Tira a máscara....
“Torna-te quem tu és.”
(Friedrich Nietzsche)

Por Armando Soares

Numa grande
sociedade ninguém conhece verdadeiramente ninguém, conhece apenas sua máscara,
não conhece sua moral, seu caráter, e suas verdadeiras intenções; rigorosamente
para conhecer esse alguém, torna-se necessário longa convivência. No campo
político essa verdade é angustiante para o eleitor consciente, é como andar em
areia movediça; o requisito para alguém saber se um candidato tem bom caráter,
boa moral e boas intenções é conviver com ele dia e noite, portanto, uma tarefa
quase impossível.
O que verdadeiramente o brasileiro deve
buscar na política? A grandeza da nação e qualidade de vida.Isso desapareceu da
vida do político e da política a bastante tempo, foi substituído pela
corrupção, que é a apropriação desonesta do trabalho brasileiro. Todos os
brasileiros que ingressam na política é para roubar ou tirar alguma vantagem, se
isto não fosse verdade o Brasil não teria crise e estaria desenvolvido a nível
dos Estados Unidos e dos estados europeus.
Enquanto essa máscara bandida e
pútrida que as pessoas usam como meio de vida na política não for erradicada, a
vida de milhões de brasileiros nunca vai melhorar. Quem na atualidade
administra os municípios, os estados e o Brasil, são mascarados sem ética, sem
moral, portanto, sem compromisso com o país. São esses mascarados sem alma que estão
criando leis que não servem para nada a não ser para gerar mais caos social;
são esses mascarados que deviam assegurar direitos, mas incentivam a baderna e
o desrespeito à propriedade privada; são esses mascarados juízes que não
asseguram o cumprimento da lei, antes pelo contrário, põe em risco a vida e os
negócios dos brasileiros; esses mascarados perderam a muito tempo a noção da
responsabilidade e esqueceram de que estão tratando de vidas humanas e não de
trapos humanos. Não é o ideal e o dever de servir ao Brasil, a pátria que atrai
grande quantidade de indivíduos através da política, o que procuram é o enriquecimento
ilícito, é tirar vantagens de toda a natureza. Os brasileiros não aguentam mais ser
administrados por máscaras hipócritas e mentirosas, máscaras que vem atrasando
historicamente o desenvolvimento do país que sustentam um exército de vagabundos
e preguiçosos que vivem da exploração do trabalhador e do confisco da renda de
brasileiros considerados por eles serviçais.
A comunidade política de mascarados
tem escala - menores e maiores. São exemplos das maiores o PT, Dilma, Lula, FHC
que estão destruindo consciente e intensivamente o país há mais de 38 anos,
utilizando instrumento de convencimento a mentira, a injúria, e a calúnia, o
que explica a atual crise brasileira. O que assusta no Brasil é saber que
grande parte da sociedade brasileira, só descobriu que estava sendo enganada
depois de todos esses anos, o que significa dizer que o brasileiro está
aprendendo a ver e sentir a verdade com muito sofrimento, por ter se
desinteressado da política, por não ter acompanhado de perto a questão política
confiando nas mentiras promesseiras, em lideranças oportunistas, em acreditar
que se pratica no Brasil uma democracia que é também apenas uma grande máscara farsante
onde se pratica o socialismo/comunismo escravizantes e a corrupção em grande
escala. A presença do PT no poder mostrou infelizmente uma verdade, a de que o
povo precisa despertar para a realidade e afastar a ideia de que o governo seja
lá de quem for,não garante a vida de ninguém, como também o Estado não pode ser
transformado em uma “mãe generosa”, para servir políticos mascarados, e
funcionários públicos egoístas que se valem organismos estatais para enriquecer servindo
mal os brasileiros.
O poder sozinho
é uma força hipnotizante e tem a capacidade de transformar o caráter e o modo
de ser das pessoas, principalmente quando aliado a uma ideologia sanguinolenta
ou mercadológica e ambientalista - multiplica sua força. Vejamos o caso dos
economistas, dos jornalistas, dos advogados. No Brasil, de acordo com a
constituição o modelo de produção deveria ser capitalista e de respeito à
propriedade privada, de regime de liberdade plenas. Como admitir que nesse
regime possa existir jornalistas, advogados e juízes comunistas defendendo
regimes de exceção que cerceiam a liberdade, que são contra a propriedade
privada e o modelo capitalista? Essa anomalia ou democracia bandida permite que
juízes protejam invasores de propriedades produtivas, que juízes trabalhistas
destruam empresas para atender falsas reclamações trabalhistas, que jornalistas
que gozam de plena liberdade escrevam e se coloquem do lado do comunismo, que
advogados também se coloquem ao lado de bandidos, traficantes e virem à cara
para as invasões de propriedades e outras ações ilegais. Determinada revista de
negócios reuniu 10 economistas, considerados formadores de opinião para
conhecer suas avaliações e análises sobre questões econômicas e preferências
políticas no atual governo. O que se verificou é que os economistas consultados
tiveram o cuidado de não se indispor com o governo, preferindo avaliar e se ater
a questões macroeconômicas inalcançáveis para o entendimento da maior parte de
brasileiros. Ora, se o modelo de produção convive com o mercado, com o modelo
capitalista, com a propriedade privada, deveria ser obrigação dos economistas
mostrar preliminarmente, antes de entrar em considerações técnicas e
macroeconômicas, que nenhuma economia pode funcionar sem regras, com o
custo/Brasil nas alturas, com uma legislação trabalhista fascista espanta
empresários, com invasões permanentes de propriedades produtivas, com ausência
de tecnologias inovadoras, com graves problemas infraestruturais, com corrupção
insuportável, com um Estado inchado que devora todos os recursos tomados da
iniciativa, com uma carga tributária mastodonte e com um endividamento interno
que faz a felicidade dos bancos e sacrifica o povo. Alguns economistas
consultados ainda tiveram coragem de dizer que existe no governo um
sentimento de rejeição do mercado, o que caracteriza viés socialista
governamental; que há um desarranjo entre governo e o empresariado; que os
empresários consideram Dilma uma trotskista enrustida e que Dilma considera
todos os empresários uns assaltantes; que o governo anestesiou o espírito
animal do empresário, pois quem constrói o desenvolvimento é o setor
empresarial privado; que a produtividade depende da relação capital-trabalho, o
que é o mesmo que aceitar o caminho do capitalismo para produzir
desenvolvimento. Os economistas formadores de opinião pública têm a obrigação
de afirmar corajosamente que a doença econômica brasileira advém da ação de
governos incompetentes e não se colocar em cima do muro tratando de questões
macroeconômicas que não explicam as verdadeiras causas da crise brasileira, que
se origina na política, na corrupção e na incompetência. Talvez esse
comportamento reflita no fundo um resguardo estratégico considerando que o
governo é um dos melhores clientes em potencial dos economistas, interesse que
deveria ser colocado de lado em se tratando de um momento crucial para o Brasil,
onde está em jogo a vida de milhões de brasileiros e o desenvolvimento do país,
não apenas do sudeste e sul brasileiro, mas também do Nordeste e da Amazônia, região
quase entregue as grandes potências mundiais.
“Torna-te quem tu és”, políticos, governantes,
advogados, economistas, mostrem suas verdadeiras máscaras;
deixemo Brasil andar e se desenvolver. A Torre de Babel brasileira que vocês
construíram com alicerces sem qualidade está ruindo com o peso da mentira, da
corrupção, da incompetência e de crises sucessivas.
O povo
brasileiro é difícil de entender, dificuldade difícil de vencer. Um pequeno mosquito
transmissor da febre amarela que pode matar, é suficiente para formar filas
quilométricas para tomar vacina que afasta o risco da morte. Contudo, esse
mesmo povo que vive num país de área de risco total por causa da bandidagem,
que mata mais de 200 inocentes diariamente, não desperta medo e revolta, não provoca
a criação de uma fila na porta do palácio do governo para exigir garantias de suas
vidas. O mosquito é mais temido e mais importante.
Que país é este?
Que país é este?
Armando Soares – economista


e-mail: teixeira.soares@uol.com.br
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