quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Aprenda com Hélio Schwartsman como vender peixe podre


Aprenda a vender peixe podre com Hélio Schwartsman, da Folha: basta inseri-lo entre os bons.
Por Klauber Cristofen Pires

O artigo “Agenda Cubana”, do colunista Hélio Schwartsman, da Folha, serve bem como um daqueles exemplos clássicos de empulhação socialista.
O estratagema é o seguinte: não sendo possível endossar as enormidades proferidas pela presidente Dilma Roussef por ocasião de sua visita a Cuba, que representaram uma nefasta reprise da mesma cara de pau com que Lula já havia tratado o assunto - até mesmo cada qual com direito ao seu próprio mártir como souvenir – lá vem o articulista da Folha/UOL inserir entre suas discordâncias alguns elogios ao regime. Confiram:
O fato de a ditadura cubana não ser tão sanguinária quanto congêneres africanas e asiáticas não justifica seu autoritarismo, especialmente porque ele é desnecessário no que diz respeito aos dois ou três sucessos que a revolução logrou obter.
Por mais que deploremos certas práticas de Fidel Castro, é forçoso reconhecer que ele fez um bom trabalho em saúde e educação. A Universidade de Havana não compete com Harvard, mas praticamente todos os cubanos sabem ler e frequentaram a escola básica, o que não é regra no Caribe nem em algumas nações bem mais ricas.
Já na saúde, os indicadores de Cuba, se não muito manipulados, são melhores até que o de algumas regiões dos EUA. O segredo é prevenção e atendimento primário. A coisa muda de figura quando se necessita de intervenções de alta complexidade, hipótese em que é melhor estar nas mãos de um médico americano.
Bom, pra começar, os dois ou três sucessos alegados, como deu pra notar, foram só dois mesmo: educação e saúde. Seria algo, não fosse uma brutal mentira.
Não se faz educação sem liberdade. Pode-se fazer algum adestramento. Com efeito, os próprios dirigentes cubanos afirmam que a educação cubana visa a formar o cidadão para viver em um país socialista. É só.
Saber ler e escrever, realizar algumas operações matemáticas ou operar algumas habilidades está muito longe do significado pleno de educação, no sentido da conquista de uma consciência sobre a vida e o mundo. Basta dizer que qualquer leitura ou conhecimento que o regime considere inconveniente pode resultar em cadeia, como aconteceu com as mais de setenta pessoas da Primavera Negra de 2003.
Por outro lado, a saúde cubana não passa de peça publicitária que não engana nem sequer os mais fiéis militantes petistas. O Sr Hélio deveria se envergonhar por sua tola coragem em dizer tamanha besteira.
Sua concessão ao regime castrista visa passar a ideia da viabilidade de um socialismo democrático, com educação e saúde para todos. Entretanto, jamais haverá uma conjunção de democracia com o socialismo, só porque, sem o direito de propriedade, nenhuma pessoa tem o poder de tomar decisões por si própria, tendo antes de pedir permissão a uma autoridade imediata, que no final desembocará inexoravelmente na figura do líder máximo, que detém o controle total sobre tudo e todos. Não é por outro motivo que de todo regime comunista sempre emerge um guia genial, supremo e venerado, a quem todos devem agradecer por qualquer migalha de pão e pela Aspirina para qualquer enfermidade que seja.
Nenhuma imprensa é livre, porque as máquinas e os jornalistas são do governo. Nenhum direito é livre, porque promotores e advogados são do governo. Nenhum paciente é livre para exigir ou protestar, porque os hospitais e os médicos também são do governo. 

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