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quinta-feira, 13 de março de 2014

Rodrigo Constantino: Verissimo, Allende e os marxistas contraditórios

Do site da Veja

Em sua coluna de hoje, Verissimo apela para a vitimização dos povos latino-americanos, que seriam eternamente explorados pelos malvados colonizadores. Traça um paralelo entre um debate dos tempos de Colombo e os dias atuais, sobre a seguinte questão: índio é gente ou não? Tudo isso apenas para chegar a Allende e reforçar a mensagem de que as tentativas de romper este ciclo perverso acabam em golpe dos exploradores:
Afinal, os miseráveis do hemisfério são gente ou não são gente? Os bons sentimentos cristãos de Las Casas impediram que a divisão entre saqueadores e saqueados no continente se aprofundasse ou só serviram para encobrir o abismo com o manto da caridade inútil, que só satisfaz o caridoso? Por que será que todas as tentativas de romper esta maldição no hemisfério acabam em golpe ou farsa, com os eventuais insurgentes fazendo o mesmo papel de bichos exóticos que os nativos faziam diante dos colonizadores do século 16?
Conforme o adágio, não existe pecado abaixo da linha do Equador. Henry Kissinger, sem saber, fez uma adaptação geopolítica da frase quando disse que ninguém faz história no sul do mundo. O que é outra maneira de duvidar que aqui haja gente, ou pelo menos gente consequente.Talvez por modéstia, não se lembrou de dizer que quando aparece um decidido a não ser mais escravo, como Allende no Chile, é rapidamente abatido.
Allende era alguém decidido a não ser mais escravo? Allende, na verdade, era filho da burguesia de classe alta disposto a escravizar seu povo, isso sim. Um socialista que flertava com o modelo cubano, e que chegou a namorar ideias nazistas de eugenia em sua juventude. Um pouco de história para Verissimo:

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quando se subestimam as ideias

Consagrado ao liberalismo da tradição clássica e Escola Austríaca de Economia. Editor e Redator: Ivan Lima – Janeiro de 2014 – Belém – PA.

“Todo ordenamento social existente é o produto de ideologias previamente pensadas. Numa sociedade, novas ideologias podem surgir e suplantar as antigas e assim transformar o sistema social. A ação é sempre dirigida pelas idéias; realiza o que foi antes pensado”. Ludwig von Mises, Cap. IX, O Papel das Idéias, Ação Humana – vol. 1, pag.263. (Ordem Livre/Instituto Liberal)
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Quando se subestimam as idéias

O que acaba de ocorrer no Chile, com a vitória nas urnas da candidata socialista Michele Bachelet, com um programa mais radical do que quando foi eleita a primeira vez presidente, diz bem do que pode ser uma grave falha dos liberais, no comando de nações, ou fora dele: subestimar o poder das idéias, não dando a elas uma atenção muito mais específica, disciplinada e consistente na batalha ideológica. O problema não é novo, basta lembrar que quando dominava o cenário político no mundo no século XIX, ¹tendo o apoio das massas, dos intelectuais, e trazendo juntamente com o capitalismo e o padrão ouro uma era sem precedentes em qualidade de vida, paz e liberdade para a história humana, que tem conseqüências benéficas até hoje, os liberais, achando que a humanidade não ia mais recuar, acomodaram-se quanto à importância do papel das idéias.