segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Três princípios para a sanidade socioeconômica

       Três princípios para a sanidade socioeconômica

DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015

Transcrição de entrevista concedida por Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, segundo na linha de Sucessão ao Trono Imperial.

“Há três princípios fundamentais para a sanidade socioeconômica de uma nação, que são a Livre Iniciativa, a Propriedade Privada e a o Princípio de Subsidiariedade. O que são estes princípios?

Livre Iniciativa, porque o homem sendo livre e inteligente, por ser uma criatura de Deus, sabe o que deve fazer, ele não precisa de um Estado tutelando a ele. A prova que a Livre Iniciativa é necessária, basta comparar os países comunistas com os países livres. Nos países comunistas, onde não há livre iniciativa, se inibe a capacidade criativa de um povo. Deu um desastre nos países comunistas, uma experiência que custou 100 milhões de vidas à humanidade, mortos pelos comunistas.

Propriedade Privada o que é? Se eu sou livre, eu sou o dono do fruto do meu trabalho. Agora, o que é propriedade? A definição mais curta, mais cristalina da propriedade foi dada pelo Papa Leão XIII: “trabalho acumulado”. Eu trabalho o necessário para o meu sustento, eu trabalho algo a mais que para o meu sustento, dia a após dia eu economizo este algo a mais - eu somo este algo a mais. Com isso eu tenho a minha propriedade, eu compro minha roupa, meu automóvel, minha casa, minha fazenda, minha empresa. É meu! Se eu não sou dono do fruto do meu trabalho, eu sou um escravo do Estado. A propriedade é a garantia da liberdade.

Princípio da Subsidiariedade é o princípio segundo o qual um superior não deve fazer o que o inferior for capaz de realizar por si. Simplificando à realidade nacional, nós temos a família, que é  célula mater da sociedade, o município, o estado e a federação. O município só deveria fazer o que o conjunto das famílias que compõem aquele município (conjunto de famílias também são associações comercias, as empresas, os grupos culturais, etc., aquele todo orgânico de um município), o que esse todo orgânico não for capaz de fazer, o município deve fazer. Acima disso está o governo do estado, o governo do estado só deve fazer o que o conjunto das famílias e dos municípios não for capaz de fazer. Finalmente, o governo da União só deve fazer o que o conjunto das famílias, dos municípios e dos Estados não forem capazes de fazer. De tal forma que no topo desta pirâmide, o governo da União seja pequeno, leve, ágil, capaz de indicar as grandes soluções para a nação, capaz de dar os grandes rumos. No Brasil, nós temos exatamente o contrário, nós temos a pirâmide de cabeça para baixo, com um governo da união hipertrofiado, que sangra os Estados, que corta os municípios, que depena as famílias. Nós temos a mais alta carga tributaria de um país. São 40% do PIB em impostos, se for considerar os serviços que o Estado promete dar, mais multas, loterias, taxas, etc., daria praticamente 60%, porque nós somos 60% escravos do Estado. Por quê? Porque não se respeita o Princípio de Subsidiariedade, não se respeita a Livre Iniciativa e não se respeita a Propriedade.”




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