quarta-feira, 28 de março de 2012

Reféns do estado, perseguidos do medo


No Brasil, um policial combatente do narcotráfico, quando é vítima dos traficantes, pode ter problemas ainda maiores caso peça ajuda aos órgãos públicos. Conheça o caso de Marco Antonio dos Anjos. Uma história que alguns veículos da grande imprensa já tomaram conhecimento, mas nada publicaram a respeito.
Por Marco Antonio dos Anjos

As pessoas, vítimas e testemunhas, que se sujeitam aos "cuidados" dos bandidos que dominam o poder público no Brasil, ingressando nessa verdadeira fraude denominada "Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas da Violência", almejam, como o nome diz, serem protegidas pelo Estado, ao qual colaboraram para sua manutenção.
Pagam impostos e devem ter acesso a alguns serviços públicos, sobretudo a segurança, elementar para uma vida digna.
No entanto, tornam-se, na verdade, reféns desse Estado, abandonadas a própria sorte, expostas a tudo e sem um mínimo assistência para alentá-lo e cuidarem do trauma sofrido pela violência desferida por aqueles que integram o "poder paralelo", que na verdade, cada vez mais, trata-se de uma continuidade do poder público.
Uma síntese dos fatos
Sou policial militar reformado, inspetor de segurança penitenciária e agente da Polícia Federal. Deste último cargo me alijaram, apesar de ter concluído todas as etapas do concurso com bom aproveitamento, mas... os “deuses” da justiça em nosso país julgaram improcedente a ação pelo fato de eu ter feito todas as etapas amparado por liminar, e estas tem caráter precário.
Todos os demais da minha turma exercem desde 1998. Além disso, sou formado em Direito, tendo advogado para o Estado do Rio por 8 anos, fato reconhecido pelo TJRJ, mas, até agora não recebi um centavo de pagamento. O Estado do Rio de Janeiro me deve por todos estes anos de trabalho.
Revoltado com esses fatos, que modificaram de forma drástica minha vida em família, vivendo em um zona minada por poderes paramilitares, em 2006, compareci ao comício no qual Sérgio Cabral seria recepcionado pelos irmãos Jerominho e Natalino, notoriamente conhecidos como os chefões do crime organizado na zona oeste do Rio, com a anuência do Cabral. Foi eleito com maciça quantidade de votos dados pelos irmãos da zona oeste, Ricardo Batman e demais componentes da sua gangue.
Em 2007, comecei a me insurgir contra as atividades criminosas daquela facção criminosa até que, em agosto 2007, atentaram contra minha vida, quando fui alvejado por quatro disparos de PAF. Isso contribui de forma decisiva para o falecimento prematuro de minha mãe.
Fui socorrido e atendido no Hospital Rocha Faria em Campo Grande. No dia seguinte, na enfermaria, acordei com gritos de dor de um dos meus algozes e até aquele momento estavam trocando nossas plaquetas médicas (com as prescrições médicas).
Estavam queimando arquivo; foi julgado sumariamente por seus comparsas que tentaram executá-lo. Usaram-no para me matar e depois resolveram eliminá-lo, mas conseguiu escapar e coincidentemente foi parar ao lado do meu leito, com a anuência do diretor do hospital, outro envolvido com o crime, devido ao sistema paralelo de poder.
O hospital ficou completamente sitiado pelos milicianos da área e alguns policiais de serviço que estavam ali para dar cobertura para uma possível tentativa de homicídio.
Não fosse a providencial atitude do meu irmão Carlos Alberto (agente federal), talvez eu tivesse sido assassinado. Meu algoz morreu dois dias depois, após algumas tentativas frustradas do bandidos.
Autoridade alguma tomou providências para garantir minha segurança.

A recuperação
Após ter sido removido, sob escolta, para o HPM-NIT, passei 5 dias na UTI e mais 25 dias internado. A recuperação foi lenta.
Fiquei aqui e ali me refugiando em casa de familiares, mas, o sistema comunista faz com que as pessoas se afastem de seus familiares, destruindo a família.
Ninguém da minha família pôde me amparar. Eu havia me tornado um alvo que comprometia a segurança dos meus entes queridos e isso eu compreendi. Minha esposa e filhos ficaram com meus sogros, o que me atormentava, receoso de alguma represália. 
Usava uma bolsa de colostomia no abdome devido as perfurações que atingiram meu intestino. Teria que me submeter a uma nova cirurgia para reconstrução do intestino em 90 dias.
Da inclusão no programa
Em tal situação, não podendo sair do Estado e recomeçar minha vida em outro, ou até mesmo sair do país, resolvi não colocar minha família em risco. No dia 20 de dezembro de 2007, o promotor Jorge Magno, outro que se promoveu ao me usar, tendo meu telefone, repassou-o para o promotor Marcelo Marques que agendou para o dia seguinte um depoimento no prédio do MPRJ.
Colaborei com todos os presentes sob a promessa de que tudo seria feito para a preservação do bem estar da minha família. Estavam ali Antonio José, subprocurador do estado, Marfan, procurador geral e o delegado da DRACO, Claudio Ferraz. Todos foram promovidos politicamente graças ao depoimento que dei e que ratifiquei em juízo, condenando Jerominho, Natalino, Ricardo ‘Batman’ e mais sete comparsas.
Quando prestei o depoimento deixaram claro que se referia ao atentado que sofri, mas, não o foi. Usaram o peso de meu depoimento como agente público para solucionar paliativamente um problema que eles mesmos criaram. O caos através das milícias no Rio de Janeiro. Todos são envolvidos com o crime porque o toleraram.
Fomos colocados, eu, minha esposa e dois filhos em uma sala com dois técnicos da ONG com nome muito sugestivo de Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis. E ali começaram a fazer um questionário sobre nossa vida e se tínhamos parentes fora do estado. Ficaram com todos nossos cartões bancários e de crédito, com as senhas pessoais, e nos levaram para Lima Duarte (MG) e mandaram que começássemos a usar nomes fictícios. Não podíamos usar nossos CPF´s e nem comprar a crédito.
Eu dependia do meu salário como servidor público, que não era repassado regularmente. Tivemos que pedir dinheiro emprestado. Qualquer serviço deveria ser usado pela rede pública.
Começaram a administrar em nós medicamentos psicotrópicos para nos ter a mercê de sua subversão ideológica. O que comecei a rechaçar para não perder a razão e não ter minha mente lavada.
É incrível o cinismo desse sistema comunista. Essa cultura vem sendo massificada há décadas e o momento político os favorece (Copa, Olimpíada e “pré-sal”). Ninguém quer perder. Enquanto isso os cidadãos se passam por idiotas úteis, para cumprir as finalidades dessa casta.
O monitoramento era feito a distância, através de contatos telefônicos para um plantão criado pela ONG, onde o auxílio para qualquer eventualidade de risco para as famílias simplesmente não é dado. Eles simplesmente orientam as pessoas a se deslocarem para um local público. Esses técnicos, profissionais liberais, estão à disposição desse sistema para oprimir vítimas e testemunhas ao passo que são impotentes para agirem em situação de riscos reais para essas famílias.
Criaram uma lei (9807/99) para justificarem que a corrupção está sendo combatida através de métodos eficazes de prevenção, quando a intenção é rechaçar o que mais ameaça um sistema criminoso: vítimas e testemunhas.
Implorei para ser submetido à reconstrução de intestino porque tinha que defender minha família. Após 5 meses do atentado fui submetido a exames no Hospital João Penido em Juiz de Fora-MG, quando fui abandonado sem qualquer vigilância, por uma noite, a mercê de vários presos que ali estavam sob a escolta de 2 agentes penitenciários, sem algemas, transitando livremente pelos corredores do hospital.
Os exames detectaram divertículos no interior do meu intestino pelo tempo excessivo em desuso, quando a intervenção deveria ter sido feita em 90 dias após o incidente, acarretando a perda do meu intestino grosso e consequentemente uma disfunção gastrintestinal, além dos defeitos estéticos ocasionados pelas sucessivas e desastrosas cirurgias.
Fui internado na Casa de Misericórdia de Juiz de Fora em 04/03/2008, sem qualquer vigilância, onde passei os piores dias da minha vida, submetido a três cirurgias, por uma sucessão de erros negligenciais. Fui tratado como bandido.
Temo que todos esses históricos médicos tenham sido confiscados ou apagados dos sistemas.
As atrocidades não terminam por aí. Após me usarem para alcançarem seus intentos, esses bandidos nos remanejaram, isto em setembro de 2008, para Fortaleza. Ali, fomos revitimados. Meus dois filhos foram alijados de terminarem o último bimestre, somente podendo concluir o ano por termos, eu e minha esposa, matriculado-os no Colégio Padre Nilson. Ao terminarem o ano letivo, matriculamos os dois no Colégio Batista (um dos melhores) com bolsas de 70 a 80% conseguidas por nós.
Não bastou pára começarem as torturas psicológicas, após eu ter distribuído algumas petições denunciando as arbitrariedades, sem êxito, ante a inércia das autoridades locais. Passamos, inclusive, por um verdadeiro tribunal de exceção comandado pelos membros da ONG local e demais autoridades em meados de 2009. E nos dias 16 e 19 de outubro deste mesmo ano, quando, novamente tivemos que deixar aquele Estado sob a alegação de que estávamos comprometendo a subversão trazida por esta nova ordem, ou, nos termos que usaram, “queimando toda a rede”, devido às denúncias e petições que encaminhei a vários órgãos públicos sobre as arbitrariedades e injustiças que estávamos sofrendo, eu e minha família. Nessas ocasiões, meus filhos, na época com 9 e 10 anos, ficavam trancados em casa com prejuízo dos seus estudos.
Novamente meus filhos deixaram de concluir o ano letivo. Concluíram-no em outra cidade de outro Estado da Federação, numa escola pública. No ano seguinte matriculamos os dois em outro colégio, um dos melhores da cidade. Mas, meu filho mais novo, psicologicamente abalado, se desestimulou com os estudos, e foi reprovado.
Cansado de tanta tortura psicológica decidi ir a Brasília e impetrar o HC 205736, além da queixa crime 080618-77.2011.4.02.5101 na JFRJ e outros vários procedimentos, sendo que o Judiciário Estadual e Federal, MPF, MPE, PGERJ, PGU, etc., constitucionalmente, por conveniência, são subordinados ao Executivo Estadual e Federal.
Aí estão alguns fatos, meus prezados.
Eles vão continuar a cometer arbitrariedades, abuso de poder, tortura psicológica, etc., porque no Brasil as leis são feitas pelos bandidos e para os bandidos. E não para os cidadãos honestos.
Esse foi um breve relato do que estou passando dentro dessa fraude, sem falar nas recentes investidas da promotora e presidente do CONDEL/RJ que está ameaçando suspender o pagamento do meu aluguel onde estou atualmente, mesmos sabendo que estou alijado de usufruir do meu patrimônio no Estado do Rio de Janeiro, onde morei por mais de 45 anos e tive que deixar tudo para trás. Além das pendências com a Receita Federal durante quatro anos, quando fui impedido de declarar meu IR, e outros encargos, benefícios sociais e minha aposentadoria, tudo por conta dessa ONG e das autoridades envolvidas nessa fraude contra o tesouro.
Criaram uma nova fonte de recursos através de vidas humanas.
Faço um apelo a vocês, leitores do Mídia Sem Máscara.
Não podemos ficar de braços cruzados esperando gerações inteiras serem lobotomizadas por essa horda de malfeitores. Como poderei passar princípios sólidos de solidariedade, moral e dignidade que me foram passados pelos meus antecessores? Estarei a transformar meus filhos em criminosos se forem contra esse sistema pútrido e imoral?
Peço encarecidamente que me ajudem a divulgar esses crimes. Tenho muito material sobre todas estas atrocidades.
Pessoas estão morrendo nesse processo, mas, ninguém se atreve a enfrentá-los. Se não for assim, só pedindo asilo em outro país. Os idiotas úteis não entenderiam nada. Acreditando num sistema aparentemente justo, acabei me tornando um deles. Mas vou me redimir.


Obrigado pela oportunidade,
Marco Antonio dos Anjos
P.S.: E quanto a esta burlesca “Comissão da Verdade”? Foi criada pelo PT para ocultar os crimes perpetrados por seus integrantes no passado e, claro, os da terrorista Dilma. Enquanto praticam crimes tais como os que te relatei. Crimes contra a dignidade humana, que merecem a atenção internacional, inclusive, para que tais atos sejam julgados por um tribunal internacional, pois, no Brasil transformaram a Constituição em um abrigo para os interesses dos revolucionários socialistas aliançados com os narcotraficantes comunistas no Foro de São Paulo. As instituições públicas não são autônomas, mas, harmônicas, quando se fala em conspirar para obter resultados que ocultem a verdadeira história.
Enquanto presidentes e governadores continuarem a indicar e nomear magistrados, promotores, defensores e advogados para cargos estratégicos não teremos instituições autônomas. O Judiciário, as procuradorias, o MP, a advocacia geral e a defensoria não podem ser subordinadas ao Poder Executivo. Imagine um exemplo: o Ministério Público estadual é subordinado a Procuradoria Geral do Estado que tem seu procurador indicado pelo governador. Entenderam? Não há autonomia nem democracia onde o promotor de justiça não promove justiça contra os interesses do representante do estado, por estar simplesmente subordinado a ele. A independência dos poderes é uma utopia.
Então, podemos deduzir que são todos farinha do mesmo saco. Se você vai contra os interesses dessa corja, a manipulação acontece. Isso em âmbito estadual. Imaginem no âmbito federal!
Marco Antonio dos Anjos, advogado, é policial militar reformado e inspetor de segurança penitenciária.


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