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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Cristãos: os novos sapos cozidos?


Penso que você já deve ter ouvido falar daquela técnica de matar de forma eficaz um sapo na panela. Se você retirar o animal de seu ambiente e jogá-lo numa panela quente, ele saltará imediatamente dela – devido à natural contração muscular causada pelo choque térmico – e fugirá para longe. Isso não acontece se ele for retirado gentilmente do seu habitat e colocado numa panela com água fria. Ligue-a no fogão e o sapo ficará nela, feliz da vida, até morrer cozido.

Os cristãos parecem obedecer à lógica do sapo na panela. O mundo é revirado, suas crenças são pilhadas, a base ocidental lentamente destruída, alguns milhares já começam a ser martirizados do outro lado do mundo e por essas bandas do atlântico eles continuam louvando a Deus como se nada estivesse acontecendo. 

Entretanto, não somos sapos: somos seres dotados de inteligência dada do alto para discernirmos os tempos e as estações, sabendo conhecer o inimigo e principalmente como agir diante das tormentas do mundo moderno. Isso também inclui ter uma noção clara da atitude correta diante das ameaças feitas de forma direta ou velada à nossa fé e cultura.

Os cristãos “sapos cozidos” agem de forma irresponsável e passiva diante das transformações do mundo, lavando as suas mãos como Pôncio Pilatos fez no julgamento de Jesus, na ilusão de eximirem-se da sua responsabilidade como cidadãos e como cristãos. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ideologia de gênero e a esterilização da população

O filósofo Ivanaldo Santos denuncia as mais avançadas estratégias de esterilização em massa, por meio da engenharia social.



Ivanaldo Santos, filósofo

Ao final de sua autobiografia o escritor inglês G. K. Chesterton alerta para um problema que, na segunda década do século XX, era pouco conhecido e pouco estudado. Esse problema é a esterilização da população. G. K. Chesterton não é nenhum sociólogo ou cientista político. No entanto, enquanto escritor e analista cultural ele tem uma profunda visão sobre as políticas e ações do Estado e de alguns segmentos da sociedade dentro do campo da família, da natalidade e da reprodução humana. Antes mesmo de estourar os horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) G. K. Chesterton já alertava que, em um futuro próximo, a humanidade seria submetida a uma forte, violenta e antidemocrática política de esterilização.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Escravidão

“Alguém pagou alto pelo nosso resgate; não vos torneis escravos dos homens.”
(I Cor 7,23)
            A verdadeira escravidão é a sujeição do homem e utilização da sua mente, de sua força e trabalho para fins econômicos. Enganam-se aqueles que pensam que se livrando das correntes se tornam livres, exemplo da escravidão americana e brasileira. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

CAdê o Super-Tiro?

Por Klauber Cristofen Pires

Um dos brinquedos mais bacanas que eu tive na infância foi um rifle de repetição a ar comprimido. O “Super-Tiro”, como era seu nome, era produzido pela Estrela e disparava um projétil de plástico, semelhante a uma minúscula peteca. Ele tinha um carregador lateral, e era alimentado por um puxar da empunhadeira. Com ele, também vinha um alvo, cujas “moscas” caíam quando acertadas pelos projéteis.

Eu, meus primos e meus amigos brincávamos a valer naquele tempo. Quase sempre com armas de brinquedo. Brincávamos de guerra, de polícia e ladrão e de faroeste. A bem dizer, nas nossas brincadeiras de criança, diga-se, sempre privilegiávamos o papel do soldado aliado (brasileiro ou americano que fosse) e principalmente, o da polícia (bem diferentemente do que ocorre hoje com estes videogames com jogos de lutadores de gangues de rua). De todos os que me acompanharam nestas atividades lúdicas, que eu saiba, não saiu nenhum assassino, ladrão, estuprador, matador de aluguel ou coisa parecida, para desgosto dos sociólogos, psicólogos, pedagogos e demais profissionais de plantão afins. Aliás, que eu me lembre, fora insetos e baratas, o único ser vivo que eu já matei até hoje foi uma galinha para o Natal, e ainda assim “paguei um mico” danado (eu estava com pena da bichinha e isto aumentou várias vezes o seu sofrimento, porque a execução demorou além da conta. “Tadinha”...).



Jamais aceitei o fato de o Super-Tiro ter sido retirado do mercado. (Gostaria até que, se alguém da Estrela ler este artigo, ou mesmo alguém que tenha sido um feliz dono de um exemplar - que se pronunciasse acerca da sua extinção). Era um produto de boa fabricação, inofensivo (o disparo não era mais forte do que um pequeno “peteleco”), divertido (porque reunia a família inteira – lembro-me dos campeonatos de tiro-ao-alvo que fazíamos), e a melhor notícia para qualquer pai, não usava pilhas!



Há alguns anos atrás, a mídia noticiou com estardalhaço o fato de um menino ter desfilado no dia sete de setembro como mascote de uma guarnição da polícia militar, à frente da tropa, uniformizado e, ora, pasmem, empunhando a arma padrão da corporação, se não me engano, uma submetralhadora ou algo assim! Na mente de quem se achava no dever não de informar, mas de servir-se como agente de transformação social, aquilo foi o fim do mundo, e o que era para ser motivo de orgulho de um pai, de seu filho por ele, da organização militar e por tabela, da sociedade, foi “vendido” ao público como a vergonha extrema.



Naquela época, a condenação total do acontecimento, sem nenhuma voz influente a discordar e proteger a corporação militar, jogou longe a tradição de prezarmos as nossas instituições incumbidas de zelar pela lei e pela ordem. Funcionou mais ou menos como o seguinte recado que a sociedade tivesse lhe dado: “- olha, Polícia Militar, você é somente um mal necessário, uma assassina legalizada que nós, cidadãos, pagamos a contragosto – e atendemos pela porta dos fundos”. Para o menino – e talvez também para seu pai, que era um dos policiais no desfile - deve ter sobrado o trauma e a frustração pela função que exercem. Que coisa, hein?



Na Receita Federal, os brinquedos apreendidos provenientes de descaminho (popularmente conhecido como contrabando) são encaminhados para destruição. Necessário dizer mais alguma coisa? Aliás, parece que as crianças hoje não brincam mais com armas de brinquedo – usam as de verdade, mesmo!



A este ponto chegou a paranóia dos militantes em favor da causa desarmamentista, vistos estes três pequenos exemplos, tirados a olho grosso. Que tivessem influenciado a Administração Pública (no caso dos brinquedos apreendidos) até que era coisa de aceitarmos, digamos, com aquela complacência protocolar; mas esta gente conseguiu interferir nas nossas vidas privadas, e especialmente no caso do menino que desfilou no sete de setembro, conseguiram produzir uma inversão de valores tal que somente muitos filmes com o “Capitão Nascimento” conseguirão – quem sabe - fazer com que passemos a dar o devido valor à polícia (isto, independentemente das suas falhas, o que é outra história).




É com isto que nós, brasileiros, temos de nos preocupar e abrir os nossos olhos. Por uma mera questão de opinião, que já se mostrou falsa de tudo quanto é jeito, estes grupos conseguiram impor a sua vontade sobre os nossos valores e nossas preferências. Conseguiram invadir as nossas vidas! Dali em diante, tornaram-se supercidadãos, e nós, algo como os “intocáveis” (não me refiro aos heróis do filme americano da década de 30, mas àquela casta indiana que, por estar abaixo de todas as demais, não usufruem quase nenhum direito e vive de esmolas e dos serviços mais sujos).

segunda-feira, 7 de maio de 2007

O Aborto, sob uma Perspectiva Política

Por Klauber Cristofen Pires

Creio que muito já tenha sido escrito sobre a questão do aborto, hoje tão polêmica, abordando-o quer seja do ponto de vista religioso, biológico ou sob o ponto de vista das doutrinas do liberalismo ou conservadorismo. A análise que se seguirá, todavia, pretende inovar, ao tratar o tema sob uma perspectiva especialmente política.

A coluna-mestra será o argumento principal usado pelos defensores do aborto: a questão da liberdade de escolha da mãe. De antemão, já seria um convite à reflexão perguntar aos cidadãos simpatizantes do argumento dos abortistas se não acham nada estranho esta intransigente luta pela liberdade das mulheres, justo por parte de partidos que têm dado demonstrações contumazes de que pretendem suprimir, cada vez mais, a liberdade dos cidadãos.

Todavia, este convite vai mais longe, e convida o leitor a buscar fatos esquecidos lá atrás. Quem se lembra de uma eloqüente propaganda eleitoral para as eleições presidenciais de 2001, onde um jovem, diante de uma platéia, ergue o punho, declara-se filho de mãe solteira e brada “Sou Lula!”? Aquele “reclame” jamais me saiu da cabeça, e não por pouco, mas justamente por ter sido tão representativo...

Entrementes, convido o leitor para recordar também o seguinte:

a) Quantas novelas não mostraram aquele casal, ocupando os papéis principais, terminando juntos – mas sem casar – afinal, de que vale uma mera folha de papel? Seria ela que garantiria uma relação? Curioso é que as pessoas que detratavam “a folha de papel”, por considerá-lo tão precário, preferiam juntar-se sem nenhum compromisso a buscar meios alternativos, que, pelo menos supostamente fossem mais eficazes...

b) Quantos scripts foram entregues a belas atrizes para protagonizarem mães solteiras, heroínas, corajosas, numa sempre constante mensagem de desdém aos homens?

c) Quantas propagandas pró-camisinha (lembro particularmente de uma em que um sujeito fala tranqüilo, sentado em uma cadeira de preguiça, em meio a um bloco de carnaval), todas com a mensagem: transe à vontade, mas use camisinha...

Será mais compreensível agora? A questão é: jamais se tratou de um exercício de liberdade da mulher! As que assim pensaram, agiram segundo os desígnios traçados por outrem! Agiram como fantoches, por grupos interessados em obter poder por meio da formação de um exército de inocentes úteis, seus filhos!
Raciocine: por quê outro motivo então, não teria sido inserida a cláusula constitucional que permitisse o voto aos 16 anos? E com um requinte de estratégia: o voto facultativo, para que somente os militantezinhos adestrados saiam marchando para as urnas, enquanto os jovens de famílias tradicionais, tendendo a assumir justamente um comportamento mais maduro, irão, em sua maioria, abster-se de comparecer!

Há mais um parâmetro que não podemos esquecer: pari passu à “produção independente” e ao abandono do casamento, restou também o abandono do convívio no meio religioso, e com ele, dos costumes que traduziam um legado de condutas morais *. Bingo! Afinal, a família sempre foi um estorvo para a turma da engenharia social!

Mães solteiras, relegadas à solidão, sem o apoio de um marido responsável ou de verdadeiras boas companhias, verão seus filhos, desde a tenra idade, serem vítimas da doutrinação, aprendendo a proferir palavras de ordem em apoio a sujeitos inescrupulosos, coisa que, certamente, farão com orgulho, bradando o punho ao alto, e gritando o nome do ídolo da hora (Alguns irão ganhar um cachê por mostrarem a própria estupidez em rede nacional...).

Aí está uma boa questão a se tratar quando falamos de aborto. Quem realmente, agirá com liberdade? Pois, parece-me claro que, mais uma vez, as moças e rapazes servirão de instrumento de políticas infames! Pense, quem lê este artigo, o quanto possa ser fácil ao Estado inventar subterfúgios que façam a mãe abortar pensando que está tomando uma decisão própria!

Será que os advogados do aborto querem tanto assim a liberdade da mulher? Ou, antes, não pretendem, agora que estão no poder, administrar os danos colaterais do plano bem-sucedido? Que tal, por exemplo, fazerem-se livres dos futuros bandidos? Ora, quem já não viu reportagens televisivas anunciando o alegado sucesso de tais medidas tomadas alhures como forma de prevenção ao crime? Ou será que não querem se livrar de algumas despesas com médicos, escolas e tantos “vales-isso-e-aquilo”? Ou, será ainda que não planejam controlar a taxa de desemprego, eliminando os futuros desempregados?

Veja que motivos ao estado e aos seus futuros pretendentes para a causa do aborto, não faltam, mas eles usam como pretexto uma alegada liberdade da mulher, assim como usaram como pretexto a diminuição da violência quando queriam aprovar a lei do desarmamento.

Quem quer ser o próximo ratinho de laboratório?

* A declaração não pretende questionar, em tese, os valores morais assumidos por ateus ou agnósticos, mas simplesmente asseverar que, no meio religioso, encontra-se um círculo social onde estes valores são cultivados de forma permanente, e onde as pessoas se apóiam umas às outras.