Vitória da Família no Ceará - Ideologia e identidade de Gênero não entram no Plano de Educação
Parlamentares do Ceará rejeitaram a inserção dos termos “ideologia de gênero” e “identidade de...
ResponderExcluirEste artigo faz-me lembrar da expressão “um suborno para Cérbero". O fundamental nem sequer entrou em pauta que é se a educação deve permanecer nas mãos do governo ou dele ser separada. É uma questão crucial.
Na antiguidade grega o conhecimento agregava prestígio e respeito. Era como o alimento do homem virtuoso. Os gregos exageravam é claro. Mas a procura pelo conhecer é inerente ao homem. Ele só se firmou no mundo, progrediu e superou as feras do seu meio graças à capacidade de conhecer. O conhecimento é um bem muito desejado, extremamente até. Por esse modo logo despertou interesses daqueles que poderiam fornecê-lo. Surgiram então as escolas que abrigaram os professores e os alunos onde se dava curso ao desejo de conhecer. Por certo tempo assim se considerou até que o ensino passasse para ser um direito de todos e uma obrigação do Estado. Desde então o conhecer foi rebaixado. O que importa é uma certificação para conseguir um bom emprego, de preferencia no governo.
Hoje o que se conhece pelo nome de educação não passa de doutrinação. E a razão é óbvia. O governo não vai deixar que se ensinasse nas escolas por ele administrado algo que cheire "oposição" a seus dogmas. A grade escolar, os livros assim como os professores não devem ser outra coisa senão extensão do próprio governo. Por isso a grade escolar assim como seu conteúdo se altera conforme muda a composição dos governos e a ideologia que se adote. Seja como for sempre neste caso acontece o inevitável: a educação é politizada e a ciência deixa de ser ciência, ou melhor, passa a servir a uma causa e o próprio professor se torna uma mera caricatura. O traço característico de toda ciência é sua neutralidade. Quem diz que o acido sulfúrico não pode substituir o leite nas refeições não está condenando nem colocando uma causa em jogo. Mas em política, em que costuma dizer que boi voa, a ciência é torcida para que possa ser incorporada como instrumento de uma causa e absurdos passam ser ditos com toda a simplicidade de quem observa as ondas do mar.
As pessoas que estão neste embate (no artigo em tela) não se deram conta que não foram à raiz do problema. Combateram a existência de algo que em absoluto é o miolo do problema. O plano do governo permanece e segue em frente trocado por um item retirado que tem o sabor do suborno de Cérbero. Todos ficaram contentes inclusive o governo que continua com sua máquina de fazer doido intacta. Estes penduricalhos que a mentalidade dominante vai bombardeando os homens de boa vontade e crédulo tem o sentido de serem táticas diversionistas, ou seja, conversa fiada para boi dormir. O que importa é que o governo continue dando as cartas como um ente supremo e não seja perturbado em seus fundamentos.
O governo na educação, do ponto de vista econômico é um estrago, pura queima de capital. Do ponto de vista ético, a justificativa de uma indecência.
ResponderExcluirEste artigo faz-me lembrar da expressão “um suborno para Cérbero". O fundamental nem sequer entrou em pauta que é se a educação deve permanecer nas mãos do governo ou dele ser separada. É uma questão crucial.
Na antiguidade grega o conhecimento agregava prestígio e respeito. Era como o alimento do homem virtuoso. Os gregos exageravam é claro. Mas a procura pelo conhecer é inerente ao homem. Ele só se firmou no mundo, progrediu e superou as feras do seu meio graças à capacidade de conhecer. O conhecimento é um bem muito desejado, extremamente até. Por esse modo logo despertou interesses daqueles que poderiam fornecê-lo. Surgiram então as escolas que abrigaram os professores e os alunos onde se dava curso ao desejo de conhecer. Por certo tempo assim se considerou até que o ensino passasse para ser um direito de todos e uma obrigação do Estado. Desde então o conhecer foi rebaixado. O que importa é uma certificação para conseguir um bom emprego, de preferencia no governo.
Hoje o que se conhece pelo nome de educação não passa de doutrinação. E a razão é óbvia. O governo não vai deixar que se ensinasse nas escolas por ele administrado algo que cheire "oposição" a seus dogmas. A grade escolar, os livros assim como os professores não devem ser outra coisa senão extensão do próprio governo. Por isso a grade escolar assim como seu conteúdo se altera conforme muda a composição dos governos e a ideologia que se adote. Seja como for sempre neste caso acontece o inevitável: a educação é politizada e a ciência deixa de ser ciência, ou melhor, passa a servir a uma causa e o próprio professor se torna uma mera caricatura. O traço característico de toda ciência é sua neutralidade. Quem diz que o acido sulfúrico não pode substituir o leite nas refeições não está condenando nem colocando uma causa em jogo. Mas em política, em que costuma dizer que boi voa, a ciência é torcida para que possa ser incorporada como instrumento de uma causa e absurdos passam ser ditos com toda a simplicidade de quem observa as ondas do mar.
As pessoas que estão neste embate (no artigo em tela) não se deram conta que não foram à raiz do problema. Combateram a existência de algo que em absoluto é o miolo do problema. O plano do governo permanece e segue em frente trocado por um item retirado que tem o sabor do suborno de Cérbero. Todos ficaram contentes inclusive o governo que continua com sua máquina de fazer doido intacta. Estes penduricalhos que a mentalidade dominante vai bombardeando os homens de boa vontade e crédulo tem o sentido de serem táticas diversionistas, ou seja, conversa fiada para boi dormir. O que importa é que o governo continue dando as cartas como um ente supremo e não seja perturbado em seus fundamentos.
O governo na educação, do ponto de vista econômico é um estrago, pura queima de capital. Do ponto de vista ético, a justificativa de uma indecência.
Grato por sua manifestação, Camorim.
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Abraço