, começando com a seguinte frase: “Ele não aprendeu com Keynes ou com Amartya Sen, mas com a vida, tocando pequenos negócios no vasto universo de excluídos e daqueles em processo de inclusão”. Sim, ele cita dois gurus do socialismo para ilustrar a trajetória liberal de uma pessoa que abre caminho por si mesmo na sociedade e que, voluntariamente, direciona seu trabalho para os interesses das comunidades mais pobres, explicitando, portanto, que os socialistas não conseguem sequer distinguir socialismo de liberalismo. Darei um ajuda: Oferecer seu tempo, seu trabalho, seu dinheiro ou apenas seu interesse aos pobres não faz uma pessoa socialista. Uma pessoa se torna socialista quando ela passa a cobrar que o Estado obrigue outras pessoas a fazer caridade, exigindo que os mais ricos, apenas por serem mais ricos, devam aceitar que o governo lhe tome dinheiro para supostamente dar aos pobres apenas por estes serem pobres.
A trajetória “social” de Athayde, relatada por Renato, culmina na criação da Favela Holding, iniciativa responsável pela criação de um shopping center dentro do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, empreendimento de R$ 22 milhões. Os autores desconhecessem que isso se chama iniciativa privada e voluntária, o pilar do liberalismo. Ignoram que qualquer iniciativa desse tipo, se fosse empenhada pelo Estado, custaria 10 vezes mais e ofereceria serviços ruins. Ignoram que o sucesso de empreendimentos como os citados no livro se deve principalmente por serem iniciativas de pessoas comuns e que, por isso, têm mais condições de saber o que pessoas comuns precisam – o que o Estado nunca conseguirá saber.
No livro, constam também outros casos, como o de Elias Tergilene, que começou a vida vendendo esterco e que hoje tem diversos empreendimentos comerciais em regiões degradadas de Belo Horizonte. A despeito do discurso “social”, Elias apenas pensou empresarialmente, o que lhe possibilitou descobrir um novo nicho de mercado. Pergunto: Ele foi obrigado pelo governo a investir seu trabalho e seu dinheiro na favela? Não. Foi ele, por iniciativa própria, que enxergou as oportunidades comerciais que essas regiões guardam e que criou um modelo de negócio adequado ao perfil de seus moradores. Isso não é socialismo. Isso é capitalismo! Em vez de esperar pela ajuda do Estado, o indivíduo tratou de, ele mesmo, fazer o que acreditava que deveria fazer. Iniciativa privada! A mesma iniciativa privada da também citada no livro Vai Voando, empresa de venda de passagens aérea que, a exemplo de Elias, costurou um modelo próprio de negócios que, visando o lucro, possibilitou que dezenas de milhares de pessoas tivessem oportunidade de viajar de avião. A mesma pergunta: Foi o Estado que obrigou essa empresa a oferecer produtos e serviços mais baratos aos mais pobres? Não!
Reconhecendo o potencial das favelas − a despeito da ausência do Estado −, os autores chegam a escrever: “Ali, portanto, por necessidade e vocação, funcionam alguns dos melhores laboratórios do país em termos de prática empreendedora”. Quando um liberal fala isso, ele é taxado de maluco – “Impossível um favelado se erguer sozinho!”, gritam os socialistas −, porém, quando são os próprios socialistas que atestam essa realidade, a pobreza deixa de ser vista como uma condenação e passa a ser vista como uma situação reversível a partir do conjunto de esforços individuais. O erro, contudo, está na insistência dos socialistas em pregar que o Estado deveria ajudar os esforços individuais. Não! Não deveria! Todas as vezes que o Estado estende sua mão, ele retira do indivíduo a necessidade de ser forte e criativo, empurrando-o na direção da dependência e da subserviência. Qualquer ação de caridade deve vir de indivíduos, nunca do Estado. Como esclareci em artigos anteriores, apenas pessoas (espontaneamente associadas entre si ou não) têm condições de avaliar a necessidade e o merecimento de outras pessoas e de acompanhar os desdobramentos de cada ação. O Estado não tem esta condição.
Outra passagem interessante do livro é aquela em que os autores citam a solução encontrada pelos salões de beleza quando o governo (sempre ele!) restringiu o funcionamento dos bailes funk. “A solução foi diversificar os serviços. Quem fazia chapinha passou a oferecer também depilação. Aos poucos, as melhores profissionais venceram a crise e passaram a colecionar também clientes do asfalto, gente moradora de Laranjeiras ou da Gávea”. E ainda há quem diga que o mercado não se autorregula, que o mercado não tem capacidade de, por si mesmo, resolver seus problemas.
O livro também nos mostra o ponto de vista dos consumidores pobres, desfazendo a imagem de “coitadinhos humildes” que os socialistas pintam constantemente. Os moradores das favelas calculam o custo-benefício de tudo; muitas vezes optam pelos produtos mais caros e têm especial prazer em ostentar marcas famosas por reconhecerem o valor agregado de seus produtos. Os dados expostos no livro comprovam que o “desapego material” e a busca pela “vida simples” não passa de um fetiche existencial da burguesia socialista. O pobre quer ser patrão! O pobre quer ser independente! O pobre gosta de luxo e quer passar férias nos Estados Unidos, não em Cuba!
Vale ressaltar também que um favelado só tem o poder de escolher o que consumir porque existe uma complexa rede de interesses individuais que sustentam incontáveis empresas que brigam entre si pela preferência até dos mais pobres.
Sem perceber, os autores reconhecem que, enquanto a “benevolência” do Estado não chega a esse grupo de pagadores de impostos, os favelados, o “capitalismo opressor” sobe o morro com suas farmácias, supermercados, serviços de internet e de TV a cabo, lojas de eletrodomésticos, de computadores, de celulares e de material de construção. Os autores do livro chegam a registrar casos de megacorporações internacionais, como a P&C, que, voluntariamente, vão à favela oferecer produtos e serviços gratuitos como estratégia de divulgação de suas marcas – “Malditos capitalistas!”.
A infelicidade do livro é a insistente interpretação ideológica da realidade − a capacidade dos indivíduos de se levantarem por si mesmos −, tentando nos fazer crer que a favela precisa de Estado, muito Estado, Estado em tudo; e que essas comunidades devem ser protegidas, vejam só, dos interesses dos capitalistas!
Este livro é um ótimo documento sobre o autobloqueio de grande parte dos socialistas em reconhecer a potência humana; fazem questão de não enxergar que o único papel que o Estado assume é o de tornar a vida das pessoas mais cara, complicada e perigosa.

Sobre o autor

João Cesar de Melo
Arquiteto, artista plástico e escritor. Escreveu o livro “Natureza Capital”.
Matéria extraída do website do Instituto Liberal

domingo, 29 de março de 2015

Traçando um paralelo entre o mundo de hoje e o seriado "The Walking Dead"

Não é de hoje que o mundo vem sendo submetido a uma enxurrada de idéias coletivistas.

Todos prosperam com o livre comércio

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O comércio é vantajoso para todos. Duas pessoas comerciam entre si porque cada um dá mais valor ao que recebe do que a aquilo de que abre mão. É por isso que em uma loja tanto o cliente quanto o vendedor dizem "Obrigado".
No nível internacional, o comércio continua vantajoso, porque permite aos países se especializarem no que fazem bem e vender a sobra para trocar por coisas que não fazem tão bem. Quando livre comércio ocorre desimpedido, o mundo fica mais rico e tem mais escolhas.
Mas eu sempre ouço falar de "comércio injusto". As pessoas me dizem que o comércio permite que empresas americanas explorem pessoas em países pobres e deixem os americanos sem emprego.
Tom Palmer, da Atlas Economic Research Foundation, um dos meus convidados em meu programa de TV da Fox Business News esta semana, diz que essas coisas são mitos.
Exploramos pessoas no Terceiro Mundo?
"Não é isso que as evidências mostram", diz Palmer. "Empresas multinacionais pagam um prêmio salarial. Pagam mais do que as empresas locais (...) porque querem atrair os bons empregados. Veja a fábrica da General Motors em Shanghai. Eles pagam três vezes o que pagam as fábricas chinesas."
E no entanto a Presidente da Câmara, Nancy Pelosi, diz que liberalizar o comércio com a América Central exploraria os trabalhadores.
"As pessoas querem trabalhar nessas fábricas. Elas fazem fila. Elas competem. Estão competindo para serem exploradas? Estão competindo por salários mais altos. Eu acho que essas pessoas sabem o que é bom para elas melhor do que Nancy Pelosi."
O Senador Byron Dorgan chamou o livre comércio de "uma corrida para o fundo do poço. Isso diz aos americanos que, se você não puder competir com a mão-de-obra a 30 centavos por hora em um outro país, você perde seu emprego."
"Novamente, as evidências não apontam isso", diz Palmer. "Veja o iPod. Nele diz: 'Fabricado na China'. Mas se você olhar atrás, diz 'Projetado na Califórnia'. A maior parte do valor é agregada por trabalhadores americanos." Meu colega na Fox, o ex-governador Mike Huckabee, disse, "Em um país só podemos ser livres se pudermos nos alimentar, produzir combustível e nos defendermos por nós mesmos. Quando começamos a terceirizar tudo, esse é o caminho da escravidão."
"Espero que o Governador Huckabee tenha pensado nisso quando ele era governador do Arkansas, e assegurado que não havia empregos terceirizados para a Virginia ou o Texas", respondeu Palmer. "Ele devia ter protegido as pessoas do Arkansas, né?"
Mas isso é diferente. Podemos contar com a Pennsylvania em uma guerra. Não me parece que possamos contar com a China.
"Se você está fazendo comércio com o país, isso torna a guerra muito menos provável", afirmou Palmer. "Não vamos entrar em guerra com o Canadá. É nosso maior parceiro comercial — US$600 bilhões por ano atravessando a fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá em comércio, na fronteira não militarizada mais longa do mundo. Oito mil quilômetros, contando o Alaska. Isso é o comércio criando a paz."
Como colocou o economista francês Frédéric Bastiat, "Quando bens não cruzam fronteiras, soldados o farão."
Palmer ofereceu um outro jeito de pensar no comércio: como uma máquina — "uma máquina que permite que agricultores da Flórida transformem laranjas em telefones. Eles não conseguem cultivar telefones nas árvores deles na Flórida. Mas cultivam laranjas muito bem.O que podem fazer é pegar essas laranjas e trocá-las por telefones."
E quando as pessoas fazem isso no mundo todo, ficam mais ricas. "É como o caso de você comprar café em uma loja. Você poderia ter feito seu próprio café. Mas seu tempo é melhor gasto fazendo outra coisa. Então você terceiriza a sua produção de café. Você ganhou com isso. E a moça que te vendeu o café também."
Palmer nota que a China já foi a sociedade mais avançada do mundo. Havia desenvolvido o relógio, a imprensa, o compasso, e mais. Não por coincidência, enquanto avançava tecnologia e ciência, era uma grande comerciante.
"E tudo isso se despedaçou porque eles destruíram seu comércio. Tornaram ilegal o comércio com estrangeiros. E se voltaram para dentro. Isso iniciou um processo de estagnação que só agora está sendo desfeito. Não devemos fazer isso nos Estados Unidos."
Somos diferentes, não somos? Sabemos fazer tudo de que precisamos. "Tem sempre novas oportunidades para o progresso. (...) Lembra de ver Star Trek quando era criança e eles tinham aquele comunicador esquisito? Todo mundo tem um agora. (...) O comércio tornou isso possível."
Matéria extraída do website do Instituto Ordem Livre

A Europa e a Fé Cristã - Do Império Romano à Idade Média (Parte I)



Vídeo palestra de Guilherme Freire: A Europa e a Fé Cristã (1)
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É inegável a vitória obtida nesta semana contra a doutrinação ideológica nas escolas e universidades do País.  A audiência da Comissão de Educação da Câmara Federal, ocorrida na terça-feira, 24, levou a discussão sobre o problema a um patamar inédito.
A temática da doutrinação política e ideológica ganhou, pela primeira vez, uma audiência pública no Congresso Nacional. É claro que existe um longo caminho a ser percorrido, mas a própria realização da audiência oferece motivos para comemoração.
Trata-se de um marco em termos simbólicos e midiáticos. A imprensa, ainda que de forma tímida, noticiou o debate. Do ponto de vista político, a audiência foi uma iniciativa da sociedade civil sem qualquer tipo de vinculação partidária.
O movimento Escola Sem Partido (ESP), cujo fundador e coordenador é o advogado Miguel Nagib, congrega desde 2004 pais de alunos, estudantes e professores que já não suportam a instrumentalização da educação para fins ideológicos e partidários.
Eis um aspecto que perturba os engenheiros sociais do Ministério da Educação: entre os fundadores e participantes do ESP estão vítimas diretas e indiretas da doutrinação que ocorre em escolas e universidades da rede pública e particular.
A natureza civil e apartidária do ESP impede que os ideólogos que comandam (e corrompem) a educação brasileira façam uso do expediente-petista-padrão que consiste em rotular o movimento e negar a sua legitimidade.
A audiência teve ainda mais impacto pela participação de professores e representantes de instituições de ensino que confirmaram o que o Escola Sem Partido denuncia há mais de dez anos: a educação brasileira foi sequestrada pelos ideólogos de esquerda.
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Basta citar a fala do professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná, Luis Lopes Filho, que desconstruiu a tese furada segundo a qual o esquerdismo é sinônimo de “pensamento crítico”:
“Esses livros didáticos não entregam o que eles prometem. Citam Paulo Freire e dizem que a prioridade é ensinar a pensar, mas apresentam questões polêmicas sob um único viés”.
Também está registrada e foi noticiada a fala do sociólogo Braúlio Porto de Matos, professor da Universidade de Brasília, que se referiu a Paulo Freire como um exemplo de ideólogo cuja obra tão somente trata a pedagogia como um meio de doutrinação esquerdista.
O problema é o professor militante
Alguns freireanos magoados depois, o próprio Miguel Nagib – que certa vez ouviu da filha que seu professor havia comparado o guerrilheiro Che Guevara  a São Francisco de Assis –  lembrou que tal expediente é um claro desrespeito à Constituição:
 “O uso da sala de aula para fins políticos e ideológicos afronta, a um só tempo, o princípio constitucional da neutralidade política e ideológica do Estado, e a liberdade de consciência dos estudantes, assegurada pelo art. 5.º, VI, da Constituição Federal. A sala de aula hoje é um local onde a Constituição Federal não tem valor”, denunciou.
O problema não é a existência de professores esquerdistas na sala de aula. Posso dizer que já tive bons professores de esquerda que não tentaram me doutrinar e, pelo que me consta, até hoje estimulam o debate com seus alunos, respeitando os diversos pontos de vista.
O problema é o professor militante que – aproveitando-se da vulnerabilidade de indivíduos ainda em formação – transforma a aula em um momento de catecismo ideológico. E é também o Ministério da Educação, que transforma livros didáticos em cartilhas ideológicas.
No site do Escola Sem Partido é possível ler vários depoimentos de alunos do ensino médio e universitário que foram intimidados por professores militantes porque não comungavam dos dogmas da esquerda. Isso não é aula, tampouco debate; é apenas catecismo.
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O marxismo deve estar presente nos currículos escolares como uma importante corrente de pensamento a ser pesquisada. Aliás, eu, particularmente, considero salutar o debate na sala de aula sobre o marxismo e suas consequências sociais, econômicas e culturais.
O que não se pode fazer é tratar o marxismo como única corrente de pensamento que merece ser estudada, como se o marxismo abarcasse todo o pensamento crítico.
Só um cínico toma um ponto de vista ideológico específico como instrumento de “despertamento das consciências” – desculpa de professores militantes da rede particular de ensino.
Quem diz Marx, deve ser capaz de dizer Misses; que a Michel Foucault se contraponha Roger Scruton; e que os autores marxistas que habitam as salas de aula tenham como companheiros de aventura Sir Isaiah Berlin, Mário Ferreira dos Santos, Raymond Aron, Karl Popper etc…
Não existe pensamento crítico sem que os supostos pensadores críticos sejam alvos de críticas e contraposições. Os discípulos devem aprender a questionar seus mestres. Ou, como diria o velho Marx, de omnibus disputandum (tudo deve ser questionado).

Thiago Cortês é jornalista.
Publicado na Reaçonaria.
 Extraído do website do Mídia Sem Máscara