| 09 SETEMBRO 2016
ARTIGOS - CULTURA
ARTIGOS - CULTURA
Prefácio de Heitor De Paola para o livro de Cristian Derosa.“Os fatos não são adequados para os leitores em sua forma crua, apenas depois de cozidos, mastigados e, então, servidos com a saliva do repórter”.
Arthur Koestler 1
“Para alguns observadores, a imprensa tinha um significado maior dos que os próprios partidos políticos (...). Qual efeito pode ter, mesmo o maior comício, quando comparado com a influência permanente que um jornal diário possui sobre centenas de milhares, ou mesmo milhões (...) (O povo alemão) recebia as ideias expressadas no seus jornais como um evangelho, não apenas uma fonte de informações, mas como um órgão de instrução....acreditam em tudo o que seu jornal preferido lhes diz....e os homens que devotavam sua vida para informar eram, para eles, grandes homens”.
Modris Eksteins 2
Modris Eksteins 2
O que está em epígrafe pode ser extrapolado para qualquer grupo humano, em todas as épocas, com as devidas adaptações. Eksteins cita observações de Rudolf Kircher, do Frankfurter Zeitung (1928) e Georg Bernhard (1929). O Partido Nazista aprendeu bem a lição para fundar o seu jornal Völkischer Beobachter e depois para estruturar o Ministerium der Propaganda und Volksaufklärung 3. Aufklärung é a palavra alemã para Iluminismo, não tem, portanto, conotação de simples “esclarecimento do povo”, mas pretendia inaugurar uma forma específica de jornalismo como “iluminação” do povo-raça (Volksdeutsch), um novo Iluminismo, um novo Evangelho racial. Goebbels utilizava desta forma todas as mídias que existiam então - imprensa, literatura, rádio e cinema – englobadas no seu ministério.
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