O voto
(primeira parte)
(primeira parte)
Por Vanderli Camorim

Voto em branco, nulo ou o voto deveria ser facultativo?
Chamou atenção o tanto de pessoas que não compareceram nas urnas nesta ultima eleição pra vereador e prefeito realizado em todo o Brasil. No Rio de Janeiro esta abstenção foi altíssima. No Brasil todo foi mais que 25 milhões.
O esforço para justificar este fenômeno demonstrado fartamente pelo cidadão que assim diz o que pensa e acha do voto, seja ele de que forma for, é que não está dando a mínima para o voto. Isto tem levado muito a gente a dizer coisas desconexas.
Temer, que estava na Argentina disse muito polidamente ser este fato um alerta para a classe politica devida a uma decepção por parte do eleitor, sobretudo pelas práticas inadequadas. Ele quis dizer mesmo corrupção. É o comedimento do político que o faz medir as palavras, não quer ferir susceptibilidades, age assim desviando sempre a coisa espinhosa para uma zona de conforto onde o debate se torna necessariamente esotérico.
Há eleitores que se dividem naqueles que aprovam o voto obrigatório e outros que não deveria ser compulsório. Há aqueles dentro dos partidos que pregam o “voto útil” que muitos classificam de “voto inútil”. É uma velha ideia de que se pode votar no “menos pior”, ou penalizar um eventual oponente utilizando a tática do “...o inimigo de meu inimigo é meu amigo”. Alguns partidos socialistas estão praticando isso no Rio de Janeiro, por exemplo. As eleições hoje tem uma característica bem notável fazendo parecer ser uma guerra em que às vezes se deixa levar pela lei do vale tudo. Os candidatos e seus partidos se reúnem para traçar uma estratégia e lembra mesmo ser uma guerra que pode evoluir para tudo inclusive para a guerra pura e simplesmente, ou mesmo nada.
Quando aparecem estas ocorrências e a indignação toma as páginas dos jornais o governo se sente na obrigação de estabelecer a paz da contenda que ele mesmo estimula com a política de defesa de direitos de minorias politicamente conectados. A defesa que faz do voto obrigatório e consciente, bla, bla, bla, com elaboradas propaganda na mídia é pungente.
O certo é que reconhecidamente a arma do voto é por demais importante. Tão importante que é considerada o alicerce da democracia.

Já foi dito aqui que o socialismo seria decidido nas urnas. É a característica de nossa época. Revoluções, guerra civil, se tornaram demais impopulares. As pessoas fogem literalmente do ambiente deflagrado e ficam quase só os seus defensores prenunciando o seu fracasso.
O processo eleitoral trouxe para o socialista uma nova modalidade de disputa pelo poder. O governo pode ser ocupado sem uso da violência bastando ter votos em uma disputa reconhecidamente democrática. Tornou isso possível porque já está em nível das massas os seus princípios que todos identificam com bastante facilidade nas políticas distributivas da política oficial. Quem prometer o melhor socialismo e melhor cair nas graças do eleitor, terá futuro garantido. O governo está aberto para aquele que for o mais safo.
A ideia do socialismo integral implica que deva ter apenas um líder e apenas um partido no poder. Este principio está sendo invalidado pelo socialismo "democrático" praticado hoje que exige “alternância” de governo, surfando no lema caro e inesquecível das bandeiras levantadas pelo liberalismo, do governo constitucional e representativo. Este espirito está vivo como se vê, ele não foi invalidado, só ignorado e falsificado.
Já foi dito aqui que o socialismo vive as expensas do capitalismo. Explico: A ideia original do socialismo era limitada a uma vila, aldeia ou coisa parecida vivendo autarquicamente e mantendo distância com o resto do mundo, todos dividindo tudo. A marca registrada era a pobreza, inclusive o mundo todo era pobre. Mas surgiu o que chamam de capitalismo.
No século 19, com a expansão do mercado, a cooperação pacifica baseado na divisão de trabalho e na propriedade privada, a ideia socialista muda, se “inspira” no exemplo que deu resultado e sucesso. O socialismo se torna uma visão internacional. Lembre do grito de guerra: "proletários de todo o mundo, uni-vos"!
Arremedam de tudo que o liberalismo trouxe para a modernidade, como autodeterminação dos povos, governo limitado, constitucional e representativo, liberdade de impressa, de expressão, respeito à propriedade privada etc. Usam os rótulos e falseiam seu conteúdo e tudo parece o que não é. Com o controle da máquina do estado as coisas ficam mais fáceis e possíveis.
A democracia é corolário da economia de mercado. Quando mais liberdade econômica, mais liberdade individual. Quando maior for o governo, menor a liberdade individual. Quanto mais o governo regula, menos liberdade individual. Quanto menos os indivíduos forem livres da perturbação pelos agentes do governo, quando menor for a sua interferência nos negócios, quanto mais existir o “laissez faire, laissez passe”, mais liberdade individual estará garantida, assim como as suas consequências, a prosperidade geral.
Os homens poderão decidir por si só que caminho percorrer e conta com o governo apenas para que cumpra o seu papel de fornecedor da segurança sem a qual não se pode garantir por parte de seus legítimos donos a colheita do que plantou.

Vanderli Camorim é autodidata, liberal, e articulista de Libertatum
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