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domingo, 22 de junho de 2014

FMI alerta para impacto global de decisão sobre dívida da Argentina

O Brasil caminha, a passos largos, para ser a Argentina de hoje, visto que nossas reservas em moedas estrangeiras não estão sendo geradas pelo comércio internacional (deficitário em US$ 188,1 bilhões de 2011 até 2013), mas sim pela conta de capital (superavitária em US$ 259,0 bilhões de 2011 até 2013).
Por Ricardo Bergamini

A marolinha
                                                                 
Quem diria que a marolinha da crise mundial de 2008 iria provocar a volta na América do Sul do uso dos chavões tradicionais da esquerda: “Fora FMI” - “Fora Banqueiros” – “Auditoria da Dívida Externa”, etc.

sábado, 21 de junho de 2014

Escola Existencialista de Economia

 




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A verdade sobre a ordem econômica do governo está escondida dos homens normais. Copérnico escreveu sobre o heliocentrismo e a depreciação da moeda. Theodor Seuss Geisel escreveu sobre felinos e o conhecimento imperfeito no mercado de ovos e presuntos. No século XXI, Art Carden e o seu trabalhador inovador na Escola Existencialista de Economia.

domingo, 15 de junho de 2014

8 coisas que não te contaram na escola sobre a Crise de 29

grandedepressão

Por Matheus Raposo · 07/05/2014

O Crash da Bolsa em 29 é um evento mitológico no cenário intelectual para mostrar os perigos do capitalismo liberal: um monstro ganancioso e megalômano que acaba se destruindo.
Quem nunca ouviu de um professor de história, geografia, filosofia ou sociologia que o capitalismo só se mantém se for regulado pelo estado, senão ele mesmo se acabaria? Ou que o New Deal salvou o capitalismo? Ou ainda que a guerra pôs fim a crise?
Entretanto, essa premissa  está repleta de equívocos e mitos aceitos por muitos estudantes, seja pela passividade de acreditar nas explicações pró-estado, seja pela negação dos professores por uma bibliografia que mostre um outro olhar da crise.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Democracia (???)

 “Vêm ao mundo homens demais; para os dispensáveis inventou-se o Estado.”
(Friedrich Nietzsche)

            Democracia no Brasil é sinônimo de insegurança, de corrupção, de politicagem, de mentira, do saque de bandidos e malandros filhos da rua produto do abandono dos pais, de falsidade, de falência da educação, dos transportes coletivos, da saúde, das instituições, da justiça, em resumo o Brasil do Lula, da Dilma e do PT.

Por Armando Soares - economista

sábado, 10 de maio de 2014

Um olhar austríaco - O que falta no PIB?

Publicado em 09/05/2014
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Tom Woods e Jeff Herbener discutem as falhas do PIB -- em especial, como ele deixa de fora informações importantes sobre a economia e leva as pessoas ao conceito equivocado de que o "consumo" é a maior fonte de gasto.

Transcrição, tradução e sincronização de Robson da Silva
Revisão de Ivanildo Terceiro


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Como Levamos Tranco! Ou, o que se vê e o que não se vê.

Consagrado ao liberalismo da tradição clássica e Escola Austríaca de Economia.
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Editor e Redator: Ivan Lima
– maio de 2014 – Belém – PA.

“Na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não é somente um efeito, mas uma série de efeitos. Os outros só aparecem depois, e não são visíveis” Frédéric Bastiat - O que se vê e o que não se vê – Ensaios – pag. 12.


Por Ivan Lima

Na Babilônia, com o código de Hamurabi, passando pela Roma dos Césares, estão algumas das origens mais remotas da interferência do estado na economia. Mas foi na Alemanha de 1881, e mais especificamente quanto à interferência do estado nas relações de trabalho, quando se deu o inicio de toda a moderna configuração estatal trabalhista no mundo. Com a criação da legislação trabalhista, a Alemanha de então se tornou a Meca da peregrinação de filósofos, políticos, artistas, intelectuais, e coletivistas de todas as escolas, para beberem direto na fonte que transformaria o mundo, segundo a visão deles, num paraíso: o inferno do intervencionismo. Mais adiante, a tragédia se ampliou com o marxismo, e fundação, por Vladimir Lênin, do “primeiro estado camponês e operário da história”, inspirando o mundo ir mais fundo no poço. 

terça-feira, 6 de maio de 2014

A Política Petista do Salário Mínimo e o Problema da Produtividade.


Nesta semana passada a imprensa, especialmente a televisiva, enfim começou a tocar no óbvio que tem sido exaustivamente avisado neste blog desde há muito: os sucessivos aumentos do salário mínimo, completamente desvinculados de um crescimento real da economia e da produtividade do trabalho, estão indexando a economia e empurrando a alta da inflação.

Por Klauber Cristofen Pires

sábado, 19 de abril de 2014

O que é padrão ouro?



Publicado em 16/04/2014
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Até 1974, dólares eram lastreados em ouro. Isso significava que o governo federal não poderia imprimir dinheiro sem ter a quantidade de ouro suficiente. Enquanto isso restringia o poder do governo, também fornecia aos cidadãos uma relativa estabilidade no poder de compra de bens e serviços.

Hoje, o papel moeda não tem nenhum valor intrínseco. Sobre um padrão ouro, a inflação é realmente limitada. Com moedas não lastreadas, entretanto, alguns países já viram inflações extremamente altas - algumas tão altas que levaram ao colapso econômico. Padrões ouro historicamente tem provido moedas mais estáveis e com inflação mais baixa que as não-lastreadas. Nós deveríamos voltar com o padrão ouro?

Transcrição de Juliano Torres
Tradução de Matheus Pacini
Revisão e sincronização de Ivanildo Terceiro


Portal Libertarianismo: "Evoluindo Ideias e Indivíduos."
www.libertarianismo.org


terça-feira, 15 de abril de 2014

Sociedade hipócrita

“Queremos uma sociedade onde as pessoas são livres para fazer escolhas, cometer erros, ser generoso e compassivo isso é o que entendemos por uma sociedade moral, não uma sociedade onde o Estado é responsável por tudo, e ninguém é responsável pelo estado”.
 (Margareth Thatcher)

            Fingimento, impostura, simulação, falsidade, falsa devoção significa hipocrisia, isso é a própria sociedade brasileira. Além de hipócrita a sociedade brasileira não tem direção, se move conforme as conveniências e se afasta cada vez mais de uma sociedade moral submetida à vontade de um Estado contaminado de imoralidade e incompetência, onde aproveitadores se aproveitam do Estado e ninguém “é responsável pelo estado”.  John Adams, em discurso no ano de 1798, assim se expressou sobre a constituição americana: “Nós não temos governo armado com potência capaz de competir com as paixões humanas desenfreadas pela moralidade e religião. Avareza, ambição, vingança ou galhardia, iria quebrar os fios mais fortes da nossa Constituição como uma baleia que passa por uma rede. Nossa constituição foi feita somente para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada para o governo de qualquer outro”. Lamentavelmente não tivemos a sorte de ter um homem da envergadura de um John Adams, e muito menos uma sociedade que pudesse construir uma constituição semelhante a dos EUA. Pertencemos às leis que fizemos para nos proteger e que nos oprimem. Aproveitando o pensamento de Edouard Rod, “nada somos além de objetos dessa contraditória abstração, o Estado, que torna cada individuo escravo em nome da vontade de todos, que, tomados isoladamente, desejariam exatamente o oposto do que estão obrigados a fazer”.

            A hipocrisia da sociedade brasileira chega a ponto de virar o rosto para uma verdade cristalina de que o Brasil, mais especificamente a Amazônia, os estados amazônicos são ignorados como organismos federados, e já estão sendo controlados por forças colonialistas modernas com instrumentos sutis que anestesiam a sociedade para não sentir a dor da perda da soberania e do território amazônico. Esse poder global colonialista domina a ONU, o dinheiro, portanto, comanda o mundo. Para esse poder global e dinástico, diante de uma sociedade brasileira hipócrita, volúvel e sem convicção, pouco importa que os brasileiros estejam se matando, roubando, invadindo propriedades, destruindo patrimônios públicos e privados. Os tentáculos desse “polvo”, de poder incomensurável, estão dirigidos para o domínio do mercado, e, em se tratando do Brasil, para a Amazônia ou para os estados amazônicos, que fazem parte do projeto geopolítico. Para esse pessoal pouco importa se no Brasil há mais assassinatos que na Palestina, no Afeganistão, na Síria e no Iraque juntos; se há mais assassinatos no Brasil que em toda a América do Norte, mais do que na Europa, que no Japão e na Oceania; para essas forças econômicas pouco importa que a guerra do Vietnã que matou 50.000 pessoas em sete anos, e que o Brasil mata a mesma quantidade em um ano; para esses senhores do mundo, pouco importa se o climatologista da USP, Ricardo Augusto Felício tenha afirmado peremptoriamente: que o tão propalado aquecimento global é apenas uma hipótese e não carece de prova científica; que o homem não tem poder para mexer no planeta Terra; que o ambientalista confunde propositalmente ações locais com ações planetárias; que não adianta provar que o gelo da Antártica derrete e congela de novo; que o nível do mar não está subindo, como comprovado pelo comprometido IPCC, subiu apenas 50 centímetros em 100 anos; que para que a Antártica derreta, a temperatura da Terra teria que subir no mínimo de 20º a 30º acima da atual temperatura; que o efeito estufa é uma falácia, não existe; que o ozônio desaparece na Antártica, e o que está em jogo neste assunto do ozônio é puramente uma questão de ordem econômica, de patentes vencidas que mexe com bilhões de dólares; que a garoa tradicional de São Paulo não está desaparecendo, é somente um processo cíclico; que a floresta amazônica, como propalado em passado recente, nunca foi o pulmão do mundo; que a vegetação responde ao clima, sendo a floresta amazônica uma floresta de chuva, ou seja, a floresta está na Amazônia porque chove, e não chove porque tem floresta; que recentemente foi descoberto 6.000 km de um aquífero amazônico, o maior do Brasil (o que atrai mais a cobiça dos colonialistas modernos); que a Rio+20 foi apenas um evento para que os colonialistas prendessem suas colônias (Amazônia e Brasil) nas coleiras; que aquecimento global não existe, o que existe são apenas mudanças climáticas realizadas pelo planeta, independente da vontade do homem. O homem, mesmo que tente, não consegue poluir o planeta, polui apenas o meio ambiente em que vive, nas cidades, ao redor de sua casa e mais nada.

            Em 30.03.2014, o IPCC publicou suas previsões feitas em computador para o ano de 2100, “chute grande”, o qual o climatologista Luiz Carlos Molion, entrevistado, logo discordou. Para Molion, o produtor rural não deve levar em consideração esses resultados que são baseados em modelos que não reproduzem a situação atual. O homem nada pode fazer diante de mudanças climáticas, ele deve apenas se ajustar a elas, pois não tem competência, poder para reverter às mudanças promovidas pela força da natureza, pelo sol, pelos oceanos, pelos vulcões e terremotos. Essa falácia ambientalista, de tempo em tempo, são vitalizadas. Dessa vez veio à cena Ragendra Pachauri, presidente do IPCC, que com a cara mais dura afirma que os cientistas lidam com dados científicos (criados por eles para enganar). Referindo-se ao Brasil trouxe imediatamente como foco a Amazônia e a necessidade de protegê-la (entendo que dos brasileiros para evitar atropelos ao projeto de dominação da região em consolidação).

            A hipocrisia da sociedade brasileira pode ser exemplificada pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária – CNA, uma força econômica e política extraordinária responsável por manter em bom tamanho o PIB brasileiro, por gerar renda, emprego, e ter como presidente uma senadora. O paradoxo que confirma a hipocrisia é que a senadora presidente do CNA faz parte da base de sustentação política do governo petista, o que explica que a CNA nunca usou o seu poder político e econômico para dar um basta nas ações governamentais que fragilizam os produtores de alimentos e matérias primas, como por exemplo, a política ambiental nociva, a ação policialesca do IBAMA, as permanentes invasões de propriedades agrícolas e outras questões que estão destruindo o estado de direito brasileiro. A hipocrisia não está apenas no comando da CNA, se alastra pelos grandes produtores e exportadores agrícolas, que dado sua importância econômica tem tratamento privilegiado pelo governo petista, o que lhes dá o direito de ignorar o que vem acontecendo nos estados amazônicos, onde seu desenvolvimento foi travado para atender os interesses dos colonizadores modernos. Em se tratando do Norte brasileiro a hipocrisia é generalizada, atinge todos os setores produtivos, a política, o social e a moral. Guy de Maupassant alerta que “quando se fala de antropófagos, sorrimos com orgulho, proclamando nossa superioridade sobre aqueles selvagens. Quais são os selvagens, os verdadeiros selvagens? Aqueles que lutam para comer os vencidos ou aqueles que lutam para matar, com o único intuito de matar?”. Existe maior hipocrisia do que a de assistir os assassinatos de brasileiros inocentes, virar a cara e apoiar um governo incapaz de protegê-los?
Armando Soares – economista
e-mail: teixeira.soares@uol.com.br

sexta-feira, 14 de março de 2014

TEXTO INTERATIVO: Hospital Ophir Loyola: um caso de expropriação de propriedade privada

Publico abaixo o artigo do economista Armando Soares, que denuncia como um importantíssmo hospital em Belém, o Hospital Ophir Loyola, foi expropriado (eu não quis dizer "desapropriado") mediante ardis administrativos e jurídicos, em detrimento da população usuária e em benefício de políticos sedentos de votos.

Atenção: Este é um texto interativo, isto é, que os leitores são convidados a debater, usando os comentários. Comentem e divulguem, divulguem e comentem!
***
 Destruição da solidariedade e do amor ao próximo
“A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.”
(Franz Kafka)

                Os tropeços dos tribunais de justiça que envolvem o direito, o princípio moral em nome do qual o direito deve ser respeitado, preocupam os brasileiros. A questão da corrupção política e do desgoverno também preocupam mas a questão moral e o direito são o que mais causam preocupação, porque abrem as portas para o caos.

Quando se despreza a moral em julgamentos que envolvem direito, solidariedade e o amor, a justiça fica menor. O julgamento do processo de desapropriação do Instituto Ophir Loyola é um desses casos que devem ser levados ao conhecimento da sociedade, porque envolve crianças desamparadas e tratamento médico a necessitados. A decisão da justiça não foi apenas contra os proprietários do Instituto Ophir Loyola, mas também contra as crianças, pobres e necessitados com proveitos para o favorecimento do segmento político.

sábado, 8 de março de 2014

Não culpem o tomate nem o petróleo

Comentário de LIBERTATUM: este texto confirma o que tenho escrito em outros artigos meus: o tomate não é o culpado pela inflação, mas a sua vítima. 


Parem de caluniar o petróleo e o tomate. Nem o tomate foi culpado pela inflação, no ano passado, nem o petróleo é o vilão da balança comercial, como andaram dizendo nos últimos dias. Se os preços no varejo continuam subindo muito mais que no resto do mundo, é porque há desequilíbrios graves na economia brasileira, como tem havido há muitos anos. E o comércio exterior vai mal porque a atividade interna também vai mal, com custos altos e crescentes, produtividade baixa, indústria emperrada e governo incompetente. Se as importações de combustíveis e lubrificantes consumiram em fevereiro US$ 3,59 bilhões, 7,9% mais que um ano antes, foi principalmente porque a produção nacional tem sido insuficiente para acompanhar a demanda.

Adolfo Sachsida: Entrevista com Roberto Ellery Jr. e Mario Jorge Cardoso de Mendonça



Transmitido ao vivo em 07/03/2014
Entrevista com Roberto Ellery Jr. e Mario Jorge Cardoso de Mendonça: crescimento econômico, inflação, política econômica e as perspectivas para a sociedade brasileira.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Capitalismo consciente?

Estadão publica reportagem sobre supermercado que pratica "capitalismo consciente". O que será isso?

Por Klauber Cristofen Pires

Este meu narigão sente cheiro de presepada comunista-nom de longe! 

A Whole Foods é um supermercado fundado por um John Mackey, bacharel em filosofia e vegetariano. Sua loja especializou-se em fornecer alimentos considerados por ele como saudáveis, com ênfase no comércio de produtos locais e  e com embalagens, como direi....muito fofas! Ah, e tem mais: possivelmente você há de não reconhecer o gênero da pessoa que o atenderá. Não é tudo muito lindo?

Adolfo Sachsida: Entrevista com Rodrigo Souza e Paulo Kogos



Transmitido ao vivo em 05/03/2014
Entrevista com Rodrigo Souza e Paulo Kogos: bitcoin, drogas, e liberdade de expressão. Dois jovens líderes mostrando suas opiniões de maneira direta e corajosa.

quarta-feira, 5 de março de 2014

A economia da hiena


De que se ri o animalzinho? - pergunta o cidadão, na velha piada, ao saber da parcimônia sexual e das preferências gastronômicas da hiena. A mesma perplexidade é inevitável diante da aparente alegria de tantos analistas ao conhecer os números da economia nacional em 2013. O miserável aumento de 2,3% do produto interno bruto (PIB) foi descrito como surpreendente. O crescimento de 0,7% no trimestre final quase foi celebrado como o início de uma era de expansão chinesa. Dois argumentos foram usados para justificar a comemoração. Projetado para um ano, aquele resultado trimestral equivale a 2,8%, lembrou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O outro argumento, um pouco mais complicado, aponta o esperado efeito de carry over, ou carregamento. Se a expansão econômica for nula nos primeiros três meses deste ano, será pelo menos mantido o patamar alcançado no trimestre anterior. Daí a necessidade, segundo os mais entusiasmados, de uma revisão das projeções para 2014. Na semana passada, a mediana das projeções coletadas para o boletim Focus, do Banco Central (BC), havia ficado em 1,87%.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Conversa de bêbados: Planos econômicos cumpriram dever constitucional, diz BC

Se algo deve ser urgentemente declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, é a inflação, não os planos econômicos que a combateram e a derrotaram. Os planos, todos eles, exitosos ou não, cumpriram um dever constitucional. Declarar inconstitucionais os planos que permitiram alcançar a estabilidade poderia comprometer o futuro da política monetária. Esse foram os argumentos apresentados pelo procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, que defendeu que os planos econômicos são legais e tiveram como objetivo combater a inflação para manter a estabilidade da moeda.

Haja cachaça!

Por Klauber Cristofen Pires

A declaração acima foi extraída do site Consultor Jurídico, referindo-se à sustentação oral como amicus curiae do procurador-geral do Banco Central no julgamento do STF das ações que discutem sobre perdas no rendimento de cadernetas de poupança devido aos planos econômicos Cruzado (1986), Bresser (1998), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991).

Uma vez mais, os causadores de inflação a imputam à sociedade, e não a si próprios. Oras, absolutamente nenhum plano econômico deu certo, justamente porque todos eles trataram de mascarar a incúria governamental por meio de malabarismos macro-econômicos!

Todos os planos econômicos falharam fragorosamente - inclusive o Plano Real - pois este o que fez foi trocar inflação por endividamento externo!

Todos os planos econômicos agrediram os direitos de propriedade dos cidadãos e causaram enormes estragos às relações comerciais domésticas e internacionais. Milhares de pessoas com o dinheirinho suado de toda uma vida para comprar um teto para morrer em paz foram tungadas por esses prestidigitadores da economia.

Meus caros leitores, não se deixem enganar nunca mais! Quem provoca a inflação é o próprio governo, ao expandir moeda! Os aumentos dos preços nada mais são do que a febre em relação à enfermidade, isto é, são o reflexo da percepção de aumento do dinheiro posto em circulação pelo próprio governo!

Quem diz que o Banco Central (leia-se: o governo, como um todo) defende a moeda e combate a inflação só incorre em mistificações, pois é esta mesma instituição quem na verdade a produz. 

A sociedade simplesmente desnecessita de um Banco Central que imprime dinheiro com lastro em nada, e que permite que bancos emprestem o mesmo dinheiro várias vezes. Ora, quem vende um carro para mais de uma pessoa não comete crime de estelionato? 

Oxalá que o STF leve isto em conta e faça o que os que roubaram a população mais temem: que percam o ilimitado poder sobre nosso dinheiro, nossa propriedade.