segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

DO LEITOR
Contribuição do amigo Yussif Simão Tuma - Edição com ilustração de fotos LIBERTATUM
"Empréstimos" do PT a ditaduras comunistas
Por iniciativa do valoroso e único parlamentar de quem se pode esperar atitudes, o STF se posicionará através de seu ministro presidente sobre o pedido do Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) de que sejam revelados todos os meandros dos empréstimos de financiamento de obras no exterior, em especial em Cuba, Venezuela e Angola.
Assim o Sen. Álvaro Dias se pronunciou sobre o caso: “Não se pode admitir que o governo faça empréstimos vultosos sem que aqueles que pagam impostos saibam de informações como o valor dos empréstimos, o prazo de carência para o seu resgate, taxas de juros. Não vejo outro assunto que revolte tanto a população como saber que o governo empresta dinheiro dos brasileiros para a construção de um porto em Cuba, para o metrô de Caracas, para a construção de uma hidrelétrica na Venezuela, entre outras tantas obras em países controlados por ditadores sanguinários”.

 Eu, até então, desconhecia a extensão dos empréstimos e para que eles serviam nesses países. Sabe-se agora que não foi apenas para se construir o Porto de Mariel, em Cuba, que o nosso suado dinheirinho foi empregado. Enquanto São Paulo e, principalmente, Salvador sofrem com a falta de transporte via metrô, o BNDES financia completamente o metrô de Caracas. 
Calcula-se que o desvio de dinheiro público por intermédio desses “empréstimos” é tão grande que o Mensalão será completamente esquecido por ter sido apenas um "roubinho sem a menor importância".
 
Lembrem-se de que os empréstimos foram feitos em moeda estrangeira, dólares, bilhões deles!
 
Se o Brasil tiver a sorte de ter como relator da matéria um Luiz Fux ou um Gilmar Mendes, o PT estará com seus dias contados, pois o roubo é tão grande que ninguém é capaz de avaliar o quanto.
Vamos torcer para que seja um desses dois ministros o relator, porque se cair nas mãos de Barroso, Toffoli, Lewandowski ou daquele gaúcho…
Bom, melhor esperar pra vermos.
O pedido de Álvaro Dias é uma ação direta contra a Presidenta Dilma Rousseff, o ministro Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Álvaro Dias fez seu pedido ao STF com base na Lei nº 12.527, de 2011, (Lei de Acesso à Informação) que, conforme preceitua seu art. 1º, tem a finalidade de “garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal”.
 (Lourinaldo Teles Bezerra – O Diário do Poder – Cláudio Humberto)

Refutando as dez maiores impropriedades que ouvi e li sobre os atentados da França – Parte 4

Igor Wildmann*
9) “Nós (o malvado ocidente judaico – cristão) também temos nossos fundamentalistas!”
Sim, temos. E eles são uns chatos.  Mas não metralham meninas em escolas por quererem estudar, não pregam a decapitação de gente de outras religiões não condenam ninguém à morte por apostasia (abandono da religião) e não doutrinam seus filhos a se explodir por Deus. São, quando muito, inconvenientes ou irritantes. Quando se excedem e cometem alguma violência, são processados e presos, não considerados shahids (mártires), mujahedins (guerreiros de Deus) ou coisa parecida. Atos violentos cometidos em nome da religião dominante no ocidente são tratados como baderna ou crime.
A Bíblia é cheia de violência, traição e estórias fantásticas como todo texto mitológico ( e por mitológico não digo necessariamente falso). Seu texto, por ser essencialmente narrativo, mítico, está sujeito a profunda hermenêutica evolutiva. Hoje em dia em dia, depois de muitos erros e atrocidades cometidas nos séculos passados, nenhum judeu ou cristão comete os atos acima, ou apedreja mulheres por acusação de adultério. Querer equiparar Edir Macedo ou os judeus ultraortodoxos (que são irritantemente pacifistas, aliás) a Osama Bin Laden é uma absoluta falta de senso de proporções.
Trecho de matéria publicado pelo Instituto Liberal com o título acima
Br



BRICs, países do futuro?



Minha infância durante o milagre econômico brasileiro foi marcada pelo ufanismo nacionalista, estatizante e protecionista, pela arrogância do sistema de planejamento central do regime militar, e pela onipresente expressão “Brasil, país do futuro”. Imagino que a expressão tenha sido tomada de empréstimo do título do livro de Stefan Zweig publicado em 1941. Zweig, nascido em Viena (hoje considerada pela classificação da Mercer como a cidade com a melhor qualidade de vida no mundo), radicou-se no Brasil (após passagem pelos EUA) para escapar da opressão nazista, mas suicidou-se com sua esposa em Teresópolis em 1942, um ano após sua chegada ao país, devido ao seu estado de desespero com os descaminhos da humanidade
Para mim é curioso notar, muitas décadas mais tarde, que a expressão “país do futuro” renasceu em escala mundial numa nova versão agora aplicada aos países apelidados de BRICs. Onde quer que eu vá, parece não haver dúvidas de que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China estarão entre as grandes potências mundiais ao fim deste século.
Não sei como tal consenso se formou. Suspeito que seja o resultado de publicidade eficaz promovida pelos administradores dos fundos de investimento em Nova Iorque e Londres. É evidente que muita gente enriqueceu da noite para o dia com a intermediação de ativos dos BRICs. O fato, porém, é que há pouca qualidade analítica por trás dos argumentos utilizados para justificar previsões de futuros gloriosos para esses países.
Evidentemente, um dos mais importantes fenômenos históricos das últimas décadas foi a liberalização econômica que ocorreu na China, que serviu para aproximá-la um pouco mais das economias de mercado ocidentais. Mas nenhum dos BRICs chegou nem de longe a obter as condições mínimas necessárias para se tornar potência econômica, cultural e política. Entre outros problemas, falta-lhes descentralização e liberdade política, constituições baseada em princípios liberais clássicos, presença mundial como centro de referência cultural e científica para o resto da humanidade, e a eliminação da pobreza abjeta via aumento generalizado da produtividade do trabalho, o resultado de uma verdadeira mudança de valores e comportamentos sociais que de fato nunca alcançou os países menos desenvolvidos.
BRICs, anões do investimento direto estrangeiro
Cada um dos pontos acima poderia ser objeto de um artigo inteiro. Utilizarei o resto deste para exemplificar o ponto anterior e ao mesmo tempo desfazer um mito: o de que os BRICs são potências do investimento direto estrangeiro (IDE), um importante sinalizador do nível de abertura e internacionalização econômica de um país e do grau de desenvolvimento de sua economia. Infelizmente a realidade é que os BRICs estão muito longe de serem campeões de IDE.
A confusão se dá em parte pela dimensão continental dos BRICs e pelo tamanho das suas populações. As estatísticas de investimento direto estrangeiro são raramente ajustadas pela população de um país. Tal ajustamento ofereceria uma ideia mais precisa dos benefícios que cada habitante estaria colhendo como resultado da confiança das empresas estrangeiras no futuro do país.
Como ilustração, tomem-se os dados dos 16 países campeões de estoque de IDE recebido, mais os valores do Chile e da Índia, que aparecem na classificação da UNCTAD de 2007 respectivamente nas posições 27 e 35. Já fica claro que a Índia, a despeito de suas dimensões continentais e descomunal população, é um anão absoluto de IDE:
 PaísIDE
1.Estados Unidos2.093.049
2.Reino Unido1.347.688
3.Hong Kong1.184.471
4.França1.026.081
5.Bélgica748.110
6.Holanda673.430
7.Alemanha629.711
8.Espanha537.455
9.Canadá520.737
10.Itália364.839
11.Brasil328.455
12.China327.087
13.Rússia324.065
14.Austrália312.275
15.Suíça278.155
16.México265.736
27.Chile105.558
35.Índia76.226

De acordo com a classificação da UNCTAD o Brasil, a China e a Rússia parecem ir muito bem, afinal ocupam as posições 11,. 12 e 13 respectivamente. Entretanto, se os valores do estoque de IDE recebido forem ajustados para valores per capita (populações de 2009), obtém-se a seguinte reclassificação para os dezoito países acima:
 PaísIDE per capita
1.Hong Kong168.574
2.Bélgica69.093
3.Holanda40.534
4.Suíça35.739
5.Reino Unido21.722
6.França15.678
7.Canadá15.261
8.Austrália13.962
9.Espanha11.676
10.Alemanha7.702
11.Estados Unidos6.765
12.Chile6.180
13.Itália6.048
14.México2.471
15.Rússia2.283
16.Brasil1.702
17.China244
18.Índia65

Como indicado na tabela, os estoques de IDE per capita recebidos pelos BRICs são mais baixo que os de países menos badalados, mas certamente mais avançados em seu processo de desenvolvimento econômico, como o Chile e o México. É chocante a diferença entre os 168 mil dólares de investimentos diretos estrangeiros “disponíveis” para cada habitante de Hong Kong quando comparados aos paupérrimos 65 dólares “disponíveis” para cada habitante da Índia e aos míseros 244 dólares “disponíveis” para cada habitante da China. Em outras palavras, uma visão realista dos BRICs nos informa que são anões mundiais de IDE. Esse quadro dificilmente se modificará daqui ao final do século, graças às diferenças ainda exorbitantes entre os estoques de IDE dos BRICs e das nações mais avançadas.

Publicado originalmente em 03/06/2010, e agora republicado no website do Instituto Ordem Livre de onde extraímos a matéria

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O Pato Manco e a velha raposa

By V. Camorim




Pato manco é a expressão usada nos Estados Unidos da América ao político em fim de mandato. No caso o Obama. O fim de mandato de um Presidente é muito triste. Poderoso, vê sua força declinar em muito. Pode chegar ao ponto que se pedir um simples cafezinho corre o risco de não ser atendido. 

Pensando nisso, e por contar com minoria no congresso, resolveu investir em ações do qual não dependerá do consentimento do mesmo e assim realizar alguma façanha com que possa ser lembrado como um astuto estadista. Mirou em Cuba e em 17 de dezembro do ano passado anunciou o reatamento das relações diplomáticas com a ilha de Fidel causando muito barulho. 

Foi, sobretudo um surpreendente golpe de propaganda. Em meio a controvérsias que o anúncio causou, a recepção da idéia foi acolhida como positiva por grande parte do mundo político e sua popularidade de pronto se elevou alguns pontos. Menos, é claro, com a velha guarda cubana em Miami. No Brasil, onde Fidel é tido como o pequeno e intrépido David, a notícia foi acolhida com entusiasmo. Os advogados do governo se apressaram em justificar como acertado e coisa de visionário a dinheirama que o governo tem jogado na ilha. 

Nos EUA, o Secretario de agricultura, Tom Vilsack, não se fazia de rogado e previa negócios fabulosos, milionários, lamentando inclusive que durante todo este tempo do embargo tenham perdido terreno para países da Europa e da América do sul. Agora quer recuperar este tempo e logo passou a exibir uma longa lista de produtos exportáveis para cuba, tudo vendido a credito. Um outro item que se soma a isto é o turismo. Coisa muito importante para Cuba, na mesma proporção que o petróleo para o Irã e Arábia Saudita. 

Por isso ele é assunto de Estado e os militares têm o estrito controle deste setor e de seus correlatos, como hotéis, posto de abastecimento, casa noturna, restaurantes, aluguel de carros e etc. Levantar a barreira que impede o embarque de turistas a partir dos Estados Unidos tem sido um assunto relevante tanto para Cuba como para o governo Obama. Isto garantirá uma torrente de dólares para a felicidade do cubano e ajudará a abrir os portões de Cuba a democracia, eles pensam. Obama está tão determinado a fazer os diabos para realizar uma façanha qualquer que deixe sua marca para a posteridade, que ignora a história e despreza o futuro. Pensa que será eternamente lembrado como o cara cujo governo libertou cuba da opressão dos irmãos Castros.  

O certo é que Cuba não tem muita coisa a oferecer em termos de comércio, ou melhor, o que produz não cobre o que compra lá fora. Comercio quer dizer simplesmente troca. Cuba não tem indústria, nem produtos agrícolas, nada em volume que possa justificar esta expectativa de comercio milionário, como pensa o secretario de agricultura dos Estados Unidos. Fazer negócio com Cuba teve sempre o significado de calote puro e simples. Rússia recentemente desistiu de cobrar 26 bilhões de dólares que a ilha lhe deve ou no caso,devia. O próprio embargo tem sua origem na "expropriação" das propriedades de estrangeiros pelo governo revolucionário as quais não foram indenizadas. Desde aí ficou como um costume não pagar as contas, por isso 

Fidel não tem crédito no mundo dos negócios levado seriamente. No fundo a ilha tem vivido por muito tempo de ajuda que lhe presta alguns países, inclusive os EUA. Um ex-presidente do México chamou Cuba de chupa cabra, que na gíria quer dizer o que vive à custa alheia. Agora Obama desconhecendo toda esta historia de calote no seu desespero de marcar a sua política externa com algo de positivo, sinaliza com vendas a credito de produtos agrícolas norte americanos. Já sabemos que o contribuinte americano é que ai pagar este pato. O que o político não faz para ficar bem na foto!

Mas se Obama fez um cálculo a fim de faturar em seu favor esta empreitada, não contava com a esperteza dos Castros. Obama neste fim de mandato está desesperado por um feito marcante e tem pressa. Cuba seria, nos seus cálculo, um bom alvo. Mas Fidel é um cara passado na casca do alho e não se deixaria passar pra traz por um socialista amador, ele um veterano de longa data. 

Quarta feira passada, em um encontro na Costa Rica, longe de se mostrar agradecido por este gesto simpático de Obama, Raul Castro deixou bem claro que para se restabelecer as relações com os EUA Cuba quer a eliminação do que se diz bloqueio de Cuba, mais a reparação econômica por suposto dano causado pelo embargo a ilha por todo este tempo; assim como o retorno de Guantánamo ao controle do governo de Cuba e a retirada de apoio aos dissidentes. Se Obama pensava que Cuba estava no Papo se enganou. Parece que ele é que está no papo.

Qualquer um em sã consciência que não seja um inveterado socialista sabe que o socialismo não dá certo nem que a vaca tussa. Não é má vontade, olho grande, inveja ou impedimentos causado pelos países capitalistas. Mas porque é impraticável do ponto de vista econômico. Ao confiscar a propriedade privada de seus legítimos donos passando para o domínio do Estado se está eliminando as condições básicas da formação dos preços de mercado. 

Estes são como os sinais de transito que transmitem aos interessados uma oportunidade de negócio, a escassez de determinados bens e fatores de produção, expectativas de ganhos e etc. Sinaliza aos homens de negócios o que os consumidores mais desejam em que quantidade, qualidade e preço. 

Ao confiscar a propriedade privada como fez Fidel logo em seguida a sua revolução, ele dá início a um processo que iria deixar Cuba com a língua de fora. Este processo não é novo. Lênin experimentou na pele esta verdade e teve que recuar criando a NEP, a nova economia política que não era outra coisa que o reconhecimento da impossibilidade de destruição do mercado sem que se destrua a própria sociedade. Obama ignora tudo isso. Se não ignorasse teria argumento com que invalidaria toda reclamação dos Castros.

O que ficou no imaginário das pessoas é que o embargo americano a Cuba foi o responsável por sua miséria. Do modo como Obama tratou esta questão deu a Fidel todo o motivo para sair de vilão a herói e ele, de herói a vilão. Os Castros vão bater nesta tecla e insistir em sua tese, pois não tem pressa. 

Diferente de Obama que tem pressa e vai ficar bastante embaraçado em encontrar uma saída para este check ao rei pois a “justa” reparação que querem os Castros é de milhares de milhões de dólares. Quanto a Guantánamo, tudo bem. Os EUA tinham que sair não só do território cubano, mas também do restante do mundo onde tem base militar. Já aos dissidentes, aí é demais.

Mas o que os Castro querem mesmo é humilhar o Obama, tirar o máximo de proveito da situação e inverter o incômodo do embargo capitalizando-o politicamente, reforçando assim a imagem do pequeno David que enfrenta o gigante Golias. Mas não é nada disso. É só uma raposa velha brincando com um pato manco.


V. Camorim é autodidata e articulista de LIBERTATUM
Pela cidade morena

 

Aquela peixaria na Estação das Docas é demais! Lá todo prato tem um sabor de excelência divina. Sempre. Manjar dos deuses em frutos do mar, pratos alquimicamente criados e trabalhados com a paciência artesã de mestre tecendo fios de ouro no tempo. 

O resultado é o intraduzível brilho nos olhos de quem degusta maravilhas de mundos distantes. 

Maravilhas que viajaram no tempo à velocidade da luz e por um fugaz momento que parece eterno, faz de nós, sofridos mortais, deuses degustando poesia e musica das esferas transmutada em excelência de arte gastronômica.


Que os aromas e os sabores de Apicius concedam vida longa á cérebro tão raro e local tão divino.  

Ivan Lima
Opções cruéis
“O rosto enganador deve ocultar o que o falso coração sabe.”
(William Shakespeare)
                




O cenário atual político do Brasil mostra com fidelidade a causa principal do andar trôpego econômico e social brasileiro. Estamos diante de uma continuidade nociva, o atraso personificado; diante do aparato ambientalista-indigenista, da política ambiental antieconômica, da perda de soberania e da subserviência ao estrangeiro rico; diante da dúvida, de partidos comprometidos com proposta socialista, portanto, desprovidos de atitude necessária para combater a doença do socialismo que impregnou o Brasil. Estamos diante de líderes que não refletem esperança para os brasileiros, pois representam partidos políticos fisiológicos, sem projetos para um Brasil grande, projetos que garantam a consolidação do capitalismo liberal, da iniciativa privada e da propriedade privada, e que afaste o coletivismo, uma doença político-social que impede o desenvolvimento do país.

                 Acreditar no comunismo, no socialismo, no ambientalismo colonialista, em ONGs internacionais é o mesmo que aceitar a construção de um serpentário que contaminam as instituições, a educação e demais setores governamentais. Estamos diante da ameaça de conviver com a ideia da “democracia direta” ou plebiscitária, que implica na substituição das instituições legítimas do Estado nacional soberano – incluindo aí o sistema sindical –, hoje, profundamente fragilizadas, por uma rede de organizações não-governamentais (ONGs) e movimentos sociais, insuflados por interesses internacionais. De acordo com MSIA – Movimento de Solidariedade Ibero-Americano, o aparato oligárquico internacional, integrado por entidades privadas e governamentais de certos países do Hemisfério Norte, nas últimas décadas, tem manipulado os problemas ambientais e indígenas do Brasil, utilizando-os como instrumentos de pressão para enquadrar as políticas públicas nacionais na sua agenda hegemônica. Este aparato supranacional funciona como uma estrutura de “governo mundial”, com grande capacidade de impor parcial ou integralmente a sua agenda aos governos nacionais. 

O Ministério do Meio Ambiente sofre influência dessa rede oligárquica, que, desde a década de 1980, tem conseguido obstaculizar projetos de infraestrutura fundamentais para a plena integração física do território nacional, além do desenvolvimento de certas tecnologias avançadas, como a energia nuclear, a biotecnologia e outras. Ministro do Meio Ambiente já foi homenageado, pelas grandes ONGs, como o WWF [Fundo Mundial para a Natureza]. Autoridades brasileiras dão prova de inocentes úteis, o que é comum nas manobras políticas internacionais. Na outra hipótese sabem que estão sendo usados para enfraquecer a posição da nação quanto à defesa de sua prerrogativa de exercer plenamente a soberania sobre o nosso território. O meio ambiente, que os verdes fisiológicos querem preservar, não é o do Brasil para os brasileiros, mas é o do Brasil para o mundo. Quando a Família Real Inglesa e os círculos oficiais e financeiros norte-americanos cercam as nossas autoridades ambientais usam de uma astúcia velha dos colonialistas. O Ministério do Meio Ambiente (2003-2008) foi transformado no “Ministério das ONGs”, devido aos muitos representantes do movimento ambientalista nomeados para cargos de direção. 

O MMA se tornou um dos maiores entraves a todo tipo de empreendimentos, tanto pelo retardamento (com frequência, deliberado) das análises dos estudos de impactos ambientais pelos órgãos competentes, como pelas excessivas compensações socioambientais exigidas dos empreendimentos maiores, em uma transferência de atribuições e custos que deveriam caber aos poderes públicos. Os resultados foram equivalentes aos de uma guerra econômica contra o País, com grandes atrasos na ampliação da infraestrutura necessária às atividades produtivas. A ação do MMA produziu resultados desastrosos como a limitação do tamanho dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que restringe drasticamente a sua capacidade de armazenamento de água nos períodos secos. Ao contrário do que se pensa geralmente, o surgimento dos movimentos ambientalista e indigenista no cenário mundial, como influentes forças políticas, nas últimas décadas, não decorreram de um processo espontâneo de conscientização de amplos setores das sociedades de todo o planeta sobre as necessidades reais de cuidados com o meio ambiente e de atenção com as comunidades indígenas. Em vez disto, ambos foram artificialmente criados por altos círculos oligárquicos anglo-americanos, desde as décadas de 1950-1960, com o propósito bem definido de empregá-los como instrumentos políticos contra o impulso de progresso que se espalhava pelos países em desenvolvimento, baseado em vigorosos programas de industrialização e expansão da infraestrutura física. 

Desde o início, o propósito principal do ambientalismo tem sido o de impor a falaciosa ideia da impossibilidade física de que todos os países do mundo possam desfrutar de elevados níveis de desenvolvimento e justiça social, como os experimentados pelos países industrializados, sob o pretexto da “escassez” de recursos naturais e dos impactos ambientais alegadamente inaceitáveis. Como esta ideia aberrante é contrária ao senso comum da grande maioria das pessoas, para que estas passassem a aceitá-la e integrá-la na sua visão do mundo, seria preciso apresentá-la sob uma forma disfarçada e mais “palatável”. Daí surgiu o conceito de que as expectativas de desenvolvimento dos países que ainda não modernizaram as suas economias teriam que ser cuidadosamente restringidas, para não prejudicar o meio ambiente e as possibilidades das futuras gerações. Temos, assim, um colonialismo de um novo tipo, que, reconheça-se, é bem mais eficiente que a modalidade direta tradicional, pois força os indivíduos subjugados a organizarem-se contra os interesses da sua própria sociedade, acreditando que estão contribuindo para uma causa nobre e universal.

 O “projeto Chico Mendes” foi montado para justificar o ataque da mídia internacional, e implantar o ambientalismo brasileiro com ajuda dos estadunidenses Stephan Schwartzman (EDF) e Barbara Bramble (NWF); do inglês Tony Gross (Oxfam); e da brasileira Mary Allegretti (Instituto de Estudos Amazônicos). Em fevereiro de 1989, o CEDI, a NWF e o NRDC, com recursos de órgãos oficiais do governo do Canadá, organizaram o Encontro de Altamira, para fotografar a índia caiapó Tuíra esfregando um facão no rosto do então diretor da Eletronorte, Antônio Muniz Lopes, reproduzida em todo o mundo, ou seja, a desmoralização de uma autoridade brasileira por uma índia qualquer. A partir daí a Amazônia ficou entregue aos estrangeiros. Um teatro armado com antecedência para causar impacto. O MMA agasalhou o Instituto Sociedade, População e Natureza, Greenpeace, WWF, Imaflora, Fundação Vitória Amazônica, entre outras, daí o nome “Ministério das ONGs”.
                Sem lideranças políticas a altura da reversão do cenário político-institucional, com a liberdade comprometida e de uma economia sem iniciativa privada e com a propriedade privada violentada, fica difícil, senão impossível, tirar o Brasil da sonolência e da corrupção. Diminuir o tamanho do Estado é o caminho e não o aumento de impostos. Se o governo não tem recursos, que se cobre dos ladrões e dos atuais administradores e não do povo.

Armando Soares – economista
e-mail: teixeira.soares@uol.com.br

Soares é articulista de LIBERTATUM

Frase do dia

“O prestígio do governo, sem dúvida, foi reduzido consideravelmente pela Lei Seca. Pois nada é mais destrutivo do respeito para com o governo que a aprovação de leis que não podem ser aplicadas. É um segredo de polichinelo que o perigoso aumento da criminalidade neste país está intimamente ligado a isto”.  Albert Einstein

Sobre o autor

João Luiz Mauad
Administrador de Empresas e Diretor do Instituto Liberal
João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.
A mesma reflexão, com apenas ligeira diferença de superfície, é perfeitamente extensiva á CLT e suas regulações e proibições ao trabalho e suas nefastas consequências aos indivíduos e á sociedade. Ivan Lima

Comunismo é Tirania

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É preciso empreender uma batalha constante contra todos os tipos de tirania. O que significa isso? Significa qualquer postura que tente intermediar a relação do homem com a sua própria psiquê, com o seu íntimo e com a sua fé. O homem que, covardemente, outorga autoridade suprema a qualquer instância orientadora está desertando de um caminho certamente longo, porém mais lúcido que é o caminho da responsabilidade individual diante da valoração de uma causa qualquer.
Ora, atentemos um instante para a promessa aleatória de execução de uma sociedade ideal e perfeita. Quem promete algo parecido com isso está apenas convergindo lutas pessoais e letras imemoriais em um projeto plenamente realizável. O que queremos dizer com isso é que a consecução de uma obra de natureza duradoura depende de séculos de trabalho de uma infinidade de segmentos sociais e de uma renovação de ideias tão profunda que é impossível limitá-la a um dado projeto. A caminhada em direção a algo nobre é efetivamente mais sólida que a suposta conquista que mais tarde com certeza sucumbirá ante a fragilidade de seus fundamentos.
O socialismo foi essa trajetória curva na História contemporânea que atrasou o desenvolvimento técnico e o desenvolvimento material, sem falar na outra face mais obscura, qual seja, a soma dos horrores cometidos em nome de um suposto bem. A justificação moral do mal em nome do bem é mais prejudicial ao homem que a execução do mal sem justificativa alguma. Comunismo e nazismo se assemelharam, portanto, quanto aos limites impostos à liberdade, distinguindo-se apenas pela natureza de suas justificações.
Ora, o nazismo se concretizou como forma eficaz de totalitarismo disseminando algo que qualquer pessoa minimamente bem-intencionada sabe tratar-se de uma coisa insustentável, a saber, a ideia de uma raça superior, possuidora de característica distintas que a fariam triunfar. O absurdo da proposta faz com que, passada a catarse tétrica momentânea, os indivíduos ponderem e sigam novamente a rota saudável das relações sociais. Por que então o nazismo ainda encontra defensores? Porque ainda existem indivíduos objetivamente maus que perseguem ideias que lhes correspondam à índole.
Com o comunismo dá-se algo parecido no que compete ao fascínio ideológico e ao embrutecimento intelectual, não obstante o problema se agrave justamente pela manipulação das saudáveis inclinações e dos mais honestos fins que são efetivamente alvos não das pessoas de má índole, mas das pessoas sãs. O comunismo promete a extinção da desigualdade social e estabelece métodos para alcançá-la.
Vejamos, primeiramente o indivíduo parte para uma batalha natural entre a sua própria consciência e a consciência partidária que o obriga a uma suposta moral que de moral efetivamente não tem nada. Depois, a capacidade de persuasão da ideia faz com que o indivíduo se perca em sua própria moralidade, subordinada, doravante, ao fim último a ser perseguido. Nesse intervalo entre o indivíduo desobrigado de prestar contas à própria consciência e o indivíduo devotado a uma causa maior insere-se um sem número de projetos vãos que derrotam a moral dita burguesa fazendo do indivíduo nada mais que um cego lutador, capaz de atos bandidos desprovidos de compaixão, mas justificados pela honradez perante uma causa que o ultrapassa. Eis o fim da sobriedade, da lucidez, da honestidade de conduta e da moral firme de um indivíduo livre.

Sobre o autor

Catarina Rochamonte
Doutoranda em Filosofia pela UFSCar
Catarina Rochamonte é graduada em Filosofia pela UECE (Universidade Estadual do Ceará), mestre em Filosofia pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), doutoranda em Filosofia pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos); é escritora e jornalista independente.
Matéria extraída do website do Instituto Liberal

sábado, 31 de janeiro de 2015

DO LEITOR


ONDE ESTÁ O PSDB?

É triste a situação da oculta oposição brasileira! Onde está o PSDB, o Aécio Neves, esse em quem os brasileiros lhes depositaram maciçamente a confiança na tentativa de retirar o PT do lugar onde está e fazendo grande estrago na vida administrativa do país e na economia de todos os brasileiros? Ainda não consegui entender com segurança se realmente o PSDB é oposição ou um oculto amigo dos petistas. Pois, minhas dúvidas se mantem desde que o PSDB nada se interessou em modificar o sistema de votação com as as urnas eletrônicas facilmente fraudáveis antes da eleição e muito menos se preocupou com as fraudes constatadas. E, ainda por incrível que possa parecer, desde pós eleição não estamos vendo os peessedebistas na praça, parecendo que todos estão alegres e muito satisfeitos com numa prolongada férias de verão. Onde está você PSDB? Compareça e retira a máscara para reconhecimento dos brasileiros!

Benone Augusto de Paiva
São Paulo, Capital.