domingo, 29 de novembro de 2015

A paisagem devastada

O Antagonista


Eu, Mario, dei hoje uma volta por São Paulo. Está tudo imundo, quebrado e para alugar, mesmo nas partes mais ricas da maior metrópole brasileira.
Nada nunca foi tão bom, mas tudo agora está ainda pior, e não apenas em São Paulo. Há causas circunstanciais -- as péssimas administrações, o vandalismoe a recessão -- e uma de fundo.
Há pouco tempo, no Twitter, escrevi que temos as cidades mais feias e precárias do mundo. O que fazemos a respeito? Músicas, livros e novelas que edulcoram a nossa devastação.
O Brasil precisa derrubar o PT e, em seguida, a ideia que faz de si próprio. É a única chance de nos civilizarmos.

A Operação Lava Jato e as fortes emoções de uma República apodrecida

DELCIDIOA semana já havia começado com o governo brasileiro fazendo pouco caso da postura do novo presidente argentino, Maurício Macri, e manifestando o desejo de que ele repense sua mais do que razoável reivindicação de banimento da Venezuela no Mercosul. Acintosamente cúmplice da ditadura de Maduro, o Brasil abdicou, em favor da Argentina, do papel de liderança democrática e republicana no continente. Também, como poderia? O que o furacão surpreendente da Operação Lava Jato vem revelando de maneira inequívoca é que o imenso esquema de podridão e criminalidade que se apossou de nossas instituições atingiu uma abrangência que despedaçou a dignidade da nossa República, a ponto de já duvidarmos quanto a podemos usar essa palavra.
O juiz Sergio Moro havia, pouco antes, questionado, sabe-se lá por quê, a inércia do Poder Executivo, da classe política, diante das investigações empreendidas. Passou um tom de desanimação. Não quero crer que ele esperasse que os ratos ajudariam a posicionar a ratoeira… De todo modo, logo em seguida, a Lava Jato atacou a todo vapor. E o que é mais sugestivo da extensão das teias que minam as possibilidades do país: os detidos da semana – até o momento em que redijo essas linhas, porque tudo muda a cada minuto – são, todos eles, acusados de tentar atrapalhar os procedimentos. Todos envolvidos, de algum modo, com a cúpula petista. Onde aquele discurso de que “nunca antes, na história deste país, se investigou tanto, porque NÓS, OS PETISTAS, permitimos”? Pois já raiou a terça-feira (24/11) com a notícia de que, na 21ª fase da operação, a Passe Livre, o pecuarista que tinha acesso liberado ao gabinete presidencial de Lula, José Carlos Bumlai, foi preso, acusado objetivamente de tentar usar referências ao nome do amigo poderoso para obstruir investigações, e também de participar de uma articulação fraudulenta em que um contrato da Petrobras ajudou a saldar uma dívida do PT – o caso tem até associações com a misteriosa morte de Celso Daniel, que não cabe aprofundar aqui.
No entanto, a quarta-feira (25/11) foi ainda mais bombástica: além do banqueiro André Esteves, da BTG Pactual, ninguém menos que o líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral, recebeu prisão preventiva, com seu chefe de gabinete Diogo Ferreira, movimentando o STF e o Senado. A razão? Delcídio ofereceu ao filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, um pacote de “mãozinhas” ilegais, com direito a uma polpuda verba, um avião para fugir do país, e a tentativa de mexer pauzinhos junto ao ministro do STF, Edson Fachin, e outras figuras de relevo.  Em vez de aceitar, Bernardo Cerveró, o filho em questão, entregou tudo aos agentes da lei, a fim de garantir a delação premiada de seu pai. O áudio é um estouro; sobrou até para Romário, do PSB, citado por Delcídio como tendo conseguido um acordo para acobertar a conta na Suíça que a Veja havia denunciado que ele possuía. Fala ainda que Fernando Baiano copiou o material do que seria originalmente a delação premiada de Cerveró, o que é gravíssimo e precisa ser apurado. É um escândalo de proporções épicas, considerando suas ramificações, mas sobretudo o ponto central: uma das principais figuras do partido em uma das casas da República ofertou o uso de recursos e alianças espúrios para esconder um investigado que tem muito a falar sobre a compra da refinaria de Pasadena, e obstruir o avanço da lei.
É até difícil sintetizar todos os efeitos que isso teve, tem e ainda deverá ter. De todo modo, começaram cedo as desculpas e relativizações. O ator petista José de Abreu comentou que a revelação denuncia um “petista fake” – porque o tradicional dos petistas é, naturalmente, a ética e a honestidade, e claro, o LÍDER DO PT NO SENADO não é um petista de verdade! Por sua vez, o jornal O Globo, em matéria virtual, destacou o título Delcídio do Amaral, o mais tucano dos petistas, em referência a um apelido com que o senador era tratado, o que não é mentira, mas é seguramente a manchete mais inoportuna que já vi – provando que o Jornalismo ético passou longe da redação. No entanto, o circo de horrores diante da bomba atômica na classe política chegou ao seu ápice à noite.
O Senado precisava confirmar, em votação, a prisão preventiva. A Constituição exige isso. Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, ao lado de um batalhão de petistas sem qualquer hombridade, defendeu que a votação fosse secreta, com as alegações mais estapafúrdias. Senhoras e senhores, àquela altura eu dizia, exasperado, já sem grandes preocupações com a possibilidade de ser visto como irresponsável, que, se o Senado decidisse por votar em segredo e, oculto da vigilância popular – segundo Calheiros, para garantir o “livre-arbítrio dos parlamentares” (sic) -, mesmo diante da contundência e da gravidade das provas, seria melhor invadí-lo e fechá-lo. Seria um escárnio sem precedentes – como sem precedentes é a própria prisão de um parlamentar em exercício, e, frisamos, em posição de liderança de seu partido. É óbvio que Renan, também citado no áudio de Delcídio – sim, mais um; o senador disse que Calheiros tinha razões para se preocupar -, junto com os petistas, temem que a sua vez chegue, inseridos que estão no esquema de poder vigente. Inundar-se em um vexame memorável diante do povo e manchar a história do Senado não os faria ruborizar diante do interesse em se prevenir e proteger as próprias cabeças.
Felizmente, não deu certo. Com 59 votos favoráveis, 13 contrários (repare no número: 13!) e 1 abstenção (Edison Lobão, do PMDB – MA), a prisão preventiva foi mantida. No entanto, não foi por falta de tentativa de esconder das vistas dos brasileiros o posicionamento dos covardes e, quem sabe, dos diretamente interessados, que o voto não foi secreto. Dos 13 votos contrários, nove são de petistas (aos nomes: Ângela Portela, Donizete Nogueira, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa, Jorge Viana, José Pimentel, Lindbergh Farias, Paulo Rocha e Regina Sousa), um é do PTB (Fernando Collor de Melo, sempre ele), um do PMDB (João Alberto Souza), um do PSB – isto é, teoricamente da oposição (Roberto Rocha), e um do PDT (Telmário Mota).
Então, o que temos? O presidente do Senado defendendo o voto secreto, fazendo já em seu discurso de deliberação do método decisório uma defesa nada sutil do senhor Delcídio, ao mesmo tempo em que dizia não ser hora de entrar no mérito da questão. Aliando-se aos petistas e sua corja de próceres, tentou, às vistas de todos, esconder uma discussão tão importante para supostamente “proteger” os representantes eleitos pelo povo do julgamento desse mesmo povo que os colocou lá. De outro lado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também do PMDB, segue fazendo um leilão entre oposição e governo, usando por moeda de troca para se safar um assunto dramático e técnico como a responsabilização da presidente Dilma por um crime cometido contra o orçamento nacional. E, é claro, um senador se oferecendo para sumir com um delator de peso de uma das únicas coisas boas do momento, que é a Lava Jato, revolvendo toda essa sujeira.
Está tudo bastante apodrecido. O odor fétido da imoralidade na classe política está exalando de quase todos os lados, de quase todas as instituições. A República carcomida e humilhada vive um impasse sem fim. Enquanto assim for, enquanto tivermos que respirar nesse ar sufocante, a crise política entravará as saídas econômicas, e nosso povo seguirá sofrendo. Assim acontece, via de regra, em países com Estados inchados, em que o que neles se passa tem impacto significativo e amplo sobre a saúde da economia. A Lava Jato pode ser um remédio amargo, mas precisa ser aplicado, e não pode ser em doses homeopáticas. É um tratamento de choque. Precisamos que ela siga adiante, e por isso qualquer tentativa de prejudicá-la e detê-la, intentada pelos vermes a quem ela incomoda, deve ser exemplarmente punida e repudiada.
Oxalá assim o seja em todos os casos, e aqueles que efetivamente comandaram o maior esquema de desmoralização institucional da história do país sejam identificados e presos. Que não paremos nos peixes pequenos, que não paremos na superfície. Os corações do Petrolão, do mensalão, do “PETISTÃO”, ainda estão livres, leves e soltos. Ou melhor, livres e soltos. Leves, despreocupados, tranquilos, já não tenho tanta certeza…

SOBRE O AUTOR

Lucas Berlanza

Lucas Berlanza

Jornalista, graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela UFRJ, colunista e assessor de imprensa do Instituto Liberal. Estagiou por dois anos na assessoria de imprensa da AGETRANSP-RJ. Sambista, escreveu sobre o Carnaval carioca para uma revista de cultura e entretenimento. Participante convidado ocasional de programas na Rádio Rio de Janeiro.

Asi era Venezuela en el año 1972

  Maika, mulher do senador Delcídio do Amaral, já discutiu o assunto com um advogado e pretende falar […]

Como a imprensa distorce 

declarações de Donald Trump

Quanto mais a mídia bate, mais o magnata sobe nas pesquisas

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Jornalistas brasileiros traduzem matérias de agências internacionais que distorcem declarações dos adversários políticos da esquerda, como Donald Trump e Ben Carson.
Por isso, reiteiro a lição para leitores do noticiário:
Nunca acredite em matérias que dizem que adversários políticos da esquerda pelo mundo falaram algo, sem que algo esteja INTEGRALMENTE entre aspas.
Já detalhei aqui um caso monstruoso contra Carson. Eis agora mais um exemplo de manipulação da mídia americana traduzida sem filtro no Brasil, dessa vez contra Trump.
Manchete da Folha: “Trump defende registrar todos os muçulmanos que vivem nos EUA“.
A reportagem é indicada como sendo “das agências de notícias“. Diz o texto (com grifos meus):
“O pré-candidato à presidência dos EUA Donald Trump defendeu enfaticamente a criação de um cadastro com informações de todos os muçulmanos que vivem no país.
Trump foi perguntado sobre a questão por um repórter da ‘NBC’ e insistiu que todos os muçulmanos do país devem ser identificados. ‘Certamente implantaria isso. Eles tem que ser [registrados]’.
Quando perguntado como um sistema de cadastro seria criado, Trump respondeu que o registro poderia ser feito em diferentes lugares. ‘É questão de gerenciamento. Nosso país não tem gerenciamento.'”
Se você já assimilou bem a lição, notou que nenhuma das frases genéricas de Trump entre aspas contém a defesa específica do registro de muçulmanos.
Essa parte foi acrescentada pela reportagem, que, esta sim, insiste que ele “insistiu”, e pior ainda, “enfaticamente” em sua suposta defesa da medida politicamente incorreta.
Trump não falou nem sequer a palavra “registrados”, inserida entre colchetes pelos autores da matéria não assinada, de modo que ele podia estar falando sobre qualquer outra coisa… E estava!
O repórter malandrinho da NBC o abordou em Newton, Iowa, ao fim de um evento de campanha e perguntou: “Deve haver um sistema de banco de dados para rastrear os muçulmanos neste país?”
Ninguém havia falado em tal coisa. Trump não havia sugerido isso. A sugestão foi do repórter, que lançou a pergunta a Trump, enquanto ele distribuía autógrafos a fãs em uma sala barulhenta.
Traduzo e comento o diálogo original, não exposto nos jornais brasileiros.
TRUMP: Deve haver um monte de sistemas para além do banco de dados. Devemos ter um monte de sistemas. E hoje você pode fazer isso. Mas agora temos que ter uma fronteira. Nós temos que ter força.Temos que ter um muro. E não podemos deixar acontecer o que está acontecendo com este país.
Ou seja: Trump simplesmente engatou sua fala sobre imigração. É isso que ele entendeu e é disso que ele estava falando genericamente. Dos cuidados necessários neste tema, que são o foco de sua campanha.
REPÓRTER: Mas isso é algo que a sua Casa Branca gostaria de implementar?
TRUMP: Oh, eu certamente implementaria isso. Absolutamente.
Ora, qual foi a última medida de que Trump tinha falado? A de ter um muro na fronteira! É isso que ele “certamente implementaria”, mas a imprensa distorceu o sentido da resposta e a matéria da Folha ainda acrescentou uma frase inteira que ele não disse: “Eles tem que ser [registrados]”.
O diálogo – que pode ser visto num dos vídeos ao fim do post – continuou:
REPÓRTER: Qual você acha que seria o efeito? Como isso funciona?
TRUMP: Seria impedir as pessoas de entrar ilegalmente. Temos de impedir as pessoas de entrar em nosso país ilegalmente.
Mais uma prova de que Trump falava especificamente do muro contra a imigração ilegal.
REPÓRTER: Muçulmanos especificamente, como você realmente conseguiria registrá-los em um banco de dados?
Repare que nem a pergunta do repórter se referia especificamente a “todos os muçulmanos que vivem nos EUA”, como saiu na manchete da Folha.
TRUMP: Seria apenas uma boa gestão. O que você deve fazer são bons procedimentos de gestão. E nós podemos fazer isso.
Trump, mais uma vez, deu uma resposta genérica como quem ainda estava engatado em sua fala sobre as medidas contra a imigração.
REPÓRTER: Você iria a mesquitas e cadastraria essas pessoas no sistema?
TRUMP: Diferentes lugares. Você cadastra em diferentes – mas é tudo sobre gestão. Nosso país não tem gestão.
O diálogo completo, embora mais pareça o chamado ‘papo de bêbado’, mostra que Trump estava falando de imigrantes, especialmente ilegais, obviamente na esteira dos ataques em Paris.
Se tanto, ele chegou a falar, nesta última frase, em cadastrá-los em diferentes lugares. E só.
Daí para o título “Trump defende registrar todos os muçulmanos que vivem nos EUA” é um salto carpado com pirueta típico da mídia esquerdista, lamentavelmente reproduzido pelo mundo e aproveitado por republicanos que também querem tirar o magnata da liderança das pesquisas.
TRUMPTWEET
“Eu não sugeri banco de dados – um repórter o fez. Nós precisamos derrotar o terrorismo islâmico e ter vigilância, incluindo uma lista de observação, para proteger a América”, tuitou Trump.
Em seguida, o magnata disse o óbvio na Fox News: que estava autografando livros, com pessoas gritando, música de fundo, e mal ouviu as perguntas daquele repórter.
Ele esclareceu que é a favor da criação de banco de dados, sim, mas justamente para todos os refugiados sírios, a fim de saber quem são essas pessoas que estão entrando nos EUA (e em meio às quais podem entrar terroristas infiltrados, como aconteceu na Europa).
Adversários de Trump, claro, aproveitaram para repetir que ele voltou atrás em sua declaração, como se o esclarecimento de uma distorção significasse uma mudança de ideia.
Em discurso posterior de campanha, Trump aproveitou então para ironizar o escândalo que fazem a partir de suas declarações (supostamente ou não) politicamente incorretas e defendeu a vigilância, sim, de certas mesquitas, como este blog também já defendeu aqui e aqui.
Relembro que o prefeito esquerdista de Nova York, Bill de Blasio, retirou os espiões policiais das mesquitas radicais e, após o ataque ao Charlie Hebdo, foi duramente criticado pelo ex-prefeito republicano Rudy Giulini por essa irresponsabilidade.
Como disse Trump, com razão: “Eu quero vigilância. Já tivemos isso antes e teremos de novo.”
As tentativas da mídia esquerdista de desmoralizar Trump com distorções, edições e acusações de inventar histórias estão a cada dia mais patéticas e incapazes de abalar sua candidatura.
Glenn Kessler, jornalista do Washington Post que supostamente verifica a veracidade das declarações dos candidatos, noticiou, por exemplo, que não foi encontrada notícia alguma sobre muçulmanos que comemoraram em Nova Jersey o 11 de setembro, como Trump mencionara em campanha.
Curiosamente, logo foi encontrada uma matéria antiga do próprio Washington Post sobre a comemoração muçulmana.
John Hinderaker desmascarou lindamente Kessler, que ainda insistiu no Twitter em distorcer a matéria do jornal para não dar o braço a torcer. Todos os detalhes estão AQUI, em inglês, mas sei que os jornais brasileiros não vão traduzir.
Assim como o esclarecimento de Ben Carson sobre seu passado foi ignorado, os de Trump – ou em seu favor – provavelmente também o serão, porque não se tornam matérias distribuídas pelas agências.
Não tem problema.
Quanto mais a mídia bate em Trump, mais ele sobe nas pesquisas – e mais este blog se diverte, construindo um verdadeiro banco de dados de mentiras esquerdistas e provincianismos jornalísticos.
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Fonte: Felipe Moura Brasil
Colaboração E

Libertad de todos los presos políticos en Venezuela

Dilma sofre com o efeito Macri

O Antagonista

Luis Diaz, secretário-geral do partido Ação Democrática, de oposição a Nicolás Maduro, foi assassinado durante um comício na quarta-feira.

Dilma Rousseff, ora vejam só, condenou em nota o assassinato e pediu que Nicolás Maduro garantisse a lisura das eleições no dia 6.
A petista vazou para a imprensa que está "incomodada" com o que ocorre na Venezuela. Mentira. Ela teme é que o novo presidente argentino Mauricio Macri cumpra a promessa de exigir que a Venezuela seja suspensa do Mercosul -- e com o apoio do Brasil, o que a colocaria numa tremenda saia justa com a esquerda latino-capadócia-americana.
Na semana passada, Dilma Rousseff enviou Marco Aurélio "Top Top" Garcia a Caracas, para dizer a Maduro que ele deveria segurar a onda, mas, pelo jeito, o chofer de busão transformado em caudilho não deu ouvidos aos apelos petistas.
O entourage de Mauricio Macri saudou com ironia a nota de Dilma Rousseff, com um "bem-vindo".

Lula chama Delcídio de imbecil.

Lula chama Delcídio de imbecil.
O comando do PT deverá expulsar o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS). Segundo integrantes da cúpula do partido, a tendência é pela desfiliação do parlamentar, preso pela Polícia Federal sob acusação de obstruir as investigações...

sábado, 28 de novembro de 2015


Klauber Pires

Amigos. 

A Sociedade de Confiança cumpre mais um programa na luta pela liberdade. 

Dessa vez foi no "Coloquio Bolivarianismo: prós e contras".

A Sociedade de Confiança teve a participação do professor Felix Pietro em contraposição ás falacias do Consul da Venezuela Sr, Alonso Pacheco. 

Testemunhamos o cinismo deste funcionário em responder com um sorriso forçado as perguntas firmes que lhes fizemos sobre o tráfico de drogas, apoio ás FARC, perseguição a empresas de comunicação e a lideres opositores e á ocupação de altos postos das FFAA por oficiais cubanos. 

Não nos surpreendeu nem nos incomodou a atitude de cinismo do Consul, pois as perguntas as fizemos tendo em vista denunciar á plateia as arbitrariedades, hipocrisia e criminalidade da tirania bolivarianista da Venezuela. 

Estamos ocupando espaços, e com a ajuda de Deus vamos vencer 
a luta contra o comunismo no Brasil e na América-latina. 

Obrigado. 

Klauber Pires. 

Quão negra era a Idade das Trevas - Prager University


Não se sabe a quantas anda a imundície, mas já houve fumaça... petista!

Por que Macri está certo em pedir a suspensão da Venezuela no Mercosul

Créditos: Jornal GNews
Créditos: Jornal GNews
Lilian Tintori, a esposa do líder oposicionista venezuelano Leopoldo López, preso de forma arbitrária pelo tiranete de seu país, Nicolás Maduro, denunciou que tentaram matá-la em comício realizado na quarta-feira, 25/11. Felizmente ela sobreviveu; Luis Manuel Díaz, secretário-geral de um ramo regional do partido Ação Democrática, não teve a mesma sorte. Baleado, faleceu a caminho do hospital. Os outros oposicionistas garantem que o incidente não foi isolado. As milícias e os militantes agressivos do governista Partido Socialista Unido da Venezuela, coniventes com todas as arbitrariedades e todas as restrições impostas ao povo do país pelo sistema de poder chavista, intimidam e perseguem os atos públicos de campanha das principais figuras de oposição. Tudo isso às vésperas da suspeitíssima eleição parlamentar, prevista para 6 de dezembro.
De qualquer modo, já é sabido que houve mortes na repressão às manifestações estudantis contra o governo, embora se continue a fazer inconcebível silêncio sobre isso. A democracia não existe na Venezuela. Um regime miserável, destroçado, em que manifestações de descontentamento são vistas como crimes, em que a liberdade de ir e vir e dizer o que se pensa é desafiada por truculentos armados a serviço da infame “Revolução Bolivariana”, já não é nada mais que uma ditadura medíocre, capitaneada por um lunático que seria engraçado, não estivesse manchado em sangue. Como manchados em sangue estão os demais países da América Latina, em especial o Brasil, cujos representantes públicos e, ao menos no nosso caso, órgãos de imprensa (com louváveis exceções, como uma recente série da Band News TV, que vem exibindo as cenas dramáticas da repressão naquele país) fazem pouco caso do drama venezuelano, destacando – não sem razão, diga-se de passagem – tragédias e conflitos do Oriente Médio, mas menosprezando a tirania assassina perfeitamente caracterizada que temos aqui no nosso quintal, e sobre a qual podemos, com muito mais eficácia, fazer alguma coisa.
Sim, podemos. Quem concorda é o novo presidente da Argentina, Maurício Macri, de plataforma mais liberal, rompendo com o esquema de conluio bolivariano que aprisiona os regimes latino-americanos a uma cooperação ideológica e econômica hostil à inserção nos mercados globais, protecionista, avessa às liberdades e dignidades individuais e repulsivamente rancorosa diante dos países bem-sucedidos. Como já fartamente noticiado, ele anunciou que pedirá a suspensão da Venezuela do Mercosul, alegando infração às exigências da cláusula democrática do bloco econômico regional. O Brasil, maior país e maior economia da região, embora sua República, suas instituições, seu Estado obeso e, consequentemente, sua saúde econômica, estejam vivendo um momento deprimente, deveria, no mínimo, declarar, como postura oficial, seu repúdio a essa violência inadmissível no mundo civilizado. Não o faz e não o fará – acrescentando ainda um desejo confessado de que Macri reveja sua posição – porque é responsável direto. Apoia, protege, exalta, financia; Lula afirma, sem pestanejar, que na Venezuela existe “excesso de democracia”. O petismo e o chavismo são amigos próximos, figurando na cabeça do movimento socialista governista continental, ao lado de sua inspiração simbólica e “menina dos olhos”: o comunismo castrista de Cuba. Portando-se assim, macula-se com o sangue das vítimas da monstruosidade que acoberta.
A atitude ousada de Macri, que parece tentar fazer da Argentina protagonista de uma mudança da realidade latino-americana, pelo menos na direção do bom senso, suscitou discussões. Alguns liberais e libertários, por acreditarem, com razão, que o Mercosul tem sido uma concepção intrinsecamente comprometida, limitadora, e já está instrumentalizado para fins menores e que incapacitam os países-membros – ou por, em princípio, serem contrários a qualquer bloco de acordos econômicos, acreditando que tão-somente se deveriam abrir os mercados com todos -, sustentam que o presidente argentino deveria apenas retirar seu país do grupo e perseguir seus próprios objetivos.
Discordo, e aqui explico o motivo. Estou de acordo em que a primeira e inviolável obrigação que um governo deve ter – e eu acredito que governos as tenham, porque, com toda a estima devida aos amigos libertários mais extremados, não defendo a abolição do Estado – é para com o seu próprio país e o seu povo. Concordo em que intervencionismos e ações diretas sobre outras nações devem ser, ao máximo possível, evitados, em prol do respeito imperioso à soberania e à convivência internacional. Ao máximo possível. Isso não quer dizer, pessoalmente, que eu abrace essa ideia como um dogma absoluto; não mesmo. Acredito, em princípio, que os países, pelas circunstâncias regionais e culturais em que se formam, possuem expressões de liderança naturais e, em estando ao seu alcance, como potências globais ou regionais, agir para minorar a dor alheia, deveriam fazê-lo. O Brasil, pela sua extensão territorial e dimensão econômica, como mencionamos, seria o candidato natural a, pelas vias diplomáticas e pela declaração pública veemente, repudiar e punir o que ocorre na Venezuela. Já está demonstrado o porquê de não fazê-lo; em sendo assim, a Argentina, tendo sido substituído o governo kirchnerista, deverá ocupar esse espaço e tentar se encarregar disso.
O gesto de Macri não pode, assim, ser encarado como algo que diga respeito apenas aos interesses de seu país. Ainda que possa movê-lo o interesse particular de projetar a Argentina e a sua liderança pessoal – o que não condeno -, sua postura, caso ele a mantenha, é um alento para os resistentes democratas da Venezuela. Seu gesto se direciona para o país vizinho, não tanto ao seu próprio; apenas sair do Mercosul, neste momento, poderia significar abdicar da pressão que pode ser feita em favor dos venezuelanos. É por isso que aplaudo a iniciativa de Macri. Aplaudo, mas, ao mesmo tempo, me envergonho profundamente, porque nós é que deveríamos estar fazendo isso.
Ao silenciar e ainda condenar o movimento de quem tenta se insurgir contra o absurdo, nosso governo nos apequena perante a opinião internacional e mostra sua nua e crua natureza vil. Não nos cansaremos de frisar: antes da saúde econômica, antes do equilíbrio financeiro e orçamentário, antes da inserção nos mercados globais e do abandono das políticas protecionistas, antes do corte de gastos, antes do avanço rumo ao melhor do mundo moderno capitalista, precisamos de dignidade. É esse o bem mais precioso que aqueles que estão no poder hoje, lá como cá, não nos permitirão jamais ostentar, enquanto por aí estiverem.

SOBRE O AUTOR

Lucas Berlanza

Lucas Berlanza

Jornalista, graduado em Comunicação Social/Jornalismo pela UFRJ, colunista e assessor de imprensa do Instituto Liberal. Estagiou por dois anos na assessoria de imprensa da AGETRANSP-RJ. Sambista, escreveu sobre o Carnaval carioca para uma revista de cultura e entretenimento. Participante convidado ocasional de programas na Rádio Rio de Janeiro.
Fonte: Instituto Liberal