sábado, 5 de maio de 2018

Observatório do Camorim.

Moradia: mais um problema criado pelo governo.

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Por Vanderli Camorim


Pelo que lembro invasões do tipo do prédio que desabou recentemente em São Paulo vem da década de 80, se intensificaram e possuem um histórico que já houve tempo sim, de se tornarem em um empreendimento. Pois é assim que funciona. O movimento socialista é um empreendimento capitalista também. Não tem chance de funcionar sem  dinheiro que por sua vez tem que ser arrecadado. Isso cria um círculo vicioso do qual o militante revolucionário não consegue escapar. Aí ele se torna a figura daquele capitalista detestável quando ameaça de despejo aqueles que não pagam seus débitos.

Esse episódio tem levantado uma discussão que é muito comum logo após uma ocorrência dessa magnitude. Logo à curiosidade dá a passagem das opiniões com vista a se resolver este dramático problema, ele aparece e é apenas a ponta do Iceberg Gigantesco: Aí as propostas vão desde "políticas públicas", que obviamente inclui dinheiro fácil, e desapropriação de prédios particulares considerados ociosos usando-se inclusive a ferramenta do imposto progressivo.

Uma pessoa que sente estar num buraco e deseja dele sair a primeira providência é deixar de cavar. Mas parece que não é esse o caso pois ainda há muita vontade para cavar. A intenção é dar um lar para essas pessoas, mas isso tem custos agregados e eles - políticos e burocratas - não se perguntam como as pessoas sem emprego - que foram restringidas e proibidas de trabalhar pela CLT - como as pessoas irão manter seus lares se não tem em prego? uma coisa leva a outra e toda causa tem uma consequência. Pegando o gancho desse trágico desabamento podemos observar a confluência de dois problemas criados pelo governo:, sem ofuscar os demais. O problema de décadas de intervenção do governo no mercado imobiliário e o aproveitamento político de suas consequências. Os dois estão de mãos dadas, se condicionam até. Pois quanto mais o governo interfere no mercado imobiliário mais ele cria a figura do sem-teto que por sua vez alimenta a desculpa por mais intervenção do governo no setor. É como se a cobra engolisse a si própria. A intervenção do governo provocou de imediato  uma diminuição na oferta de moradias fosse para aluguel fosse para venda e consequentemente criou um mercado paralelo.

Mas as pessoas não identificam esse caso como consequência da intervenção do governo no mercado muito pelo contrário se acha que é ganância do capitalista. Iludido com essa interpretação surgem os movimentos pela casa própria que longe de ser a solução, é apenas mais uma bandeira do movimento político inspirado na idéia da conquista do poder pelo proletariado. Aí as coisas ficam de uma maneira que lembra a mitologia grega: ou você decifra a esfinge ou ela lhe devora.

A solução como para outros casos semelhantes está na saída do governo do setor. Deixar que os indivíduos mesmos resolvam seus problemas. Além do mais tem que lembrar que se o individuo trabalha e ganha seu dinheiro ele pode construir a sua vida da maneira que ele quiser. E se ele não pode conseguir esse objetivo é porque o problema está em outro lugar.

Vanderli Camorim

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