Sociedades Secretas
Por Armando Soares
Nova
Ordem Mundial e Governo Mundial não é coisa de hoje, vem de muito tempo atrás. Sempre
teve alguém que se achava com ideias brilhantes, acima de todos os homens, para
comandar os povos, seja através da religião, seja contra a religião.
Para chegar a
entender o projeto do Governo Mundial perseguido ainda em nossos dias torna-se
necessário saber os seus motivadores, as sociedades secretas. O poder das
sociedades secretas é tão grande que os governos de hoje têm que lidar não
apenas com outros governos, com imperadores, reis e ministros, mas também com
elas, as sociedades secretas que têm agentes inescrupulosos por toda parte que
podem a qualquer momento frustrar planos de governantes.
Sociedade
secreta é uma associação de iniciados que têm acesso a certos mistérios e
conhecimentos que, segundo os seus membros e líderes, não devem ser
compartilhados com as demais pessoas, por elas serem incapazes de compreendê-los
e “levá-los a sério”. Assim sendo, não mereceriam conhecer ou fazer parte de
tais sociedades ou grupos. Tais sociedades são criadas para diversos propósitos
que muitas vezes são para fins políticos, sociais e econômicos. Mas há também
propósitos ocultos muitas vezes ligados às teorias de conspiração como segredos
envolvendo governos, instituições e até igrejas e organizações religiosas.
Muitas sociedades são acusadas por teóricos da conspiração de estarem
encobrindo segredos importantes e intrigantes a nível mundial tais como a
existência de seres extraterrestres inteligentes que visitam a Terra, as
teorias envolvendo religiões, e organizações, seja elas governamentais ou não e
muitas outras por aí. As sociedades secretas quase sempre estão ligadas a
ocultismo e/ou teorias conspiratórias. Em todas as revoluções as sociedades secretas
estiveram envolvidas sempre buscando um caminho para um governo mundial, para
um domínio mundial de países poderosos.
Rosacrucianismo, Maçonaria, Priorado de Sião,
Rede Sionista Rosacruciana, Franco-Maçonaria Templária, Illuminati,
Templarismo, Maçonaria Sionista ou Templária, Templarismo Jacobita, Grupo
Bildeberg, Clube de Roma são algumas Sociedades Secretas e representantes de
corporações e famílias ricas seculares.

Iluminati
Dentre as
sociedades secretas a Illuminati é a que mais se destaca por ser a mais
perigosa para as sociedades e a liberdade. Esta sociedade está viva em nossos
dias representada pelo comunismo e o socialismo. Adam Weishaupt foi o seu
criador. Foi escolhido por Charles de Lorreine para fundar uma sociedade
secreta que penetrasse no Templarismo, transformando-o em células
revolucionárias francesas que impedissem Frederico o Grande, da Prússia de
tomar o trono francês. Charles de Lorreine, era Grão Mestre do Priorado de
Sião, comandou os exércitos austríacos contra a Prússia em várias batalhas
entre Sião e os Templários. Weishaupt recebeu a incumbência de efetuar a
derrubada da Prússia e dar forma à Nova Atlântida no Novo Mundo. Weishaupt é filho
de um rabino judeu, e era ex-padre jesuíta e professor de Direito Canônico na
Universidade de Ingolstadt. Foi instruído por Charles de Lorreine e pelos
Rothschilds judeus (que eram maçons) a deixar a Igreja Católica e unir todos os
grupos ocultos, principalmente o Sionismo e o Templarismo. Weishaupt esteve
presente na Revolução Americana. Adam Weishaupt em trabalho com Mayer Amschel
“Rothschild”, um sionista, fundou a Ordem dos Perfectibilistas (nome que lembra
os Perfeitos Cátaros) no dia 1º de maio de 1776. (Por isso o dia 1º de maio –
Dia de Maio (May Day) é comemorado nos Estados Unidos). Por isso também
“mayday” é um sinal usado em radiotelefonia como pedido de auxilio em
desastres: o dia da fundação da Ordem de Weishaupt foi universalmente
considerado como um dia catastrófico. Originalmente havia cinco membros na
Ordem: Wessely, Moses Mendelssohn e os banqueiros Itzig, Friedlander e Meyer,
que estavam todos sob a direção da recém-formada Casa de Rothschild. O nome da
Ordem foi logo mudado para Ordem dos Antigos e Iluminados Profetas da Baviera e
depois para Ordem dos Illuminati Bávaros, que logo se tornou “Ordem dos
Illuminati”. A Ordem seguia a razão e contestava a religião estabelecida. Sua
visão iluminista penetrou na Franco-Maçonaria, que tinha absorvido a
interpretação oculta de Bacon. Weishaupt pretendia fomentar a revolução na
Europa. Fundou a Ordem da Aurora Dourada, uma ordem hermética que foi revivida
nos anos 1880, e defendeu a substituição do Cristianismo por uma religião da
Razão e a implantação de um governo mundial franco-maçônico, supostamente para
“evitar guerras futuras”.
As
metas revolucionárias criadas por Weishaupt em resumo eram as seguintes: 1)
Abolição de todo e qualquer governo regular; 2) Abolição da propriedade
privada; 3) Abolição da herança; 4) Abolição do patriotismo; 5) Abolição de
todo e qualquer religião; 6) Abolição da Família (via abolição do casamento);
7) Criação de um Governo Mundial.
Os membros da
ordem de Weishaupt eram todos rosa-cruzes e templários, que trabalhavam juntos
para viabilizar a Ordem do Novo Mundo, almejada tanto por sionistas quanto por
templários. Weishaupt copiou a estrutura dos jesuítas em sua nova sociedade
secreta, mas seguia os ritos egípcios de Ormus, ritos do Priorado de Sião.
(Ormus – do francês Orme que significa “Olmo” e remete ao corte do olmo em
Gisors em 1188 – era outro nome do Priorado de Sião). Isso em 1771. Quando
fundou o Illuminati em maio de 1776, Weishaupt assumiu o codinome Spartacus e,
em 1777, foi iniciado na Franco-Maçonaria francesa, fundada em 1772 pelo Duque
de Orléans, primo do Rei Bourbon da França.
Os Estados Unidos
da América, na sua formação, apesar de ter convivido com membros da sociedade
secreta não foram dominados por todas as metas do Illuminati. Os EUA não aboliu
a propriedade privada, a herança, o patriotismo, a religião, a família, fundamento
da sua dinâmica econômica, mas, infelizmente, persegue a criação de um governo
mundial sob seu comando, projeto que está devorando hoje a Amazônia e o Brasil.
Nos Estados
Unidos a Maçonaria Sionista ou Templária chegou em 1653. Em 1737, já havia
lojas em Massachusetts, Nova York, Pensilvânia e Carolina do Sul, todos
empenhados em implementar a Doutrina Secreta e o Grande Plano para uma Nova
Atlântida Utópica. Benjamin Franklin, um destaque da Revolução Americana, se
tornou maçom Rosa-Cruz sionista e em 1734, Grão-Mestre Provincial da
Pensilvânia. George Washington quando eleito presidente em 1784 era Grão-Mestre
de uma loja Templária, a Loja Alexandria nº22, na Virgínia. Foi contra os
Illuminati, não aderiu as suas metas. A influência dos Illuminati era tão
grande que Benjamim Franklin convenceu Jefferson e John Adams a usar o selo dos
Illuminati como selo dos Estados Unidos. Thomas Jefferson era Rosa-Cruz e maçom
templário, e junto com Franklin contribuíram para trazer os Illuminati para a
América. Franklin, Jefferson e Adams foram todos iniciados Illuminati. Como se
comprova todos os fundadores e construtores da América tinham ligações com
sociedades secretas que atuaram antes na Europa e participaram de todas as
revoluções havidas naquela região. A influência do Illuminati na Revolução
Francesa através de Robespierre e Saint-Just que queriam introduzir um
socialismo de Estado, virtude e razão resultou na morte de 300.000 pessoas. O
objetivo de Weishaupt era criar o caos para governar o mundo. A guilhotina
marcou uma regressão na Revolução. Adam Weishaupt, ao que parece foi
financiado, de 1770 a 1776, pela recém-organizada Casa de Rothschild. O
objetivo desse pessoal era criar um governo mundial weishauptiano, na esteira
de uma grande potência que pudesse ser instada a se tornar expansionista
imperialista, do que se conclui que todos os impérios (inglês, alemão, francês,
russo, americano) estão envolvidos na meta dos Illuminati, de Adam Weishaupt,
todos perseguiram e estão perseguindo o governo mundial. As ideias e o pensamento
de Weishaupt era tão forte que levou Marx com base nessas ideais a criar o
Manifesto Comunista, e, receber financiamento de um Rothschild, parceiro de
Weishaupt, para produzir o livro Das Kapital, escrito em 1860. Os comunistas
deveriam reverenciar Weishaupt e não Marx que apenas copiou as teses e metas de
Weishaupt.

Adam Weishaupt
Independente da
influência das sociedades secretas, a expansão da Europa para outras áreas
visava à expansão de mercados e fontes de matérias-primas. Em 1890, as
potências europeias estavam loteando o globo terrestre entre si. O imperialismo
passava por cima do princípio de soberania para conseguir seu objetivo. O
principal objetivo da I Guerra Mundial, que matou 8,5 milhões, era derrubar
monarquias, prejudicar Grandes Potências Católicas para instituir uma república
mundial ou universal, objetivo das metas de Weishaupt.
O que se
conclui de tudo o que foi relatado é que a História é a história de
revolucionários tomando o poder, e que o imperialismo do século XIX nasceu da
visão de um mundo único que poderia ser realizada por uma única nação-estado.
Onde se
encaixa o Brasil nesse cenário? As sociedades secretas não tiveram peso e
importância na formação do Brasil, elas (as sociedades secretas) sabiam que não
deviam perder tempo num país que foi herdeiro do padrão ibérico, que
solidificou uma cultura de intervencionismo e paternalismo estatal. Era um país
que não iria se desenvolver. O Brasil, em vez de ter uma economia vibrante
impulsionada pela livre iniciativa, preferiu adotar um ambiente de privilégios,
descaso pela educação, protecionismo e outros vícios nocivos ao desenvolvimento
e ao capitalismo. Ao contrário do Brasil, os Estados Unidos e o Canadá foram
herdeiros de vários séculos de evolução que preparou a Europa para o
desenvolvimento, com destaque para a Inglaterra, a França, a Alemanha e a
Holanda. Enquanto o desenvolvimento jogava para cima a Europa, os Estados
Unidos e o Canadá, o Brasil consolidava instituições que inibiam a livre
iniciativa. O que prevaleceu no Brasil foi à visão anticapitalista. Talvez
sabendo que o Brasil não avançaria sem desenvolvimento e o motor da iniciativa
privada, os impérios excluíram o Brasil como meta para nutrir o seu
desenvolvimento. Atacariam o Brasil quando necessário, o que aconteceu de fato
aconteceu na Amazônia quando a borracha surgiu como matéria-prima indispensável
para viabilizar o invento do carro e do avião. O saque foi realizado e o
governo brasileiro ficou inerte, sem forças e competência capaz de repelir a
invasão imperialista. Escolhas erradas continuam a causar profundos prejuízos
ao Brasil, como é o caso da Constituição de 1988. Em vez de procurar o melhor
caminho, o país se perdeu nos descaminhos das opções erradas dos constituintes.
Continuamos a conviver com elites políticas, sindicais, empresariais e
intelectuais. Todos são barreiras que impedem o crescimento. Enquanto a
mediocridade estiver no comando político e econômico do Brasil não haverá
desenvolvimento e qualidade de vida. O Brasil com toda a sua riqueza e
potencialidade está à espera de um líder a altura desse grande desafio,
principalmente de vencer o tempo perdido e de se livrar de impérios sugadores.
Assim como o
imperialismo passou por cima do principio de soberania de diversos países para
conseguir seu objetivo, isso mesmo já aconteceu na Amazônia na virada do século
e está novamente acontecendo na Amazônia e no Brasil através da Constituição que
contém apoio para ações do aparato ambientalista-indigenista. Agora estamos
presenciando o ataque das sociedades secretas via imperialismo. O Brasil
tornou-se um bom petisco para os tubarões. Depois de saques seculares restaram
duas regiões para o saque final, a África e o Brasil.

O Brasil não
precisou de um Weishaupt, do Illuminati, ou de uma sociedade secreta para
destruí-lo, ele mesmo (o Brasil) se destruiu através de seus líderes,
governantes e políticos. O preço dessa incompetência, dessa incultura, dessa
mediocridade já está sendo pago pelo povo que vai continuar a pagar por muito
tempo.
Quem não
conhece a história se torna escravo sem perceber.
Armando Soares – economista
e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com
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