Prezados leitores,
Antes de dar sequência à reportagem da BBC News, que vai em português de tradução automática, venho dar-lhes uma pequena lição de novilíngua:
Quando eu digo: João deve pagar a Marcelo por sua saúde e educação até que se forme na faculdade, eu estou proclamando uma sentença que cria uma obrigação jurídica para João que é ao mesmo tempo um ônus, enquanto que para Marcelo trata-se de um benefício jurídico na forma de um bônus.
Todavia, quando afirmo que é direito dever do estado suprir o povo de educação e saúde, já aí não estou mais falando em português, mas em uma outra língua, uma tal nova língua ou simplesmente "novilíngua" em que os significados de obrigação e direito e ônus e bônus se invertem completamente. Ao estipular que a educação e a saúde "gratuitas" são um dever do estado e direito dos cidadãos, estou na verdade concedendo ao estado uma reserva de mercado para gerir à sua vontade os sistemas de saúde e educação, enquanto ao povo restam os impostos. Ora, pois, aqui o ônus recai sobre os cidadãos, e o bônus aos políticos e burocratas estatais.
Portanto, não se deixem levar por estes tumultuosos movimentos que reivindicam isto e aquilo de graça e se camuflam ao declararem que protestam abstratamente da inflação e da corrupção que eles mesmos ajudam a perpetuar ao eleger políticas públicas coletivistas.
A reportagem pode até estar querendo ver uma ironia no sorriso de agradecimento da Sra Dilma Roussef, mas eu enxergo nos seus olhos o brilho honesto da gratidão aos idiotas úteis que aderem à massa de manobra. Prestem atenção!
Dilma Rousseff: "Essas pessoas devem ser ouvidas"
Presidente do Brasil Dilma Rousseff disse que ela se orgulha das dezenas de milhares de pessoas que tomaram as ruas para exigir uma melhor educação, escolas e transportes.