terça-feira, 28 de julho de 2015

O fim do registro do PT e o começo de uma nova era

A batalha atual e as armas de luta.

“Só as idéias iluminam a escuridão”.
Ludwig Von Mises
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Por Ivan Lima

Dedicado ao meu amigo Marcelo Rondon – Major Rondon.

O que ocorre no Brasil é algo extremamente preocupante. Logo, todas as armas disponíveis para combate ao perigo da escravidão socialista devem ser usadas. Conforme já demonstrei em escrito anterior, essas armas, por mais diversas que sejam se somam, e com o talento e a tenacidade dos lutadores concorrem para a vitória final sobre a opressão. 

Escrita e debate. São duas dessas armas, cruciais no embate pela liberdade. Ambas estão sob a égide das idéias, no caso, as idéias liberais.  

Na luta pela liberdade e civilização, temos um marco das idéias passadas á escrita, que foi o livro “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith. Na época, o domínio era das idéias mercantilistas, seguido de todo seu avassalador panfletarismo. No entanto, um livro de quinhentas e tantas paginas detonou um mundo anacrônico e inaugurou uma aurora que proporcionou junto com o capitalismo um salto impar na história da humanidade: inaugurava- se com a aludida obra de Adam Smith, a estupenda era liberal.  

Não havia rádio, nem televisão. E muito menos computador e internet. É evidente que o grande escocês participava de debates através das quais passava suas idéias sobre a importância da propriedade privada e a divisão do trabalho, mas num mundo desprovido dos modernos meios de comunicação foi crucial para a vitoria do liberalismo e a inestimável evolução que legou á humanidade, a criação e publicação de “ A Riqueza das Nações”.


Por outro lado, e com mesmo objetivo de luta pela liberdade, temos na Inglaterra a personalidade de um Richard Cobden e sua extraordinária atuação junto aos parlamentares britânicos para a revogação da Lei dos Cereais aprovada em 1815. Protecionista, a aludida lei praticamente impedia a entrada de grãos na Inglaterra pelos altíssimos impostos de importação que deles eram cobrados pelo governo, provocando com isso escassez, preços altos, fome, pobreza. Cobden,  economista, liderou outros colegas para a revogação da Lei dos Grãos e fundou em 1841 a Liga Anti Lei dos Cereais. Era o ano das eleições gerais e Richard Cobden teve coroado seus esforços em anos de luta contra a lei protecionista dos cereais, com a sua eleição como membro do parlamento britânico. Começava ali outra etapa da luta e Richard Cobden iniciou imediatamente o debate de convencimento dos seus pares no parlamento, pela revogação da chamada Lei da Fome. Foram cinco longos anos de debates, e inclusive continuou viajando pelo país discursando contra os absurdos da Lei dos Cereais. Mas no parlamento continuava sua luta tenaz, insistindo junto ao governo na premência de se revogar a Lei dos Grãos.


Richard Cobden

Irlandeses como Daniel O' Connell, entraram na campanha, O Primeiro-Ministro Robert Peel foi sendo gradualmente convencido, e em maio de 1846 uma nova Lei dos Cereais foi aprovada. O resultado imediato: permitido o livre mercado de grãos, o imposto ficou reduzidíssimo sobre a importação da aveia, da cevada e evidentemente do trigo. Tudo pela insignificante taxa de um shilling por saca. A Inglaterra, depois dos vitoriosos debates de Richard Cobden pela revogação da Lei dos Cereais, nunca mais foi a mesma. Voltou-se para o sol da prosperidade e liberdade.

Dessa ilustração histórica sobre a transmissão de idéias através do debate, guarda-se uma lição e uma sugestão. A lição é que o debate é sim uma arma extremante válida no embate pela liberdade tanto quanto o é a escrita na transmissão das ideias para a mudança de mentalidade, e, inclusive trabalhar o parlamento e políticos para se modificar absurdos, e até mesmo tornar-se parlamentar como se tornou Richard Cobden, honrosa luta pela civilização.

A sugestão é que se comece a trabalhar desde já pela formação de ligas pela revogação de Leis dos Cereais de todos os absurdos no Brasil. Os parlamentares estão aí, as idéias, escritores e debatedores liberais e a razão também. O que falta?


Ivan Lima, 64, é publicitário.

16 de agosto vem aí… Já dá para ouvir o rumor. E Dilma e o PT dão a maior força, hehe…Por Reinaldo Azevedo

Há vários movimentos convocando protestos país afora no dia 16 de agosto, em favor do impeachment da presidente Dilma. Os mais conhecidos são o “Vem Pra Rua”, o “Movimento Brasil Livre” e o “Revoltados Online”. Todos eles têm hoje uma presença muito forte nas mobilizações de rua e nas redes sociais.
Mas, como negar?, há duas outras forças que colaboram enormemente para levar os possíveis milhões às ruas no dia 16: o governo Dilma e o PT.
O partido decidiu que, antes da manifestação do dia 16 de agosto, vai realizar pequenos atos em defesa da gestão Dilma e da legenda. A gente já conhece a estética da turma (as bandeiras vermelhas, amplamente minoritárias no país), a sua ética (uma graninha e um lanchinho) e a sua tese: o impeachment, que está na lei e na Constituição, é golpe.
Além de mobilizar pouca gente, os esquerdistas costumam tomar as vias públicas em dias úteis e em horário de expediente — afinal, eles podem, já que estão pendurados em alguma sinecura estatal ou sindical. Resultado: irritam os indivíduos comuns, cuja bandeira, havendo uma, é a do Brasil. Vale dizer: esses miniprotestos ajudarão a turbinar a manifestação contra Dilma e contra o PT no dia 16 de agosto.
A própria gênia da raça dará uma forcinha. No dia 6, ela vai aparecer no horário político do PT, o que certamente renderá um melodioso panelaço no país e servirá de convocação para o protesto anti-Dilma, dez dias depois.
A mulher é do tipo que não aprende com a experiência: a maior manifestação política da história do país, a do dia 15 de março, foi antecedida de um pronunciamento oficial da governanta, em rede de rádio e TV, por ocasião do Dia da Mulher, feito no dia 8. Dilma usou o tempo para falar bem do seu governo. Na semana seguinte, mais de dois milhões (citando a estimativa mais modesta) marchavam contra ela.
É isso aí, companheiros! Ajudem a colorir o país de verde-amarelo no dia 16 de agosto.
Por Reinaldo Azevedo
Bruno Garschagen e Veja.  
Foto: Reaja Pará. 

O  movimento anti estatista continua avassalador. Depois de cumprir exitosa programação em Belém, fazendo palestra e lançando seu livro “Pare de Acreditar no Governo”, Bruno Garschagen está nas famosas páginas amarelas da prestigiosa Veja.  
Mudar a velha e empobrecedora mentalidade estatista é o caminho da liberdade.

Sucesso cada vez maior ao Bruno, pois suas vitórias também será nosso êxito. 

LIBERTATUM
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Os seis andares de Lúcio Costa

lucio costa
Brasília é um símbolo da arrogância socialista: um poder central que canaliza, por meio da cobrança de impostos, grande parte dos esforços de milhões de cidadãos de dezenas de milhares de cidades e que um dia decide construir uma nova capital marcada por palácios e monumentos, tudo meticulosamente planejado: onde as pessoas devem dormir, onde as pessoas devem comer, onde as pessoas devem trabalhar, onde as pessoas devem se divertir e, obviamente, destinando os melhores edifícios aos donos do poder. Mas, a despeito disso, em sua concepção encontramos um “deslize” conceitual que refuta o discurso socialista e a justificativa da construção da própria cidade.
Certa vez, perguntaram ao autor do Plano Piloto de Brasília qual a razão dos edifícios das zonas residenciais terem seis andares, não cinco ou sete. Porque até a altura de seis andares − respondeu Lúcio Costa −, uma mãe pode chamar, pela janela, seus filhos para o almoço ou para o jantar.
Lembrei-me dessa resposta em todas as minhas caminhadas por Cingapura. Lembrei-me também de uma colocação feita por Hélio Beltrão numa de suas palestras: “As pessoas não moram em países. As pessoas moram em cidades”. Cidades!
Com toda a certeza, o que mais influenciou o desenvolvimento de Cingapura foi o fato dela ser uma cidade que vive em função de si mesma. O que se entende como “Estado”, em Cingapura é um aparato muito menor e totalmente voltado para os interesses de seus habitantes, quase como a administração de um condomínio. Seus habitantes trabalham certos de que os impostos não são desviados para atender outras cidades com as quais eles não têm relação direta. Os cidadãos de Cingapura nunca trabalharam para cobrir a ineficiência dos outros.
Tal qual a mãe que, por causa do andar baixo em que mora, consegue se comunicar melhor com seus filhos, uma cidade-estado como Cingapura têm melhores condições de se comunicar com sua população e de alocar os recursos dela arrecadados. Não há ralos estaduais e federais sugando grande parte dos esforços dos cidadãos. Os problemas de política e de administração de recursos públicos tornam-se mais fáceis de serem detectados e corrigidos.
A dolorosa realidade brasileira é que é lá (lá!) em Brasília onde é definido o destino do resultado do trabalho de pessoas comuns que moram em cada grande ou minúscula cidade desse país; e engana-se quem pensa que esta situação apenas tira dinheiro de cidades ricas para sustentar cidades pobres. As cidades pobres são as mais prejudicadas pela federação. Estas cidades, mantidas a força dentro da esfera federativa, são impedidas de criar condições próprias (leis trabalhistas, por exemplo) em função de suas particularidades para, com por meio delas, atrair e fomentar investimentos porque lá (lá!) em Brasília há um exército de burocratas indo e vindo entre gabinetes negociando politica e ideologicamente o destino dos bilhões de reais que tomam até das pessoas mais pobres. Cingapura passou por isso quando estava sob a tutela da Kuala Lumpur. Seus moradores só puderam fazer algo para si mesmos depois que se livraram da “proteção” federal.
A lavagem cerebral coletiva feita pelo Estado ao longo dos seis mil anos de sua história pode ser percebida na crença popular de que toda cidade precisa estar sob um poder regional, e que este precisa estar sob outro poder ainda maior, federal, para manter a paz, a ordem e para moldar a prosperidade. Não! O que cada cidade precisa é de autonomia. Plena autonomia.
Se, diante da proposta de cidades autônomas, alguém gritar… “Mas quem irá protegê-las de agressões externas?”, devemos responder: Primeiramente, não estamos mais na Idade Média, onde cidades invadiam outras para se apossar de fontes de água ou de portos. O capitalismo já mostrou que contratos comerciais valem muito mais do que guerras, que é do interesse de todas as pessoas que trabalham manter boas relações com seus vizinhos simplesmente porque eles são seus clientes e fornecedoras. Em segundo lugar, cidades autônomas podem se associar umas às outras na área militar para criar aparatos de defesa, caso julguem necessário.
Absurdo não é propor que cada cidade tenha plena autonomia sobre seus recursos. Absurdo é pessoas trabalharem a vida toda para manter aparatos burocráticos que não lhes representam diretamente e que não as beneficiam proporcionalmente aos impostos que pagam.

SOBRE O AUTOR

João Cesar de Melo

João Cesar de Melo

Arquiteto, artista plástico e escritor. Escreveu o livro “Natureza Capital”.


Fonte: Instituto Liberal

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Judeus e Nazistas: com quem os petistas realmente se parecem?

Rodrigo Constantino fala sobre Livre Mercado

A teoria da conspiração, o socialismo e o liberalismo.

Por V.Camorim

Desde a mais remota época se sabe da existência de teorias conspiratórias. E elas são muito populares e instigam o imaginário da população. Tem para todos os gostos e hoje elas estão disseminadas de tal forma que é difícil dizer de onde elas vêm,qual a sua origem. O propositivo é fácil deduzir. Elas cumprem um papel fundamental em desviar as atenções das verdadeiras causas dos fatos históricos, que são fenômenos complexos. O objetivo é embaraçar e desinformar.

No fundo são argumentos aparentemente tolos com a diferença que, pelo modo como são tramados, parecem ter sentido e inspirará credibilidade. Um destes argumentos é o assassinato de Presidente Kennedy. Ninguém engole o fato de ter sido morto por um único homem, e que se tornou possível por uma falha de segurança e outros detalhes mais do que plausível. Abraão Lincoln se encontra no mesmo nível. Estas teorias ganharam um tremendo reforço pela indústria cinematográfica por colocar as coisas de um modo “bem real”, sobretudo pelos efeitos cinematográficos e pela proeminência dos diretores e atores assim como de suas críticas e do sucesso de bilheteria que se tornaram. Deste modo elas funcionam muito bem, ganharam credibilidade, sobretudo porque trazem à cena a elucubração de grupos secretos com objetivos malignos, perpetrando atos revoltantes, sociedades secretas e personagens misteriosos e armas mirabolantes tudo ao gosto do distinto publico. 

A viagem do primeiro homem à lua, mesmo aos que estavam assistindo à TV na época não acreditavam no que estavam vendo, no que estava acontecendo. Afirmavam ser um truque, uma farsa que escondia algum objetivo demoníaco. A lista é longa. Mas não podemos esquecer o episódio do dia 11 de setembro de 2001, também tido como farsa, em nova York, quando as torres gêmeas vieram ao chão como resultado de um atentado terrorista sem precedente. Neste aí entra até uma arma secreta, e muita imaginação com recursos audiovisuais.

A mente humana não tem limites quando se trata da imaginação. Pode-se imaginar um super homem voando mais rápido que o mais rápido jato, com visão de raio X e com uma força descomunal capaz de mover um asteroide ou mesmo parar um trem em alta velocidade. Pode-se imaginar um homem elástico, invisível e etc. Neste caso tudo não passa do álter ego de seu autor.

A teoria da conspiração é diferente e se presta a uma função mais específica, sem deixar de ser apenas reflexo, consequência de algo não inteiramente revelado ao homem da rua.O desejo de dramatizar os fatos e dar-lhe dimensões fantásticas tem estreita relação com a teoria dominante, o marxismo, por excelência, uma teoria conspiratória.O socialista, imbuído da teoria do marxismo, em tudo ele vê se realizando as lutas de classes. Para ele o homem devora o próprio homem; a sociedade é a selva onde o homem vira fera do próprio homem; onde não há reconciliação, nenhuma chance enquanto houver exploração do homem pelo homem. Se o “burguês” estender a mão, é um ardil, um convite para uma armadilha. O burguês envelheceu e o novo pertence à classe trabalhadora. Como os dois, - segunda a teoria marxista -, têm interesses antagônicos e irreconciliáveis só um restará depois da disputa final. Do caos virá a nova ordem; das trevas surgirá a luz. 

Diante disso ninguém deve se surpreender com o surgimento de todo tipo de conspiração fantasiosa ou não, permeando nosso ambiente. Os liberais, que continuam ignorados até hoje, discordam deste modo de ver, pois sempre afirmaram que os homens têm interesses harmônicos e coincidentes. O ambiente de paz não é apenas o bem mais desejado, mas o mais necessário, do contrário não se poderia produzir e muito menos colher o que se produziu e consequentemente a vida em sociedade se desmoronaria.Não há antagonismos entre os homens assim como entre as nações. Os homens cooperam na divisão do trabalha sobre a base da propriedade privada dos meios de produção e isto é verificável nas transações comerciais que se realizam a todo o momento e em toda parte do globo a que todos se beneficiam indistintamente.  Mas os liberais não estão alheios a esta atmosfera de antagonismo e disputa sem fim a que se referem os socialistas. Só que entendem de modo diferente. Para os liberais, este antagonismo, estas brigas sem fim é resultado da intervenção do governo na economia. O governo só tem uma única e exclusiva função que é a produção da segurança devendo se abster de interferir no mercado. Se isto ocorre, se o governo deixa de interferir no mercado, todas estas desavenças perderiam o seu sentido.Mas se em outro caso, prevalece atmosfera de intervencionismo, o estado ou governo, que deveria ser o baluarte da sociedade, passa a ser seu algoz e os indivíduos se dividem em todo tipo de segmento até a sua lenta destruição quanto mais o governo interfere.

Toda conspiração leva a semente da desconfiança e ajuda a semear o ambiente propício da vitória definitiva da revolução proletária. Esta é a crença embutida em toda teoria da conspiração. Aqueles que se rendem a elas, não se dão conta do papel que estão desempenhando.


V. Camorim

Praxeólogo, estudioso em Praxeologia, a ciência geral da ação humana.

Camorim é articulista de LIBERTATUM
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Blogs e Colunistas
22/07/2015
 às 11:39 \ Cultura

Gastronomia ou superstição?

bela gil
Bela Gil é parte do hábito de criar tabus e superstições alimentares. (Foto: Daryan Dornelles)

Pouca gente levou a sério a recomendação da chef e apresentadora Bela Gil de usar cúrcuma para escovar os dentes. Mas outras opiniões da chef, como a de que os fertilizantes, agrotóxicos e produtos industrializados prejudicam a saúde, têm milhões de adeptos.
Como no caso da cúrcuma, os ataques à alimentação industrial não têm fundamento. Se fosse verdade que aditivos e agrotóxicos não são seguros, a incidência de câncer estaria explodindo, mas a taxa de quase todos os tipos da doença caiu ou ficou estável nas últimas décadas. A maior redução ocorreu justamente nos tipos de câncer do aparelho digestivo, provavelmente porque a popularização da geladeira e dos conservantes garantiu às pessoas alimentos mais frescos.
Um livro novo, The Gluten Lie and other myths about what you eat (“A mentira do glúten e outros mitos sobre o que você come”), explica por que tanta gente acredita nos mitos difundidos pelos gurus das dietas naturebas. O interessante é que o autor, Alan Levinovitz, não é um médico ou nutricionista, mas professor de filosofia da religião. Ele trata as dietas e recomendações alimentares atuais como parte de uma longa tradição humana de criar julgamentos morais, superstições e tabus sobre comida. “A chave para entender as dietas da moda não é a ciência, mas a história”, diz ele.
Analisando superstições alimentares de diferentes sociedades, Levinovitz identificou alguns padrões. Um deles é o hábito de considerar alguns alimentos sagrados e outros profanos, remédios ou venenos. Outro é a crença de que para atingir a salvação é preciso deixar de comer o que todo mundo come.
Por exemplo, monges taoistas do século 1 acreditavam que as pessoas se livrariam de todas as doenças e atingiriam a transcendência se deixassem de comer grãos, base da alimentação daqueles tempos. A proibição dos grãos representava a rejeição à cultura da época e a promessa de retorno para um paraíso mítico pré-agrícola.
Hoje, os gurus da dieta também rejeitam a alimentação corrente – os enlatados, o McDonald’s e a agropecuária intensiva – com base numa imagem paradisíaca do passado. Um parágrafo do livro parece descrever a chef Bela Gil:
A narrativa mítica da modernidade antinatural e do paraíso natural do passado nunca foi tão persuasiva. Figuras religiosas como Adão e Eva não são mais plausíveis, por isso os gurus da dieta os substituíram por ancestrais vigorosos do Paleolítico, que corriam alegremente pela floresta coletando frutos e caçando javalis, sem se preocupar com diabetes ou autismo. Os alimentos que pertencem ao passado culinário são do bem. Por contraste, os produtos da modernidade – o glutamato, o xarope de glicose, os transgênicos e o fast food – são os frutos tóxicos do pecado, as ofertas tentadoras de uma deusa terrível chamada Grande Indústria.
Bela Gil faz um bom trabalho divulgando receitas e técnicas de culinária. Mas, na hora de dar recomendações nutricionais (e odontológicas), precisa ter cuidado para não cair na pseudociência – e no ridículo. A propósito, aqui vai uma dica do filósofo Levinovitz para quem quer evitar ser aterrorizado pelos especialistas nutricionais:
Alimentos do dia a dia não são vivificantes ou letais. Mercearias não são farmácias. Sua cozinha não está cheia de assassinos silenciosos, e os charlatões que ganham dinheiro com falsas promessas e ciência duvidosa precisam ser desmascarados.
@lnarloch

Adendo: muitos leitores comentaram pedindo a fonte das pesquisas sobre a queda da incidência de câncer. A referência é o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, neste link. A imagem abaixo mostra a incidência de câncer em homens desde 1930. O único que sobe é o de câncer de pulmão, enquanto o de estômago cai drasticamente e a maioria segue estável. 
cancer rates

Fonte: Veja
Colaboração do amigo Benone Augusto , de São Paulo

A insustentável máquina do governo
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 Os 39 ministérios de Dilma custam mais de R$ 400 bilhões por ano e empregam 113 mil apadrinhados. Só os salários consomem R$ 214 bilhões - quase quatro vezes o ajuste fiscal que a presidente quer fazer às custas da sociedade

 ​Fonte: - Jornalista ​ Izabelle Torres (izabelle@istoe.com.br)

Uber x taxistas: uma terceira via

taxistasA esta altura é consabida a sublevação que o aplicativo de caronas pagas Uber causou no Brasil, com tentativas de proibição de seu uso por lei, greves de taxistas e mesmo motins e ataques físicos a carros que usem do sistema Uber.
Em certo momento, provando que o Brasil não poderia estar melhor, atingimos níveis austríacos de qualidade de vida e não temos muito mais com que nos preocupar; sobretudo em matéria de criminalidade, a polícia resolveu usar a paisana o aplicativo Uber para flagrar motoristas que estejam descumprindo a proibição.
A quizomba se refletiu no Brasil e no mundo. De Paris ao Rio de Janeiro, taxistas fizeram greve em protesto contra o Uber. Os usuários, que não tinham como usar taxi, foram praticamente “obrigados” a… usar o Uber. Mesmo os que não conheciam o aplicativo.
O Uber, que parecia quase um mimo para uns poucos eleitos, de repente esteve no centro do noticiário. Em resposta à greve, ofereceu corridas gratuitas aos usuários. E até distribuiu picolés em SP e no RJ em meio ao protesto. Resultado: o número diário de usuários do Uber cresceu 20 vezes (sic).
Em meu livro, “Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil”, analiso a diferença entre greves e movimentos de massa (e como a primeira pode gerar os segundos) com os conceitos do grande pensador Elias Canneti, em seu primoroso “Massa e Poder”.
Canetti percebe que greves são massas de proibição. Um impedimento forçado de permissão de que outros trabalhem. Sua dialética é causar um prejuízo tanto para patrões quanto para empregados, forçando a que ambos cheguem a uma negociação favorável a estes últimos. Assim, trabalhadores que não queiram aderir à greve são proibidos pela força de trabalhar, ou a greve não logra êxito (os patrões poderiam simplesmente substituir apenas os grevistas).
Greves, no mundo inteiro exceto no Brasil, funcionam abdicando-se dos salários de uma empresa. Por isto, apenas trabalhadores de grandes conglomerados fazem greve, e não os pequenos trabalhadores autônomos, que fazem seu salário conforme seu trabalho, num quase misto de patrão e trabalhador. Não existe greve de vendedores de pastel, de jornaleiros, de escritores. Agora, inventamos a greve de taxistas.
Tal se dá por uma dinâmica um pouco mais complexa do que a mera análise econômica. Pelas leis da economia (tão sólidas quanto as leis da Física, que não serão trocadas trocando-se de sistema econômico), o serviço mais barato e/ou com mais qualidade será mais desejado pelos usuários e pronto. Não há como fugir disso.
O Uber é 20% mais barato do que os táxis. Oferece carros mais modernos, motoristas sempre vestidos de social, controle de qualidade pelo usuário (motoristas mal avaliados não conseguem novos clientes, o que também é uma lei da economia da qual se tenta fugir politicamente) e alguns extras, como poder escolher a música que se vai ouvir pelo celular. Naturalmente, é mais desejado conforme é conhecido.
Pela economia, o Uber deve ser aprovado – ainda mais porque a opção de proibi-lo é apenas para proteger Greves, no mundo inteiro exceto no Brasil, funcionam abdicando-se dos salários de uma empresa. Por isto, apenas trabalhadores de grandes conglomerados fazem greve, e não os pequenos trabalhadores autônomos, que fazem seu salário conforme seu trabalho, num quase misto de patrão e trabalhador. Não existe greve de vendedores de pastel, de jornaleiros, de escritores. Agora, inventamos a greve de taxistas.
Tal se dá por uma dinâmica um pouco mais complexa do que a mera análise econômica. Pelas leis da economia (tão sólidas quanto as leis da Física, que não serão trocadas trocando-se de sistema econômico), o serviço mais barato e/ou com mais qualidade será mais desejado pelos usuários e pronto. Não há como fugir disso.
O Uber é 20% mais barato do que os táxis. Oferece carros mais modernos, motoristas sempre vestidos de social, controle de qualidade pelo usuário (motoristas mal avaliados não conseguem novos clientes, o que também é uma lei da economia da qual se tenta fugir politicamente) e alguns extras, como poder escolher a música que se vai ouvir pelo celular. Naturalmente, é mais desejado conforme é conhecido.
Pela economia, o Uber deve ser aprovado – ainda mais porque a opção de proibi-lo é apenas para proteger Greves, no mundo inteiro exceto no Brasil, funcionam abdicando-se dos salários de uma empresa. Por isto, apenas trabalhadores de grandes conglomerados fazem greve, e não os pequenos trabalhadores autônomos, que fazem seu salário conforme seu trabalho, num quase misto de patrão e trabalhador. Não existe greve de vendedores de pastel, de jornaleiros, de escritores. Agora, inventamos a greve de taxistas.
Tal se dá por uma dinâmica um pouco mais complexa do que a mera análise econômica. Pelas leis da economia (tão sólidas quanto as leis da Física, que não serão trocadas trocando-se de sistema econômico), o serviço mais barato e/ou com mais qualidade será mais desejado pelos usuários e pronto. Não há como fugir disso.
O Uber é 20% mais barato do que os táxis. Oferece carros mais modernos, motoristas sempre vestidos de social, controle de qualidade pelo usuário (motoristas mal avaliados não conseguem novos clientes, o que também é uma lei da economia da qual se tenta fugir politicamente) e alguns extras, como poder escolher a música que se vai ouvir pelo celular. Naturalmente, é mais desejado conforme é conhecido.
Pela economia, o Uber deve ser aprovado – ainda mais porque a opção de proibi-lo é apenas para proteger um serviço pior, o dos velhos taxis.
Todavia, esta disputa forjada entre um e outro também recai infelizmente no coletivismo, como se todos os taxistas fossem funcionários de um sindicato tentando fazer protecionismo através da força política. A retórica entre taxistas e motoristas e usuários do Uber parece ter aumentando a violência até das discussões eleitorais.
Ora, não existe uma categoria de pessoas chamadas “os taxistas” com características em comum além de serem humanos e motoristas de taxi. Não há como jogar o jogo de prejudicá-los a passar a odiar taxistas tão somente porque se prefere o Uber.
Sobretudo porque este jogo de divisão e ódio entre “classes” é justamente o que o governo quer. É um jogo forjado por eles.
Como já vimos por aqui, a visão progressista ensinada nas escolas desde o ensino médio e potencializada na Universidade é dividir seres humanos individuais em “classes” sociais, ou raciais ou com qualquer divisãoarbitrária ad hoc para fomentar ódio entre elas.
Se Karl Marx tinha uma superstição numa “luta de classes” como “motor da história”, o marxismo da Escola de Frankfurt, Foucault, Deleuze, Sartre, Gramsci e, sobretudo, Laclau e Negri, pensa em forçar uma lutapara se ganhar poder – não exigindo então uma revolução, e sim uma gradual estatização.
Quando duas “classes” estão em disputa (mesmo que sejam tão arbitrárias quanto “taxistas” e “defensores do Uber”), pessoas normais tentam analisar os argumentos de um lado e outro (o que geraria uma vitória esmagadora para o Uber, como os números mostram).
Já a visão progressista, que passou os últimos 30 anos conquistando hegemonia no país, tenta enxergar apenas quem tem “mais poder” contra quem tem “menos poder” (definindo-se também malemolentemente tal conceito), e defende-se, então, o “oprimido”. Neste caso, não importa quanto o serviço do Uber seja superior, defender-se-á os taxistas.
Ora, criticar “os taxistas” (como um todo homogêneo e malévolo) é justamente o que o governo quer que uma parcela da população faça – para então não apenas defender os taxistas, como imputar todas as pechas negativas nesta mesma parcela da população.
Numa visão hegemônica, ou seja, que não “pega” apenas entre os militantes, o discurso pode pegar, categorizando todos os membros da classe “defensores do Uber” como opressores, malvados, nazistas e aquela papagaiada toda.
A solução de sempre que o governo apresentará será, claro, estatizar mais a economia do transporte, proteger um nicho e fazer mancomunações com o sindicato dos taxistas (que protege a si próprio, e não aos taxistas dos quais se outorga defensor). Ganha o governo.
Os taxistas, afinal, como um dos mais claros exemplos de profissionais liberais, deveriam ser mais bem entendidos como indivíduos. Há os bons, os ruins. Todos têm defeitos, quase todos têm qualidades. Não podem ser amacetados em uma categoria homogênea.
O que os liberais sabem sobre o mercado não é que ele é perfeito, e sim que, não sendo um monopólio (como os serviços estatais), pode-se sempre escolher o menos pior, forçando todo o sistema a ir melhorando.
Uma sociedade liberal gerou a qualidade de vida da Suíça ou do Canadá. Uma sociedade de monopólios e sindicatos gerou qualidades de vida como dos cartéis mexicanos ou o colapso grego.
Todos os taxistas tiveram de enfrentar toda a burocracia da regulamentação econômica imposta no Brasil, que impede a qualidade de vida suíça ou canadense, nos mantendo sempre em crises criadas pela social-democracia e sua estatização e cartelização. A culpa não é dos taxistas: fora os que caem na logorréia dos sindicatos, eles são vítimas disto.
Pagam impostos, são obrigados a pagar a “contribuição” sindical (paradoxalmente compulsória), sofrem para se regulamentar e finalmente poder oferecer seu serviço. E embora alguns sejam ruins, outros são muito bons no que fazem.
Os defensores do Uber, ao invés de cair na jogada dos sindicatos, do governo e da retórica que será usada no jornalismo para descrever a disputa, não devem e não podem “atacar” os taxistas, caindo no velho “dividir para conquistar” que é método para aumentar o poder estatal há mais de um século.
Pelo contrário. Devem mesmo fazer o exato oposto: lutar pela desregulamentação dos profissionais do taxi para que tenham tecnologias e capacidade de mais ganhos oferecendo serviços mais baratos (esta obviedade tão difícil de ser entendida pela esquerda) assim como os usuários do Uber.
É isso o que falta no momento: apoiar taxistas para que se tornem motoristas do Uber. Nós ganharemos  com um serviço melhor e mais barato, os taxistas terão mais dinheiro no bolso. Quem perderá são apenas os sindicatos. A máfia do monopólio e do cartel.

SOBRE O AUTOR

Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern

Analista político, palestrante e tradutor. Escreve para jornais como Gazeta do Povo, além de sites como Implicante e Instituto Millenium. Em breve lançará seu primeiro livro pela editora Record.
Fonte: Instituto Ludwig von Mises Brasil