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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Estudar, para quê?

O Brasil é, realmente, um país diferente, pois em todo o mundo, o que mais vemos são pessoas, grupos empresariais e governos investindo sistematicamente - e cada vez mais -, em educação e nas mais diversas especializações da área, enquanto aqui isso parece não ser necessário.

Por João Bosco Leal*     

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Observo


 João Bosco Leal*     www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista, escritor e empresário



As amadas.
As odiadas.
As ousadas.
As usadas.
      
As confiantes.             
As farsantes.                 
As militantes.               
As vibrantes.

sábado, 7 de junho de 2014

A vida real

 Ao ligarmos nossos computadores, abrimos as portas do mundo virtual para a diversão, o conhecimento e a pesquisa, mas nos distanciamos do real.


João Bosco Leal
Jornalista, escritor e empresário

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quem és?


Quem és?

Que só usa carro do ano?

Que só voa em jato particular?

Que só se veste com roupas de marca feitas por encomenda?

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pais e filhos

Falta humildade a quem, ciente do cometimento dos mesmos por seus próprios pais ou por terceiros, aprende somente com os próprios erros.
Por João Bosco Leal

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Nossas limitações

 Reconhecer suas capacidades e limitações é o pré-requisito para a longevidade, a felicidade e a paz.

João Bosco Leal* 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Os irresponsáveis ambientalistas


O Brasil precisa ser governado por um patriota, que invista na educação, saúde e infraestrutura, para que o povo, culto, possa progredir e não vote mais nos corruptos que aí estão.

João Bosco Leal*  

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Os irresponsáveis

Os irresponsáveis não aceitam quando a irresponsabilidade de outros os atinge.
João Bosco Leal      
Durante nossas vidas, conhecemos ou mesmo já nascemos próximas de algumas pessoas diferentes da grande maioria. São pessoas que, ao que parece, vivem outra vida, diferente da dos outros, onde acontece ou deixa de acontecer tudo de forma absolutamente diversa do que ocorre com a maioria das outras pessoas.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Viver

 Nada melhor que imaginar e poder olhar, ouvir, tocar, cheirar, saborear, enfim, viver.

João Bosco Leal*  


A visão,
O olhar.
As demonstrações,
Os gestos.

A aproximação,
O cumprimento.
As delicadezas,
Os sorrisos.

A imaginação,
O desejo.
As afinidades,
Os carinhos.

A busca,
O abraço.
As apalpações,
Os toques.

A ansiedade,
O beijo.
As sensações,
Os lábios.

A lambida,
O arrepiar.
As mordidas,
Os enrijecimentos.

A pele,
O calor.
As pressões,
Os mamilos.

A respiração,
O coração.
As movimentações,
Os gemidos.

A agonia,
O ápice.
As explosões,
Os líquidos.

Sem a imaginação,
Nada poderíamos.
Não explodiríamos,
Nem relaxaríamos.

Sem a busca,
Nada encontraríamos.
Não sentiríamos,
Nem atingiríamos.

*Jornalista e empresário

sexta-feira, 21 de março de 2014

A ostentação

 As pessoas que muito ostentam podem até ser materialmente ricas, mas são culturalmente pobres.
João Bosco Leal*
Sempre achei que a mulher paulistana é, no geral, a mais elegante do país, principalmente porque nela, a qualquer momento e em qualquer lugar, podemos observar aquela máxima de que o menos é sempre mais. Passeando pela cidade na semana passada, observava o nítido contraste entre estas e as interioranas.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O governo que lesa e mata os brasileiros

Para investir em outros países, o governo do PT desserve e mata os brasileiros.

João Bosco Leal*

O futebol nunca me atraiu, mas as notícias que tenho lido sobre os investimentos que estão sendo realizados nos estádios do Brasil para a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 chamam minha atenção.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

As páginas dos livros



As páginas dos livros

Assim como páginas dos livros, as histórias de vida de cada um são cheias de surpresas e passam pelas mais diversas fases, como as de ambições, sonhos, sucessos e alegrias ou inabilidades, imprevistos, frustrações e tristezas.

No processo de aprendizagem da caminhada, muitas vezes os jovens não ouvem os mais velhos e suas lições só são absorvidas com tropeços, quedas, um novo levantar e o recomeço, mas normalmente já arranhados, esfolados, alguns até machucados e fraturados, sem necessidade.

Esses jovens buscam crescer, aumentar o patrimônio, a casa, o guarda roupas e tentam preparar o terreno para que seus filhos tenham um futuro mais fácil e confortável que os seus, mas a carga vai ficando pesada e nesse período muitos tropeçam, caem ou até mesmo morrem.

Porém, em menor ou maior quantidade, todos possuem uma força chamada persistência, utilizada na busca do objetivo individual, que os faz suportar as dores, acreditar, e sempre recomeçar em busca da sua felicidade.

Quando maduros, entretanto, tudo fica mais simples, as necessidades vão sendo reduzidas e por entenderem que não necessitam de tanto e não possuem controle algum sobre o futuro, diminuem a bagagem e a preocupação com o amanhã.

Para esses mais experientes, as opiniões contrárias que antes aborreciam tanto, agora, mesmo quando sobre eles, já não incomodam ou sequer interessam, pois são as de outros. Aprendem que tudo é consequência da vida que cada um escolheu para si e por isso deixam de julgar qualquer pessoa, atitude ou opção.

Já sabendo não ser possível ter certeza de nada, abrem mão dessa preocupação e as certezas deixam de fazer falta. O que mais importa aos na fase mais madura é ter paz, sossego, viver sem medo, só fazer o que gostam e para isso, se afastam de tudo e de todos cuja presença os incomoda.

Com os olhares já mais tranquilos e a mente possuindo menos ilusões, as ocorrências são mais previsíveis e por isso lhes provocam menos sofrimentos. Muitas coisas que antes os chocariam, hoje são corriqueiras, consideradas normais.

As sociedades vivem em constante transformação e nas páginas do livro da vida de cada um os valores também vão sendo alterados. Passam a ser muito diferentes daqueles de quando jovens ou mesmo dos que observavam até agora.

O questionamento individual, de como é e como poderia ser sua vida, acontece por uma variedade infinita de motivos e um dos mais comuns é a ocorrência de um acidente grave, que aproxima a pessoa da morte.

A possibilidade da antecipação do fim provoca em quem o viveu, um novo olhar sobre os seres, animais, insetos, objetos, enfim, sobre a vida, que passa a ser observada nos detalhes de itens talvez antes já vistos, mas não enxergados. Isso a torna mais bela, apaixonante, nele provocando desejos de vivê-la cada vez mais intensamente.

Esse novo comportamento afeta suas amizades, relacionamentos já existentes e a todos que o cercam, pois sua garra e alegria são contagiantes e estimula seus próximos, principalmente por se lembrarem de como era e como agora é.

As páginas do passado ou capítulos da sua história não podem ser rasgadas ou puladas, pois foi por ter ocorrido exatamente como ocorreu é que hoje você está aqui e da forma como está.

João Bosco Leal*      www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista e empresário
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Quem não te ama


 Você certamente será mais feliz longe de quem não te ama.

João Bosco Leal*

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O par perfeito


     O par perfeito, sem defeitos e repleto de qualidades, só existe em nossa imaginação.

João Bosco Leal*          

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Uma retrospectiva aos sessenta

A maturidade nos torna mais leve e com vontade de recomeçar a cada instante.

João Bosco Leal

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ideias simples, mas eficientes.

Acredito no futuro, muitas vezes construído com ideias simples, mas eficientes.
João Bosco Leal*

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sonhando


Jogue suas primaveras ao vento e o abrace, sinta-o ao seu lado, de onde nunca saiu ou sairá.

João Bosco Leal*

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A interpretação


A interpretação de hoje certamente não será a mesma de amanhã e o que ontem não podia ser feito, no futuro certamente poderá.

João Bosco Leal 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Consequências



 Pense no que fala ou faz, pois algumas coisas na vida não possuem preço, mas certamente, todas têm troco.

João Bosco Leal*  

Um dente que brado durante uma briga, uma corrida, uma brincadeira e as mais variadas marcas adquiridas pelo corpo, são consequências de atitudes e comportamentos diversos, mas as cicatrizes, por não se formam em cadáveres, são belas e significam que sobrevivemos.

A quantidade de colegas e amigos adquiridos e os títulos de carismáticas ou sisudas dados a muitas pessoas, como tudo na vida, são consequências de seus comportamentos ao longo do tempo.

Os pais que educam seus filhos dando-lhes tudo sem que trabalhem, não estão educando, mas destruindo-os, pois serão adultos que não aprenderam a dar valor ao que se ganha com o próprio suor, a respeitar outras opiniões, cumprir regras, horários e que nunca aprenderão a sobreviver sem ajuda, principalmente a financeira.

Além dos homens que não saberão trabalhar, as mulheres que não foram preparadas para a vida, mesmo quando infelizes, muitas vezes se submetem a permanecer em casamentos fracassados simplesmente por não serem capazes de produzir para o próprio sustento.              

Como o esperado cronologicamente é que esses pais deixem de existir antes de seus filhos, estes passarão a pedir ajuda aos mais próximos, como avós, tios, irmãos, primos ou amigos, normalmente se fazendo de vítimas para abalar emocionalmente as pessoas de quem solicitam, mas independentemente do que contarem para justificar seus pleitos, suas histórias serão, certamente, consequências de algo que fizeram ou deixaram de fazer no passado.      

Não é justo nem digno, usar de subterfúgios emocionais ao solicitar ajuda como, por exemplo, lastimar-se por haver gasto uma fortuna com doenças porque, no mundo todo, as pessoas que querem ser atendidas em hospitais particulares e escolher o seu médico, precisam ter um plano de saúde, ou devem se conformar em serem atendidos pelo médico de plantão, na rede pública de saúde.

Muitas experiências nos fazem sofrer, mas ao mesmo tempo precisavam ter ocorrido para permitir nosso crescimento. Desde os primeiros passos a vida mostra que só após uma queda as pessoas aprendem a se levantar. Isso também deveria ensinar que, lastimar prejuízos financeiros não resolverá um problema cuja única solução é mais trabalho.

Um acidente automobilístico pode provocar invalidez temporária ou permanente, matar ou ainda causar danos físicos e materiais também em terceiros e por isso, não possuir um seguro veicular e de saúde é uma irresponsabilidade que poderá causar consequências irreparáveis.

Sejam maiores ou menores, todos têm os seus problemas, e jogar a culpa dos seus em outra pessoa ou querer que elas os resolvam é covardia. A AIDS, o vício em drogas, o alcoolismo ou uma gravidez indesejada, são provenientes de atitudes tomadas no passado e cada um deve arcar com as consequências de seus próprios erros.

Ao experimentar drogas, os que se viciam têm, como consequência, além da autodestruição, a dilapidação de seu patrimônio e, normalmente, também a destruição emocional e financeira de suas famílias.

Todos podem escolher quando, como e para onde irão, mas agindo contra os valores e princípios morais básicos, lá jamais chegarão da maneira desejável, pois o amanhã trará consequências de cada atitude tomada hoje.

* Jornalista e empresário
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Nossas cicatrizes

As cicatrizes adquiridas são as marcas do que vivemos, mas as invisíveis foram, certamente, as que mais doeram.
João Bosco Leal*


Nossas cicatrizes

O tombo quando engatinhava provocou um pequeno corte no queixo da criança. Foi a primeira das muitas cicatrizes que seriam adquiridas ao longo de sua vida.

Depois de aprender a caminhar ela começou a correr, brincar de esconde-esconde, pega-pega, queimada, quando ocorreram novas quedas e surgiram novas marcas, algumas pequenas que logo sumiram e outras maiores, que permaneceram em seu corpo por muito tempo ou mesmo por toda a vida.

Além daquelas surgidas das mais diversas experiências ao longo da vida, as pessoas também adquirem outro tipo de cicatriz, bem mais profundas, não aparentes, provocadas pelas dores emocionais.

Logo nos primeiros anos de escola, quando inicia sua convivência social com outras crianças da mesma faixa etária, ela se decepciona quando têm sua primeira demonstração de interesse - realizada com os olhares ainda tímidos - ou a primeira paixão, não correspondida.

Na escalação da equipe de futebol, vôlei, basquete ou de natação, quando foi preterida por outra pessoa, ocorre uma nova frustração que também deixa marcas, mais ou menos profundas, dependendo da personalidade já adquirida por cada um.

Os resultados obtidos nas disputas, jogos, notas e provas escolares começam a provocar nos indivíduos, um senso de reconhecimento da própria capacidade que se refletirá em vários outros setores, como na carreira profissional e consequentemente no sucesso, pois todos são o resultado dos seus erros e acertos, das palavras que trocaram, do que viram, se lembram ou esqueceram.

Homens ou mulheres, os bem sucedidos serão admirados, enquanto aqueles que não se saíram bem serão praticamente ignorados pela sociedade que os circunda, o que gera maior autoestima nos primeiros, e baixa nos outros.

O fato de serem ou não admiradas por seus resultados nas mais diversas áreas, associado à sua maior ou menor autoestima provocará, nessas pessoas, reflexos inclusive nos relacionamentos com o sexo oposto, pois, inconscientemente e desde os primórdios, os humanos escolhem, para procriação, os vencedores.

Assim, independentemente da beleza física, aqueles que não obtiverem bons resultados, não se sobressaírem, certamente terão outras cicatrizes - agora sentimentais -, por serem preteridos pelos vencedores, muitas vezes sem os predicados físicos que possuem, mas certamente mais competentes em outras áreas.

As marcas físicas, causadas por acidentes do passado, são de feridas curadas, de superações, mas as dores das frustrações, das decepções, sejam com amigos, parentes, paixões ou amores, provocam cicatrizes aparentemente invisíveis, mas geralmente maiores que aquelas provenientes de impactos físicos.

São essas cicatrizes não aparentes e algumas vezes incuráveis - provocadas pelas dores sentimentais, da alma -, que transformam as pessoas, deixando-as tristes, amarguradas, enclausuradas, sem desejos ou novas perspectivas. Para elas não há remédio, a ferida pode até ser curada, mas a estória já ocorreu e a cicatriz existirá. Só lhes restará envelhecer com ela.


*Jornalista e empresário
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