A Escola do Comunismo e o Imposto Sindical.

Por Ivan Lima
Desde o nascente capitalismo até muito tempo depois, as
relações de trabalho entre os indivíduos foram crescentemente harmônicas,
prosperas. Sob a filosofia do liberalismo, o mundo finalmente parecia ter encontrado uma era de paz e riqueza
individual. Todo dia havia novidades para o bem estar do homem, a preços cada
vez menores, as pessoas que vendiam ou alugavam seu talento ou força de
trabalho a um empreendedor não sabiam o que era desemprego, e não raro, sempre
buscavam melhores remunerações em ofertas e disponíveis no mercado. Quando não,
abriam seus próprios negócios. Os indivíduos constantemente buscavam melhoras
fora de seus países de origem e encontravam acolhida, liberdade, e prosperidade.
Mas com o advento do marxismo e a criação da teoria da
exploração esse quadro mudou. As pessoas que antes se beneficiavam mutuamente na
cooperação social baseada na divisão do trabalho e prosperidade passaram a se
enxergar e conviver como inimigas, sobretudo a chamada “classe trabalhadora”,
que passou a se imbuir no seu dia a dia de que a sociedade “burguesa” é
composta de “interesses e conflitos irreconciliáveis”, conforme dita a lição
comunista. Estava criada uma era de
grandes tragédias revolucionárias e duas guerras mundiais por conta do
socialismo que semeou inveja, e ódio no coração e mente das pessoas no mundo. A
teoria da exploração bem como outras falácias socialistas como a teoria do
valor trabalho foram sobejamente refutadas por gênios do liberalismo como
Eugene Bombawerk e Carl Menger. Mas era tarde demais, pois a mudança de
mentalidade socialista já havia dominado o mundo.
E dentre tantos perversos legados de que o marxismo
retroalimentou-se para a desarmonia e o
permanente conflito entre os homens no trabalho, está o sindicato. Vladimir Lênin
vislumbrou nele campo fértil para a destruição do sistema de trocas, mercado,
ou capitalismo. Na sua obra “Esquerdismo, a doença infantil do comunismo”,
Lênin deposita no sindicato grande esperança para a prosperidade da sua
filosofia nefasta, tanto que o chama de “a escola do comunismo”. Embora o
marxismo cultural com a Escola de Frankfurt e o gramscismo tenham feito
“progredir” no mundo a diabólica era socialista de cem anos de conflitos e
tragédias, o que Lênin esperava do sindicato e o seu papel no histórico de
perversidade comunista continua se operando em pleno século 21.
No Brasil da era Vargas e sua CLT que institucionalizaram no
país o atraso e miséria impedindo desenvolvimento pelas amarras estúpidas das
leis trabalhistas que proíbem e restringem o trabalho com salário mínimo,
obrigatoriedade de carteira assinada, décimo terceiro, etc, uma república
sindicalista passou a ter cada vez mais voz e vez contra os reais interesses da
própria “classe trabalhadora”. E em nome dessa figura dantesca que é o
sindicato um celerado já quis de fato
fundar a tal república sindicalista no pais para a consecução do seu sonhado
“socialismo moreno”. Teoricamente
aprendeu bem a lição de Lênin.
Besta que não tem freio dispara e certamente causa cada vez
mais tragédias. Hoje, os sindicatos brasileiros além da excrescência como
roubar com a conivência estatal bilhões e bilhões do próprio trabalhador, continua
prospero na sua disseminação da filosofia comunista.
Seus dirigentes, sempre lutam por jornadas de trabalho cada
vez menores baseados na teoria da exploração marxista; fazem fechar
empreendimentos vinte quatro horas e que funcionem aos domingos, prejudicando
os próprios trabalhadores, também consumidores; seu discurso é sempre de anti
– produção que certamente leva a uma sociedade de escassez de tudo como é o
caso dos países socialistas; seu discurso é anti-capitalista e em “defesa” dos
interesses do trabalhador, mas ao termino dos seus mandados estão todos
ricos.
No fundo não estão nem aí com os famigerados descontos do imposto sindical – roubo! – da
chamada “contribuição sindical dos trabalhadores.
Muitos estudiosos tem se dedicado seu tempo a essa questão.
Mas, a meu ver, esse crime pecuniário contra o cidadão indefeso só tem uma
solução. Vedar definitivamente a fonte de sua origem, bem como a de outras
excrescências como o FGTS cometidas contra o cidadão: tirar o poder estatal de
ser cúmplice com o assalto.
Se terá dado um bom passo para a mudança de
mentalidade que ainda não vê no sindicato o que ele é: uma escola do crime!
Ivan Lima é editor de LIBERTATUM
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