terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Tira a máscara....


“Torna-te quem tu és.


(Friedrich Nietzsche)



Por Armando Soares


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                Numa grande sociedade ninguém conhece verdadeiramente ninguém, conhece apenas sua máscara, não conhece sua moral, seu caráter, e suas verdadeiras intenções; rigorosamente para conhecer esse alguém, torna-se necessário longa convivência. No campo político essa verdade é angustiante para o eleitor consciente, é como andar em areia movediça; o requisito para alguém saber se um candidato tem bom caráter, boa moral e boas intenções é conviver com ele dia e noite, portanto, uma tarefa quase impossível.

O que verdadeiramente o brasileiro deve buscar na política? A grandeza da nação e qualidade de vida.Isso desapareceu da vida do político e da política a bastante tempo, foi substituído pela corrupção, que é a apropriação desonesta do trabalho brasileiro. Todos os brasileiros que ingressam na política é para roubar ou tirar alguma vantagem, se isto não fosse verdade o Brasil não teria crise e estaria desenvolvido a nível dos Estados Unidos e dos estados europeus.

Enquanto essa máscara bandida e pútrida que as pessoas usam como meio de vida na política não for erradicada, a vida de milhões de brasileiros nunca vai melhorar. Quem na atualidade administra os municípios, os estados e o Brasil, são mascarados sem ética, sem moral, portanto, sem compromisso com o país. São esses mascarados sem alma que estão criando leis que não servem para nada a não ser para gerar mais caos social; são esses mascarados que deviam assegurar direitos, mas incentivam a baderna e o desrespeito à propriedade privada; são esses mascarados juízes que não asseguram o cumprimento da lei, antes pelo contrário, põe em risco a vida e os negócios dos brasileiros; esses mascarados perderam a muito tempo a noção da responsabilidade e esqueceram de que estão tratando de vidas humanas e não de trapos humanos. Não é o ideal e o dever de servir ao Brasil, a pátria que atrai grande quantidade de indivíduos através da política, o que procuram é o enriquecimento ilícito, é tirar vantagens de toda a natureza. Os brasileiros não aguentam mais ser administrados por máscaras hipócritas e mentirosas, máscaras que vem atrasando historicamente o desenvolvimento do país que sustentam um exército de vagabundos e preguiçosos que vivem da exploração do trabalhador e do confisco da renda de brasileiros considerados por eles serviçais.

A comunidade política de mascarados tem escala - menores e maiores. São exemplos das maiores o PT, Dilma, Lula, FHC que estão destruindo consciente e intensivamente o país há mais de 38 anos, utilizando instrumento de convencimento a mentira, a injúria, e a calúnia, o que explica a atual crise brasileira. O que assusta no Brasil é saber que grande parte da sociedade brasileira, só descobriu que estava sendo enganada depois de todos esses anos, o que significa dizer que o brasileiro está aprendendo a ver e sentir a verdade com muito sofrimento, por ter se desinteressado da política, por não ter acompanhado de perto a questão política confiando nas mentiras promesseiras, em lideranças oportunistas, em acreditar que se pratica no Brasil uma democracia que é também apenas uma grande máscara farsante onde se pratica o socialismo/comunismo escravizantes e a corrupção em grande escala. A presença do PT no poder mostrou infelizmente uma verdade, a de que o povo precisa despertar para a realidade e afastar a ideia de que o governo seja lá de quem for,não garante a vida de ninguém, como também o Estado não pode ser transformado em uma “mãe generosa”, para servir políticos mascarados, e funcionários públicos egoístas que se valem organismos estatais para enriquecer servindo mal os brasileiros.

                O poder sozinho é uma força hipnotizante e tem a capacidade de transformar o caráter e o modo de ser das pessoas, principalmente quando aliado a uma ideologia sanguinolenta ou mercadológica e ambientalista - multiplica sua força. Vejamos o caso dos economistas, dos jornalistas, dos advogados. No Brasil, de acordo com a constituição o modelo de produção deveria ser capitalista e de respeito à propriedade privada, de regime de liberdade plenas. Como admitir que nesse regime possa existir jornalistas, advogados e juízes comunistas defendendo regimes de exceção que cerceiam a liberdade, que são contra a propriedade privada e o modelo capitalista? Essa anomalia ou democracia bandida permite que juízes protejam invasores de propriedades produtivas, que juízes trabalhistas destruam empresas para atender falsas reclamações trabalhistas, que jornalistas que gozam de plena liberdade escrevam e se coloquem do lado do comunismo, que advogados também se coloquem ao lado de bandidos, traficantes e virem à cara para as invasões de propriedades e outras ações ilegais. Determinada revista de negócios reuniu 10 economistas, considerados formadores de opinião para conhecer suas avaliações e análises sobre questões econômicas e preferências políticas no atual governo. O que se verificou é que os economistas consultados tiveram o cuidado de não se indispor com o governo, preferindo avaliar e se ater a questões macroeconômicas inalcançáveis para o entendimento da maior parte de brasileiros. Ora, se o modelo de produção convive com o mercado, com o modelo capitalista, com a propriedade privada, deveria ser obrigação dos economistas mostrar preliminarmente, antes de entrar em considerações técnicas e macroeconômicas, que nenhuma economia pode funcionar sem regras, com o custo/Brasil nas alturas, com uma legislação trabalhista fascista espanta empresários, com invasões permanentes de propriedades produtivas, com ausência de tecnologias inovadoras, com graves problemas infraestruturais, com corrupção insuportável, com um Estado inchado que devora todos os recursos tomados da iniciativa, com uma carga tributária mastodonte e com um endividamento interno que faz a felicidade dos bancos e sacrifica o povo. Alguns economistas consultados ainda tiveram coragem de dizer que existe no governo um sentimento de rejeição do mercado, o que caracteriza viés socialista governamental; que há um desarranjo entre governo e o empresariado; que os empresários consideram Dilma uma trotskista enrustida e que Dilma considera todos os empresários uns assaltantes; que o governo anestesiou o espírito animal do empresário, pois quem constrói o desenvolvimento é o setor empresarial privado; que a produtividade depende da relação capital-trabalho, o que é o mesmo que aceitar o caminho do capitalismo para produzir desenvolvimento. Os economistas formadores de opinião pública têm a obrigação de afirmar corajosamente que a doença econômica brasileira advém da ação de governos incompetentes e não se colocar em cima do muro tratando de questões macroeconômicas que não explicam as verdadeiras causas da crise brasileira, que se origina na política, na corrupção e na incompetência. Talvez esse comportamento reflita no fundo um resguardo estratégico considerando que o governo é um dos melhores clientes em potencial dos economistas, interesse que deveria ser colocado de lado em se tratando de um momento crucial para o Brasil, onde está em jogo a vida de milhões de brasileiros e o desenvolvimento do país, não apenas do sudeste e sul brasileiro, mas também do Nordeste e da Amazônia, região quase entregue as grandes potências mundiais.

                 “Torna-te quem tu és”, políticos, governantes, advogados, economistas, mostrem suas verdadeiras máscaras; deixemo Brasil andar e se desenvolver. A Torre de Babel brasileira que vocês construíram com alicerces sem qualidade está ruindo com o peso da mentira, da corrupção, da incompetência e de crises sucessivas.

                O povo brasileiro é difícil de entender, dificuldade difícil de vencer. Um pequeno mosquito transmissor da febre amarela que pode matar, é suficiente para formar filas quilométricas para tomar vacina que afasta o risco da morte. Contudo, esse mesmo povo que vive num país de área de risco total por causa da bandidagem, que mata mais de 200 inocentes diariamente, não desperta medo e revolta, não provoca a criação de uma fila na porta do palácio do governo para exigir garantias de suas vidas. O mosquito é mais temido e mais importante.


 Que país é este?



Armando Soares – economista



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