quarta-feira, 1 de abril de 2015

Brasil, pátria arrecadadora

por MARIANO ANDRADE
15-impostosÉpoca de declaração de imposto de renda, onde fica evidente que o slogan escolhido para o segundo mandato de Dilma Roussef é uma piada de mau gosto: “Brasil, pátria educadora”. Faltou combinar com o fisco.
A regra do imposto de renda para o ano-calendário 2014 permite ao contribuinte pessoa física deduzir suntuosos R$ 3375,83 por dependente a título de despesas de instrução. Como a pátria educadora não oferece escola para todos, recai majoritariamente sobre a iniciativa privada o ônus financeiro de prover educação a crianças e jovens. Nosso generoso governo estima que com cerca de R$ 281 mensais é possível fazê-lo. Seria interessante que o MEC apontasse nos resultados do ENEM as escolas particulares cujas mensalidades fossem compatíveis com o limite de dedução do IRPF. Não deve dar muito trabalho.
O conceito de instrução à luz do fisco é curiosamente míope. Não se admitem, por exemplo, deduções com cursos de idiomas. Há restrições em relação a deduções com instrução no exterior. Ou seja, o fisco desincentiva as famílias a dar a seus filhos cultura e educação cosmopolitas. A mediocridade parece ser o objetivo subliminar.
A tributação do material escolar é um capítulo à parte. Vários estudos apontam que mais de 50% do custo final do material escolar – livros didáticos e artigos de papelaria – são impostos. Pior, ainda permite-se no Brasil a publicação de livros-texto que solicitam ao aluno completar determinados exercícios nas suas próprias páginas, inutilizando o volume para as turmas futuras. E, não obstante, a despesa com aquisição de livros didáticos não pode ser deduzida do imposto de renda. É difícil imaginar uma configuração mais ineficiente.
Se a fotografia é risível, o filme é desesperador. As despesas com educação têm experimentado inflação superior a 10% ao ano de forma persistente. No entanto, a tabela de dedução do imposto de renda é atualizada a taxas muito mais modestas. Mais alguns anos e a dedução permitida pelo fisco será inferior ao custo da merenda escolar do ano letivo.
Num país em que há uma premente necessidade de maior qualificação de mão-de-obra, os incentivos fiscais ainda miram para o lado errado. O regime tributário sobreonera o educação privada diminuindo a probabilidade de termos maior competitividade nas futuras gerações. Incentivo errado, resultado desastroso.
A renúncia fiscal necessária para desonerar a educação privada é um dos investimentos públicos de maior retorno esperado no longo prazo. Torçamos para que a pátria educadora tenha coragem de fazê-lo o mais breve possível.​

Sobre o autor

Instituto Liberal
Instituição sem fins lucrativos
O Instituto Liberal é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a pesquisa, produção e divulgação de idéias, teorias e conceitos que revelam as vantagens de uma sociedade organizada com base em uma ordem liberal.

GLOCK : : Restaurante Errado



Quando a "caça" está armada, o predador dorme com fome.
 Libertatum recebeu do amigo Alvaro Martins:


Custa US$ 1,6 bilhão (R$ 5,3 bilhões) ao contribuinte o financiamento do BNDES à empreiteira Odebrecht para construir a linha 5 do metrô de Caracas, capital venezuelana. 

Resultado de imagem para metro e outros financiamentos do bndes na venezuela


O BNDES se alimenta do dinheiro do Tesouro Nacional, arrancado do bolso do contribuinte. A empreiteira, que é citada no escândalo de corrupção na Petrobras, foi responsável por três linhas do metrô de Caracas, além de outras obras no país.





 
LIBERTATUM recebeu do amigo Augusto Benone e publica:

ACERTO DA ECONOMIA BRASILEIRA:


Pregam a presidente Dilma Rosseff e o PT que desejam acertar as contas públicas do país arruinada por esse mesmo governo usando dos conhecimentos técnicos do ministro da Fazenda, sr Joaquim Levy. Como os brasileiros poderão acreditar nessa manifestada vontade do governo petista se continuam desviando os recursos públicos do BNDES sem autorização do Congresso para salvar tirania de governos autoritários em Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina, etc? 
Se realmente o governo petista quer acertar as contas públicas do país, acabar com a inflação que voltou atormentar a economia do país e dos brasileiros, elimine 50% dos ministérios inúteis, uma boa parte dos cabides de empregos da companherada alérgica ao trabalho no Congresso Nacional, Executivo e Judiciário e o dinheiro aparecerá como mágica para salvar o Brasil do caos econômico provocado por esse mesmo governo e terão dinheiro suficiente para resolver o rombo atual e até para atender os nordestinos no combate contra a seca.

Benone Augusto de Paiva
São Paulo, Capital.
30/03/2015
 às 13:57 \ Telecom, tecnologia e internet

Tesla prepara inovação — mas não é um carro

O CEO da Tesla Motors, Elon Musk, disse no Twitter que a fabricante de carros elétricos vai anunciar um grande novo produto, que não é um carro, daqui a um mês.
Musk — que além de carros elétricos estrá tentando popularizar viagens espaciais com sua outra empresa, a SpaceX, e investe em energia solar com a SolarCity — sucedeu Steve Jobs na posição de CEO mais criativo e inovador do mundo.
As ações da Tesla, que estavam em queda, passaram a subir 3% quando o tweet foi publicado.
A melhor especulação sobre o anúncio é de que se trata de uma bateria portátil capaz de fornecer energia para uma casa ou apartamento por até uma semana, em substituição aos sistemas elétricos convencionais, o que seria absolutamente revolucionário.

Isto é ação humana, economia de mercado, capitalismo.

Contribuição V. Camorim


(Comentado por Olavo de Carvalho.
)

Protocolei em Brasília, nesta terça-feira (24), o pedido de cassação do registro do PT, por sua vinculação ao Foro de São Paulo, ao violar o Art. 28, alínea ii, da Lei dos Partidos Políticos, e outros encaminhamentos.

Ao todo foram quatro requerimentos protocolados, seguindo as recomendações do Prof. Olavo de Carvalho [http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/foro-de-sao-paulo/15716-2015-03-19-01-27-31.html].

No TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL:
1) Protocolo nº 5.754/2015: que pede a cassação do registro do PT [por sua vinculação ao Foro de São Paulo], por violar o art. 28, alínea II, da Lei dos Partidos Políticos, que determia que seja cassado o registro de partido que esteja "subordinado a entidade ou governo estrangeiro".
2) Protocolo nº 5.755/2015: que pede a cassação do registro do PT [por sua relação com o MST, que caracteriza "organização paramilitar", violando assim o art. 28, insico IV, da Lei dos Partidos Políticos.

NA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA:
3) Manifestação 20150014188: denúncia contra a Presidente da República sra. Dilma Roussef, por infração do art. 49 da Constituição Federal, em decorrência de empréstimos ilegais a diversas nações estrangeiras.

NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL:
4) Protocolo nº 272680: Denúncia contra o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro José Antonio Dias Toffoli, por fazer "apuração secreta" do 2º turno das eleições presidenciais, infringindo o art. 87 da Lei Eleitoral.

Com encaminhamentos aos comandos militares, baseado no art. 142 da Constituição Federal, para que seja garantido o cumprimento da lei.

Hermes Rodrigues Nery, Coordenador do Movimento Legislação e Vida.

Comentário de Olavo de Carvalho:

Prof. Hermes Rodrigues Nery,
Nos seus contatos com as autoridades militares, por favor enfatize que a eleição da Sra. Dilma Rousseff NÃO FOI VÁLIDA, porque a apuração secreta infringiu o Art. 87 da Lei Eleitoral:
Art. 87. Na apuração, será garantido aos fiscais e delegados dos partidos e coligações o direito de observar diretamente, a distância não superior a um metro da mesa, a abertura da urna, a abertura e a contagem das cédulas e o preenchimento do boletim .
§ 4º O descumprimento de qualquer das disposições deste artigo constitui crime, punível com detenção de um a três meses, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e multa, no valor de um mil a cinco mil UFIR.
O uso das máquinas da Smartmatic tornou IMPOSSÍVEL cumprir o Art. 87
Dilma não tem de sofrer impeachment. Tem de ser cassada e presa.
Dilma Rousseff NÃO É presidente do Brasil. É uma usurpadora que chegou ao cargo mediante uma eleição ILEGAL.
Se você aceita que "a Dilma foi democraticamente eleita", você sobrepõe o jogo de aparências à LETRA CLARA E LÍMPIDA DA LEI. (LEI ELEITORAL, ART, 87.)
NEM PRESIDENTE, NEM PRESIDENTA, NEM MESMO PRESIDANTA. IMPOSTORA, ISTO SIM.
A APURAÇÃO SECRETA ESTÁ PARA UMA ELEIÇÃO VÁLIDA ASSIM COMO UM ESTUPRO ESTÁ PARA UM CASAMENTO.
Quando um crítico do governo Dilma já começa dizendo que ela foi "democraticamente eleita", todo mundo entende que está diante de um caso de boiolice política aguda ou de alguém que foi discretamente propinado.
Repito: democraticamente eleita O CARALHO. Foi colocada lá pela fraude eleitoral mais cínica de todos os tempos.


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Matéria extraída do website do Mídia Sem Máscara

Como a escola austríaca protege a sociedade da ganância?

gananciaRecebi, através de um comentário em um rede social, uma pergunta de um rapaz interessado em entender melhor a escola austríaca de economia. Segundo ele, que se entende como sendo de esquerda, existe muita ganância entre os homens, e gostaria de saber, dentro de uma abordagem sincera e amiga, como o livre-mercado protegeria a sociedade da ganância, das práticas anti-concorrenciais, da formação de cartéis e do monopólio, afinal, citando-o, “pessoas gananciosas não se contentariam jamais em ter uma fatia limitada do mercado, e fariam de tudo para dominá-lo”.

Minha resposta para essa pergunta seria: usando a ganância individual em favor da coletividade social. Essa resposta, obviamente, merece maiores esclarecimentos.
A primeira coisa a se falar nessa análise é que a escola austríaca não faz uma analise ética da ganância, ao contrário, por exemplo, da filosofia objetivista de Ayn Rand. Para Rand, o egoísmo é uma ética normativa válida, ou seja, para o o objetivismo o egoísmo é um ideal, um dever-ser. Ou, citando Gordon Gekko no filme “Wall Street”, o egoísmo é bom.

Para a escola austríaca, o auto-interesse é um fato concreto inescapável. Segundo a escola austríaca, pessoas agem sempre em busca do auto-interesse, ainda que o auto-interesse seja ajudar ao próximo. No dizer de Mises, pessoas sempre agem buscando sair de um estado de menor satisfação para um estado de maior satisfação, mesmo que essa satisfação seja ajudar ao próximo (egoísmo altruísta). O auto-interesse não é ideal, mas é real. Não é um “dever-ser”, é um “ser”. Não é deontológico, mas ontológico.

Dentro dessa visão de auto-interesse, o livre-mercado age justamente usando essa característica do ser humano na promoção do bem-estar da coletividade. Para alguém enriquecer em um mercado desobstruído, ele precisa basicamente de duas coisas: produzir o melhor produto ou o produto mais barato. Na melhor das hipóteses, uma conjugação de ambas as coisas.

Assim, buscando o seu auto-interesse, o agente econômico acaba por satisfazer uma gama de consumidores. O reflexo do prêmio do auto-interesse pela satisfação coletiva chama-se lucro. Ou, como diria Adam Smith no “Riqueza das Nações”: “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter”.

Sobre as práticas anti-concorrenciais, precisamos aprofundar um pouco a questão. A escola austríaca não entende o mercado como um fato estático, mas como um processo social dinâmico, ou seja, a relação entre a oferta e a demanda é sempre fluida, e em cada momento temos mais ofertantes e demandantes entrando nesse mercado e criando novos mercados.

A guisa de exemplo, em momento inicial um mercado sempre será de um único ofertante, que é exatamente aquele que cria ou descobre um novo produto. Quando um novo produto, digamos celular, foi criado e entrou no mercado, apenas o criador do celular estava no mercado, e esse “monopólio” acabou quebrado posteriormente porque as instituições de livre-mercado permitiam essa livre entrada e saída de ofertantes.

Nessa mesma linha, digamos que um mercado só tem um agente ofertante porque esse agente realmente oferece o melhor serviço pelo preço mais barato. Isso faz desse “monopólio” uma concentração ruim? Certamente que não, pois ele está maximizando a eficiência na prestação do bem ou serviço em questão.

Por isso a escola austríaca traz uma diferente conceituação para as palavras em comento, não se preocupando se um mercado em questão tem ou não apenas um agente do lado da oferta ou demanda, mas sim se as instituições permitem que novos agentes entrem para competir, caso o atual concentrador de mercado deixe de entregar bons produtos com bons preços.

O que gera péssimos efeitos e distorções na distribuição de bens e serviços é justamente o fato do Estado ter o poder de permitir ou não a entrada de agentes concorrenciais. É o Estado que gera o monopólio abusivo ao criar regras e regulamentos criadores dos chamados “custos de transação”, que são os custos gerados pela burocracia para alguém entrar no mercado. Quando, para se entrar em um mercado, é preciso gastar muito com autorizações estatais e cumprimentos de muitas regras esparsas e confusas, somente aqueles agentes que possuem recursos podem superar essas dificultadas. Agências reguladoras como o CADE são os melhores amigos dos concentradores de mercado, e o CADE acaba fazendo exatamente aquilo que se propunha combater: a criação de monopólios.

E o próprio Estado é um agente monopolista por natureza. O Estado possui, dentre outros, os monopólios da violência legítima e da produção de moeda, além de outros que vão variar de país a país. Combater monopólios através de um monopólio não é uma ideia inteligente. O Estado é o único monopólio inquebrável, e aparentemente ninguém reclama muito disso.

Essa concentração de poder monopolista do Estado, inclusive, gera um outro problema grave. Enquanto que, no mercado, para um agente auto-interessado consiga lucrar ele terá de servir à população, no Estado, para que esse mesmo agente, que é também auto-interessado, consiga lucrar, ele normalmente irá explorar as pessoas através do poder de seu cargo público, se locupletando através de negociatas, e não da prestação de seus serviços, já que o Estado funciona com pagamentos fixos e não com variações de acordo com a eficiência do agente públicos.

Essa preocupação com o agente auto-interessa detentor da máquina pública gerou, inclusive, uma outra escola de pensamento econômico, de cunho liberal: a escola da escolha pública.
Em suma, se o nosso objetivo é diminuir os efeitos deletérios de agentes auto-interessados, a melhor coisa a se fazer é usar o sistema de mercado e reduzir o poder do Estado, de forma que o agente só lucre se servir ao próximo, ao invés de ser servido.

E para mais detalhes sobre essa visão, recomendo fortemente o novo livro do meu amigo André Ramos, “Os Fundamentos contra o Antitruste“.



Sobre o autor

Bernardo Santoro
Diretor do Instituto Liberal
Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.
Matéria extraída do website do Instituto Liberal