domingo, 24 de maio de 2015

Discurso de 22/4: Senador Ronaldo Caiado sobre o caderno de teses do PT

Stedillle condecorado com a medalha Tiradentes pelo PT e mais absurdos neste vídeo. 
Compartilhe, quando houver manifestação vá pras ruas, lute contra a escravidão que o PT quer impor á nação brasileira.
A redistribuição é uma ideia economicamente insensata
por 

 

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Redistribuição de renda
Todas aquelas pessoas que falam com assombrosa desenvoltura sobre redistribuição de renda normalmente agem como se os indivíduos de uma sociedade fossem meros objetos inertes, os quais podem ser comandados e controlados como peças em um tabuleiro de xadrez, com o objetivo de servirem de peões para a realização de algum projeto grandioso.

Porém, se considerarmos que os seres humanos são dotados de livre-arbítrio e têm respostas instintivas e particulares a toda e qualquer política adotada pelo governo, então simplesmente não faz sentido pressupor que as políticas do governo terão o efeito pretendido.
A história do século XX está repleta de exemplos de países que se propuseram a redistribuir riqueza e acabaram redistribuindo pobreza. Os países comunistas foram um exemplo clássico, mas não são de modo algum o único exemplo.

De acordo com a teoria defendida pelos adeptos da redistribuição de renda, confiscar a riqueza das pessoas mais bem-sucedidas e redistribuí-la para os mais pobres fará com que toda a sociedade se torne mais próspera. Entretanto, quando a União Soviética confiscou a riqueza de fazendeiros bem-sucedidos, os alimentos se tornaram escassos e o resultado foi a inanição.  Sob o regime de Stalin, durante a década de 1930, o número de mortos de fome foi praticamente igual ao número de mortos no Holocausto de Hitler na década de 1940.

Por que isso acontece?  Realmente, não é nada complicado.  No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento.  Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

Os agricultores da União Soviética, tão logo perceberam que o governo iria confiscar uma grande parte da colheita futura, simplesmente reduziram a quantidade de tempo e esforço investidos no cultivo de suas plantações.  Eles passaram a abater e a comer animais ainda jovens, os quais, em circunstâncias normais, seriam mantidos e alimentados até se tornarem prontos para a venda.

Na indústria, no comércio e nos serviços, as pessoas também não são objetos inertes. Os industriais, por exemplo, e ao contrário dos agricultores, não estão amarrados ao solo de nenhum país.  O russo Igor Sikorsky, pioneiro da aviação de seu país, pôde levar a sua experiência para os EUA e, com isso, produzir seus aviões e helicópteros a milhares de quilômetros de distância de sua terra natal.  Os financistas são ainda menos amarrados à sua terra, especialmente hoje, quando vastas somas de dinheiro podem ser enviadas eletronicamente, a um simples toque no computador, a qualquer parte do mundo.

No que mais, se as políticas confiscatórias podem produzir repercussões contraproducentes em uma ditadura, elas são ainda mais difíceis de lograr algum êxito em uma democracia.
Uma ditadura pode repentinamente se apossar do que quiser.  Já uma democracia — pelo menos nas mais avançadas, nas quais as instituições são fortes — exige que primeiro haja discussões e debates públicos. Aqueles que sabem que serão o alvo preferencial dos futuros confiscos podem imaginar o que está por vir e, consequentemente, agir de acordo — normalmente, enviando seu dinheiro para o exterior ou simplesmente saindo do país.

Entre os ativos mais valiosos de qualquer país estão o conhecimento, as habilidades práticas e a experiência produtiva — aquilo que os economistas chamam de "capital humano".  Quando pessoas bem-sucedidas e com um grande capital humano deixam o país — seja voluntariamente, seja por causa de governos hostis ou por causa de multidões bárbaras que foram intelectualmente excitadas por demagogos que exploram a inveja —, haverá um estrago duradouro na economia desse país.

As políticas confiscatórias de Fidel Castro fizeram com que vários cubanos bem-sucedidos fugissem para a Flórida, vários deles deixando grande parte da sua riqueza física para trás.  Mesmo refugiados e completamente destituídos, eles cresceram e voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das comunidades mais ricas daquele estado.  Já a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu que as pessoas de lá se tornassem indigentes no governo de Fidel.  A riqueza duradoura que os  refugiados levaram consigo era o seu capital humano.  A riqueza material que ficou para trás foi consumida e não foi replicada.

Todos nós já ouvimos o velho ditado que diz que dar a um homem um peixe irá alimentá-lo por apenas um dia, ao passo que ensiná-lo a pescar irá alimentá-lo por toda a vida.  Os partidários da redistribuição querem dar a cada indivíduo um peixe para assim deixá-lo dependente do governo, sempre à espera de mais peixes no futuro.

Se esses "redistribucionistas" realmente fossem sérios,  o que eles iriam querer distribuir seria a capacidade de pescar, ou a capacidade de ser produtivo de outras maneiras.  O conhecimento é uma das poucas coisas que podem ser distribuídas para todas as pessoas sem que isso reduza o montante detido por algumas.

Isso serviria perfeitamente aos interesses dos pobres.  Mas não serviria aos interesses de políticos que querem exercer o poder, e que recorrem à redistribuição para obter os votos de pessoas que maliciosamente se tornaram dependentes deles.
Para as várias pessoas que não querem pensar mais detidamente, a redistribuição é uma política humana e decente.  E gera muitos votos.

Thomas Sowell , um dos mais influentes economistas americanos, é membro sênior da Hoover Institution da Universidade de Stanford.  Seu website: www.tsowell.com.

Fonte: Instituto Ludwig von Mises Brasil


Crise das universidades: critiquem a causa, não o efeito

patriaeducadorapor JEFFERSON VIANNA*
Vivemos atualmente no nosso país um verdadeiro caos na rede universitária, tanto nas universidades federais quanto nas universidades estaduais, e também em algumas da rede particular. Falta de recursos, falta de gestão, ódio à iniciativa privada, desvio de recursos, falta de autonomia de captação de verbas e a falta de verbas.

Nos últimos anos, o governo federal gastou o dinheiro do pagador de impostos de forma totalmente irresponsável, principalmente em áreas totalmente desnecessárias para o país, como por exemplo, a manutenção de cargos comissionados, no inchaço da máquina pública e seus quase quarenta ministérios; em manutenção de estatais paquidérmicas, financiando ações de amigos do empresariado ou de política externa via BNDES, fomentação da economia via crédito, e com os conhecidos casos de corrupção, como o Petrolão.

Uma hora os gastos dessa farra governamental teriam que acabar. O Estado não é gerador de riquezas, e sim o trabalhador. E no ano passado, a conta chegou à mesa da sala da presidência da república. Porém, como todos lembram, ano passado eram eleições para a presidência da república.

Se a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) mostrasse a realidade das contas públicas ainda no ano passado, talvez perdesse a eleição. Então, decidiu aumentar mais ainda as benesses públicas, despejando dinheiro público pelo ralo para a conquista de votos em prol da manutenção de um projeto de poder, em detrimento da saúde fiscal brasileira.

Então, aumentaram os gastos em praticamente todas as áreas. Principalmente de programas como FIES, ProUni, Ciência Sem Fronteiras, bolsas do CNPq, bolsas CAPES, bolsas PRONATEC e verbas de pesquisa universitária, para agradar a “elite intelectual” brasileira, estudantes-militantes e outros afins. E o que se viu dentro das universidades durante a corrida eleitoral foi uma propaganda exacerbada da candidatura de situação, onde docentes desrespeitavam a honestidade intelectual, a educação livre e não-doutrinária, a liberdade de escolha e a não-coerção, quase que obrigando seus alunos a votarem em Dilma. Inclusive houve casos de professores dando suas aulas com preguinhas da candidata coladas em seus peitos.

Pois bem. Dilma venceu a eleição contra o oposicionista Aécio Neves (PSDB) e, já com o cargo garantido pelos próximos quatro anos, não podia esconder mais a realidade absurda das contas públicas. Com um déficit geral de R$ 18,319 bilhões, o governo federal realizou, junto à Câmara de deputados, a famigerada PLN 36, que permitiu flexibilizar-se a Lei de Diretrizes Orçamentárias, dando permissão para o governo não cumprir a meta fiscal sem punições para a presidente por crime de responsabilidade, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Chegamos a 2015. Era ano de recolocar a casa em ordem, após essa festança com o dinheiro alheio. O ajuste fiscal tão esperado veio, mas da forma errada, com o governo elevando impostos e diminuindo a renda da camada mais pobre da população em vez de cortar na carne do governo, cortando ministérios, cargos comissionados, privatizando estatais e reformando a economia.

E a crise chegou nas universidades. Os repasses gordos vindos de Brasília cessaram, a realidade bateu à porta, salários e bolsas foram atrasando, as contas acumularam-se e, combinadas com a má-gestão dos recursos pelos Reitores, fizeram com que o caos se instaurasse na rede pública universitária. E na rede particular, o governo começou a cortar recursos do FIES e do ProUni, acabando com o sonho de jovens estudantes.

E vemos os mesmos professores e estudantes que em outubro do ano passado apoiavam o governo protestando contra essa realidade, com ameaças de greve, paralisações e atos contra a realidade atual das universidades, mas nunca falando das causas da crise, sempre dos efeitos, culpando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, culpando o empresariado, e culpando até a Rede Globo de Televisão, todavia nunca falando algo do verdadeiro causador da crise.

Por que não falam do verdadeiro causador? Porque para um socialista, apontar os erros de si mesmo é praticamente uma utopia. Não se pode falar de ingerências cometidas pelos camaradas, fingindo que não está acontecendo nada no entorno. Por isso é melhor capitalizar a situação para se alçar novas lideranças políticas para o futuro via greves, em vez de mostrar que os efeitos da crise vêm da conjuntura atual, onde a farra e a má gestão geraram um cenário de terra arrasada.
Uma frase se encaixa bem: só sendo muito ingênuo ou mau-caráter para ser de esquerda. Em vez de pedir desculpas, se prefere fazer escândalo com os efeitos e apontando erros da oposição. O grande sabe quando errou e quando se redimir, mas para esse tipo de gente, pequena, coercitiva e asquerosa, admitir o próprio erro é uma ação torturante para si.

*Jefferson Viana é estudante de História da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, coordenador local da rede Estudantes Pela Liberdade, presidente da juventude do Partido Social Cristão em Niterói e membro-fundador do Movimento Universidade Livre.


Sobre o autor

Instituto Liberal
Instituição sem fins lucrativos
O Instituto Liberal é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a pesquisa, produção e divulgação de idéias, teorias e conceitos que revelam as vantagens de uma sociedade organizada com base em uma ordem liberal.
Todos os opressores... atribuem a frustração dos seus desejos à falta de rigor suficiente. Por isso eles redobram os esforços da sua impotente crueldade.
Edmund Burke

Leandro Narloch

O Caçador de Mitos


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Letícia Spiller em “I Love Paraisópolis”: é assim que sociólogos da USP enxergam os ricos

Intelectuais de esquerda não costumam gostar de novelas. Dizem que os personagens são caricatos, que as histórias, rasas e simplórias, reproduzem estereótipos e preconceitos. Por isso é uma surpresa perceber que autores de novela e cientistas sociais da USP traçam o mesmo retrato dos ricos brasileiros.
Nas novelas da Globo, a possibilidade de um personagem ser o vilão cresce com a renda. Odette Roitman, Laurinha Figueroa, Felipe Barreto, Félix: a turma do mal geralmente tem muitos dígitos na conta bancária. Também é assim (pelo menos até agora) na novela mais recente, I Love Paraisópolis. No primeiro capítulo, a rica e loira Soraya (Letícia Spiller), representante da elite branca, vislumbra a favela e desabafa: “Por mim eu jogava uma bomba nesse lugar”.
Um retrato parecido vem dos intelectuais de esquerda. No último sábado, André Singer, professor de Ciência Política da USP e porta-voz do governo Lula, escreveu que Dilma “foi derrotada pela reunificação da burguesia em torno do rentismo, que é avesso de qualquer coisa que cheire a igualdade”. Em março, também na Folha, disse pior:
A classe média tradicional mostrou que tem horror à ascensão social dos pobres. É um fenômeno sociológico e político. Chega a ser uma rejeição ao próprio povo brasileiro.
Singer não é o único a enxergar os ricos contrários ao governo como seguidores de Satã. Para Bresser-Pereira, ex-ministro dos governos Sarney e FHC, há no Brasil um “ódio de classe alta” (Letícia Spiller na novela!) que “decorre do fato de que o governo revelou uma preferência forte e clara pelos trabalhadores e pelos pobres”.
Leio isso e já imagino a cena. Numa luxuosa sala no alto de um arranha-céu, homens de terno participam de reunião tensa. Os membros da elite rentista estão preocupados com a ascensão social dos mais pobres. “É terrível”, diz um deles. “Agora os pobres até compram leite! Ninguém mais me pede dinheiro no farol.” O homem que parece o líder da burguesia conclui: “Temos que unificar nossas forças contra os pobres e o PT”. O homem ergue o braço, balança o Rolex e pergunta: “Tô certo ou tô errado?”.
Ora, basta mudar de canal para desapegar-se dessas bobagens. Se é possível traçar alguma relação entre renda e personalidade, a mais correta seria oposta ao retrato das novelas e teses de esquerda. Pesquisas mostram que quanto maior a escolaridade (e, de carona, a renda) maior a tolerância entre classes, o respeito aos direitos humanos e a intolerância à corrupção.
E se há alguma ideologia dominante na elite brasileira hoje, ela é justamente o contrário do rentismo. O sonho da maioria dos jovens riquinhos é inovar e empreender. Cursos e festivais de empreendedorismo têm filas e listas de espera de gente querendo arriscar suas economias numa oportunidade de negócio, numa forma de ganhar dinheiro resolvendo problemas dos outros. Abrir uma startup é hoje tão descolado quanto criar uma banda.
Os intelectuais da USP estão tão isolados do mundo real e obcecados com as próprias ideias que mal concebem a possibilidade de sensatez ou boa intenção em opiniões divergentes. Como observou o economista Mansueto Almeida, André Singer e seus colegas acham que, se alguém se opõe ao governo, é porque tem ódio de classe, e não porque o partido causou bilhões de prejuízo à Petrobras, ou porque o governo aumentou a dívida pública para emprestar com juros subsidiados a empreiteiras ou porque as pedaladas fiscais afastaram investidores e vagas de trabalho. Estão tão convencidos de que estão do lado dos pobres que consideram seus adversários membros de uma sociedade secreta que planeja jogar uma bomba em Paraisópolis.
Pelo menos há nisso tudo uma boa notícia. Pra ter aulas com essa gente, não é preciso frequentar a USP. Basta ficar em casa assistindo a novela das sete.
@lnarloch
Fonte: Veja

VENEZUELA EM MARCHA BATIDA PARA UM NARCOESTADO!


(Editorial do Globo, 20)

1. Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional, seria um dos líderes, ou mesmo o chefe supremo, de um cartel de drogas. Acusações contra Cabello e outras figuras proeminentes do chavismo, de atuarem, de alguma forma, no tráfico da Colômbia para os Estados Unidos — na cobrança de propinas ou mesmo como “empresários” — já vêm de algum tempo. Mas agora elas começam a aumentar, tudo indica porque, com o desmoronamento do país no governo de Nicolás Maduro, e num ciclo de baixa do preço do petróleo, surgem deserções no chavismo de gente do núcleo do próprio regime. Busca-se refúgio nos Estados Unidos, onde alguns se tornam informantes do DEA (órgão de repressão às drogas, com atuação global), do Departamento de Justiça e promotoria.

2. Na edição de segunda, o jornal americano “The Wall Street Journal” trouxe um amplo relato da ação de autoridades americanas — nem todas ligadas ao Executivo, caso de promotores — na coleta de informações sobre a atuação de militares de alta patente e autoridades chavistas junto ao tráfico. Cabello é um dos alvos do trabalho em curso, feito pelo DEA em Washington e promotores federais em Nova York e Miami. O denunciante de Diosdado é o ex-chefe de sua segurança pessoal, o capitão da Marinha Leamsy Salazar, que diz ter testemunhado Cabello supervisionar o despacho de uma remessa de cocaína para território americano. Cabello, por óbvio, nega e ainda acusa Leamsy de ter sido “infiltrado" pelos americanos no chavismo.

3. Nesta passagem, muito dinheiro estaria sendo faturado por autoridades venezuelanas. Há uma lista VIP sob investigação: general Hugo Carvajal, ex-diretor da inteligência militar; Nestor Reverol, comandante da Guarda Nacional; José David Cabello, irmão de Diosdado, ministro da Indústria e chefe da Receita, e o general Luís Motta Dominguez, responsável por tropas na região central do país. E como não há perspectiva de melhoria na situação venezuelana, a perspectiva é de o país se converter em um narcoestado, para azar, mais um, da América Latina.

Pesquisa e Edição: JCM do Ex-Blog do Cesar Maia , 21.05.2015 
Fonte: Puggina. Org

sábado, 23 de maio de 2015

Há um limite em que a tolerância deixa de ser virtude.
Edmund Burke

GOLPE DO PT - CADERNO DE TESES - SEN. RONALDO CAIADO



É grave, muito grave, reaja, é golpe comunista do PT!
Compartilhe, compareça ás manifestações, vá pras ruas!

Leandro Narloch

O caçador de mitos

E se Aécio tivesse ganhado a eleição?

Manifestantes ligados ao PT e às centrais sindicais pararam ontem a Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra o anúncio do governo federal de cortar 70 bilhões de reais do orçamento. Também houve manifestações em Brasília, onde cerca de 400 pessoas tentaram impedir a reunião do presidente Aécio Neves com a chefe do FMI, Christine Lagarde.
O ex-presidente Lula classificou a reunião com o FMI como um ato de submissão do Brasil ao sistema financeiro internacional. “As elites conseguiram o que queriam: curvar o país ao FMI e tirar o dinheiro da saúde e da educação”, disse Lula. “Não podemos interromper a nossa luta contra o sistema neoliberal tucano.”
Paredes de sete ministérios amanheceram pichadas com as frases “Contra o ajuste neoliberal”, “Fora Aécio, Fora FMI”, “Volta, Dilma” e “Fora, tucanos”.
Em protesto contra o corte do orçamento da Educação, pelo menos quarenta universidades federais decidiram manter a greve que já completa três meses. “Se Dilma tivesse sido reeleita, não estaríamos passando esse vexame”, afirmou o presidente do sindicato dos professores.
Celebridades ligadas à esquerda também se pronunciaram. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, o ator José de Abreu e o escritor Fernando Morais preparam uma marcha de intelectuais a Brasília. O cantor Chico Buarque publicou nas redes sociais uma foto vestindo uma camiseta com a frase “Ajuste fiscal não”.
Em Porto Alegre, a ex-presidente Dilma Rousseff classificou o corte de gastos como absurdo e inadmissível. Ao lado de Arno Augustin, ex-secretário do Tesouro Nacional, ela disse: “O que eu posso dizer a vocês, no sentido de afirmar mesmo, é que o Brasil está numa posição, ou melhor, num posicionamento de atitudes que jamais aconteceriam se a eleição tivesse outro resultado, não aquele resultado que teve efetivamente”. Pelo que a reportagem conseguiu entender da declaração, a presidente quis dizer que jamais colocaria um banqueiro no Ministério da Fazenda ou concordaria com cortes de gastos.
@lnarloch
Fonte: Veja

Jandira Feghali e o nojo de pobre

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Qual pequeno empresário dono, por exemplo, de um pequeno restaurante, tiraria do caixa 2,5 mil dólares para uma passagem na classe executiva sendo que poderia pagar 1/3 desse valor na classe econômica? Nenhum. Nenhum porque todo pequeno empresário sabe o valor do dinheiro, sabe os sacrifícios que precisa fazer para conseguir algum luxo; e viajar de classe executiva é um luxo acessível apenas aos maiores empresários, artistas ou políticos.
Afirmo, com toda certeza, que se a Deputada Federal Jandira Feghali, do PCdoB, vivesse apenas da renda de seu pequeno restaurante, ela não teria viajado na classe executiva de um voo internacional, conforme flagrado dias atrás. Se ela vivesse apenas de seu pequeno negócio, ela teria comprado a passagem mais barata, depois de muita pesquisa. É assim que faz um cidadão comum quando deseja fazer uma viagem. Mas Jandira Feghali não é uma cidadã comum. Ela é uma “nobre deputada”, no sentido trágico-literal da expressão. Jandira só voou de classe executiva porque a passagem foi paga pelo Estado, por meio dos privilégios que lhe concede por ser uma “representante do povo”. Todavia, o que deve nos chamar a atenção não é apenas a falta de pudor com o dinheiro dos outros, mas, também, a evidência de uma grande verdade: Líderes socialistas odeiam pobre, têm nojo de pobre.
Se o socialismo é o sistema de espoliação legal dos esforços privados, seus líderes são vagabundos que se utilizam desse sistema para terem acesso aos luxos que apenas os maiores empresários usufruem − e um dos maiores luxos que uma pessoa pode se dar é o de ser tratada de modo especial.
Os socialistas se anunciam como os porta-vozes da ética e da coerência, pessoas avessas aos luxos promovidos pelo sistema capitalista – por que, segundo os próprios, todo luxo se sustenta sobre a pobreza de alguém – mas nos basta olhar o cotidiano de todo personagem da esquerda que ocupa uma cadeira no parlamento ou na direção de órgãos ou em empresas estatais para comprovarmos o contrário. Todos, assim que têm a oportunidade, chafurdam na lama capitalista. As caríssimas bolsas da presidente de república, os tratamentos médicos dos seus “companheiros” nos hospitais privados mais caros do país, a exigência de Lula de só viajar em avião executivo, o deputado que paga 450 reais num corte de cabelo, a turma toda que faz questão de se hospedar nos melhores hotéis e comer nos melhores restaurantes… Todos fazendo jus ao termo esquerda caviar criado por Rodrigo Constantino – e que ninguém se esqueça de que todos os atuais líderes socialistas, sem exceção, construíram carreira incitando o ódio contra aqueles que ostentam o luxo.
O que o luxo socialista representa é o esforço de cada um de seus agentes em manter uma vida privada distante do pobre, distante daqueles que os sustentam não apenas com impostos, mas com esperança.
Dilma prefere bolsas caras, de marcas estrangeiras, porque isso lhe diferencia de suas eleitoras. A guerrilheira também quer se sentir chique, fina, burguesíssima… Martha Suplicy Style! Lula exige aviões executivos porque não quer se submeter a filas de embargue ou aos banheiros dos aeroportos, nem sentar-se ao lado de um cidadão qualquer, principalmente nesses tempos em que até pobre voa de avião e xinga políticos de ladrão. Jandira pensou como Lula quando mandou reservar seu voo. Todos eles pensam como Lula. Todos tentam cotidianamente ter uma ascensão financeira semelhante à de Lula.  Mesmo se o SUS oferecesse um serviço de melhor qualidade, nenhum líder socialista se submeteria a ele por uma simples razão: É lá onde estão os pobres! Mesmo os líderes que vieram das comunidades mais pobres, assim que conquistam um cargo no governo ou no parlamento mudam radicalmente de critérios não apenas em relação ao tratamento da saúde, mas também em relação ao conforto e ao paladar. Do churrasco no sindicato ao Fasano! De uma hora para outra, passam a amar tudo o que repudiavam: o caro e o exclusivo. Mudam também os critérios sobre renda. Os mesmos que em seus tempos de rua davam faniquito por causa da baixa renda do cidadão assalariado, principalmente em relação aos rendimentos dos políticos, assim que assumem seus cargos passam a achar não apenas normal, mas também justo os rendimentos de parlamentares e de funcionários do alto escalão do governo, cujos salários somados a benefícios sempre estão na casa das dezenas de milhares de reais, vinte, trinta, quarenta, cinquenta vezes superiores ao salário mínimo estabelecido pelo governo.
Jandira Feghali, por ser uma representante do proletariado, poderia ter aberto seu restaurante mais próximo do povo, na baixada fluminense, gerando emprego numa comunidade pobre, oferecendo a esta seus INCRÍVEIS quibes recheados de boas intenções socialistas, mas preferiu um shopping em Copacabana, entre burgueses locais e turistas estrangeiros.
Qual cidadão comum, mesmo tendo um bom salário ou que seja dono de uma pequena empresa, se dá ao luxo de pagar 450 reais num corte de cabelo? Nenhum, mas um certo político socialista carioca não é um cidadão qualquer. Já foi. Ele até já tomou uma cerveja com o autor que assina esse texto! Mas sua vida mudou… Hoje, ele e seus companheiros estão financeira e legalmente acima da maioria dos brasileiros, precisam de privacidade, precisam de um atendimento à altura de suas “responsabilidades sociais”, não podem se submeter a ambientes infestados de pobres. Precisam de tranquilidade para terem novas ideias de como roubar a sociedade sem que sejam percebidos como ladrões.
Empresários e políticos utilizam-se das massas para usufruírem do luxo, mas há uma grande diferença entre os dois grupos: o primeiro assume sua condição de vendedor ou de prestador de serviço visando o lucro, enquanto o segundo insiste em se dizer um herói altruísta que trabalha em função dos mais pobres, nunca em benefício próprio. Não por acaso, são esses pseudo-altruístas que dizem desejar um Brasil com o mesmo padrão de vida da Suécia, aquele país onde um deputado ganha apenas 50% a mais do que ganha um professor da rede pública. Será mesmo que os socialistas desejam que o Brasil se torne uma Suécia tropical? Os socialistas brasileiros poderiam comprovar o altruísmo ao qual se atribuem distribuindo seus próprios salários entre todos aqueles que lhes servem, nivelando seus rendimentos aos deles; e preferir, sempre, frequentar os mesmos ambientes frequentados pela classe trabalhadora, alimentando-se das mesmas gororobas, hospedando-se em hotéis baratos ou na casa de seus eleitores, usando roupas e relógios comprados em lojas populares.
A verdade: Perseguir o luxo, desejar ambientes e tratamentos exclusivos é um direito de cada indivíduo, mas esse direito se torna uma grande hipocrisia quando não é assumida sua intenção e um crime quando é feito à custa do dinheiro dos outros.

Sobre o autor

João Cesar de Melo
Arquiteto, artista plástico e escritor. Escreveu o livro “Natureza Capital”.
Fonte: Instituto Liberal

O combate ao trabalho infantil

COLABORADORES

O combate ao trabalho infantil
RODRIGO CONSTANTINO*
“Pais pobres, assim como pais ricos, em geral desejam o melhor para seus filhos; a pobreza é o que leva muitos deles, quando forçados a optar, a mandar os filhos para o trabalho e não para a escola.” __ Jagdish Bhagwati
A existência de milhões de crianças tendo que trabalhar para sobreviver, em pleno século XXI, é algo chocante para muitos, com razão. Crianças deveriam ter tempo livre para brincar e investir na sua formação. No entanto, esse é um tema que desperta muito calor, mas pouca luz. Por falta de conhecimento adequado, a maioria foca nos remédios errados, chegando até a atacar os certos. A globalização, por exemplo, é vista por muitos como um incentivo ao trabalho infantil, com a imagem de multinacionais contratando crianças para suas fábricas. Como de praxe, comparam uma realidade muitas vezes dura com um sonho utópico, e apresentam soluções que, no fundo, agravam a situação.
Em primeiro lugar, é importante fazer alguns comentários. Nem todo trabalho infantil deve ser condenado. Creio que ninguém defende a proibição da profissão de ator-mirim, por exemplo. Caso contrário, o astro de Esqueceram de Mim, Macaulay Culkin, não teria tido a chance de ficar rico, como tantos outros atores. Mas não é apenas isso. Mesmo profissões vistas como menos interessantes podem contribuir para a formação das crianças, algumas vezes bem mais do que a doutrinação ideológica de professores marxistas – infelizmente algo muito comum no Brasil. Não vamos esquecer que o Barão de Mauá, o homem mais rico que o País já teve em termos relativos, começou a trabalhar no comércio aos 9 anos de idade. Não resta dúvida de que isso fez mais por seu futuro do que aprender biologia. O revolucionário americano Thomas Paine é outro exemplo, tendo começado a trabalhar aos 13 anos de idade. Como estes, existem vários outros exemplos. Vários jogadores de futebol famosos focavam apenas no esporte desde cedo, como melhor alternativa para um futuro melhor. Sorte deles.
Mas creio que, de forma geral, o trabalho infantil é visto como algo indesejado, principalmente quando dificulta muito a educação das crianças. Mesmo assim, é importante deixar claro que o trabalho infantil não é algo novo, que vem se agravando. Pelo contrário: é uma realidade que acompanha a humanidade desde sempre, e que vem, somente num período mais recente, se reduzindo. Compreender as causas disso, portanto, é fundamental para atacar o problema, e deveria ser o foco de todos aqueles que realmente desejam pôr um fim na necessidade de se trabalhar enquanto criança. Infelizmente, muitos críticos do trabalho infantil preferem concentrar sua energia no que parece ser o “monopólio da virtude”, assumindo que a finalidade nobre – o término do trabalho infantil – pertence somente a eles. Os demais são vistos como insensíveis, que não ligam para as crianças, colocando o lucro acima da qualidade de vida delas.
Essas pessoas fogem do debate honesto sobre os melhores meios para resolver o problema. Preferem uma visão romântica, alegando que os capitalistas, defensores da Revolução Industrial, desejam o trabalho infantil, ignorando, assim, que foi justamente o capitalismo que possibilitou a redução drástica do problema. Aqueles que usam a situação precária – aos nossos olhos atuais – da época da Revolução Industrial, para associar capitalismo ao trabalho infantil, esquecem que antes dela a coisa era muito pior. Ou mesmo durante aquela época, basta comparar a situação na Inglaterra com o caos na Polônia, por exemplo. A premissa dessas pessoas parece ser a de que os pais não davam a mínima para seus próprios filhos. No fundo, é claro que colocar os filhos para trabalhar era uma necessidade, pois a alternativa era morrer de fome. A Revolução Industrial, ao contrário de inimiga das crianças, foi seu grande aliado. Até 1400, cerca de metade das crianças morria antes de completar 5 anos. O progresso capitalista, que seguiu seu curso, ainda é o melhor amigo das crianças, permitindo cada vez mais uma vida confortável e mais longa, sem a necessidade de trabalho numa idade mais jovem e sem tanto risco de morte prematura.
O professor da University of ColumbiaJagdish Bhagwati, escreve no livro Em Defesa da Globalização: “A verdade é que a globalização – onde quer que se traduza em maior prosperidade coletiva e em redução da pobreza – tão-somente acelera a redução do trabalho infantil e estimula a matrícula no ensino elementar, gerando instrução, e, como defendo a partir da minha análise do milagre do Leste Asiático, a instrução, por sua vez, permite o crescimento rápido. Temos aqui, assim, um círculo virtuoso”. Devemos assumir, naturalmente, que os pais são, em geral, os mais interessados no futuro dos seus filhos. Parece ingenuidade demais achar que os burocratas do governo serão mais dedicados nessa tarefa que os próprios pais. Logo, é evidente que os pais vão investir na educação dos filhos sempre que isso for possível e interessante. Se o valor presente da educação é baixo, porque não existem muitas oportunidades de emprego e o mais rentável é investir nos contatos com o governo, então a educação ficará em segundo plano. O problema é quando a educação não compensa muito. Como disse William Easterly, do Banco Mundial, em O Espetáculo do Crescimento, “criar pessoas com elevada qualificação em países onde a atividade mais rentável é pressionar o governo por favores não é uma fórmula de sucesso”.
Assim, como coloca Bhagwati, “a simples proibição do uso de mão-de-obra infantil dificilmente erradicará o trabalho infantil, fazendo apenas com que os pais pobres mandem clandestinamente seus filhos trabalharem e os façam assumir ‘ocupações’ como a prostituição”. Quem ainda duvida disso, basta ver o que ocorre em Cuba. O “paraíso socialista”, mesmo com a ditadura repressora, é uma fábrica de prostituição infantil. Já os países mais capitalistas e liberais, com toda a ganância na busca pelo lucro, praticamente erradicou o trabalho infantil pesado.
O economista-chefe do Financial Times, Martin Wolf, foi na mesma linha de Bhagwati em Why Globalization Works, lembrando que a proporção de crianças de 10 a 14 anos na força de trabalho caiu, segundo o Banco Mundial, de 23% nos países em desenvolvimento em 1980 para 12% em 2000. A queda nos países que abraçaram mais a globalização e fizeram reformas liberais foi mais expressiva. No Leste Asiático a queda foi de 26% para 8%. Na China, foi de 30% para 8%. Já na África Subsaariana a redução foi apenas de 35% para 29%. Como fica claro, o verdadeiro remédio para o mal do trabalho infantil é a globalização, o capitalismo, as reformas liberais. Wolf afirma: “Os pais não colocam seus filhos para trabalhar por maldade ou indiferença, mas somente por necessidade”. Logo, o crescimento econômico é o caminho para o combate ao trabalho infantil.
A redução de crianças trabalhando pesado não se deu por conta de fiscalização de governos, leis duras ou esmolas estatais, mas sim por causa do avanço econômico, fruto do capitalismo global. Aqueles que realmente ficam indignados com a imagem de uma criança trabalhando numa lavoura ou carvoaria deveriam largar a retórica de lado e procurar entender o que de fato pode combater esse mal. Se fizerem isso com honestidade, irão abandonar o discurso antiglobalização, vão parar de condenar a ganância das empresas pelo lucro, e entenderão que o capitalismo liberal é justamente o único meio para atacar o problema. O resto é papo de quem gosta de posar de nobre, mas não liga muito para resultados concretos.
Economista, articulista, autor de “Egoísmo Racional – o individualismo de Ayn Rand”
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Sobre o autor

Bernardo Santoro
Diretor do Instituto Liberal
Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.