quarta-feira, 23 de março de 2016

A Escola do Comunismo e o Imposto Sindical.



Por Ivan Lima

Desde o nascente capitalismo até muito tempo depois, as relações de trabalho entre os indivíduos foram crescentemente harmônicas, prosperas. Sob a filosofia do liberalismo, o mundo finalmente parecia ter  encontrado uma era de paz e riqueza individual. Todo dia havia novidades para o bem estar do homem, a preços cada vez menores, as pessoas que vendiam ou alugavam seu talento ou força de trabalho a um empreendedor não sabiam o que era desemprego, e não raro, sempre buscavam melhores remunerações em ofertas e disponíveis no mercado. Quando não, abriam seus próprios negócios. Os indivíduos constantemente buscavam melhoras fora de seus países de origem e encontravam acolhida, liberdade, e prosperidade.

Mas com o advento do marxismo e a criação da teoria da exploração esse quadro mudou. As pessoas que antes se beneficiavam mutuamente na cooperação social baseada na divisão do trabalho e prosperidade passaram a se enxergar e conviver como inimigas, sobretudo a chamada “classe trabalhadora”, que passou a se imbuir no seu dia a dia de que a sociedade “burguesa” é composta de “interesses e conflitos irreconciliáveis”, conforme dita a lição comunista.  Estava criada uma era de grandes tragédias revolucionárias e duas guerras mundiais por conta do socialismo que semeou inveja, e ódio no coração e mente das pessoas no mundo. A teoria da exploração bem como outras falácias socialistas como a teoria do valor trabalho foram sobejamente refutadas por gênios do liberalismo como Eugene Bombawerk e Carl Menger. Mas era tarde demais, pois a mudança de mentalidade socialista já havia dominado o mundo.

E dentre tantos perversos legados de que o marxismo retroalimentou-se  para a desarmonia e o permanente conflito entre os homens no trabalho, está o sindicato. Vladimir Lênin vislumbrou nele campo fértil para a destruição do sistema de trocas, mercado, ou capitalismo. Na sua obra “Esquerdismo, a doença infantil do comunismo”, Lênin deposita no sindicato grande esperança para a prosperidade da sua filosofia nefasta, tanto que o chama de “a escola do comunismo”. Embora o marxismo cultural com a Escola de Frankfurt e o gramscismo tenham feito “progredir” no mundo a diabólica era socialista de cem anos de conflitos e tragédias, o que Lênin esperava do sindicato e o seu papel no histórico de perversidade comunista continua se operando em pleno século 21.

No Brasil da era Vargas e sua CLT que institucionalizaram no país o atraso e miséria impedindo desenvolvimento pelas amarras estúpidas das leis trabalhistas que proíbem e restringem o trabalho com salário mínimo, obrigatoriedade de carteira assinada, décimo terceiro, etc, uma república sindicalista passou a ter cada vez mais voz e vez contra os reais interesses da própria “classe trabalhadora”. E em nome dessa figura dantesca que é o sindicato um celerado já quis  de fato fundar a tal república sindicalista no pais para a consecução do seu sonhado “socialismo moreno”.  Teoricamente aprendeu bem a lição de Lênin.

Besta que não tem freio dispara e certamente causa cada vez mais tragédias. Hoje, os sindicatos brasileiros além da excrescência como roubar com a conivência estatal bilhões e bilhões do próprio trabalhador, continua prospero na sua disseminação da filosofia comunista.  
Seus dirigentes, sempre lutam por jornadas de trabalho cada vez menores baseados na teoria da exploração marxista; fazem fechar empreendimentos vinte quatro horas e que funcionem aos domingos, prejudicando os próprios trabalhadores, também consumidores; seu discurso é sempre de anti – produção que certamente leva a uma sociedade de escassez de tudo como é o caso dos países socialistas; seu discurso é anti-capitalista e em “defesa” dos interesses do trabalhador, mas ao termino dos seus mandados estão todos ricos. 

No fundo não estão nem aí com os famigerados descontos do imposto sindical – roubo! – da chamada “contribuição sindical dos trabalhadores.

Muitos estudiosos tem se dedicado seu tempo a essa questão. Mas, a meu ver, esse crime pecuniário contra o cidadão indefeso só tem uma solução. Vedar definitivamente a fonte de sua origem, bem como a de outras excrescências como o FGTS cometidas contra o cidadão: tirar o poder estatal de ser cúmplice com o assalto. 

Se terá dado um bom passo para a mudança de mentalidade que ainda não vê no sindicato o que ele é: uma escola do crime!   


Ivan Lima é editor de LIBERTATUM

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