A fórmula dos Colégios Militares
Com desempenho acadêmico superior ao da maioria das escolas públicas brasileiras, instituições administradas pelo Exército unem professores capacitados, boa infraestrutura e disciplina.

ROTINA
“Hino Nacional” e continência no Colégio Militar do Rio de
Janeiro, onde há atividades extracurriculares, como equitação
“Hino Nacional” e continência no Colégio Militar do Rio de
Janeiro, onde há atividades extracurriculares, como equitação
Paula Rocha e Wilson Aquino
Com uma filosofia de ensino baseada na doutrina do Exército brasileiro, o Colégio Militar do Rio foi o décimo melhor colocado do Estado, entre as escolas do sexto ao nono anos, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, do Ministério da Educação. A escola obteve média de 6,4, abaixo da meta estipulada para o colégio, de 6,6, porém bem acima da média nacional, que bateu em 4,1. Dentre as 30 escolas de sexto a nono ano com as melhores notas no Ideb 2011, dez são colégios militares. Essas instituições são uma elite do ensino público no País – elas não cobram mensalidade, mas uma taxa simbólica de quem pode pagar – destinada preferencialmente aos filhos de servidores do Exército. “O bom desempenho é resultado da união de planejamento pedagógico, boa estrutura de apoio ao processo de ensino e aprendizagem, corpo docente capacitado e disciplina”, acredita o coronel Mansur, diretor do Colégio Militar de Salvador.

Hortência Brito, 15 anos, de Brasília, acredita na qualidade do ensino
Do ponto de vista estrutural, esses colégios estão, de fato, bem acima das demais escolas da rede de ensino público do País. Em comum, as 12 instituições militares possuem instalações variadas e em ótimo estado de conservação, que incluem ginásios, piscinas semiolímpicas, quadras de tênis, laboratórios de química, física, biologia e informática, além de outros espaços de convivência. Toda essa infraestrutura permite que os alunos permaneçam na escola fora do horário regular, realizando atividades extracurriculares, outro diferencial. “Nós estimulamos a participação dos alunos em atividades que vão além da sala de aula”, diz o coronel Heimo, diretor do Colégio Militar de Brasília, que recebeu nota 6,7 no Ideb 2011, a melhor classificação entre as escolas públicas do Distrito Federal. “Nossos alunos podem optar por realizar atividades como equitação, coral, dança, teatro e até robótica.”

VALORES
Disciplina é essencial para a estudante Cláudia Ferreira,
18 anos (no centro), do Colégio Militar de Salvador
Outro fator considerado decisivo para o bom desempenho acadêmico dos alunos é a capacitação do corpo docente. No Colégio Militar de Salvador, por exemplo, 15% dos professores são doutores, enquanto 25% possuem mestrado. “E mais de 90% têm ao menos um tipo de especialização”, diz o coronel Mansur.
A principal diferença entre os colégios militares e as escolas civis, no entanto, é a questão da disciplina. As regras dentro dessas instituições são rígidas. Apesar de a aula começar às 7h, o aluno que atravessa o portão de entrada às 6h30 é considerado atrasado. Se o uniforme não estiver impecável (há funcionários designados exclusivamente para observar isso), pode não ter acesso à sala de aula. Fica de castigo no interior do colégio até o fim do turno. Há normas também sobre a aparência. O corte de cabelo masculino é feito com máquina 2, e refeito de 15 em 15 dias. Não é permitido barba, bigode ou cavanhaque, brinco, piercing nem óculos escuros. Guarda-chuva, somente na cor preta. Os cabelos femininos podem ficar soltos, contanto que não ultrapassem a altura da gola do uniforme. Se médio ou longo, deve ser preso. Mechas coloridas são proibidas. As unhas devem ser incolores ou pintadas apenas nas cores branca e rosa-clara. Ao cruzarem com um professor, diretor ou monitor, os alunos devem prestar continência. Namorar, beijar, andar abraçado ou de mãos dadas é considerado transgressão disciplinar e os pais são chamados.
Fonte: Isto é independente.
Exercito nenhum precisa ser simpático ao distinto público, muito pelo contrário, deve ser temido pois é uma máquina de guerra que se prepara a todo momento para matar e destruir quem ameace a soberania nacional. Por essa razão deve ser submetida a uma teia de leis, regulamentos e regras para que não exorbite de suas funções e venha subjugar aqueles a quem deve proteger. Em outras palavras, é sobretudo um aparelho burocrático, rígido e quase sempre impermeável as mudanças. Contrasta com a necessidade do ensino que requer ambiente de liberdade.Certamente que escolas internas para o estudo da arte da guerra e assuntos correlatos para estar sempre a altura de suas funções caso venha a ser preciso, sendo mais que necessário. Mas este tipo de escola que atenda a parte de seus integrantes, está fora de sua órbita, pois sofre da rigidez própria da caserna. Soa também privilégio pago com o dinheiro do distinto publico. Além de não ser possível abranger a todos, corrobora com a ideia e dá exemplo que o governo pode sim dar educação de qualidade ajudando a por ao largo a outra ideia de que só o mercado livre dos impedimentos do governo, pode fornece-lo com qualidade e a todos indistintamente sem o uso do dinheiro dito "publico".
ResponderExcluirO exercito permanece fiel ao positivismo, doutrina coletivista caudatária do moderno socialismo, por isso esse cacoete. Para o positivista a educação é a mola do progresso. A economia é ignorada e desprezada. Dizer que o progresso de uma nação é o resultado da quantidade de capital per capita é algo que lhe passa despercebida. Certamente que a educação é importante, mas ela é repetição e rotina. Os gênios e homens talentosos sempre fogem das escolas que exibem uma atmosfera de rigidez. Ensinar e aprender é parte da liberdade individual. Fora deste ambiente é só um disfarce da doutrinação onde, neste caso, o nacionalismo e o patriotismo é pregado omo suprema virtude e não o refugio do medíocre.