terça-feira, 9 de dezembro de 2014


Alerta de um cubano: tomem cuidado com os estímulos morais do socialismo


O socialismo — ou seja, lá como você queira chamar o modelo social sob o qual o povo cubano vive há mais de meio século — não é digno de ser imitado por qualquer outro povo.  Basta olhar para a realidade cubana atual e observar nossa penúria para perceber isso.

O mínimo que podemos fazer quando sofremos uma experiência trágica de vida, seja ela qual for, é alertar os demais — caso contrário, seríamos culpados pelo sofrimento alheio e, assim, assassinos tácitos e criminosos de nossa própria espécie.

É por esta razão, e como uma necessidade impiedosa de minha própria consciência, que me disponho a alertá-los — tomando como referência a experiência cubana — sobre os sutis métodos psicológicos que podem ser utilizados por aqueles que pretendem fazer do socialismo o modelo de esperança e de bem-estar das comunidades.  É importante que não caiam no erro fatal de serem cativados por um modelo social muito astuto, que emana da natureza bárbara do homem.

Eis o recado: tomem cuidado com os estímulos morais do socialismo.

Desde os primeiros anos de poder, o governo revolucionário cubano tinha como prioridade a criação de um novo homem, o qual seria qualitativamente superior.  Neste sentido, iniciou-se em Cuba a ideia de inculcar na população a convicção de que os estímulos morais deveriam estar irreparavelmente acima dos estímulos materiais.

Sendo assim, coisas meramente simbólicas, como um diploma, uma medalha, uma carta de agradecimento para os vizinhos, o reconhecimento público ao coletivo de trabalho, ou apenas um aperto de mão de um chefe, constituíam uma honra irreparável.  Por outro lado, dar uma gratificação a um garçom que nos oferecesse um excelente serviço em um restaurante passou a ser imoral, e quem se dispusesse a fazê-lo estaria incorrendo em uma grave ofensa.

Ato contínuo tornou-se relativamente comum ver pessoas nas ruas ostentando  medalhas e prêmios pendurados em suas camisas.  Ao mesmo tempo, essas mesmas pessoas sofriam junto com suas famílias a carência de produtos básicos para a subsistência.

O ápice dos incentivos morais passou a ser representado por uma única atitude: "trabalhos voluntários não-remunerados", os quais eram realizados geralmente nos dias de descanso do povo.  Só que esses trabalhos nada tinham de voluntários, pois uma eventual não-participação excluía o indivíduo da classificação de "homem novo" e automaticamente o excomungava, relegando-o aos confins do inferno do socialismo.

Atualmente, os "trabalhos voluntários" evoluíram e estamos vivenciando em um estágio superior dessa forma moral de exploração: as horas de trabalho não-remunerado realizadas por cada trabalhador são contabilizadas para que, ao final do ano, os mais aguerridos tenham a possibilidade de optar por um televisor, um ferro elétrico ou uma bicicleta, para citar apenas três exemplos.
Só que, como em um regime socialista tudo é escasso, as conseqüências geradas por esse arranjo são dolorosas.

Eis o que acontece: para um povo mergulhado na pobreza, qualquer item destes é um sonho, e talvez seja essa a única oportunidade de obtê-los.  Só que há apenas cinco destes itens para serem distribuídos para 500 funcionários de uma mesma estatal. Sendo assim, o leitor pode imaginar quantas discussões, quantas brigas e quanto rancor são gerados quando se determina qual trabalhador foi o escolhido para ser agraciado com esses utensílios.  As amizades destruídas pelo ódio e por essa divisão semeada pelo governo entre os cubanos são irreparáveis.

Apesar disso, o ingênuo, nobre e fiel povo de Cuba ainda não percebeu que esses mesmos apologistas dos "incentivos morais" estão recheando seus cofres pessoais — e não apenas com medalhas e condecorações.  Em Cuba, cada vez mais pessoas têm menos e cada vez menos pessoas têm tudo. 
E paradoxalmente, como recompensa de tantos anos de trabalho e sacrifício, os trabalhadores contam apenas com essas medalhas que empunham com orgulho, e também com uma miséria humilhante, resultado dos estímulos morais do socialismo.  Já os poderosos que controlam o regime ficam com tudo, inclusive com os aplausos da intelectualidade ao redor do mundo.

Mas, graças a Deus, meu amado povo de Cuba parece estar abrindo os olhos.  Prova disso são as crescentes deserções de atletas e médicos cubanos ao redor do mundo, que não acreditam mais nesses estímulos e decidem fugir desta sociedade de escravos.

Por isso, caro leitor, não se engane: a primazia dos estímulos morais em contraposição aos estímulos materiais não tem outra finalidade senão a de criar um novo homem, conscientemente identificado com a miséria, e pacientemente à espera das migalhas que lhe oferecem seus deuses protetores e eternos, aos quais devem estar eternamente agradecidos.  É disso que se trata o socialismo.

Nelson Rodríguez Chartrand é um advogado cubano, libertário do Club Anarcocapitalista de Cuba, e escreve, de Havana, para a página do Liberzone e do Spotniks.

Extraído do blog do Instituto Ludwig von Mises – Brasil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014




Diário Filosófico de Olavo: ditadura, comunismo, guerra assimétrica, Mário Ferreira dos Santos.

(Notas publicadas pelo filósofo em sua página no Facebook.)
Não combata o comunismo no governo. Combata ONDE VOCÊ ESTIVER”.
(Olavo de Carvalho)
NUNCA, AO LONGO DE TODA A DITADURA MILITAR, estudantes e professores precisaram ter medo de expressar livremente suas idéias no recinto universitário, tanto que as expressavam o tempo todo e fizeram da universidades os principais centros de resistência ao governo. Hoje, o ambiente nessas instituições é de medo, de censura e autocensura. Do mesmo modo, algumas notícias nos jornais eram proibidas, mas havia dezenas de jornais de oposição, a maioria francamente comunista, circulando toda semana e alcançando milhões de leitores. Hoje, o Mídia Sem Máscara é o PRIMEIRO jornal impresso que, a duras penas, venceu uma barreira de silêncio que já durava vinte anos, e mesmo essa única voz discordante já é considerada excessiva. VIVEMOS NUMA DITADURA MUITO PIOR QUE A DOS MILITARES.

Os militares colocavam, no máximo, UM agente em cada redação. Hoje os agentes do petismo são dezenas, centenas em cada organização de mídia, espionando, fiscalizando, censurando, delatando. Não há comparação possível.

* * *
É claro que sou a favor do impeachment da Dilma, mas sou MUITO MAIS a favor do desmantelamento completo da máquina golpista da esquerda, incluindo "movimentos sociais", ONGs, hegemonia editorial, grupelhos de inter proteção mafiosa na mídia, nas universidades e igrejas. etc. Na vida há obstáculos que não podem ser "vencidos": só podem ser DESTRUÍDOS.
* * *
CHEGA de fingir que existe democracia no Brasil. Eleições e partidos de oposição (repletos de comunistas) existiam também na ditadura militar.

Chega de GUERRA ASSIMÉTRICA. Por que esses filhos da puta hão de ter sempre o direito de dizer o que não podemos dizer, de fazer o que não podemos fazer? Por que eles podem pregar abertamente o homicídio em massa e nós não podemos sequer dizer que o Lula é um bêbado?

Por que uma dona pode dizer que tem "saudade dos fuzilamentos" e eu não posso nem dizer que ela é uma vaca filha da puta?

Você tem saudade dos fuzilamentos? Pois eu tenho saudade dos tempos em que gente com o seu QI não podia esperar da vida nada mais que um bom tanque de lavar roupa.

Tens saudade dos fuzilamentos? Vai trabalhar, vagabunda! "Saudade dos fuzilamentos" foi só brincadeirinha? Pois então vá tomar no cu de brincadeirinha.

Mais importante do que tirar a Dilma da presidência é expulsar os comunistas da sua escola, da sua igreja, da sua sociedade de bairro, do seu clube. Isso não depende de grandes mobilizações, depende só da coragem e iniciativa de cada um. Isso não é nem política: é dever pessoal. Denuncie cada filho da puta, atire na cara dele, em público, todo o mal que ele representa e personifica. Recuse-lhe amizade, tolerância ou respeito, mesmo em pensamento. Esses canalhas vivem da generosidade das suas vítimas.

Discrimine quem o discrimina, oprima quem o oprime, achincalhe quem o achincalha. Faça justiça a si mesmo.

Comece agindo por si. Logo vira moda.

Nunca esqueça: Cada comunista trama dia e noite a morte de quem atravesse, mesmo por descuido, o caminho da maldita revolução. 

Chamar um comunista de assassino é redundância.

* * *
Prestem atenção: O Mário Ferreira dos Santos foi e será PARA SEMPRE mais inteligente do que eu. Ele é a medida máxima da inteligência no Brasil.

O que o Mário Ferreira deu a este país ultrapassa o total das necessidades nacionais. Quem precisa dele, por enquanto, são europeus e americanos.

* * *
Não sou nem favorável nem desfavorável a uma "ação militar" porque isso não é assunto de livre escolha e sim de análise estratégica.

Se vocês querem que os militares entrem em ação, façam a sua parte, a qual NÃO É pedir intervenção militar e sim combater o inimigo na sociedade civil.

Civis combatem na esfera civil, políticos na esfera política, militares na esfera militar.

Não combata o comunismo no governo. Combata ONDE VOCÊ ESTIVER.
Extraído da edição do dia 07.12 do Mídia Sem Máscara. 


domingo, 7 de dezembro de 2014


Milhares de manifestantes na Paulista 

contra a corrupção do governo Dilma


O senador José Serra participou da manifestação na Avenida Paulista, que seguiu depois para o centro de São Paulo. "Precisamos estar prontos para o imprevisto, para o improvável", disse Serra. No meio da manifestação, um pequeno grupo - certamente de provocadores - pedia "intervenção militar". Não duvido que seja gente ligada ao Partido Totalitário, enviada para tentar melar a manifestação democrática:

Entre 4 mil e 5 mil pessoas participam neste momento de ato convocado em São Paulo contra a corrupção, segundo a Polícia Militar. Os movimentos Vem Pra Rua e Brasil Livre se reuniram no Masp, na Avenida Paulista, e seguem agora até a praça Roosevelt, no Centro. O senador eleito por São Paulo José Serra participou da manifestação e discursou para os presentes. Para Serra, o ato deste sábado fortalece a democracia e a cobrança sobre os políticos. O senador aproveitou para pedir paciência aos opositores caso as mudanças não aconteçam.

— As coisas não vão se resolver em uma semana, um mês ou um ano. Mas precisamos estar prontos para o imprevisto, para o improvável. Não há história sem fatos inesperados — disse ele, sem especificar o que seriam 'fatos inesperados'.

Entre os divulgadores desse encontro no decorrer da semana estava o senador Aécio Neves (PSDB), mas os dois coletivos que organizaram o protesto afirmam que são supra partidários. Na página oficial do senador no facebook, uma foto da manifestação foi postada.

As reivindicações do presentes ao ato se dividem em duas. De um lado está os que pedem intervenção militar no país. Do outro, concentram-se pessoas que protestam contra a corrupção e as mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

— Queremos a apuração das denúncias de corrupção na Petrobras, somos contra a aprovação da flexibilização da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e queremos divulgar o voto distrital — afirmou Rogério Chequer, um dos organizadores do Vem Pra Rua.

Ele acrescentou ainda que, nesse momento, o movimento não defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Apesar disso, uma série de participantes estava com bandeiras ou camisetas com a frase "Fora Dilma". (O Globo).


Drops Digitais.

A legislação bandida do ECA.
Amigos, hoje aconteceu algo com um adolescente infrator que me deixou sem ação e reação diante dele! Estava eu na delegacia fazendo mais uma cobertura de notícias policiais quando me deparei com um adolescente de 14 anos sentado esperando para ser autuado por porte de arma de fogo. Olhei para ele e pensei: mais um moleque que não fica preso, então nem vou perder meu tempo, mas enquanto aguardava uma outra ocorrência que estava a caminho da delegacia me aproximei dele e como às vezes faço comecei a dar conselhos para ele, "sai dessa vida rapaz, você vai morrer, a vida das drogas e do crime não compensa."
Foi quando ele que até então estava calado olhou bem pra mim e disse: "Seu Alison, esse papo do senhor eu já cansei de ouvir, estou armado porque vendo droga, ganho muito fazendo isso, mas eu antes trabalhava numa oficina e sabe o que fizeram, denunciaram o dono da oficina porque eu estava trabalhando lá, ele me pagava legal, eu tinha minhas coisas, meu tênis, tinha tudo... Ele teve que me mandar embora e quase foi preso, acho que ele está até hoje indo na justiça. Depois eu fui trabalhar na feira da Avenida Antônio Sanches, trabalhei 07 meses e sabe o que aconteceu lá?
A mesma coisa que na oficina, tive que sair. Não sei quem é meu pai e minha mãe é uma coitada e eu tentei seu Alison trabalhar honestamente, trabalhava e estudava direito, mas não deixaram e achei no tráfico o sustento meu e da minha casa, então seu Alison, guarda seus conselhos para esses safados que vocês votam e acham que menor não pode trabalhar, mas pode roubar, matar e traficar, entrei nessa vida porque quero um tênis não posso, quero um sanduíche no Bobs não posso, quero ir no cinema não posso, então já que não posso trabalhar como gente, vou traficar, pelo menos assim tenho dinheiro ." Disse um garoto inteligente de 14 anos estragado pelo sistema.
Logo chamaram ele e não podemos continuar conversando... Fiquei mudo e sai calado, pois sabia que havia vítimas do sistema, mas foi um garoto de 14 anos que me mostrou o quanto nós, com nossas escolhas políticas, estamos acabando com a juventude. 
Para: maoslimpasbrasil@yahoogrupos.com.br
Cc: resistencia-democratica@yahoogrupos.com.br

Caro Noel Trindade,
 Pois é, temos uma mentalidade em curso que joga o brasileirinho na criminalidade e a brasileirinha na prostituição e promiscuidade.

A palavra chave chama-se mérito e o princípio que não observamos é o da subsidiariedade. “No Brasil de hoje não é mais o mérito que determina o valor das pessoas, mas sua ideologia. Sua cor. Sua raça. Falar bem o idioma é motivo de piada. Ser elite é quase uma maldição. Música de sucesso é aquela que for mais escatológica. O homem honesto aparece na televisão como se fosse algo inédito. Roubar é normal. Bala perdida é normal. Corrupção é normal. Vivemos uma inversão de valores sem precedentes e é contra esse estado das coisas que devemos gritar” (Luciano Dias Pires Filho)
Os jovens são vítimas da discriminação espacial, das drogas, entenda-se Foro San Pablo, da desresponsabilização e também da baixa qualidade da educação fundamental.

Um dos problemas é combinar com propriedade os investimentos. Uma escola com apenas uma sala de aula não será capaz de ensinar mais e melhor contratando uma dúzia de professores. Assim como uma escola com apenas um professor não fará muito progresso construindo uma dúzia de salas de aula.  
Mas escolas não têm apenas salas e professores, e nem salas e professores são iguais.  Melhoras na educação dependem de uma combinação fantástica de fatores existentes e a serem criados, que vão do papel (ou dos pixels) do livro texto à localização geográfica e ideológica da escola.  Não é qualquer investimento que gera crescimento. Você não dobra o tamanho de um bolo dobrando a quantidade de apenas um ingrediente.
Diferente de receitas culinárias, o grande bolo da civilização humana não vem com uma lista de ingredientes e medidas prontas a serem copiadas.  Cabe ao empreendedor a missão de analisar a demanda para ver quais combinações de investimentos e em que dosagem as pessoas precisam. Vários desses investimentos irão fracassar, alguns irão suceder.  É desse processo competitivo de tentativas e erros que aprendemos como transformar capital em educação, saúde, moradia, lazer etc.
Propostas mais próximas do capitalismo para os pobres preferem subsidiar a demanda e deixar a oferta nas mãos dos empreendedores.  O dinheiro gasto com contratação e salário de professores, com construção e manutenção de escolas, seria mais bem aplicado se fosse transferido diretamente para alunos pobres.  Suas famílias teriam assim o poder de consumo para escolher qual escola oferece a melhor educação.  E as escolas passariam a competir para melhor investir nesses alunos.
O fundamentalismo do investimento ainda é capaz de gerar um efeito culatra.  Empresas pagam empregados de acordo com seu desempenho a fim de castigar a ineficiência e aumentar a produtividade dos seus funcionários. Governos que financiam agências e escolas de acordo com sua necessidade estão castigando o desenvolvimento das capacidades e recompensando a multiplicação de necessidades.  Quanto pior for o desempenho das escolas, maior será sua necessidade e, portanto, mais acesso ela terá a verbas públicas.
Abraços, Gerhard Erich Boehme

De: Noel Trindade [mailto:ntrindade18@hotmail.com]
Enviada em: quinta-feira, 4 de dezembro de 2014 15:34
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: FW: Menor não pode trabalhar !!!




sábado, 6 de dezembro de 2014

O "PAC" do Marajó também "empacou"


Em 06 de dezembro de 2007, o então presidente Lula da Silva, em visita oficial à Breves/PA, a maior cidade do arquipélago marajoara,  anunciou o Plano Social de Registro Civil e Documentação Básica e entrega de títulos de cessão de uso de terras para populações ribeirinhas. 

Anunciou, também, investimentos que fazem parte de um projeto para as cidades da região, o Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó (aqui).  

A “espinha dorsal” do plano seria a construção de uma grande infraestrutura (energia, portos e rodovias) para consolidar a integração dos municípios da região marajoara. 

Com investimentos anunciados em quase R$ 2 bilhões, a promessa era de que finalmente se criaram as condições para o surgimento de uma economia regional sólida, sustentável, e que pudesse levar a região à prosperidade.

Hoje, porém, passados exatos sete anos daquela euforia e da onda de ufanismos, salvo algumas politicas paliativas (e insustentáveis) e da construção de uma linha de transmissão de energia que até hoje funciona de forma precária, praticamente nada de concreto foi iniciado na região. 

O que se vê hoje na Ilha de Marajó é uma revolução de empregos de “colarinho verde” e inúmeros empreendimentos voltados à “captação” de verbas públicas, seja do funcionalismo público, aposentados, beneficiários do bolsa-família, seja da contratação de empresas para “tocar” pequenas obras, uma situação até previsível após as exigências do Governo Federal em relação à extração seletiva de madeira, que era a principal atividade econômica da região.

A vegetação que vem cobrindo os antigos parques industriais marcam o fim do ciclo madeireiro (por asfixia, diga-se de passagem), enquanto as politicas ambientais do Governo Federal desencorajam os investimentos na região, que continua a ser não apenas a detentora dos piores indicadores sociais do país, como também é a região mais assolada por doenças tropicais como a  malária.

Caso um dia o projeto saia totalmente do papel, será a primeira ocupação efetiva da região e sua efetiva integração ao restante do Brasil, atuando em diversas áreas como educação, saúde, agricultura, pecuária e turismo. Mas hoje, porém, para os marajoaras, o Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó tem sido mais um discurso político. 

"O plano está parado. Diria que ele não foi prioritário na pauta do governo. O plano tem futuro, mas só quando seu objetivo for o bem comum, e não de pequenos grupos", disparou a irmã Yulis Jordan, representante do bispo do Marajó no grupo gestor do plano.

Orlando Miranda


Vídeo da convocação que o Aécio Neves faz para a manifestação hoje, dia 06 de dezembro, 15 h. em todo o Brasil. 
 
Clique no link acima e veja. 


URGENTE!  
Aécio Neves convoca:
“Vem Pra Rua”, BRASIL!

Hoje, dia 06, sábado, 15 h. em todo o País!
Vamos manter a mobilização!
Manter acesa a chama da indignação!
Dar um basta a lama em que o (des) governo do PT está transformando o país.
BASTA, PT! BASTA, PT! BASTA, PT! BASTA, PT!
O Brasil quer Família, Paz, Mercado, Liberdade!
O Brasil não quer nem ladrões, nem comunismo!

Clique o link e veja a convocação de Aécio Neves.

http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2014/12/aecio-convoca-para-o-vem-pra-rua-amanha.html

Inutilidades de certas retóricas.
                                                                        Antônio Contente
Há frases que são pronunciadas para marcar um instante, um dia, um mês, um ano ou a eternidade.  Sendo esta, aliás, em muitos casos inconscientemente, a intenção dos autores a querer carimbar uma vida. Certamente naquele dia de janeiro de 1822, conscientemente, D. Pedro I (1789-1834) sabia muito bem o que estava a dizer quando bradou o “se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação, digam ao povo que fico”. Se você, amigo, se dispuser a navegar sobre boas frases que guarda no fundo d’alma, é bem provável que ache Fernando Pessoa (1888-1935) a garantir: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”. Recuando mais, poderá muito bem rever o escritor inglês Charles Dickens (1812-1870) a gemer o “nunca devemos nos envergonhar das nossas próprias lágrimas”.
Frases outras há, no entanto, que levam, inapelavelmente, às inutilidades de certas retóricas. Faço esta reflexão mínima, exígua, quase diria nano, por ter concluído que, antes de morrer, faz alguns dias, o famoso advogado Márcio Thomas Bastos bem poderia ter passado desta para a melhor sem pronunciar algo que pronunciou talvez a imaginar, com isso, estar a fazer história. Quando, na verdade, ocorre justamente o contrário. Vai ver ele apenas se refugiou na sentença de Daniel Webster (1782-1852) para quem o passado, pelo menos, é seguro. Isso quando antes de exalar o último suspiro, tinha todas as condições de derramar fortes lampejos de luz sobre o nosso futuro. É bem provável que vocês, leitores, tenham tomado conhecimento de que, dias antes de morrer, Bastos, ministro da Justiça no primeiro mandato de Lula, chamou seus familiares e, apontando para um cofre encravado na parede do aposento em que se encontrava, pronunciou a frase que nunca deveria ter pronunciado: “Ali está guardado o diário que escrevi durante meus anos de ministro petista. Só abram tal documento 50 anos depois da minha morte” ...
Ora, amigos, vamos falar a verdade, diante de sentença com tal consistente significado, somos levados a concluir um monte de coisas. A primeira pergunta é a mais óbvia: se for para ser revelado apenas meio século após o seu passamento, para que S. Excia. se deu ao trabalho de acumular tantas informações? Efetivamente que poderia muito bem ter empregado o enorme tempo gasto em tal cometimento de atividade intelectual que provavelmente se tornará inútil, aos bons prazeres que gostava de exercitar em vida. Como da gastronomia que celebrizou Jean Anthelme Brillat-Savarin (1775-1826), de quem era aplicado discípulo; ou Baco, de quem foi devoto sem conotações exageradas. Essas atribuídas sim, e com carradas de razão, ao presidente que o entronizou no ministério...
Outra pergunta que é lícito fazer diante do longo prazo de espera para que a posteridade saiba o que contém tal diário, resume-se a esta: afinal de contas, que revelações tão graves o documento diligentemente redigido embute? Afinal, ali estão comprimidos nada menos de quatro anos e três meses ou 1550 dias de trabalho do doutor sob as ordens do senhor Luís Inácio Lula da Silva. Que, segundo dizem as boas e más línguas, e os fatos comprovam, escapou inúmeras vezes de exercitar besteiras maiores do que as que exercitou, graças às intervenções de seu titular da Justiça...
Sabe-se que este pobre país vive, atualmente, alguns dos piores momentos de sua História, se não o pior. Pegando-se apenas isoladamente o Mensalão e o Petrolão, já há material suficiente para levar aos quintos dos infernos da esculhambação estes anos de mandarinato petista. E como tanto num dos episódios como no outro a presença de Thomas Bastos foi marcante, quem não nos garante que muita luz sobre episódios nebulosos poderia jorrar das páginas do diário se ele fosse aberto agora?
Bom, se a intenção do autor das anotações que só poderão ser conhecidas daqui a 18.250 dias foram redigidas para inocentar Lula de alguma maracutaia que o ex-ministro a fundo conhecia, de nada servirão; de outro lado, se para condena-lo pudessem servir, não menos, uma vez que o eventual culpado, ou inocente, se vivo puder estar, trafegará por improváveis 119 anos. Outros que, na mesma situação, sejam personagens das páginas redigidas, também por idades impossíveis navegariam; José Dirceu, 118 primaveras; e, Palocci, 104. Assim sendo, afinal de contas, para que o falecido doutor Márcio Thomas Bastos escreveu um diário? A meu ver, para pocha nenhuma.
Antônio Contente, 66, é jornalista e escritor paraense. O artigo foi especialmente escrito para a sua primeira publicação no Libertatum. Desde que seja citada a autoria, se é livre para divulgação do artigo.


        

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014


URGENTE! URGENTE! URGENTE!

Aécio Neves convoca: Vem Pra Rua Brasil!

Amanhã, sábado, ás 15h, em todo o Brasil!!!

E preciso manter a mobilização. É preciso manter viva a indignação
contra esse estado pavoroso em que o PT transformou o Brasil. 

E dar um basta! Basta de tanta podridão!

Clique o link abaixo e veja a convocação do Aécio Neves. 

 
Blog do Coronel.


É absolutamente vergonhosa a "decisão técnica" do ministro do STF nomeado por Dilma, Teori Zavascki (foto), concedendo habeas corpus a Renato Duque, que desviou dezenas, talvez centenas de milhões da Petrobras para pagar propina ao PT,  porque "manter valores tidos por ilegais no exterior, por si só, não constitui motivo suficiente para a decretação da prisão preventiva".E que confiscando o passaporte do corrupto já estará mantendo-o preso no Brasil. Até parece que este ministro, que também é o relator do inquérito na Suprema Corte, não sabe da extensão dos crimes cometidos por Duque. Ele é um dos únicos que sabe. Mas preferiu tomar uma "decisão técnica" botando na rua um corrupto que roubou a Petrobras e que agora pode ir para casa apagar provas, ligar para o seu chefe José Dirceu, combinar depoimentos, enfim, "ajeitar" as coisas da melhor maneira para burlar a lei. A matéria abaixo é da Folha.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki afirmou, na decisão que libertou o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que "manter valores tidos por ilegais no exterior, por si só, não constitui motivo suficiente para a decretação da prisão preventiva". Para o ministro, o juiz federal Sergio Moro, de Curitiba, não indicou "atos concretos" atribuídos a Duque que demonstrassem sua "intenção de furtar-se à aplicação da lei penal". 

A decisão do ministro foi tomada na noite de terça (2). É o primeiro habeas corpus concedido pelo STF desde que a Operação Lava Jato foi deflagrada, em 17 de março. Em maio, a corte chegou a libertar o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa por meio de outra figura jurídica, mas logo depois ele voltou a ser detido e, hoje, está em prisão domiciliar. 

Duque estava preso desde 14 de novembro, sob acusação de comandar um esquema de recolhimento de propina na diretoria de Serviços da Petrobras, que ele ocupou entre 2003 e 2012. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal de Curitiba nesta quarta (3) e voltou de carro para o Rio para evitar a imprensa. 

No pedido de habeas corpus ao STF, os advogados de Duque, Alexandre Lopes e Renato de Moraes, diziam que o juiz havia decretado a prisão sem base legal, usando o argumento genérico de risco de fuga, já que o ex-diretor tem recursos fora do país. Na decisão sobre a prisão, Moro escrevera que o ex-diretor "mantém verdadeira fortuna no exterior, com a diferença de que os valores ainda não foram bloqueados nem houve compromisso de devolução". 

O ministro, no entanto, destacou que o próprio Moro, em outros casos, liberou investigados, que, em tese, também contam com recursos para eventuais fugas. Onze executivos de empreiteiras continuam presos na PF de Curitiba sob acusação de pagar propina para obter contratos na Petrobras. Em vários casos, o juiz decretou a prisão porque eles viajavam com frequência para o exterior e não dormiam mais em casa, o que foi interpretado como tentativa de evitar a Justiça. Ao libertar Duque, Teori obrigou-o a entregar o passaporte e proibiu-o de mudar de endereço. 

CITAÇÕES

Paulo Roberto Costa mencionou à Justiça o nome de Duque como um dos integrantes do esquema de desvios da estatal. Disse que o PT ficava com 3% dos contratos fechados pela diretoria de Serviços --o que Duque sempre negou com veemência. 

Outro delator do esquema, o doleiro Alberto Youssef, citou o nome de Duque associado ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O ex-diretor foi indicado ao cargo na estatal pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu. O PT nega envolvimento nas denúncias e diz que só recebe contribuições legais. 

O advogado de Duque, Alexandre Lopes, afirmou que a decisão do Supremo "restabeleceu a Justiça". Segundo o defensor, "ninguém pode ser preso porque se imagina, sem que nenhum elemento concreto indique, efetivamente, que o investigado irá fugir do país".


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Ação “carrapato”

Espero também não me tornar alvo do lembrete de S. T. Coleridge a Edmund Burk que assume especial importância hoje: que "não é sábio representar um sistema político como um sistema que só agrada a ladrões e assassinos, cuja origem natural só se encontra nos cérebros de tolos ou loucos, quando a experiência prova que o grande perigo do sistema está naquela fascinação peculiar que se imagina deva exercer sobre os espíritos nobres e criativos sobre todos aqueles que, sob os efeitos da agradável intoxicação da benevolência do espírito jovem, tendem a confundir suas próprias virtudes e raros poderes com as qualidades e atributos comuns do homem".
(The Political Thought of Samuel Coleridge), editado por R. J. White (Londres, 1938], página 235).

                Muitas vezes o uso de uma metáfora facilita o entendimento, principalmente quando se trata de questões que afetam a vida das pessoas e do país. O carrapato é um animal artrópode, aracnídeo e encontra-se difundido por toda a Terra tanto no campo como na cidade, pois o principal motivo de sua ação é o ser humano ou animal de cujo sangue se alimenta, sendo por isso considerado hematófago e um dos principais vetores de muitas doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários e riquétsias, que transmitem doenças ao homem e animais. 

O carrapato quando não encontra ambiente para sugar sangue, o seu alimento, muda de local, busca outro lugar e novas vítimas. Figurativamente esse é o caso do socialismo/comunismo que perdeu seu ambiente e vítimas na União Soviética e satélites escravos, mas encontrou um novo ambiente propício para sua sobrevivência e transmissão de doenças que matam se não forem exterminados a tempo. Esse novo ambiente é o Brasil, um ambiente político propício para se instalar e se desenvolver dado à ignorância do seu povo inculto, explorada por políticos sem moral, sem ética, sem alma, traficantes do “produto ignorância”, alimentando seus interesses podres e garantindo sua permanência no poder, por tempo indeterminado, enquanto a ignorância prevaleça, pouco se importando com a sorte de milhões de pessoas e de suas vidas, pois uma geração desaparece sem se perceber, como num estalar de dedos, deixando como herança para outras gerações vícios políticos nefandos, e para suas vítimas, pobreza, doenças sociais e físicas, crime compartilhado, droga, discriminação, ódio aos seus semelhantes, roubo como alternativa de vida e a revolta, todas elas de difícil cura que retardam o organismo nação de prosperar e se desenvolver, exatamente como vem acontecendo atualmente no Brasil de hoje ocupado por políticos “carrapatos” também classificados como socialistas/comunistas/oportunistas, principais vetores de doenças sociais, políticas e econômicas fatais para a garantia de uma vida sadia e digna, e para a construção de uma grande nação.
               
Em razão dessa verdade é que temos a convicção que os guerrilheiros comunistas/oportunistas que alcançaram o poder no Brasil, com formação política cultural na escola comunista corrupta soviética, chinesa e cubana, tinham como bandeira e discurso à derrubada do governo militar, chamado ditadura militar. Esse grupelho político objetivava o poder  não para construir uma democracia, mas para impor um modelo de governo comunista (na verdade mercantilista corrupto), denunciado por Nikita Kruschev como um regime que praticou crimes terríveis contra a humanidade. Será que esses comunistas mercantilistas, agora no poder, no governo brasileiro, num passe de mágica se transformaram em democratas e respeitam os direitos e deveres fundamentais previstos na Constituição? Se aventureiros comunistas de “carteirinha” trocaram de “time”, se agora são democratas no verdadeiro sentido da democracia, deveriam vir a público, já que usam em demasia a grande mídia para enganar o povo, afirmar que não são mais comunistas, que não são contra Deus e a religião, que não são contra a propriedade privada dos meios de produção, que não são contra a liberdade de imprensa, que não são contra a iniciativa privada, que não são contra desestatização onerosa e improdutiva. Se o caráter e a podridão moral e ética desse pessoal não permite que tirem a máscara para mostrar ao povo brasileiro o que são e o que almejam enquanto governantes e comunistas/mercantilistas, deveria ser dever do Estado de Direito limitar e até proibir ações políticas que contrariam ações que se voltam contra o Estado de Direito, a propriedade privada e a livre iniciativa. 

Admitir que a propaganda comunista disseminada na mídia se aproveite do povo ignorante para abraçar para se perpetuar no poder é ato criminoso e fere profundamente a Constituição, verdade que não sensibiliza nossos tribunais. A coexistência de uma pluralidade de partidos políticos não dá o direito dos partidos constituídos com os ideais comunistas de buscarem meios para destruir o Estado de Direito, a livre iniciativa, as liberdades (todas elas) e a propriedade privada dos meios de produção, como descaradamente propagandeiam. Exemplo do mal que faz a uma democracia fajuta permitir que comunistas e devassos convictos assumirem o poder. O avanço da tecnologia aplicada no Brasil proveu o Estado de um superpoder. Através de seus computadores o Estado agora controla toda a vida financeira e econômica da sociedade, o que equivale, quando mal intencionado, a pôr em prática uma tutelagem eficientíssima, destruindo as liberdades democráticas e a república numa ditadura com um perfeito disfarce de eficiência, mormente quando se sabe que a estupenda arrecadação de impostos realizada através dessa tecnologia não está voltado para o benefício da sociedade, mas para outros objetivos inconfessáveis, como o aliciamento de vagabundos para a invasão de propriedades privadas produtivas e doutrinação de segmentos sociais para apoio de medidas governamentais comunizantes e devassas.
                
Todos os analistas reconhecem a importância decisiva do “relatório secreto” (Kruschev) que provocou a ruptura fundamental na trajetória do comunismo no século XX. François Furet, ex-comunista, escreve: “Ora, eis que o “relatório secreto” de fevereiro de 1956 transtorna de uma só vez, assim que ele veio a público, o estatuto da ideia comunista no universo. A voz que denuncia Stalin não vem mais do Ocidente, mas de Moscou, e do santo dos santos de Moscou, o Kremlin. Não se trata mais de um comunista infringindo seu exílio, mas do primeiro dos comunistas no mundo, o chefe do partido Comunista da União Soviética... O extraordinário poder do ‘relatório secreto’ sobre as consciências vem do fato de ele não ter contraditores.” A ocultação da dimensão criminosa do comunismo veio à tona com força para destruí-lo completamente, menos no Brasil dos inocentes e dos corruptos.

Armando Soares – economista




"Argumentos"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

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Frase da semana. 

"Pesados gastos governamentais e liberdade são incompatíveis.” Frédéric Bastiat


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Amizade canalha? Recuse!

Por Ivan Lima

Faz alguns anos fiz um esforço diplomático para não perder uma amizade. Tínhamos uma luta comum contra uma determinada situação opressiva. Admirava aquela inteligência, sua cultura, seu grande talento para declamar com o seu vozeirão, - em público - O corvo de Edgar Alan Poe. Mas o meu amigo, - professor de história – se tinha infectado pela toxidez mental do petismo. Claro, ele já seguia o socialismo, a ideologia que inspira o PT.

Mas quando o partido surgiu o meu amigo se apaixonou por ele. Tem uns poucos anos, antes de falecer de câncer, já nos falávamos bem pouco. Nossa relação ficou muito tensa, eu defendendo o liberalismo, ele olhando o mundo pelo viés do petismo, embate quase sempre travado na internet. O meu amigo dizia para as pessoas das nossas relações que também me admirava, sobretudo por eu defender em alto e bom tom o capitalismo. O nosso embate no campo das ideias sempre se tinha travado com elegância de ambas as partes. A ele, certamente, a minha atitude de combater a ideologia dominante parecia um ato heroico. Ainda restava razoável percentual de senso e decência no meu amigo.  

Um dia, soube por uma amiga comum que ele estava gravemente doente. E fui visitá-lo em casa. A partir dali, não tratamos mais de encomia e política e meu amigo partiu em paz comigo.
Num outro extremo, tem uns anos, fiz amizade pela internet com outra pessoa, em Brasília, e todo nosso saudável diálogo girava em torno de literatura. Certa vez, conversando sobre ficção científica e lembrando os clássicos desse gênero literário que havíamos lido, chegamos ao conto O som de trovão do Ray Bradbury. E ele, pesaroso, confessou-me que o livro – uma antologia de FC – em que constava o aludido conto, havia desaparecido. Disse-lhe então que não só tinha o conto, como o copiaria e o enviaria para ele pelo correio.

Do outro lado aquela pessoa fez uma festa de agradecimento ao meu gesto. Dias depois ele acusou o recebimento do que havia lhe prometido. E o bom relacionamento vinha se aprofundando até que ele me comunicou estar muito feliz, pois sua filha estava se formando em uma universidade do Chile. Dei-lhe os parabéns. E disse-lhe que admirava muito o grande esforço e sacrifício que os chilenos haviam imprimido nas últimas décadas para ser um povo livre e ser uma nação que tinha se colocado economicamente no primeiro mundo. Imediatamente passei a ser chamado de fascista, ele se orgulhando de ser petista. E disse não querer mas relacionamento comigo, a não ser que mudasse minhas ideias. Parecia ser outra pessoa. Evidentemente, sem dizer nada, mandei sua amizade ás favas.

Relato esses casos em razão do testemunho de uma senhora no restaurante de um amigo comum. Ela recém perdeu amizades de infância, não por causa da política, certamente, mas pela doutrina socialista de discórdia que prega que a sociedade de mercado sempre será constituída de conflitos individuais irreconciliáveis. Essa doutrina, já refutada por Ludwig von Mises, está hoje encarnada com seu espírito de conflito no PT. E, claro, está presente nos partidos esquerdistas nanicos, seus satélites. Esse espirito tem por norma doutrinária agir destrutivamente na família, no trabalho, e nas amizades. Criando discórdia com a luta de classe, distribuindo privilégios, cotas racistas, querendo impor uma doutrina esdrúxula e refutada, enfim, socializando ódio entre as pessoas.  Certamente é muito raro ocorrer um caso, dentro do contexto aqui tratado, como o primeiro que relatei. Nele, haviam liames de uma luta comum, compondo com literatura, espiritualidade, e sede de conhecimento, que fortemente nos unia.

Mas como no caso da senhora, tornou-se comum, sobretudo nas últimas eleições presidenciais, amizades serem desfeitas pela imposição dos petistas tentando subjugar as pessoas com as ideias tirânicas que defendem. Felizmente ela se respeitou, recusando com veemência aquelas amizades (na realidade, eram vários petistas “amigos” que convidaram-na a jantar ás vésperas da eleição presidencial) que queriam escravizar sua mente. Sim, pois trata-se exatamente disso: escravidão, a meta petista para um governo totalitário. 

Como é uma missão cega, fanática, visando a hegemonia social, discordar, antepor-se ás absurdas ideias petistas, é virar inimigo. Na ótica imoral de um petista, quando você refuta suas ideias e práticas partidárias, você imediatamente passa a ser tachado de fascista, nazista, reacionário. Imediatamente o petista põe em prática a recomendação de Lênin, seu guru revolucionário: “acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”.

A recomendação que tenho aos que lutam por uma sociedade livre e prospera e que estão enfrentando esses ataques irracionais dos petistas é muito simples: recuse amizade canalha. Não seja cúmplice do mal cevando amizade bandida enrustida na ideologia socialista defendida pelo PT que quer fundar o “paraíso” no país a custo da escravidão, miséria, e genocídio da nação brasileira.

Fortaleça ainda mais as suas convicções sobre a contribuição inestimável da economia de mercado à civilização, a defesa dos valores tradicionais da família, da ética, do respeito irrestrito ao princípio civilizado da igualdade de todos perante a lei, e da defesa irrestrita do maior valor humano: a razão.
E espalhe, difunda, ao máximo que puder, esses valores na sociedade. Seja um agente do bem. Da racionalidade e da decência. Seja um anticorpo a defender a civilização do câncer da barbárie que o PT defende para a sociedade e que está maquiado por sua retórica mentirosa e terrorista de justiça social e de igualdade.

Reaja ao mal. Recuse amizade canalha!        

Ivan Lima, 64, é publicitário.