terça-feira, 30 de junho de 2015

A Defesa Moral do Capitalismo

Liberdade econômica e desenvolvimento

Liberdade econômica e desenvolvimento
Cingapura: riqueza e liberdade econômica
Cingapura: riqueza e liberdade econômica

Ao assistir a um vídeo com vários discursos proferidos durante o debate preparatório para o 5º Congresso Nacional do PT, senti um profundo desapontamento. Entre outros tantos absurdos, muitos palestrantes se manifestaram abertamente contra o capitalismo e a favor do socialismo. Isso demonstra o atraso do embate entre direita e esquerda no Brasil. A discussão sobre o melhor modelo econômico, socialismo ou capitalismo, está superada pelo menos desde a queda do muro de Berlin. Nos países mais avançados, o debate é entre liberais e social-democratas, ambos a favor do capitalismo.

Cingapura: riqueza e liberdade econômica
O próprio Thomas Piketty, o grande ícone da esquerda na atualidade, já disse várias vezes ser a favor do capitalismo. Em seu livro “O capital no século XXI”, ele cita um exemplo bem interessante. Na França, na década de 1880, uma bicicleta custava o equivalente a seis meses de trabalho e era de péssima qualidade. Na mesma França, quase 100 anos depois, na década de 1960, uma bicicleta custava menos de uma semana de trabalho e a qualidade era muito superior. Qual sistema econômico proporcionou esse incremento de consumo?

Socialistas acreditam ainda que o liberalismo é uma simples invenção das elites para manter seu status quo. Esse é outro equívoco. Uma economia de mercado pode beneficiar a todos, ricos e pobres, capitalistas e trabalhadores.  Para Simon Kuznets (1901-1985), “o crescimento é como a maré alta: levanta todos os barcos”. Ou seja, levanta tanto um transatlântico, como uma jangada.
Muito bem. Mas se o capitalismo liberal é tão bom assim, por que existe tanta pobreza e desigualdade nos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil? A resposta é relativamente simples. Falta ao Brasil justamente aquilo que os socialistas mais criticam: liberdade econômica. De acordo com o Índice de Liberdade Econômica (Index of Economic Freedom), criado pelo prestigioso centro de pesquisa norte-americano Heritage Foundation, o Brasil ocupa a 118ª posição, num ranking de 178 países, ordenados de acordo com o grau de liberdade econômica. O Brasil está atrás de países como Honduras, Gâmbia, Tanzânia, Nicarágua, Senegal, Costa do Marfim, Zâmbia, Bósnia e Hezergovina, Namíbia, Uganda, Suazilândia, Albânia, El Salvador, Cabo Verde e Guatemala. Ou seja, estamos muito mal na foto. É bom ressaltar também que, nas três últimas posições, estão: Venezuela (176), Cuba (177) e Coreia do Norte (178).

Mas o que significa liberdade econômica e como esse índice é calculado? Basicamente, ter liberdade econômica significa: proteção à propriedade privada, livre-comércio, estabilidade monetária e um Estado pequeno em relação ao tamanho da economia.

Por todo mundo, vemos uma forte relação entre liberdade econômica e qualidade de vida da população. Em países mais livres, as pessoas têm salários mais altos, direitos civis mais protegidos, meio-ambiente mais limpo e maior expectativa de vida. Em países mais livres, há menos corrupção, menos trabalho infantil e menos desemprego.

Dentro desse contexto, um caso que chama bastante a atenção é Cingapura. Esse pequeno país asiático, ex-colônia britânica, independente apenas desde 1959 e muito pobre em seu passado recente, está hoje entre os países mais ricos e desenvolvidos do mundo. Coincidentemente, no ranking dos países mais livres, Cingapura está em segundo lugar, atrás apenas de Hong Kong.
Finalizando, deixo aqui uma questão. Em qual modelo econômico o Brasil deveria se basear para melhorar o padrão de vida de todos, mas sobretudo dos mais pobres? No modelo capitalista-liberal de Cingapura ou no modelo socialista-centralizador de Cuba? A resposta é óbvia demais? Pois eu acho que essa pergunta deveria ser enviada aos dirigentes do PT. Talvez essa minha análise (e outras que tenho feito) seja muito superficial – petistas já me disseram isso mais de uma vez. É possível que os intelectuais petistas consigam analisar esses fatos com mais profundidade e perceber aquilo que eu não consigo enxergar: ou seja, que o modelo socialista-centralizador cubano é o melhor.

Fonte: Instituto Liberal

Sobre o autor:


Ivan Dauchas é economista formado pela Universidade de São Paulo Professor de Economia Política e História Econômica. 
As obras públicas não são construídas com o poder miraculoso de uma varinha mágica. São pagas com os fundos arrecadados dos cidadãos.
Ludwig von Mises (1881-1973)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Vaticano oficializa excomunhão de padre brasileiro que defende união gay

Wagner Carvalho
 Ouvir texto
 
0:00
 Imprimir Comunicar erro
  • Arquivo pessoal
A Diocese do Divino Espirito Santo de Bauru (338km de São Paulo) emitiu, na manhã deste sábado (15). um comunicado informando que, após um processo que durou mais de um ano, a Santa Sé declarou oficialmente que o padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como padre Beto, está oficialmente excomungado pela Igreja Católica.
A Diocese de Bauru havia recebido o comunicado no dia 14 de outubro.
De acordo com o documento divulgado, para a decisão não cabe recurso. A excomunhão só será revista caso padre Beto peça perdão pelos atos que culminaram com a pena. Ainda no comunicado, a instituição pede que os fiéis não frequentem e nem participem de possíveis "atos de cultos" realizados por ele.
"Todos os matrimônios celebrados (assistidos), após a declaração da pena, pelo mesmo sacerdote, são inválidos pelo próprio Direito", informa.
Assinado pelo padre doutor Tiago Wenceslau, juiz-instrutor para as "matérias reservadas a Sé Apostólica", o documento pede ainda que as pessoas rezem por padre Beto.
"Convido todos os cristãos católicos a rezarem para que o Espírito Santo ilumine a todos, sobretudo, ao referido sacerdote para que tenha a coragem da humildade sabendo pedir perdão e se reconciliando com a Igreja que o acolheu e lhe concedeu o sacerdócio ministerial", diz o aviso oficial. 
Mesmo sendo parte interessada no processo, padre Beto informou que não teve conhecimento prévio da decisão da Santa Sé antes da divulgação para a imprensa. Ele foi informado da decisão pela reportagem do UOL após realizar mais um casamento, na manhã deste sábado em Bauru.
"Este fato é indiferente para mim, já não tinha mais a intenção de voltar para a Igreja, fosse por Roma ou pela Diocese", afirmou ele.
Padre Beto afirmou que continua a ter a sua fé, mas que agora ela não está ligada a nenhuma denominação. Atualmente padre Beto dá aulas em uma faculdade de Bauru e tem viajado por todo o País para ministrar palestras e para divulgar um livro lançado recentemente. 
Apesar da decisão da Santa Sé, o sacerdote afirma que o processo movido por ele na Justiça brasileira segue em andamento. Ele argumenta que não teve direito à defesa antes da excomunhão e que o juiz instrutor nomeado pela Diocese de Bauru não tinha competência para julgar.
"A decisão da Santa Sé diz respeito ao ato, mas o processo trata do desrespeito da Diocese à Constituição brasileira que não observou o tratado entre o Vaticano e as leis do Brasil", afirma.
Apesar de não servir mais à Igreja Católica, ele afirma que, por ser conhecido como padre Beto, não pretende abandonar o título. "Tem vários padres que deixam de exercer a função por esse ou aquele motivo, mas não deixam de o usar o 'padre'. Nada me impede de continuar assim", explica.

Entenda o caso

O padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como padre Beto, se envolveu numa polêmica com a Igreja Católica após declarações registradas num vídeo publicado no Youtube chegarem ao conhecimento da Diocese de Bauru.
Na gravação, o religioso questiona dogmas da Igreja Católica e fala com aceitação sobre assuntos como bissexualidade e homossexualidade, além de segunda união entre os casais.
Com a repercussão, o bispo Dom Caetano Ferrari, da Diocese de Bauru, exigiu que padre Beto se retratasse, mas ele preferiu pedir seu desligamento da Igreja que mesmo com o pedido feito pelo padre decidiu por excomungá-lo.

Excomungado, mas casamenteiro

Apesar de estar proibido de realizar sacramentos pela Igreja Católica (batizado, comunhão, crisma e casamento) padre Beto, conta ter celebrações agendadas até 2016 e que novas datas surgem a todo o momento.
"Os casais que me procuram para celebrar o casamento, não são ligados a esta ou aquela religião ou instituição religiosa. São pessoas que tem a sua fé, gostam do jeito como falo em nome de Deus e só querem receber a benção na união", ressalta.
Somente neste sábado (15), padre Beto realizou dois casamentos. Um no final da manhã e outro no final da tarde, ambos em Bauru. "Você não precisa ser padre ou pastor para abençoar a união de um casal, assim como um casamento não precisa ser realizado numa igreja, apenas é necessário que você fale em nome de Deus e que os noivos estejam de acordo", afirma.
Em sua página pessoal no Facebook, padre Beto anuncia que está disponível para realizar os casamentos.
"Realizo casamentos não só em Bauru, mas na região, na Capital e em outros estados. Tenho agendado o casamento de um casal heterossexual no Espírito Santo. Esta semana um homem divorciado me procurou o para realizar o casamento com sua nova companheira", revela.
Ao contrário da Igreja Católica que cobra a taxa de matrimônio dos casais pela realização do sacramento, padre Beto afirma que não cobra. "Apenas quando é preciso sair de Bauru é que o casal se responsabiliza pelos gastos necessários para o meu deslocamento", diz.

Colaboração de Álvaro Martins pelo envio da matéria.
Posted: 14 Jun 2015 05:47 AM PDT

Manifesto no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Vários movimentos

Nota de repúdio à violência da militância petista contra o líder nacional de grupo de oposição

Os diversos movimentos sociais que se uniram para realizar a oposição, de fato, ao Partido dos Trabalhadores (PT) vêm por meio dessa nota manifestar nossa solidariedade pela brutal agressão cometida por militantes petistas no Hotel Pestana contra o líder nacional do Revoltados ON LINE, Marcelo Reis, que compareceu ao evento representando os movimentos da União Brasileira de Movimentos de Mobilização (que somam mais de 5 milhões de seguidores), objetivando apenas ouvir e repassar aos grupos um relato direto e sem interferências das ações do PT para implantar seu caderno de teses.

Esses grupos militantes, de acordo com sua tradição totalitária, não conseguem suportar e conviver com pessoas de opiniões divergentes e lidam com os opositores das formas mais vis e cruéis como: intimidação, cerceamento econômico, difamação e violência física, em sua forma mais bruta.

O líder do movimento Revoltados ON LINE foi, inicialmente, hostilizado por portar a camiseta com dizeres do Impeachment no café da manhã no hotel onde estava hospedado. À tarde sofreu novas agressões simplesmente por comparecer ao saguão deste mesmo hotel e finalmente, após ser obrigado a jantar fora para não causar mais problemas, foi atacado pelas costas ao chegar no elevador do Hotel Pestana por uma quadrilha de aproximadamente 15 militantes em uma emboscada covarde, sem qualquer chance de defesa.

Estranhamente tudo isso aconteceu no mesmo dia das ameaças violentas do senador Paulo Rocha (PT - PA) durante o café da manhã e do presidente do PT, Rui Falcão que falou em “reação vigorosa contra os que tentam destruir o PT”, em seu discurso de abertura do 5º Congresso do PT, além, obviamente, após o ex-presidente Lula incitar o Exército de Stédile contra os movimentos que defendem o Impeachment.

Estamos convencidos que Marcelo Reis foi alvo de uma tentativa de assassinato meramente por vestir uma camiseta que representa a vontade de milhares de brasileiros que estiveram nas manifestações em mais de 400 municípios em março e Abril deste ano, que é a saída da Dilma da presidência da república e defendendo os interesses de 92% da população brasileira, uma vez que ela conta com apenas 8% de aprovação em seu Governo.

Dessa maneira, o PT demonstra seu caráter e segue a tradição totalitária e antidemocrática de vários regimes que ele admira, e usa o Estado para financiá-las – como a Cuba Comunista de Castro, a Venezuela Bolivariana e as demais ditaduras sobre o guarda-chuva da organização internacional chamada Foro de São Paulo que se articula internacionalmente para apoiar os regimes totalitários apoiados por essa organização.

Desta maneira, expressamos profundo repúdio por essa agressão e todas as demais, vitimando inocentes sem razão ou possibilidade de defesa, como a que sofreu o estudante Alexandre Marques, membro do MBL-BA. Se um líder de oposição de nível nacional é covardemente espancado dentro de um hotel em que era hospede na calada da noite, qual a liberdade que se pode esperar para um cidadão comum sem nenhuma vigilância e segurança?

Gostaríamos de frisar que existe uma prática comum nessa linha agressiva pelos ataques deste partido totalitário contra as formas de liberdade de expressão, e podemos citar casos concretos: frequentes tentativas de estatizar a mídia independente como foi feito na Argentina, Venezuela e Cuba por seus parceiros do Foro de São Paulo; a criação do “Humaniza Redes”, polícia de pensamento inconstitucional aparelhada que visa monitorar e punir opositores, criando processos jurídicos seletivos, “assassinatos de reputação”, apenas para opositores; ou ainda o financiamento de toda uma imprensa pró-PT, com dinheiro das estatais e do contribuinte. 

Também destacamos a ação criminosa da militância da CUT no ato ocorrido na praça da fonte do boi. Esse ato legal foi oficializado com as autoridades cabíveis. Tão logo o mini trio chegou, tais militantes começaram a ameaçar o motorista de queimar o trio e de persegui-lo na sua residência. Não fosse isso o bastante, ameaçaram Alexandre Marques do MBL-BA de morte, fazendo gestos de que iam cortar seu pescoço. Então se instalou um clima de tensão entre os militantes dos grupos que organizaram o ato, os quais eram hostilizados pela massa de criminosos travestidos de militância.

Depois disso, temendo que os militantes da CUT agredissem fisicamente os cidadãos que ali estavam, a PM chamou um caminhão da polícia de choque que fez um cinturão de isolamento para defender as pessoas dos seus agressores. As lideranças do ato fizeram um acordo com a PM para ligarmos o trio às 17:30.  Contudo, sob ordens superiores, a polícia desfez unilateralmente o acordo e nos proibiu de ligar o trio, na tentativa de frustrar o movimento. Nada foi feito em relação a forçar a retirada do grupo petista, que continuou as hostilidades durante toda a manifestação.

O povo brasileiro defenderá pessoalmente a república e a democracia, seguros de que do nosso lado sempre estará o exército de Caxias, o único com legitimidade para lutar e defender nosso Brasil.

Esta nota se justifica, não apenas em decorrência do aparelhamento, dos crimes e das arbitrariedades descritas; mas, também, devido a uma campanha de desinformação mentirosa invertendo papéis e valores, e silenciando a verdade ao grande público. Dessa forma, apesar das diferenças de opinião, de meios de ação e de objetivos dos diversos movimentos, nos colocamos em unidade para defender o valor republicano menos valorizado pelo PT que é a defesa da liberdade e que une todos os movimentos aqui presentes.

Defendemos a liberdade de imprensa, a liberdade de opinião, a liberdade de ir e vir e a legalidade sem que o cidadão brasileiro seja agredido em suas diversas formas de repressão.

Frisamos que não nos intimidaremos, pelo contrário, estes atos dão mais legitimidade à nossa causa, sendo que qualquer ato de violência será respondido à altura, na justiça e na legalidade, lembrando, ainda, que legítima defesa é um direito do cidadão.

Movimentos que assinam a Carta de Repúdio:


- Acorda Brasil,
- Amazonas em Ação,
- Avança Brasil – Maçons.BR,
- Brasil Melhor,
- Contra Corrupção,
- Educadores,
- Quero me Defender,
- Movimento 31 de Julho,
- Movimento Brasil Livre,
- Movimento Limpa Brasil,
- NasRuas,
- Nós Somos Oposição,
- Pátria Livre,
- Pega Ladrão,
- Revoltados ON LINE.
- Vem Pra Rua
A hipnose da cenoura diante do burro.

Por Ivan Lima

Depois da segunda guerra mundial, vários países no mundo fizeram programas de desestatização. Reformaram leis trabalhistas que emperravam o desenvolvimento da economia dos indivíduos. O mercado floresceu, países se reconstruíram após destruição total. 
Alemanha e Japão são os exemplos mais notórios.

No entanto, na contramão da sensatez, o Brasil pisou com vontade o acelerador do atraso rumo ao fundo do poço da pobreza. Instituiu a famigerada CLT e todo o arcabouço que restringe e proíbe o trabalho – salário mínimo, décimo terceiro salário, carteira assinada, etc. Capital gravado, restringido, impedido, desemprego e pobreza crônicos.

Mas essa é uma conta racional, não tem valor para os estatistas cuja ótica política do coletivismo não contempla a sensatez, mas a cegueira sentimental, e a igual destruição da sociedade pela demagogia e o caudilhismo. Isso na área do emprego na iniciativa privada. Por outro lado, completando o cerco da mentalidade estatista e suas garras sobre os indivíduos, está a ideologia totalitária e sua máquina perversa de permanente inchaço estatal através de concursos públicos incessantes. Para ser mantida, essa gigantesca máquina precisa cada vez mais escravizar através dos impostos os cidadãos, para manter na inutilidade uma imensa nação do “faz de conta”. Nada que a iniciativa privada não pudesse suprir a um custo bem menor e uma eficiência infinitamente maior; isso sem levar em conta que muito do "serviço público" que aí esta pode sumir sem fazer falta inclusive quase todos os ministérios inúteis e perdulários. “Serviço público”, é bom lembrar, que é pura empulhação e extorsão aos cidadãos para mantê-los ás custas do seu próprio suor, sangue, lagrimas e propriedade.

Num cenário de quase nenhuma reação a esse quadro dantesco, fruto da ignorância do povo e sua esperança na missão salvacionista do estado, mais a esperteza dos ideólogos coletivistas, o que se tem, é, em pleno século vinte um, depois de provada todas as falências coletivistas no mundo, concursos públicos no Brasil a três por quatro. O estatismo precisa dos seus exércitos de apologistas e sua imensa e onipresente propaganda – que o cidadão também paga à força – para manter-se. O coletivismo vive de propaganda, precisa dele para manter-se em pé com suas mentiras e sua destruição social. O mercado, ou empreendedorismo, ou capitalismo é ação individual. Só precisa que o governo não atrapalhe, emperre, com suas regulações idiotas e leis draconianas que restringem e proíbem o trabalho como a CLT e o ECA, imensas fontes de desalento, e estímulo a crimes.

Ao promover concursos públicos numa máquina estatal já obesa e jurássica, o estado, políticos e burocratas, criam expectativa e ilusão nas massas e, sobretudo na juventude, de que “estudando, especializando-se”, todos terão um futuro promissor como funcionário publico. É a hipnose da cenoura diante do burro. Ele nunca vai alcançá-la. O estado socialista de pleno emprego com todos os cidadãos tornados dependentes do estado é um crime ideológico, escravidão. O que equivale a destruição social.

Recentemente Cuba, - que já teve uma grande classe média em expansão, e chegou a ser um dos países de maior IDH das Américas antes de ser levado á completa falência pelo socialismo – despediu milhares de funcionários públicos.  E começou a liberar “pequenos negócios”. No socialismo quando a coisa aperta demais, é preciso a descompressão. Senão a destruição social é total. Foi o que fez Lênin após ouvir Trotsky – "a Rússia está indo rapidamente para o abismo" – e instituiu a NEP.   

Já se detectou que o brasileiro tem um pendor nato á iniciativa privada. Que apesar das imensas e criminosas trapalhadas do estado milhões de pessoas buscam desenvolver seus talentos na arte da compra e venda de bens e serviços, automaticamente cooperando socialmente com outras milhões de pessoas, todos buscando um lugar ao sol longe da contínua criação de pobreza e miséria gerada pelo governo com suas leis de restrição e proibição ao trabalho.

Mas só essa luta tenaz para que se tenha um país de indivíduos verdadeiramente livres e prósperos não basta. É fundamental se criar uma nova mentalidade. Mentalidade anti-estatista, anti- impostos, individualista, pro mercado; e governo vigilante e forte, mas só na função dele: segurança.

Ivan Lima, 64, é publicitário. 

 Em Julho, Bruno Garschagen estará em Belém do Pará, para evento constituído de palestra e lançamento do seu livro “Pare de Acreditar no Governo”.

Programação:

Palestra – 07 de Julho de 2015, ás 19 h. no Espaço Cultural da Padaria Caramelada.
(apresentação Klauber Pires - LIBERTATUM)

Endereço:

Avenida Braz de Aguiar, 842, - B, ao lado do Restaurante Spazzio Verdi – Nazaré.

Entrada Franca

Lançamento/Noite de Autógrafos:

08 de Julho de 2015.

Livraria  da Fox 

Endereço:

Travessa Doutor  Moraes, 584 – Nazaré.

Prestigie esse evento Liberal e mantenha acesa a chama da liberdade. Construa um novo mundo e um novo Brasil.

Grato


LIBERTATUM
Nota. 
A matéria sobre a grande reação da população italiana contra a implantação da ideologia de gênero nas escolas, publicada na edição de ontem de Libertatum foi colaboração do amigo Edson Oliveira. A aludida matéria foi editada e publicada em seu blog Sou Conservador Sim, e Daí?

Os próximos passos contra o PT

A encíclica “Laudato Si´”: bem intencionada, mas economicamente insensata



pope.jpgNos dias posteriores à publicação da nova encíclica do papa Francisco,Laudato Si' (Louvado Seja), a maioria dos comentários abordava as possíveis implicações da mesma para o debate sobre as mudanças climáticas.

Um esforço para influenciar esse discussão — sendo que boa parte dela, como Al Gore, já desapareceu das manchetes dos noticiários e se confinou a organizações internacionais, ONGs, burocratas governamentais e lobistas profissionais — é claramente parte da intenção imediata da encíclica.

Ademais, apesar das incursões ocasionais do texto em temas muito técnicos — como, por exemplo, o impacto do ar condicionado (55) —, a importância mais profunda desse documento longo (e, em partes, muito mal escrito) certamente será a de como ele moldará a reflexão teológica católica a respeito do relacionamento do homem com o mundo natural.

Embora a maior parte das reflexões do texto esteja centrada na questão do meio ambiente, um tema subjacente — e que se torna claramente visível de tempos em tempos — é a visão profundamente negativa da encíclica com relação aos mercados. Isso confirma que a reação desse pontificado aos respeitosos questionamentos que várias pessoas fizeram a ele sobre as análises econômicas contidas na exortação apostólica de 2013Evangelii Gaudium, foi simplesmente a de reciclar (sem trocadilho) alguns dos argumentos comprovadamente falhos contidos naquela exortação com relação aos efeitos da economia de mercado.

Apenas para deixar claro, existem muitos aspectos da economia global que merecem críticas. A encíclica enfatiza corretamente o problema de socorrer bancos com o dinheiro público (189). Alguém por acaso duvida que, se o mundo passar por outra série de falências bancárias, os governos se comportarão exatamente da mesma forma, reforçando assim o problema do risco moral que está na raiz de grande parte da disfuncionalidade do setor financeiro?

A encíclica também sugere, corretamente, que apesar dos eventos de 2008, houve um grande fracasso na reforma do sistema financeiro global (189).  Igualmente, as duras palavras do papa em relação àquelas pessoas que consideram o crescimento demográfico prejudicial ao meio ambiente e um obstáculo ao desenvolvimento econômico são certeiras (50).

Não obstante, a visão dessa encíclica sobre a realidade econômica contemporânea sofre de vários problemas conceituais, além de fazer uso de alegações que são empiricamente questionáveis.  
Em termos de degradação ambiental, Laudato Si' parece ignorar o fato de que a poluição mais significativa ligada à atividade econômica no século XX ocorreu como resultado dos esquemas de industrialização estatal centralmente planificada das antigas nações comunistas (ver aqui e aqui). Qualquer pessoa que tenha visitado a antiga URSS ou o Leste Europeu durante a vigência do comunismo, e testemunhando aquela paisagem frequentemente devastada, rapidamente atestará a validade dessa constatação.

E há também, na encíclica, o uso da dicotomia "norte e sul" para descrever algumas das dinâmicas da economia global (51). Essa terminologia tem sido ocasionalmente utilizada por papas em um passado recente. Mas ela também reflete o aparato conceitual daquilo que é chamado de 'teoria da dependência': a noção de que os recursos — especialmente os recursos naturais — fluem da "periferia" (países pobres) para o "centro" (países ricos), beneficiando os ricos em detrimentos dos pobres.
De acordo com os economistas adeptos da teoria da dependência, isso significava que as nações periféricas deveriam restringir o comércio com os países desenvolvidos e dificultar a entrada de investimentos externos. O objetivo seria o de reduzir a dependência de exportação de matérias-primas e de produtos agrícolas, consequentemente promovendo (magicamente) o surgimento de uma indústria doméstica forte. 

Essa caracterização da economia global, em grande parte formulada por economistas latino-americanos nos anos 1950, foi há muito desacreditada.  Nem mesmo muitos economistas de centro-esquerda estão dispostos a defendê-la.  Qual o país que enriqueceu dificultando o comércio e afugentando investimentos estrangeiros?
No que mais, existem, por exemplo, países do "sul" — tais como Chile, Austrália e Nova Zelândia — que são formalmente classificados como países desenvolvidos.  Eles se tornaram ricos parcialmente (a) por causa da exportação de minerais e commodities agrícolas e (b) porque optaram voluntariamente por se integrar à economia global em vez de utilizar barreiras protecionistas e de recorrer a políticas ineficientes de proteger a indústria nacional por meio de subsídios governamentais.

Adicionalmente, vale a pergunta: onde algumas economias do "hemisfério norte" — tais como a corporativista Rússia ou as petrolíferas economias do Oriente Médio — se encaixam nesse eixo econômico global "norte-sul"? A resposta é simples: elas não se encaixam.
Em suma, se o paradigma "norte-sul" é como a Santa Sé entende o cenário geopolítico global, então ela está decididamente apegada a uma determinada perspectiva da economia mundial cujas profundas falhas e limitações já eram aparentes ainda no início da década de 1970.
Outro problema com a Laudato Si' — também já manifestada em Evangelii Gaudium — é a simplificação leviana que ela faz ao comentar a visão daqueles que acreditam que o livre mercado é a melhor solução econômica, tanto para uma nação quanto para o mundo. Eis um exemplo:
Em alguns círculos, defende-se que a economia atual e a tecnologia resolverão todos os problemas ambientais, do mesmo modo que se afirma, com linguagens não-acadêmicas, que os problemas da fome e da miséria no mundo serão resolvidos simplesmente com o crescimento do mercado. (109).
O crescimento econômico é, obviamente, indispensável para salvar as pessoas da pobreza. Não existe solução de longo prazo contra a pobreza sem crescimento econômico, e as economias de mercado têm a incomparável capacidade de produzir esse crescimento.
Mas quem quer que sejam esses "círculos", não há nenhum defensor do livre mercado que acredite que o crescimento econômico, por si só, seja a resposta para a miséria e a pobreza. Muitas outras coisas têm estar no lugar certo, mais notavelmente as bases morais, culturais e institucionais apropriadas.

Essas vão desde algo tão fundamental como o estado de direito (amplamente ausente em grande parte dos países latino-americanos e sobre o qual a Laudato Si' — como a Evangelii Gaudium — nada dizem) até sociedades civis vibrantes. A maioria dos defensores do livre mercado vem argumentando nesse sentido há décadas. (Veraqui e aqui).
Em seguida, a Laudato Si' afirma que:
Eles estão menos preocupados com certas teorias econômicas, as quais hoje praticamente ninguém ousa defender, do que com seu funcionamento no desenvolvimento concreto da economia. Eles podem não afirmar tais teorias com palavras, mas as defendem com os seus atos ao não demonstrarem nenhum interesse em níveis de produção mais equilibrados, uma melhor distribuição da riqueza, um cuidado com o meio ambiente e com os direitos das gerações futuras. Seus comportamentos mostram que, para eles, o objetivo da maximização dos lucros é o suficiente. Mas o mercado, por si só, não garante o desenvolvimento humano integral nem a inclusão social. (109)
Deixando de lado a demasiada imprecisão da primeira sentença (quem são "eles" e quais "teorias econômicas" estão necessitando de defesa?), não é difícil ver sinais de uma linguagem que beira ao populismo. A alegação nada dissimulada de que as pessoas que favorecem o livre mercado estão sendo insinceras é muito séria, e é insustentável perante uma simples análise rápida dos escritos e das ações de muitos pensadores liberais, desdeWilhelm Röpke até o próprio Adam Smith.
É errôneo afirmar, por exemplo, que ser a favor do livre mercado significa que você é necessariamente indiferente para com o meio ambiente e obcecado pelo lucro. Muitos defensores do livre mercado têm dedicado suas vidas a inventar formas de alinhar incentivos econômicos à conservação ambiental (ver aquiaqui e aqui).

Tampouco é justo dizer que os defensores do livre mercado não têm interesse nas gerações futuras. Em grande parte, são justamente as pessoas que apóiam o livre mercado que criticam o crescente endividamento de governos ocidentais — uma maneira de evitar reformas fiscais duras, porém necessárias —, endividamentos estesque estão colocando em risco o futuro das próximas gerações. Pessoas com uma postura mais intervencionista ou keynesiana são normalmente silenciosos quanto a isso, ou não creem que o endividamento dos governos — o qual será inteiramente arcado pelas gerações futuras — seja realmente um problema.

Por fim, é provavelmente possível contar nos dedos de uma mão o número de defensores do livre mercado que acreditam que a liberdade econômica, por si só, garante o total desenvolvimento humano. Considere, por exemplo, Adam Smith. Nem tudo no pensamento de Smith é compatível com a visão católica do homem. Contudo, a visão de Smith, no que diz respeito ao comércio e às transações de mercado, está arraigada em uma visão amplamente civilizacional, a qual destaca não apenas a necessidade de a sociedade civil ser íntegra, como também enfatiza que, para uma economia prosperar e beneficiar a maioria — em vez de somente elites privilegiadas que usufruem laços estreitos com a classe política —, é fundamental que a sociedade possua virtudes clássicas e judaico-cristãs.

O que é tristemente irônico sobre tudo isso é que a mesma encíclica que faz declarações tão impetuosas sobre o livre mercado e seus defensores é também marcada por diversos clamores por um debate amplo e racional (16, 61, 135, 138, 165) sobre como devemos tratar os problemas ambientais e econômicos.  
Laudato Si' enfatiza que a Igreja não detém o monopólio da sabedoria nas questões ambientais e econômicas.  Entretanto, o uso de frases como "mercado divinizado" (56) e "concepção mágica do mercado" (190); o fato de associar o relativismo moral à "mão invisível" (123) de Adam Smith; o fato de estabelecer uma ligação cruel entre materialismo e consumismo (nenhum dos quais teve qualquer dificuldade de florescer em economias planificadas); sua incapacidade de criticar os regimes populistas de esquerda que têm trazido destruição econômica e aumento da pobreza em países como a Argentina e a Venezuela; e sua atribuição de motivos suspeitos àqueles que defendem o livre mercado vão contra a esse apelo por um debate "aberto e respeitoso".

É verdade que, para uma parte do clero católico e de ativistas políticos, "diálogo com o mundo" significa ouvir apenas o que a esquerda política (crescentemente ateísta e anticatólica) pensa sobre qualquer assunto.
Isso, todavia, não é uma justificativa para estigmatizar a posição daqueles que argumentam, de maneira clara e difícil de ser negada, que o maior e mais rápido redutor da pobreza na história humana — em níveis local, nacional e global — tem sido a economia de mercado, bem como e os hábitos, a cultura e as instituições sobre as quais depende o empreendedorismo, o livre comércio e o crescimento da acumulação de capital (a qual possibilita os investimentos que irão gerar empregos, aumentar a produção de bens e serviços e, consequentemente, elevar o padrão de vida).
Nada disso serve para negar que algumas críticas feitas por conservadores ao papa Francisco desde 2013 beiram ao absurdo. Um olhar rápido nos escritos do papa mostra que Jorge Mario Bergoglio não é um seguidor da Teologia da Libertação. É igualmente absurdo descrever esse papa como um marxista. 

Com efeito, a sua defesa inflexível da vida inocente, desde a concepção em diante, sua condenação aberta da eutanásia, e suas críticas crescentemente ferozes àquele mundo de fantasia conhecido como "teoria de gênero" contradizem as mais básicas ortodoxias da esquerda contemporânea.
Por tudo isso, no entanto, e apesar da incontestável autenticidade do amor e da preocupação do papa Francisco para com os pobres, é lamentável que esse pontificado pareça tão indisposto a se engajar em discussões sérias sobre os méritos morais e econômicos da economia de mercado em relação às alternativas.  É fato que o bem-estar da sociedade não pode ser reduzido à eficiência e ao crescimento econômico; tampouco o livre mercado salvará nossas almas.  

Porém, havendo os ambientes ético, social e institucional propícios, a liberdade econômica e um setor comercial vibrante são de inestimável ajuda na luta contra a pobreza, contra as doenças e contra a estagnação econômica que marcou grande parte da história europeia antes da publicação de A Riqueza das Nações e a qual ainda flagela grande parte do mundo em desenvolvimento.
Ao que parece, essa é uma lição que boa parte do mundo católico ainda precisa ouvir.
___________________________
Leituras recomendadas:

Dr. Samuel Gregg é o diretor de pesquisas do Acton Institute.  Seu campo de atuação engloba política econômica, história econômica, ética nas finanças, e teoria do direito natural.  Possui mestrado em filosofia política na Universidade de Melbourne e doutorado em filosofia moral e economia política na Universidade de Oxford.