OBSCURANTISMO
BRASILEIRO
Por Armando Soares


Obscurantismo significa estado de
quem se encontra na escuridão, de quem vive na ignorância. É, a nível social,
político e cultural, o sistema que nega a instrução e o conhecimento às pessoas
com a consequente ausência de progresso intelectual ou material. Os governos
civis a partir de José Sarney castraram o povo brasileiro tirando-lhe o
conhecimento e a instrução, o que justifica que esse pessoal castrado apareçam
nas pesquisas votando em Lula, o cacique da corrupção e da incompetência.
Os Estados totalitários e as grandes
religiões na luta pelo poder recorreram, muitas vezes, a práticas
obscurantistas, sacrificando os povos e o progresso civilizacional. São muitos
os exemplos que a História nos oferece e que levaram a perseguições e outros
crimes para preservar o estado de ignorância e facilitar o poder das
instituições. O fanatismo religioso ao longo dos tempos, a Inquisição, as
guerras étnicas, diversas ditaduras e muitas outras práticas totalitárias são
exemplo do obscurantismo. Não só os Estados totalitários e as grandes religiões
recorreram a práticas obscurantistas, a república democrática brasileira e os
bispos da igreja católica se utilizaram dessas práticas criminosas, assim como
o comunismo que se transformou numa religião de bandidos e desequilibrados.
Obscurantismo (do latim obscurans,
"escurecimento") é a prática de deliberadamente impedir que os fatos
ou os detalhes de algum assunto se tornem conhecidos. Mais especificamente, há
duas denotações históricas e intelectuais comuns de "obscurantismo":
deliberadamente restringir o acesso do povo ao conhecimento; um estilo de ser
obscuro (como em literatura e arte) caracterizado pela indefinição deliberada.
A queda de Roma não ocorreu com
dramática subtaneidade, mas, prolongou-se durante cerca de dois séculos
(284-476). Na verdade, a partir do século III, concomitante ao declínio
econômico, pode-se dizer que se inicia a Era do Obscurantismo para toda Europa
Ocidental. O Brasil luta contra o obscurantismo desde 1889 quando se instalou a
república num golpe baixo e vil. Portanto a 128 anos a maior parte dos
brasileiros vive na escuridão e na ignorância por conta de maus brasileiros que
se apoderaram do poder.
Várias foram as causas do complexo
fenômeno da decadência do Império global daquela época e, entre elas, se pode
apontar: a degradação do intelecto pelas religiões, as invasões bárbaras, a
exaustão dos recursos do Estado para manutenção de imensa máquina militar, a
depravação moral. No Brasil esse cenário se repete, com destaque para a depravação moral.
Entre 400 e 800, desenrola-se o
primeiro período medieval que abarca a Europa Ocidental e que se caracteriza
pela maioria dos atributos designados como medievais ou Idade das Trevas. É um
interregno de profunda ignorância e superstição, no qual o homem viveu com
olhos vendados. A cultura, em certos aspectos, representou uma volta ao
barbarismo. A atividade econômica baixou a níveis primitivos de troca direta,
enquanto o ascetismo mórbido substituía as atitudes sociais racionais. A Idade
das Trevas se presta muito bem ao momento brasileiro, considerando que a
maioria dos brasileiros vive com os olhos vendados, dominado pelo barbarismo,
com a atividade econômica em baixa e impregnado de ideologias criminosas
trevosas.
A constituição de 88 que deu início
ao governo civil favoreceu o obscurantismo e as trevas tendo como subprodutos a
insegurança, e o desmantelamento das instituições. O brasileiro vive inseguro
em casa, no seu negócio, nas ruas, nas praças, em qualquer lugar; a mídia, todo
dia, estampa uma guerra com outro nome, para esconder a realidade, mas não
convence. As instituições não funcionam, contrariando as afirmações do
presidente da República e dos ministros STF. A pregação e a prática do
comunismo, do socialismo são provas contundentes de que a constituição é uma panaceia,
pois eles objetivam destruir o Estado de Direito, sob os olhares distantes da
OAB.

A crise brasileira atual resulta de uma
conjunção de fatores críticos éticos, políticos e econômicos. Assim, ela seria
o resultado da combinação de uma crise ética (baseada na degeneração do papel
dos atores políticos, sobretudo na corrupção sistêmica praticada numa escala
jamais vista na nossa história), de uma crise política e de uma crise
econômica.
O setor público brasileiro impõe
um fardo particularmente pesado no setor privado, o que provoca crises
permanentes; tudo que devia retornar para investimentos reprodutivos é tragado
pela corrupção e gastos de um Estado perdulário. Esse fardo que o povo
brasileiro carrega teve início no golpe dado ao governo de Pedro II, e se
enriqueceu com reformadores fanáticos ideológicos, uma rebelião contra Deus e o
homem. No entendimento de Kirk “ideologia” não significa teoria política ou
princípio, embora muitos jornalistas e alguns professores, comumente, empreguem
o termo nesse sentido. Ideologia realmente significa fanatismo político – e,
mais precisamente, a crença de que esse mundo pode ser convertido num paraíso
pela ação da lei positiva e do planejamento seguro. O ideólogo – comunista,
nazista, ou de qualquer filiação – sustenta que a natureza humana e a sociedade
devem ser aperfeiçoadas por meios mundanos, seculares, embora tais meios
impliquem numa violenta revolução social. O ideólogo imanentiza símbolos
religiosos e inverte as doutrinas da religião. O que a religião promete ao fiel
numa esfera além do tempo e do espaço, a ideologia promete a todos na sociedade
– exceto aos que forem “liquidados” no processo.
A ideologia é uma “fanática
doutrina armada que só pode ser confrontada por um poderoso corpo de princípios
sadios”. A decadência cultural e política de nossa época não é o resultado de
“forças inelutáveis, mas a consequência da desobediência à verdade ética”, cujo
resultado é a criação de um ambiente de anormalidade. Para Kirk, o mal da
desagregação normativa corrói a ordem no interior da pessoa e da república. Até
reconhecermos a natureza dessa enfermidade, seremos forçados a afundar, cada
vez mais, na desordem da alma e do Estado. O restabelecimento das normas só pode
começar quando nós viermos a compreender a maneira pela qual nos afastamos das
antigas verdades. Isso é possível ser atingido com nosso quadro político e de
governantes atuais?
CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
-
TÍTULO II, CAPÍTULO I, DOS DIREITOS E DEVERES INDIVÍDUAIS E COLETIVOS
-
ART. 5º. TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA, GARANTINDO-SE AOS
BRASILEIROS E AOS ESTRANGEIROS RESIDENTES NO PAÍS A INVIOLABILIDADE DO DIREITO
À VIDA, À LIBERDADE, À IGUALDADE, À SEGURANÇA E À PROPRIEDADE.
O
governo civil desde Sarney não garantiu a vida, a liberdade, a segurança e a
propriedade, verdade que nos leva a afirmar categoricamente que todos os
governos civis são responsáveis pelos crimes praticados por bandidos
criminosos, pelas invasões as propriedades, e, consequentemente pela crise
econômica. Todos merecem ser julgados e condenados, inclusive os membros de
tribunais que tudo assistiram e nada fizeram e do legislativo, políticos
coniventes com o processo de dilapidação do dinheiro público. Essa é uma prova
de que a constituição de 88, mesmo sendo uma constituição bandida que estimula
o crime, é um papel sem valor, própria para acomodar imoralidades e políticos
imorais e corruptos. O povo brasileiro sustenta com seu trabalho, como escravo,
uma republiqueta criminosa.
Eis, portanto, a
raiz de nossos problemas e do obscurantismo, da escuridão em que vivemos.
Armando
Soares – economista

Soares é articulista de Libertatum
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Olá! Seja benvindo! Se você deseja comunicar-se, use o formulário de contato, no alto do blog. Não seja mal-educado.