JULGAMENTO DE LULA E A
REALIDADE BRASILEIRA
Por Armando Soares

O
Brasil é um país de misturas de comportamento, de sentimentos, de moral e de
atitudes difícil de explicar. É um país que não vive sem um protetor, um bom
falador, um paizinho que justifique as fraquezas e fragilidades de caráter, de
comportamento e de falta de iniciativa. É um país que pouco se importa se um
político ou governante é desonesto ou se rouba o dinheiro público, que
enfraquece ainda mais os pobres. É um país em que a ignorância e a pobreza são
mantidas e fortalecidas para servir aos canalhas. Em consequência, o Brasil é
um país que tem grande dificuldade de se desenvolver preso a ignorância, doença
que alimenta o político e governante desonesto e populista.
O
cenário que estamos assistindo no Brasil mostra as mazelas que atormentam a
sociedade, as causas que travam o bem-estar, a qualidade de vida do povo
brasileiro, com destaque para o comportamento do povo em sua grande maioria,
fossilizado no tempo, e por isso aprisionado pela ignorância, matéria-prima que
alimenta políticos populistas, quase sempre dotados de boa oratória compatível
com o grau da ignorância existente.
A
cena que assistimos na TV de uma mulher jovem chorando copiosamente no ombro do
Lula em razão de sua prisão determinada pela justiça, portanto, de um ladrão,
dispensa qualquer comentário e prova quanto mal a ignorância causa ao país, e
explica a crise política, econômica, social e institucional do Brasil,
justificando a imensa dificuldade de vencê-las no curto e médio prazo.
Talvez,
não podemos afirmar, a atual crise política e institucional que vivenciamos e
que tem como figura central Lula e o PT, pode ser importante para testar
definitivamente as bases de nosso modelo econômico, da democracia, de nossa instituição
e principalmente o Estado de Direito, e, também, uma grande oportunidade para
que a sociedade brasileira conheça os reais problemas brasileiros e se prepare
para enfrentar em longo prazo as correções que se fazem necessárias para tirar
o Brasil desse buraco escuro e fétido.
Com o
julgamento do HC do Lula no STF abriu-se a cortina que escondia, por vergonha,
a realidade grotesca brasileira, exposta de maneira brilhante por Luís Roberto
Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, que de maneira clara e brilhante
mostrou à sociedade os seus problemas onde a boa justiça é fundamental. O
ministro inicia sua fala deixando claro que o que estava em jogo não é o
julgamento do legado político de Lula, mas o que se aplica a ele é a
jurisprudência que o Tribunal fixou, o que em tese deve se aplicar a todas as
pessoas, e significa um teste importante para a democracia e para o
amadurecimento institucional, que é a capacidade de assegurar que todas as
pessoas sejam tratadas com respeito, consideração e igualdade, cabendo aos
ministros assegurar a razão pública da constituição por sobre as paixões
políticas. Destacou o ministro que o STF não funciona como uma nova instância
de julgamento de julgamento que se iniciou na 13ª Vara de Curitiba e passou pelo Tribunal Regional da 4ª Região, portanto, não é o mérito
da decisão que se estava discutindo, mas apenas um Habeas corpus, o que contrariava o objetivo dos advogados de Lula
que querem que o Lula seja julgado daqui a 30 anos, depois que se esgote todos
os recursos procrastinatórios, pratica nociva que vem sendo usado por advogados
para favorecerem os bandidos, os corruptos e os desonestos e mau pagadores.
Afirma peremptoriamente o Ministro Barroso, que se deu um poderoso incentivo a
interposição infindável de recursos de procrastinatórios; condenou-se a
advocacia criminal – e adiciono, não só a criminal, quem depende
da justiça para resolver sua vida está desgraçado – ao papel de
interpor recursos incabíveis atrás de recursos incabíveis para impedir a
conclusão do processo e gerar artificialmente prescrições, uma devastação que
faz mal a advocacia. Lembra o ministro, que em nenhum lugar no mundo se faz um
processo durar 15/20/30 anos, anomalia que deveria gerar repulsa em advogados,
mas gera satisfação e renda. É com razão que o ministro Barroso afirma que “um sistema penal que não funciona com um
mínimo de efetividade desperta os instintos de realizar justiça com as próprias
mãos...”, e, mais: “um sistema judicial que não funciona faz as pessoas
pensarem que o crime compensa”, e, mais: “é rotina para quem tem dinheiro para
pagar advogado e impedir a realização da justiça”, e mais: “esse não é o país
que eu gostaria de deixar para os meus filhos, um paraíso de homicidas,
estupradores e corruptos; me recuso a participar, sem reagir, de um sistema de justiça que não funciona, e quando funciona
é para prender menino pobre”, e, mais: “... o sistema penal processual
brasileiro produz cenas do terceiro mundismo explícito, são indecorosas,
precisamos enfrentar isso com coragem e a capacidade de interpretar o que faz
um país melhor de novo”, e, mais: “direitos fundamentais são destruídos pela
procrastinação que mantêm solto os corruptos
e criminosos”, e, mais: “um sistema penal desmoralizado não serve a ninguém,
não serve à sociedade, não serve ao poder judiciário, e não serve para a
advocacia”, e, mais: um momento dramático do Supremo Tribunal Federal e do
país”.
As razões e o
entendimento do ministro Barroso, sedimentam nosso entendimento da necessidade
de se revisar a constituição, o principal foco de pus que contaminou todo o
Brasil, gerando canalhas e canalhices de toda natureza e colocando o Brasil nas
mãos de grandes canalhas internacionais, entre os quais se destaca o
indigenismo e o ambientalismo, o novo colonialismo administrado pelo governo
mundial, que começa a ser destruído pelo presidente Trump.
Ficou claro
para a sociedade brasileira com a decretação da prisão de Lula, quem o cerca e
protege: a ignorância, o sindicalismo nocivo, os invasores de propriedades
privadas, os comunistas, os corruptos, os incapazes. Uma massa contaminada por
ideais nocivos, verdadeiros ratos que veem corroendo os cofres da nação e
mamando em suas tetas, inúteis por natureza. Cortando a cabeça da cobra
venenosa, morre o resto, daí o extraordinário trabalho realizado pelo juiz
Moro.
Seria
importante para a sociedade saber quanto o Lula está pagando pelos advogados e
de onde vem o dinheiro para esse pagamento que se supõe altíssimo, e porque o
Lula e os comunistas que o acompanham não contratam esses mesmos advogados para
defender os pobres que estão apodrecendo na cadeia.
Que nasça um
novo Brasil com novos políticos e governantes responsáveis, competentes e
honestos.
Armando Soares – economista


E-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com
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