domingo, 8 de abril de 2018


JULGAMENTO DE LULA E A 

REALIDADE BRASILEIRA


Por Armando Soares


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                O Brasil é um país de misturas de comportamento, de sentimentos, de moral e de atitudes difícil de explicar. É um país que não vive sem um protetor, um bom falador, um paizinho que justifique as fraquezas e fragilidades de caráter, de comportamento e de falta de iniciativa. É um país que pouco se importa se um político ou governante é desonesto ou se rouba o dinheiro público, que enfraquece ainda mais os pobres. É um país em que a ignorância e a pobreza são mantidas e fortalecidas para servir aos canalhas. Em consequência, o Brasil é um país que tem grande dificuldade de se desenvolver preso a ignorância, doença que alimenta o político e governante desonesto e populista.

                O cenário que estamos assistindo no Brasil mostra as mazelas que atormentam a sociedade, as causas que travam o bem-estar, a qualidade de vida do povo brasileiro, com destaque para o comportamento do povo em sua grande maioria, fossilizado no tempo, e por isso aprisionado pela ignorância, matéria-prima que alimenta políticos populistas, quase sempre dotados de boa oratória compatível com o grau da ignorância existente.

                A cena que assistimos na TV de uma mulher jovem chorando copiosamente no ombro do Lula em razão de sua prisão determinada pela justiça, portanto, de um ladrão, dispensa qualquer comentário e prova quanto mal a ignorância causa ao país, e explica a crise política, econômica, social e institucional do Brasil, justificando a imensa dificuldade de vencê-las no curto e médio prazo.

                Talvez, não podemos afirmar, a atual crise política e institucional que vivenciamos e que tem como figura central Lula e o PT, pode ser importante para testar definitivamente as bases de nosso modelo econômico, da democracia, de nossa instituição e principalmente o Estado de Direito, e, também, uma grande oportunidade para que a sociedade brasileira conheça os reais problemas brasileiros e se prepare para enfrentar em longo prazo as correções que se fazem necessárias para tirar o Brasil desse buraco escuro e fétido.

Com o julgamento do HC do Lula no STF abriu-se a cortina que escondia, por vergonha, a realidade grotesca brasileira, exposta de maneira brilhante por Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, que de maneira clara e brilhante mostrou à sociedade os seus problemas onde a boa justiça é fundamental. O ministro inicia sua fala deixando claro que o que estava em jogo não é o julgamento do legado político de Lula, mas o que se aplica a ele é a jurisprudência que o Tribunal fixou, o que em tese deve se aplicar a todas as pessoas, e significa um teste importante para a democracia e para o amadurecimento institucional, que é a capacidade de assegurar que todas as pessoas sejam tratadas com respeito, consideração e igualdade, cabendo aos ministros assegurar a razão pública da constituição por sobre as paixões políticas. Destacou o ministro que o STF não funciona como uma nova instância de julgamento de julgamento que se iniciou na 13ª Vara de Curitiba e passou pelo Tribunal Regional da 4ª Região, portanto, não é o mérito da decisão que se estava discutindo, mas apenas um Habeas corpus, o que contrariava o objetivo dos advogados de Lula que querem que o Lula seja julgado daqui a 30 anos, depois que se esgote todos os recursos procrastinatórios, pratica nociva que vem sendo usado por advogados para favorecerem os bandidos, os corruptos e os desonestos e mau pagadores. Afirma peremptoriamente o Ministro Barroso, que se deu um poderoso incentivo a interposição infindável de recursos de procrastinatórios; condenou-se a advocacia criminal – e adiciono, não só a criminal, quem depende da justiça para resolver sua vida está desgraçado – ao papel de interpor recursos incabíveis atrás de recursos incabíveis para impedir a conclusão do processo e gerar artificialmente prescrições, uma devastação que faz mal a advocacia. Lembra o ministro, que em nenhum lugar no mundo se faz um processo durar 15/20/30 anos, anomalia que deveria gerar repulsa em advogados, mas gera satisfação e renda. É com razão que o ministro Barroso afirma que “um sistema penal que não funciona com um mínimo de efetividade desperta os instintos de realizar justiça com as próprias mãos...”, e, mais: “um sistema judicial que não funciona faz as pessoas pensarem que o crime compensa”, e, mais: “é rotina para quem tem dinheiro para pagar advogado e impedir a realização da justiça”, e mais: “esse não é o país que eu gostaria de deixar para os meus filhos, um paraíso de homicidas, estupradores e corruptos; me recuso a participar, sem reagir, de um sistema  de justiça que não funciona, e quando funciona é para prender menino pobre”, e, mais: “... o sistema penal processual brasileiro produz cenas do terceiro mundismo explícito, são indecorosas, precisamos enfrentar isso com coragem e a capacidade de interpretar o que faz um país melhor de novo”, e, mais: “direitos fundamentais são destruídos pela procrastinação que mantêm solto os corruptos  e criminosos”, e, mais: “um sistema penal desmoralizado não serve a ninguém, não serve à sociedade, não serve ao poder judiciário, e não serve para a advocacia”, e, mais: um momento dramático do Supremo Tribunal Federal e do país”.

As razões e o entendimento do ministro Barroso, sedimentam nosso entendimento da necessidade de se revisar a constituição, o principal foco de pus que contaminou todo o Brasil, gerando canalhas e canalhices de toda natureza e colocando o Brasil nas mãos de grandes canalhas internacionais, entre os quais se destaca o indigenismo e o ambientalismo, o novo colonialismo administrado pelo governo mundial, que começa a ser destruído pelo presidente Trump.

Ficou claro para a sociedade brasileira com a decretação da prisão de Lula, quem o cerca e protege: a ignorância, o sindicalismo nocivo, os invasores de propriedades privadas, os comunistas, os corruptos, os incapazes. Uma massa contaminada por ideais nocivos, verdadeiros ratos que veem corroendo os cofres da nação e mamando em suas tetas, inúteis por natureza. Cortando a cabeça da cobra venenosa, morre o resto, daí o extraordinário trabalho realizado pelo juiz Moro.

Seria importante para a sociedade saber quanto o Lula está pagando pelos advogados e de onde vem o dinheiro para esse pagamento que se supõe altíssimo, e porque o Lula e os comunistas que o acompanham não contratam esses mesmos advogados para defender os pobres que estão apodrecendo na cadeia.

Que nasça um novo Brasil com novos políticos e governantes responsáveis, competentes e honestos.

Armando Soares – economista


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