quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
DO LEITOR
LULA É ACUSADO EM PORTUGAL DE RECEBER PROPINA DE 2 MILHÕES DE EUROS
www.facebook.com/video.php?v=846267848747970&pnref=story //////////////////////////
Contribuição de Leônidas Oliveira
Rentistas e sanguessugas
Autor João Luiz Mauad
João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ e profissional liberal (consultor de empresas).
Uma das expressões mais utilizadas e estigmatizadas pela esquerda (e alguns setores da direita) é a famigerada ‘rentista’. Usam-na, a torto e a direito, para designar aqueles indivíduos, ou grupos, que auferem renda fora do trabalho, através de investimentos em ativos que geram retorno financeiro. Não raro, referem-se à “classe rentista” de forma pejorativa, especialmente em ralação àqueles “parasitas gananciosos”, que aplicam seus recursos nos mercados financeiros e de capitais. Será que esse estigma é justo?
Existem três formas legítimas de alguém adquirir rendimentos: lucros, salários e rendas. A característica principal do lucro é o risco envolvido, ou seja, o investidor aplica seu capital na expectativa de obter retorno positivo. O resultado, porém, é indeterminado e desprovido de garantias. Quanto aos salários, esses não envolvem riscos (exceto os relacionados a aspectos não econômicos, como fraude, por exemplo), uma vez que são a contraprestação – pré-estabelecida – de um serviço determinado. Geralmente, os salários são proporcionais à produtividade do trabalho realizado. Já a renda é a remuneração obtida a partir do arrendamento de um ativo, seja um imóvel, um automóvel ou uma quantia em dinheiro.
Um trabalhador que poupe um pedaço do seu salário todos os meses e, depois de certo tempo, resolva adquirir um imóvel para fins de aluguel, torna-se automaticamente um rentista. Como ele, qualquer outro indivíduo que acumule algum capital e o arrende a alguém se tornará também rentista. Até mesmo os aposentados são rentistas que, todo mês, durante anos, contribuíram com uma parte do seu salário para ganhar o direito de auferir uma renda vitalícia no futuro. Há ainda aqueles que obtêm renda de propriedades herdadas, porém mesmo estas propriedades foram adquiridas através da poupança de alguém – no caso os antepassados desses felizardos. Podemos notar que, por trás da aquisição do direito legítimo à renda, está o direito de propriedade e seu consequente usufruto.
As rendas são a forma mais segura de obtenção de rendimentos e, por esta razão, é natural que a maioria das pessoas deem preferência a ela, especialmente os mais conservadores. Na verdade, não há nada de errado nisso, pelo contrário. Ao visarem essa forma de rendimento, as pessoas estarão sempre buscando manter e valorizar os ativos (capitais) em seu poder.
A poupança – própria ou de terceiros – transformada em investimento é a única forma legal – e legítima – de obter renda. Infelizmente, porém, há outras formas de adquiri-la, algumas legais, porém injustas, e outras tanto ilegais quanto injustas. No último caso estariam o roubo, o furto, a fraude e outros crimes correlatos, em que alguém se apropria, pelo uso da força ou não, de propriedades alheias, sem o consentimento do dono. Sobre este não pretendo aprofundar-me, uma vez que sai da esfera econômica para a policial.
Há, no entanto, uma outra forma de rentismo extremamente injusta, embora muitas vezes perfeitamente legal, cuja principal característica é estar sempre associada à ingerência do estado e sua indelével vocação para tomar – através do uso legal da força – propriedades de uns e entrega-las a outros. Esta prática espúria nasce do fato, há muito explicado por David Hume e seu amigo Adam Smith, de que a maioria das pessoas busca, através de seus atos, o seu próprio interesse e não um "interesse público" vagamente definido.
Tudo o que o estado nos toma, pela via dos tributos, e não nos dá de volta através de serviços públicos universais é, sem meias-palavras, espoliação. Com efeito, o seu produto não se derrete ou evapora no ar, mas é apropriado por certas espécies heterodoxas de “rentistas”, ou “rent-seekers”, como os definiu Anne Krueger.
Esse tipo de apropriação indébita, que chamo de “rentismo sanguessuga”, baseia-se na transferência forçada de recursos, em que os governos retiram de A e repassam a B – além de cobrar, é claro, certa comissão pelo serviço sujo. Infelizmente, os sanguessugas são muitos, e de várias espécies. Por exemplo: funcionários públicos que recebem salários maiores que as respectivas produtividades; ONGs, sindicatos e demais organizações cujas receitas são, de alguma maneira, tomadas dos pagadores de impostos. Há ainda os casos mais difíceis de enxergar, porém não menos danosos, como os privilégios concedidos a empresários, beneficiados com incentivos fiscais, proteção contra a concorrência estrangeira, concessão de serviços públicos, subsídios, isenções de impostos, patrocínios e publicidade estatais, obras públicas superfaturadas, financiamentos a juros subsidiados e muitos outros.
É infinita a quantidade de "bondades" que interesses concentrados podem pleitear dos governos, sempre à custa dos dispersos pagadores de impostos – legítimos donos do dinheiro. No frigir dos ovos, entretanto, a principal característica dos sanguessugas consiste em apropriar-se dos recursos do erário para benefício próprio.
Não por acaso, na maioria das vezes em que ouço alguém criticar os rentistas, trata-se de um sanguessuga a reclamar de um rentista legítimo, numa completa inversão de valores.
* Publicado originalmente em 29/07/2010 e postado 29.01.2015 no website do Instituto Ordem Livre
A falta de postura da impostura

Não faz muito tempo que cheguei aqui no Instituto Liberal, mas já mostrei serviço. Semana passada, quando comparei Dilma ao personagem Wally, afirmei que ela estava sumida, provavelmente escondida em algum porão de algum palácio do governo. Repito-me. Repito-me demoradamente:
”Dilma virou o nosso Wally. Aécio Neves quer saber onde ela está. Eu também quero. Os pagadores de impostos idem. Certamente se escondeu em algum lugar do Palácio do Planalto, cercada de assessores em quem ela pode descarregar aquela sua educação costumeira sem ser contestada.”
Acertei na mosca. O ressurgimento de Dilma se deu no Palácio do Planalto, dando uma descompostura em um assessor qualquer em meio a Reunião Ministerial. Foi o que captou o meu amigo Leandro Ferreira, editor do excelente blog Teleguiado. Na ocasião, Dilma dizia uma patacoada nacionalista qualquer quando, talvez apressada pela vontade inescapável de sumir novamente, se adiantou à velocidade do Teleprompter. Culpou o técnico responsável pelo funcionamento do aparelho, instando-o a fazer a coisa funcionar com uma velocidade compatível a capacidade dela de mentir.
O trogloditismo de Dilma é notório. Tão notório quanto o trogloditismo de seu ventríloquo. A grossura de Lula já foi narrada em livro, pelas penas dos jornalistas Leonêncio Nossa e Eduardo Scolese, no revelador “Viagens com o Presidente”. As de Dilma são contadas nas colunas que tratam dos bastidores da política. Em um de seus arroubos, ela fez até José Sergio Gabrielli chorar. Segundo matéria do jornal O Globo, publicada em 2009, “Dilma não poupa adjetivos quando o trabalho realizado não lhe satisfaz. Imbecil é uma das palavras mais usadas por ela ao ver ordens não cumpridas”. Duvido que o técnico do teleprompter presidencial seja mais imbecil do que muitos dos ministros presentes na reunião.
A severidade com que Dilma trata os pequenos serviçais é inversamente proporcional à complacência que ela dispensa aos grandes oligarcas que se servem do governo. É mais fácil exigir rapidez no texto que aparece no telempropter do que nas obras do PAC que aparecem atrasadas no calendário. O técnico, afinal, é um mero proletário que pode ser chutado de modo a não envergonhar a mandatária da administração popular. Já os oligarcas e os grandes barões do capitalismo de Estado, esses são por demais importantes para que lhes seja dirigida uma cara feia, uma carranca, um olhar intolerante de poucos amigos, ainda que quando flagrados com a boca na cumbuca pública.
Ser chefe de governo é serviço para quem se talhou não só com preparo administrativo e político, mas também com postura no trato. A postura de Dilma foi ornada enquanto se embrenhava nos matagais companheiros dos idos de VAR-Palmares. A postura de Lula, por sua vez, o foi nos grotões, às custas de cabritas e outros prováveis quadrúpedes. Um país não pode ir para frente com quem tem tanto desapreço e faz tão pouco da faixa que recebeu dos eleitores. Dilma trata mal os seus subalternos, mas ainda pior a instituição da Presidência.
Adendos Importantes:
Adendos Importantes:
Confiram o vídeo em que Dilma faz carrancas para o técnico do Teleprompter: https://www.youtube.com/watch?v=Rka3OUTXQk4
Confiram o vídeo em que Dilma destrata a jornalista que a socorreu depois de uma alegada “queda de pressão” ao fim de um debate com Aécio Neves: https://www.youtube.com/watch?v=hbzTE8Pu284
Confiram o vídeo em Lula, na companhia do indefectível Sérgio Cabral, é grosseiro com um favelado carioca: https://www.youtube.com/watch?v=L-7_J_Oh8sY
Matéria extraída no website do Instituto Liberal.Trecho da página 249 do livro “Viagens com Presidente”, onde é narrada uma ocasião onde Lula se recusa a ler um discurso. Leiam o trecho do livro tentando imitar Lula em sua fala:
Na suíte do hotel, recebe das mãos de assessores discurso sobre combate mundial à fome. Diante do ministro Celso Amorim e dos auxiliares do Planalto e do Itamaraty, folheia rapidamente a papelada e arremessa a metros de distância:— Enfiem no cu esse discurso, caralho. Não é isso que eu quero, porra. Eu não vou ler essa merda. Vai todo mundo tomar no cu. Mudem isso, rápido.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
A Mamata do Seguro Desemprego e os Guardiões do Atraso
Por João Luiz Mauad

Saber o que é certo e não fazê-lo é a pior das covardias. Confúcio
O Brasil parece um país fadado ao imobilismo. Nenhuma das necessárias reformas (tributária, fiscal, trabalhista) de que o país tanto precisa jamais conseguiu sair do papel. Mesmo as pequenas mudanças, visando a modernizar certas instituições arcaicas, raramente conseguem seguir adiante, quase sempre enterradas por grupos sindicais estridentes e por forças políticas retrógradas, cujo único compromisso é com os próprios interesses.
Não foi diferente agora, com a ex-futura reforma do famigerado seguro desemprego. Qualquer um que tenha algum contato com o mundo empresarial e trabalhista sabe que o SD é hoje um sorvedouro de dinheiro público, uma instituição onde a fraude e os incentivos errados predominam. É óbvio, até para a presidente Dilma, que alguma mudança deveria ser feita para evitar mais desperdício de dinheiro público. Infelizmente, porém, as forças do atraso estão sempre alertas e dispostas a fazer barulho para que as coisas permaneçam exatamente como estão.
Da forma como foi projetado, o seguro desemprego incentiva o trabalhador, especialmente o trabalhador de baixa renda, a permanecer o mínimo tempo possível em cada emprego. Com os índices de desemprego em baixa, o risco para o trabalhador é pequeno, já que, findo o prazo do ócio remunerado, provavelmente ele não terá dificuldade de arranjar outro emprego. Na construção civil, este processo é bastante acentuado. Quem trabalha em obra sabe que, passados seis meses com a carteira assinada, muitos indivíduos começam a fazer corpo mole, “pedindo” para ser demitidos, sabendo que, nos próximos quatro meses, poderão viver sem trabalhar, ou mesmo ganhar dobrado, trabalhando informalmente.
O professor José Pastore, especialista no assunto, fez uma simulação, há alguns anos, para um empregado que ganha R$ 1 mil por mês e completa um ano na empresa. Vejam a que ponto chega o descalabro:
“Se ele for dispensado sem justa causa, terá acumulado R$ 1.040 na sua conta do FGTS (inclusive a parcela do 13.º salário). No caso de ser desligado da empresa sem justa causa, sacará esse montante e receberá R$ 400 a título de indenização de dispensa, perfazendo R$ 1.440. Além do salário do mês, como parte das verbas rescisórias, ele terá direito a R$ 1 mil de 13.º salário e R$ 1.333 a título de férias e abono, o que no agregado soma R$ 3.773. Uma vez despedido, ele receberá quatro parcelas no valor de R$ 763,29 a título de seguro-desemprego, ou seja, R$ 3.053,16. Em resumo: para viver nestes quatro meses, o empregado em tela disporá de R$ 6.826, o que dá uma média mensal de R$ 1.706, ou seja, 70% a mais do que ganhava quando estava trabalhando.
Até aqui foi tudo legal. Mas, com a atual falta de mão de obra, o referido trabalhador pode se reempregar com facilidade. Para não perder o benefício do seguro-desemprego, muitos procuram um emprego informal. Digamos que o protagonista do exemplo consiga ganhar R$ 1 mil nessa atividade, ou seja, R$ 4 mil durante os quatro meses. O ganho total no período subirá para R$ 10.826, que dá uma média de R$ 2.706 mensais! Além disso, há o abono salarial.”
O aumento ininterrupto do número de concessões do seguro desemprego, quando cotejado com os índices de desemprego no país nos últimos anos, não deixam margem para dúvidas. Existe um forte incentivo, não apenas para a alta rotatividade no emprego, mas também para a fraude contra o seguro. No entanto, basta alguém levantar a hipótese de mexer na lei para que uma verdadeira avalanche de críticas, quase sempre vindas dos indefectíveis guardiões do atraso, não raro encastelados dentro do próprio PT, tome conta da mídia do Congresso, imobilizando qualquer tentativa de reforma.
Sobre o autor
João Luiz Mauad
Administrador de Empresas e Diretor do Instituto Liberal
João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.
Matéria extraída do web site do Instituto Liberal
Matéria extraída do web site do Instituto Liberal
Bate Papo.

Inteligência Artificial - IA
Dia desses o editor de LIBERTATUM leu notícia no MSN, alerta de uns cientistas, sobre o perigo da inteligência artificial das máquinas para a humanidade. Falam, sem meias palavras, que elas acabarão exterminando a raça humana. Sim, esse é um assunto recorrente; na juventude li todos os autores clássicos do tema na literatura de ficção científica. Enviei aludida matéria ao nosso colaborador V. Camorim e publico abaixo o que me enviou como resposta.
Ivan Lima
O capitalismo está sempre abrindo campos jamais imaginados e o resultado é mais que óbvio: uma reação negativa, repleta de superstições anticapitalistas. Achar que o homem será substituído pela máquina é próprio de mentalidade atrasada. A maquina economiza tempo, eleva a produtividade, aumenta a satisfação dos consumidores tornando o homem mais rico.
Um padeiro que fazia manualmente 100 pães em 4 horas de trabalho ao empregar um conjunto de máquinas tem a possibilidade de fazer 1000 pães em menos de uma hora, sobrando tempo, mais de três horas, para usar a mão de obra para fazer pastéis variados, pizza, pão de queijo, tortas biscoitos e etc., atendendo uma demanda crescente de consumidores sempre insatisfeitos, criando mais riqueza.
Ao sair da pobreza o homem almeja mais liberdade. Demanda, portanto mais bens e quanto mais fica sofisticado, mais sofisticado é esta demanda. Exemplo são os modernos avanços na informática que alivia o homem de muitas tarefas aborrecidas. Inteligencia artificial o homem vem empregando há bastante tempo. Exemplo: uma calculadora, uma máquina de lavar roupa automática, e muitas outras.
Os empresários são pessoas que dão continuidade ao avanço da ciência ao produzir novos e inimagináveis produtos baseados nestes conhecimentos. O objetivo é liberar o homem de tarefas enfadonhas liberando para outras tarefas, inclusive para o deleite. O homem trabalha porque não tem outra saída, mas o que deseja mesmo é curtir a vida. Ninguém paga pra trabalhar. Mas paga para se divertir.
Máquinas são produtos do cérebro humano, de sua imaginação e raciocínio. A divisão de trabalho, quanto mais intensa, mais mecânica e repetitiva a atividade humana; se torna sendo então um desafio retirar este enfado provocado pela repetição com uma maquininha qualquer e de preferencia inteligente. Inteligencia artificial jamais substituirá o homem, seu criador.
V. Camorim é autodidata e colaborador de LIBERTATUM -
Inteligência Artificial - IA
Dia desses o editor de LIBERTATUM leu notícia no MSN, alerta de uns cientistas, sobre o perigo da inteligência artificial das máquinas para a humanidade. Falam, sem meias palavras, que elas acabarão exterminando a raça humana. Sim, esse é um assunto recorrente; na juventude li todos os autores clássicos do tema na literatura de ficção científica. Enviei aludida matéria ao nosso colaborador V. Camorim e publico abaixo o que me enviou como resposta.
Ivan Lima
O capitalismo está sempre abrindo campos jamais imaginados e o resultado é mais que óbvio: uma reação negativa, repleta de superstições anticapitalistas. Achar que o homem será substituído pela máquina é próprio de mentalidade atrasada. A maquina economiza tempo, eleva a produtividade, aumenta a satisfação dos consumidores tornando o homem mais rico.
Um padeiro que fazia manualmente 100 pães em 4 horas de trabalho ao empregar um conjunto de máquinas tem a possibilidade de fazer 1000 pães em menos de uma hora, sobrando tempo, mais de três horas, para usar a mão de obra para fazer pastéis variados, pizza, pão de queijo, tortas biscoitos e etc., atendendo uma demanda crescente de consumidores sempre insatisfeitos, criando mais riqueza.
Ao sair da pobreza o homem almeja mais liberdade. Demanda, portanto mais bens e quanto mais fica sofisticado, mais sofisticado é esta demanda. Exemplo são os modernos avanços na informática que alivia o homem de muitas tarefas aborrecidas. Inteligencia artificial o homem vem empregando há bastante tempo. Exemplo: uma calculadora, uma máquina de lavar roupa automática, e muitas outras.
Os empresários são pessoas que dão continuidade ao avanço da ciência ao produzir novos e inimagináveis produtos baseados nestes conhecimentos. O objetivo é liberar o homem de tarefas enfadonhas liberando para outras tarefas, inclusive para o deleite. O homem trabalha porque não tem outra saída, mas o que deseja mesmo é curtir a vida. Ninguém paga pra trabalhar. Mas paga para se divertir.
Máquinas são produtos do cérebro humano, de sua imaginação e raciocínio. A divisão de trabalho, quanto mais intensa, mais mecânica e repetitiva a atividade humana; se torna sendo então um desafio retirar este enfado provocado pela repetição com uma maquininha qualquer e de preferencia inteligente. Inteligencia artificial jamais substituirá o homem, seu criador.
V. Camorim é autodidata e colaborador de LIBERTATUM -
Inflação: causas e consequências
Antony P. Mueller é doutor em economia pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, e atualmente atua como professor na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ele é o fundador do Continental Economics Institute e mantém os blogs Economia Nova, Cash and Currencies e Sociologia econômica.
O termo "inflação" é impreciso. O significado comum de "inflação" hoje em dia é um aumento geral do nível de preços. Neste contexto, o oposto da inflação seria "deflação", enquanto "estabilidade dos preços" significa uma situação em que o nível de preços não se move. Nenhum desses termos é um conceito exato. "Inflação", "deflação" e "estabilidade dos preços" são construções estatísticas e, como tais, sofrem de imprecisão e estão sujeitas a várias técnicas de apresentação. Por serem "dados oficiais", estão sujeitos à manipulação de acordo com os interesses políticos.
O que é inflação?
Diferente de seu uso corrente, "inflação" originalmente significa a expansão do estoque de dinheiro. Nessa definição, um aumento da massa monetária implica automaticamente um aviltamento da moeda. Quando a oferta de moeda inflaciona, cada unidade de dinheiro tem menos poder de compra.
É principalmente na teoria econômica da Escola Austríaca que o termo "inflação" continua a ser usado em seu sentido original. Isso faz com que quase só os economistas que trabalham na tradição dessa teoria estejam imunes a uma série de falácias que surgem com o uso do termo para designar um "aumento geral do nível de preços".
O principal problema com o conceito de "estabilidade dos preços" reside no fato de não existir tal estabilidade de preços em uma economia de mercado. Em um mercado dinâmico, os preços estão em constante mudança. A alteração dos preços relativos é instrumental para indicar novas áreas onde haja escassez relativa. Sem alterações de preços não pode haver alocação eficiente.
Não há benefício inerente se os preços em média permanecem “estáveis”, como dá a entender a expressão “nível de preços”. Se, por exemplo, uma economia registra ganhos de produtividade em grande escala, a maioria dos preços cairá se a massa monetária é mantida constante. Não há nada de ruim com essa "deflação". Dada uma oferta monetária constante, uma queda de preços significa que cada unidade monetária pode agora comprar mais mercadorias. Um aumento do poder de compra está acontecendo. Para o assalariado, isso significa que o seu dinheiro experimenta um ganho de poder de compra e assim, na terminologia moderna, "os salários reais" aumentam.
Os maestros da inflação
O moderno sistema monetário é um construto para lançar moedas nacionais sem lastro. Esse sistema é governado por políticos e seus agentes. A moderna ordem monetária não tem moeda forte como base. A produção da moeda artificial serve como instrumento para alcançar objetivos políticos. Assim, não é nenhuma surpresa que esse sistema monetário tenha dado lugar à era da inflação.
A base monetária que é fornecida pelas notas de dinheiro nacional forma a origem de um processo de expansão monetária que funciona através do sistema financeiro. Os bancos comerciais são capazes de multiplicar a base monetária existente, ampliando o crédito aos setores privado e público. O estoque de base monetária é transformado em quantidades de dinheiro sujeito à capacidade de emprestar e dependente da demanda por empréstimos.
Além de criar a base monetária, os bancos centrais exercem controle sobre os empréstimos bancários na medida em que regulam a taxa de reservas compulsória a ser realizada pelos bancos comerciais contra os depósitos de seus clientes. Se os bancos utilizam plenamente as suas reservas excedentes, a taxa de reservas compulsórias determina o fator pelo qual os bancos podem expandir a base monetária e gerar a oferta de moeda na economia.
Para a elite monetária, o ideal é uma expansão monetária elástica. Enquanto que para o setor privado é necessário expandir as riquezas de forma que os ativos cresçam em sintonia com a dívida, os governos conseguem aumentar a sua dívida além do que é autorizado por essa regra. Os governos tendem a se sobrecarregar com empréstimos acumulando dívidas além do que seria sustentável em termos da riqueza do país.
Para entender por que vivemos na era de inflação vale lembrar que a desvalorização monetária que traz benefícios para os devedores é, na verdade, um grande negócio para os que pertencem ao seleto grupo da elite monetária. Para entender as causas da inflação, precisamos perguntar quem pode ganhar com a expansão monetária.
O efeito Cantillon
O novo dinheiro entra na economia em pontos específicos e passa por ela em etapas. O dinheiro recém criado ainda tem o poder de compra antigo mas, a cada transação, o novo dinheiro puxa os preços para cima até que eles reflitam a desvalorização da moeda. Assim, os primeiros que conseguem se apossar do dinheiro novo comprarão a um preço que ainda é o produto da massa monetária do início da expansão monetária. Os preços de cada operação monetária mais tarde são maiores do que para a operação mais cedo, porque é somente com o tempo que os preços atuais refletem plenamente o enfraquecimento da moeda. Porque a moeda entra na economia passo a passo – e não de uma vez, como a grande maioria dos livros de economia monetária ensina –, a expansão monetária beneficia os que estão perto da fonte da criação da moeda e hoje em dia essa “mina de ouro” que pode produz dinheiro está na mão do governo.
Este processo no qual a moeda entra na economia em pontos específicos e passa por ela em etapas com cada transação se chama “efeito Cantillon”. A não ser na Escola Austríaca de Economia, esse efeito raramente é mencionado nos livros de economia monetária atuais. O que domina os livros são modelos nos quais se assume uma adaptação instantânea e homogênea do nível de preços à massa monetária. Dessa forma, aspectos importantes do processo inflacionário fogem do escopo da análise. Apenas se mantivermos a definição original de inflação como uma expansão da oferta de moeda se torna claro que a subida dos preços requer, em primeiro lugar, mais dinheiro disponível para pagar por esses preços.
Na terminologia correta, uma expansão do estoque de dinheiro é a causa, e o aumento dos preços é o efeito do processo inflacionário.
As consequências
O moderno sistema monetário promove um endividamento permanente. Enquanto o tamanho do endividamento é limitado ao setor privado não-financeiro, pela capacidade de endividamento estar ligada ao patrimônio e à renda, o setor bancário e o governo estão fora dessas limitações. Tecnicamente não há grandes obstáculos para imitar um sistema semelhante ao padrão-ouro com moeda fiduciária. Mas levando em conta que mais cedo pode-se apossar do dinheiro novo e mais fácil é transformar esse dinheiro em riqueza real, falta o interesse de manter o estoque monetário fixo. Assim o moderno sistema monetário de moedas fictícias sob a autoridade dos governos provoca crises financeiras sem acabar com o perigo constante de uma insolvência completa do setor bancário. Ao longo do tempo o sistema monetário de hoje anda no caminho dos ciclos de falência nacional e da hiperinflação.
Matéria extraída do website do Instituto Ordem Livre e originalmente nele publicada em 2011
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
O inigualável
veneno socialista.
Por Ivan Lima
Ela virá, a revolução, e trará ao povo, não só
direito ao pão, mas também à poesia.
Leon Trotsky

Desde os tempos mais remotos da humanidade, a inveja sempre
foi o combustível do incompetente. Do preguiçoso. Do que quer seu bem estar se
apropriando dos bens de outrem.
Mas, dos tempos bárbaros em que o direito de propriedade
ainda não era a delimitação que mais separou estas eras de trevas da
civilização, o pensamento humano sofisticou-se, tanto para o bem como para o
mal. A vertente de pensamento que desde os tempos primitivos privilegiou as
trocas e a cooperação pacífica elevou a humanidade aos píncaros civilizatórios,
passando por períodos históricos como a Grécia Clássica e estudiosos como
Aristóteles, até chegarmos ao claríssimo ensinamento de Adam Smith sobre a
importância da divisão do trabalho em liberdade para a prosperidade social.
Posteriormente, mais luz se fez sobre o entendimento humano e sua ação, com o
gênio de Carl Menger, Bohm Bawerk, Ludwig von Mises, e outros integrantes do
que se convencionou chamar de escola Austríaca de Economia.
Por outro lado, do pensamento e ação que era o motivo de
exercício “justo de governo” em que os reis absolutistas da antiguidade
periodicamente matavam os ricos e pilhavam seus bens para “distribuí-los” aos
pobres, essa ação também sofisticou-se através dos tempos. Da demonização
religiosa aos ricos a hipocrisia de políticos e burocratas que lhes sugam seus
bens e restringem suas ações com regulações, chegamos aos tempos do socialismo
“científico”. Com ele, toda espécie de perversidade e malandragem foi teorizada
para satanizar a ação humana, a liberdade econômica que desenvolve indivíduos e
sociedades.
Baseado na teoria dos conflitos irreconciliáveis, e que para
se estabelecer a paz social uma classe, a burguesa, tem que ser dizimada, o
socialismo marxista sucedeu como ideia a duzentos anos de paz e prosperidade do
liberalismo. Com isso, já vão dois séculos de conflitos entre indivíduos, sociedades, nações. A ideologia dos conflitos irreconciliáveis provocou duas guerras mundiais e
inúmeros conflitos regionais. E muita tirania. E milhões de mortos em cada uma
dessas tiranias socialistas, inclusive por fome planejada, como o Holodomor.
*"Comunismo não é amor. Comunismo é o martelo que usamos para esmagar o inimigo.”
-
Mao Zedong
Por trás, o insano desejo de controlar a mente alheia, suas vidas, sua produção, escravizando-as. Enquanto aquela vertente da humanidade e seus estudiosos entendia que as trocas e a livre ação do engenho humano, fundado no direito de propriedade, era que rapidamente causava a prosperidade de indivíduos e nações, por outro, sofisticava-se com ares de santidade e heroísmo o pensamento da malandra filosofia de justiça social de distribuir a riqueza alheia com os pobres. O homem, já se disse, segue ideias. Ou para o bem ou para o mal.
Assim é que, do aparecimento da imprensa como grande
disseminador das ideias, até os dias atuais de high tech, passando por
conhecimentos como a neurolingusística, o poder subliminar do cinema e agora da
televisão, o certo é que a corrente de pensamento humano que teoriza
mentirosamente que há pobreza por causa da “felicidade” dos ricos vem
procurando se sofisticar, mas não consegue esconder o rabo do engodo ideológico
que quer forçar na mente alheia. Para dominá-la. Esse pensamento fundado numa
atitude mental venenosa, alimentou, por exemplo, idiotices como a de milhões de
pessoas no mundo acreditarem nas mentiras de um socialista chamado Charles
Fourier que dizia que numa sociedade sem classes a prosperidade e felicidade seria
tanta que “os pombos assados voariam direto para as bocas dos camaradas”. Ou,
segundo a “profecia” de Trotsky, numa sociedade socialista mesmo o homem comum
teria a genialidade de um Aristóteles, de um Platão, de um Marx...
E, venenos como esse,
teorizados e direcionados a milhões de mentalidades despreparadas no mundo, fez
e continua a fazer a desgraça de indivíduos, de nações, agora com os
sofisticados métodos de votação de urnas eletrônicas em que usando da
democracia burguesa, como chamam, preparam-se para instaurar a ditadura do
proletariado...
Mentira e dissimulação, dissociação cognitiva, arrogância e
corrupção, eis a ideologia socialista aplicada a toda energia ás massas
ignorantes na era televisão, da internet e do computador, criações do ambiente
de liberdade que só o capitalismo proporciona. Contradições aberrantes na
bíblia socialista, O Capital? Aponte-os, aos socialistas que a
leram - se os encontrar - e eles teorizarão labirintos de invencionices em que ao fim e ao cabo do
debate, você será acusado de não ter entendido o “gênio” de Karl Marx. Mais eis
os fatos: genocídio, destruição e barbárie. Eis o legado que o inigualável
veneno mental do socialismo e a vertente de pensamento dos que o usam para se
darem bem à custa do sangue, suor e lágrimas de milhões concedeu à história
humana. É argumento suficiente para provocar uma honesta reflexão dos
socialistas? Muitos se saem cinicamente dizendo que o marxismo foi traído...
Esse veneno, como na ficção literária de o Médico e o Monstro,
traz à tona na natureza dos indivíduos, explorando através de uma perversa
programação mental neles, desde a infância, a inveja e a utopia paradisíaca
através da pilhagem da propriedade e a destruição da vida alheia. Mas, ao
contrário do personagem de ficção, cria monstros reais, destruidores da
família, da moralidade, e construtores de miséria e tirania para milhões de
indivíduos numa sociedade.
E tudo em nome do engodo ideológico acobertado pela
exploração sentimental de justiça social no coração dos tolos e dos invejosos que
sonham tomar a força os bens alheios e tiranizar suas vidas.
A história e a razão humana mostram que todo esse veneno
disfarçado de paraíso é apenas mentira. Embora a mais trágica e perversa
mentira que jamais existiu.
O antidoto para esse veneno? Capitalismo e sua filosofia, o
Liberalismo.
Ivan Lima, 64, é publicitário.
*Nota Libertatum. Conheça melhor sobre essa declaração de Mao Tse Tung, lendo um trabalho intitulado Os Campos de Morte da China, no website do Instituto Ludwig von Mises Brasil
*Nota Libertatum. Conheça melhor sobre essa declaração de Mao Tse Tung, lendo um trabalho intitulado Os Campos de Morte da China, no website do Instituto Ludwig von Mises Brasil
Em um passeio recente por um bairro rico de San Francisco que ostenta casas absolutamente espetaculares, fiz o que qualquer pessoa normal faria nessa circunstância: pensei comigo, “o que eu poderia fazer para ganhar dinheiro suficiente para comprar uma casa dessas?” Meus pensamentos continuaram: “para ser tão rico assim, eu preciso produzir alguma coisa pela qual muitas pessoas pagariam um valor mais alto que meu custo para produzi-lo. OK! Ótimo! Eu identifiquei a fórmula geral. Agora, tudo que preciso fazer é pensar em um produto, algo que as pessoas pagassem um preço mais alto que meu custo de produção”.
“O que eu posso produzir?... O que eu posso produzir?... Que idéia posso ter que seja criativa o suficiente para me trazer uma fortuna?... O que eu posso produzir?... Pense Don: pense, pense, PENSE!”
Afundei em melancolia, pois o que veio à minha cabeça foi apenas o vazio – o mesmo vazio desconcertante de todas as outras milhares de ocasiões, nas quais tentei pensar em um novo produto ou serviço que os consumidores valorizariam.
A verdade é que não possuo nenhuma criatividade empreendedora. Nada. Zero.
E, ainda assim, apesar da inatividade da minha mente nesse assunto, como eu tenho sorte! É incrível o quanto eu sou estupidamente sortudo!
Minha sorte é que vivo em uma sociedade na qual eu me beneficio imensa e diretamente das idéias criativas de outras pessoas, idéias essas que eu nunca teria tido, mesmo que eu vivesse cem vezes. A característica distintiva de uma economia de mercado, livre e despolitizada, é que ela não apenas inspira pessoas criativas a criar, mas ela também inspira essas mesmas pessoas criativas a criarem coisas e processos que beneficiem mesmo àqueles irremediavelmente não criativos.
O que eu quero dizer é o seguinte. Eu estou escrevendo essas palavras de algum lugar no estado de Utah enquanto viajo para a cidade de Nova York a 600 quilômetros por hora. A menos de 30 centímetros do braço do meu assento a temperatura é de 45°C abaixo de zero. E, ainda assim, estou confortável e a salvo, bebendo um café que me foi fornecido como cortesia. Há duas horas, eu estava na Califórnia; em três horas, estarei em Nova York. Meus pensamentos estão sendo gravados (com a ajuda dos meus dedos) em um computador portátil, que possui mais poder computacional do que a Apollo 11. Eu posso checar meus e-mails, simplesmente ligando meu laptop a um telefone, acoplado ao assento à minha frente.
Cada uma dessas maravilhas – e elas são maravilhas! – só foram possíveis graças às incontáveis idéias criativas de pessoas as quais eu não conheço e que também não me conhecem. Eu não sou o responsável por nenhuma dessas idéias que me possibilitam escrever em um computador enquanto eu vôo, em segurança, através de um continente. Mas aqui estou eu, o feliz beneficiário de todas essas assombrosas criações.
Além do mais, sou um Americano comum. Eu não sou rico, segundo os modernos padrões americanos. Mas, e daí? Eu sou espetacularmente rico. Eu (como quase todos os outros americanos) posso adquirir todos esses itens supérfluos em troca de apenas uma pequena fração do meu trabalho.
Vamos calcular quanto me custam, hoje (1999), os bens supérfluos que descrevi acima. A tarifa da minha viagem, ida e volta, na classe econômica, é de US$ 338. Meu laptop novo, completo, com modem e todos os programas que preciso para escrever e mandar e-mails custa US$ 2.000. Imaginando que provavelmente irei usar esse computador por dois anos, o custo diário dele é de nada mais que US$ 2,74 (que é 2.000 dividido pelos 730 dias dos dois anos). Checar meu e-mail me custará, aproximadamente, US$ 35 com as despesas de telefone – supondo que eu usaria o air-phone por dez minutos (um tempo de conexão bem maior do que eu provavelmente precisaria).
Então, o que temos? No total, me custa apenas US$375,74 ir e voltar, de Nova York à Califórnia, escrever essa coluna enquanto viajo e checar os meus e-mails. US$ 375,74 – e só! Apenas US$ 375,74 foi tudo que eu paguei para fazer algo que, há vinte anos, ninguém poderia ter feito, e que há apenas quatro ou cinco anos, somente os mais ricos entre os ricos poderiam fazer.
Hoje, utilizar um laptop em um avião é tão comum nos países desenvolvidos que não nos chama a atenção. Os outros passageiros não estão mais surpresos por me verem digitando em meu laptop, do que estariam ao ver um pombo no Central Park.
O relatório anual do Federal Reserve Bank de Dallas, de 1997, se chama Time Well Spent: The Declining Real Cost of Living in America [O Tempo Bem Gasto: A Queda do Custo de Vida Real na América]. Eu gostaria de incentivar vocês a lerem esse incrível documento. (Nota: o Fed de Dallas é uma espécie de traidora entre as agências governamentais. Sua liderança e quadro de economistas é composto por alguns dos acadêmicos que mais defendem o livre mercado na América) Os autores do relatório – W. Michael Cox e Rochard Alm – mostram como o custo de vida real nos Estados Unidos tem caído substancialmente durante o último século e como continua a cair. Cox e Alm medem o custo de vida baseados no tempo de trabalho – a quantidade de tempo que um trabalhador americano típico deve trabalhar para adquirir determinados produtos e serviços.
Quase qualquer produto ou serviço que você possa pensar custa menos tempo de trabalho hoje do que há alguns anos. Por exemplo, em 1984, um típico trabalhador Americano tinha que trabalhar 435 horas para comprar um computador. Hoje, um computador com muito mais recursos pode ser comprado com apenas 76 horas de trabalho desse trabalhador. Um telefone celular, em 1984, custava 456 horas de um trabalhador americano. Hoje, um telefone celular muito melhor custa apenas nove horas.
É claro que muitos bens e serviços que vemos hoje com naturalidade não poderiam ser comprados, por nenhum preço, há dez anos – como checar meus e-mails em um avião comercial.
As maravilhas as quais cada um de nós têm acesso diário são produtos de milhões de mentes criativas, pensando como satisfazer melhor seus consumidores – produzindo produtos novos ou melhorados e reduzindo os custos de produção de produtos já existentes. Muitas dessas pessoas ganham (merecidamente) milhões de dólares; algumas ganham (merecidamente) bilhões de dólares; e a maioria delas ganha boas somas, mas não tão grandes. Entretanto, todos, na sociedade industrial, lucram bastante a partir da criatividade de qualquer empreendedor do mercado.
E não preciso lamentar que eu, pessoalmente, não tenha criatividade, nem idéias produtivas. Eu tenho a grande sorte de viver em uma sociedade que encoraja as pessoas verdadeiramente criativas a dividir os frutos de sua criatividade comigo. Minhas bênçãos são, literalmente, grandes demais para serem contadas.
Matéria extraída do website do Instituto Ordem Livre
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